30 de dez de 2008

Red River

Por Bruno de Pierro

Estávamos naquele lugar, cujo nome não sei - e tratei logo de chamá-lo de "o mirante”. Fazia um silencio tão forte, que mal podíamos ouvir um ao outro. Era como se todo o silêncio que existe no mundo - aquele silêncio que ocupa as bibliotecas, as igrejas, os velórios, etc - estivesse, naquele momento, todo acumulado lah, no "mirante". Sim, uma vista bonita. O Red River, que dah nome ao banco principal e a inúmeros outros tipos de estabelecimentos, eh um rio como outro qualquer no mundo, mas por fazer parte daquela paisagem triste e ao mesmo tempo marcante (que não nos deixa ir embora, apesar de o querermos), adquire pompa maior e se torna atração principal para aqueles que procuram no mirante um pouco de beleza e paz. Apesar, claro, de estarmos, aqui, falando de uma beleza falsamente natural e uma paz equivocadamente bem-vinda.

Ficamos lah por uma meia hora. E, em respeito ao silêncio que era maior que tudo, inclusive maior que nossa dor, ficamos quietos. Apenas observando as águas do rio e a vegetação que o cerca pelas margens. Os edifícios, feitos de tijolos laranjas, dão a paisagem um aspecto rústico, mas, ao mesmo tempo, tenta, sutilmente, dar a ela um sentido, um motivo de ser. Quanto a nós, estávamos deslocados, pois nao éramos nem edifício nem rio nem árvore. Deslocados inclusive de nós mesmo, e eu até que suspeitava por que.

Sabíamos que, apesar do sentimento de eternidade que nos invadia e tentava nos tranqüilizar, sabíamos que nao passava simplesmente de mera sensação. Pois se podíamos sentir-nos bem naquele instante, podíamos, simultaneamente sentir-nos mal, justamente por desconfiarmos da certeza de que aquilo estava prestes a acabar. E, engraçado, nem sei se começou, de fato.

O céu adquiria uma coloração tão quente, que, aqui em baixo, sentíamos falta do frio. Eu tentava concertar o zíper de meu casaco, e ela ajeitava o cabelo. Percebemos que estávamos nos arrumando como quem estah para sair a passeio. Mas nao tinhamos para aonde ir... Um mirante, por mais eficaz que seja na sua função de nos possibilitar belas imagens, nunca perde sua característica mais sutil, a qual julgo ser a de garantir que as pobres almas que observam as maravilhas do mundo permaneçam cercadas por grades e parapeitos. E eh por isso que mirantes são tristes, porque são prisões a céu aberto... nada mais. Eu podia a ter lavado a qualquer outro lugar desta cidade, mas tomei o mirante como prioridade, nao por ele nos dar uma bela vista, mas sim porque ele organiza, junta, une. Lah, unimos medo com sonhos e, esperando uma resposta da natureza, nos frustramos em termos como resposta apenas aquilo - uma paisagem de cartão postal.

Eu tentava colocar a maquina fotográfica em cima do capo de um carro velho que pensei estar abandonado. Mas a maquina deslizava enquanto riamos da situação - da qual eu jamais pensei que um dia riria. Eh estranho se acostumar com tudo isso, ou seja, com a novidade e com a simplicidade que há nas coisas mais banais... Por exemplo, o deslizar de uma maquina fotográfica sobre o capo de um carro. Mas como tudo o que eh novo enjoa facilmente, peguei sua bolsa como apoio. A primeira foto, soh saiu ceu... havíamos nos esquecido do timer. Na segunda vez, lah estávamos sorrindo, tendo ao fundo o Red River, a vegetação que o cerca pelas margens e as árvores. E, sim, alguns prédios feitos de tijolos alaranjados, que deram a fotografia um tom triste, mas agradável.

Mas agora, olhando para o retrato, nao vejo graça. Retornei, hoje, ao mirante, mas sozinho desta vez. E tudo estava como deixamos. Se posso seguir sozinho, nao sei... Ontem à noite, enquanto a ensinava algumas palavras em português - e riamos e víamos o quanto eh ridículo qualquer conhecimento, pois o importante é sentir as coisas - reconheci em mim aquela paz do mirante. Hoje cedo, encontrei a casa cheia, mesmo estando despovoada; a cama estava ainda quente, mesmo depois do passar de tantas horas sem um corpo sequer nela repousar... Na pia, a ultima gota d`agua caia naquele que foi seu copo durante estes dias; na mesa da sala, ainda estava escrito, com cinzas de cigarro, seu nome.

E foi tudo o que restou.

24 de dez de 2008

Feliz Natal!!!!

Clique na imagem para ver maior

Larica Total

Pra quebrar o climão daqueles matérias do jornal hoje ensinando a fazer peru de natal ou qualquer merda que o valha, vai aí um vídeo do Larica Total, programa exibido pelo Canal Brasil que é praticamente uma versão televisiva da nossa Maravilhosa Cozinha Androcêutica:


23 de dez de 2008

Questões Ludopédicas

A seguir, a coluna da última sexta do Xico Sá, do caderno de esportes da Folha:

XICO SÁ
Dezesseis e setecentos!
Enquanto a CBF insiste em ignorar o que se passou no futebol nacional antes de 1971, sou LDU desde pequeno
AMIGO TORCEDOR , amigo secador, encontrei nesta semana o Lugones, na Mercearia São Pedro, taberna do portunhol e da psicanálise selvagens, e ele, bom hermano argentino, torcedor do San Lorenzo, "el cuervo", bravíssimo, ficou maluco quando falei que Pelé, segundo as regras da CBF, não era campeão brasileiro. Como assim?
"Qué pasa?", berrou o chico, já um tanto borracho e com todas as interrogações de ponta-cabeça. E olhe que o hermano é um daqueles malucos que insistem que Maradona é melhor que o genial negão do Peixe.
Tempos atrás, em peleja etílica e ludopédica com Jonathan, outro amigo estrangeiro, escocês legítimo, daqueles que bebem e sobem na mesa para discursar, deu-se o mesmo espanto. É mesmo um assombro que o país pentacampeão do mundo conte seus campeões nacionais só de 1971 para a frente. Aí é que nos deparamos com o absurdo: Pelé, a tomar como idéia o ranking da CBF, com quem a maioria dos jornalistas esportivos concorda, nunca ganhou um Nacional por estas plagas.
Diante da contagem da CBF, só me lembro da música de Luiz Gonzaga: "Mas se eu lhe dei vinte mil réis/ Pra pagar três e trezentos/ Você tem que me voltar/ Dezesseis e setecentos!/ Mas dezesseis e setecentos?/ Dezesseis e setecentos! Por que dezesseis e setecentos?/ Dezesseis e setecentos!..."
Só a gloriosa entidade e a mídia não enxergam o óbvio, assim como o personagem que teima com a matemática no clássico gonzagueano.
É, amigo, o Brasil ignorou tudo o que ocorreu antes de 1971, como se Almir, o Pernambuquinho, Garrincha e Jairzinho não tivessem existido. Eis o AI-5 ludopédico. E que se danem vocês, bando de nostálgicos.
É complô contra a memória do futebol, como escreveu, em artigo no Observatório da Imprensa, Antonio Carlos Teixeira. Um desrespeito às torcidas de Santos, Botafogo, Fluminense, Bahia, Cruzeiro e Palmeiras.
Mesmo nos rankings supostamente mais honestos, caso desta Folha, tudo o que foi ganho antes da década de 70 vale menos.
Aqui se leva mais a sério a final da Copa Toyota, que não passava de Desafio ao Galo com direito a jipão para o nome do jogo, do que todos os Nacionais antes de 1971.
Por essas e outras é que é bonito ver a imprensa inglesa e a torcida do Manchester revoltados com a ida do time ao Japão para disputar o tal de Mundial de Clubes -e olhe que esse torneio natalino até que tem um modelo menos picareta.
Eu sou LDU e estou com Bolaños desde pequeno. Para o futebol do Equador, é a glória, não para nós.
Mais vale meio Paulista do que os jipes da terra do sol nascente. Nem o Jeca Tatu, genial criação do Lobato, era tão provinciano e cedia tanto respeito a eventos globalizados.

16 de dez de 2008

O último Podí do ano



Está no ar o último Podí do Androceu de 2008. Esperamos que eles tenham servido para alguma coisa. E para você que achou que 2008 foi uma merda, se prepara malandro, pois em 2009 será Fenomenal. E não estamos falando do Ronaldo...

15 de dez de 2008

Porcarias que me atingem

A Bulgaria eh bem longe do Brasil. E eu nao precisaria ir ateh lah para me estressar com um bulgaro. Nao precisaria, pois posso fazer isso aqui nos Estados Unidos. A impressao que tenho de meu supervisor bulgaro eh a das piores, pelo fato dele nao me dar certezas. Ele nao sabe quando comeco a trabalhar, muito menos se continuarei morando aqui em Pineville. Ele nao sabia onde eu devia pegar o onibus para o centro da cidade, e nao sabia coisa alguma sobre minha vinda. Ainda por cima, fica zombando do fato de eu colocar meu "porta-dollar" para dentro da calca. Sempre que vou pegar algum documento em sua frente, ele diz algo do tipo :"oh..I didn`t know that in Brazil people use to keep documents closets the penis!"

...

Nada eh mais cruel para o ser humano do que nao ter certezas. E caminhando por aqui, percebo que somente os outdoors, as placas e os jornais dao certezas. Ou melhor, ao darem certezas (aqui estah aberto; aqui hah cigarros, aqui nao tem empregos...), as placas e os outdoors unem-se e compoem um ambiente reconfortante. Porque eu nao preciso conversar com ninguem para saber das coisas.

...

O bulgaro estaciona o carro e bate a porta de um jeito que me dah tristeza. Ao entrar na sala, diz para eu ter calma. Eu levanto do sofah e exijo pormenores; ele diz que dele eu nao consiguirei certezas. Eu penso, entao, que ele eh um incopetente como supervisor. Enquanto tiro umas chaves do meu "porta-dollar", ele faz a piadinha do penis. Eu me irrito, e ele fala que na Amaria as coisas funcionam dessa forma. Volto a sentar no sofa, enquanto ele se despede e se retira. Sem nada mais para fazer, tento buscar uma explicacao para o fato de eu colocar o porta-dollar junto a meu penis.

...

O colombiano estah acordado. Vou com ele comprar cigarros e no caminho conversamos sobre animais que se escondem perto da casa. Ele esquece como se fala uma palavra em ingles e entao a pronuncia em espanhol. Eu nao entendo; nos calamos. No posto de gasolina, ele pega o cigarro e eu tento pegar o telefone da balconista. Ela desconversa e, para nao perder a viagem, bebo uma limonada extremamente doce.



*o computador nao estah configurado para o portugues. ignore os erros!

14 de dez de 2008

Guitar Hero de verdade...

Normalmente não usamos o Androceu para fazer propaganda, mas acho que esse é um caso que vale a pena quebrar a regra.
Um velho conhecido dos meus tempos bialikanos está participando do guitar hero 2009 que é um concurso musicial sobre os novos talentos da guitarra ( acho que o Guss ou a Dé podem falar um pouco mais sobre o concurso nos comentários se souberem de algo) e pediu para dar uma ajuda para ele.

Porém, antes de votar, que tal ouvir uma palhinha do rapaz:



Gostou? Acha que ele merece uma chance de tocar lá fora? É só fazer um cadastro que demora menos de 50 segundos no http://www.guitaridol.tv/, pegar a senha no e-mail, entrar nesse link ou http://www.guitaridol.tv/heat_1/entry/find_myself e votar quantas vezes der na telha.

8 de dez de 2008

E pra variar...


UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.
E SEIS ESTRELAS VALEM MAIS QUE UM POST.




O maior blog da internet parabeniza o maior time do Brasil. Pela terceira vez consecutiva.

7 de dez de 2008

"Aquela coisa gay"

Enquanto eu estiver nos Estados Unidos, com a intenção de entrevistar Obama para este blog, colocarei textos no meu blog pessoal e melodramático Quinhão. No androceu, também, claro... Mas lá vai estar aquilo que meus colegas podem considerar "viadagem".

Até mais!



Bruno de Pierro - correspondente transnacional do blog androceu.

5 de dez de 2008

TELECINEJORNALISMO, PUC/SP, 1998

Um exemplo de como eram as matérias na era pré-Cripa.

max search

Estava eu pesquisando por "max fischer" no flickr - pra dar uma olhada nas fotos do nosso mais famoso fotógrafo - quando encontrei alguns outros resultados:

2 de dez de 2008

COMUNICADO

Como política é, antes de tudo, "esputacho", quero avisar que enquanto eu não estiver em território nacional, o responsável pela simbólica administração do blog será Max, o Fischer.

Obrigado.




Bruno de Pierro.

1 de dez de 2008

O Programa

Eu: Oi, moça.
Ela: Oi.
Bruno: Posso entrar?
Ela: Claro...
Bruno: Muito simpática você.
Ela: É, eu sei.
Bruno: Quanto é?
Ela: o que, meu bem?
Bruno: o programa!
Ela: tá cento e vinte...
Bruno: Tá caro, ein!
Ela: é completo!
Bruno: ahhhh...booom
Ela: e aí...vai?
Bruno: Sim..mas é seguro né? De boa? Porque da outra vez, não adiantou nada... peguei o vírus do mesmo jeito.
Ela: seguro sim! usamos a melhor proteção do mercado, meu bem.
Bruno: ok.
Ela: então não é a primeira vez que você vem aqui...
Bruno: não..já vim aqui várias vezes. o atendimento é o melhor da região! seu chefe sempre separa pra mim coisa de qualidade!
Ela: é, ele é muuito bom.
Bruno: Bom.. vamos, vai. Cento e vintão, né? Programa completo!?
Ela: isso. faz tudo.
Bruno: Ok. Passa débito?
Ela: sim.
Bruno: pode passar...
Ela: vem cá.
...
Bruno: Espero que dessa vez esse anti-vírus seja bom!
Ela: qualquer coisa, tem garantia de 1 ano.
Bruno: Ah.. ok. Tchau, moça.
Ela Até. Obrigada. Ah... no cartão tem o telefone do técnico, qualquer dúvida...
Bruno: eu ligo!

29 de nov de 2008

Motoqueiro 100% Punk

Crédito : Max Fischer

26 de nov de 2008

ACESSE LHMENDES.BLOGSPOT.COM

O blog do Luiz Henrique Mendes - À beira do politicamente (in)correto inaugura seus serviços, pitacos, etc e tal. 
Agora é para valer. Depois de gestar três ou quatro blogs, este será definitivo. Será um espaço para discussões políticas, esportivas (só para  hexacampões brasileiros, trimundiais), poéticas e o que mais for conveniente. 
Espero que você, internauta, goste.

24 de nov de 2008

O furto

Suponha que eu seja você, leitor. E que você seja o Max. Agora, desconsidere, então, o Max neste texto, ou seja, desconsidere a si mesmo, leitor. E, assim, preocupe-se apenas comigo, isto é, no caso você, leitor.

Eu estava voltando de algum lugar. Acho que era do metrô... Estação Ana Rosa.
Parei em frente a um café. Na entrada, um velhinho (não idoso, porque idosos àquela hora, umas duas da tarde, não costumam freqüentar cafés) espiava uma bandeja com pedaços de bolo de cenoura. Antes de voltar meus olhos para a rua, com o intuito de não perder o transporte, certifiquei-me de que não se tratava de um idoso mesmo; afinal, um idoso não estaria, de fato, às duas da tarde de uma segunda-feira – detalhe: uma tarde brutalmente chuvosa – em um café, observando pedaços de bolo de cenoura. Seu lugar seria muito distante dali. Uma praça, talvez.

Daí que o velhinho, que jamais foi uma raposa, adquiriu qualidades de uma. Abriu a tampa da bandeja, olhou para os lados, pegou um dos pedaços do doce, fechou cuidadosamente o recipiente e, com uma sutileza que só a terceira idade pode proporcionar, saiu do recinto. Quando estava para virar a esquina, mordiscou o bolo, que se desfez em farelos úmidos.

Toda a perspicácia e audácia só não foram suficientemente favoráveis, pois faltou ao furtador de muitas viagens os dentes que ora repousam num copo d’água.

21 de nov de 2008

O MATUTINO B - ÚLTIMA PÁGINA/16


Comentem. Se gostarem, comentem. Se não, comentem também. Desde já, foi um saco editá-las. Mas espero que seja o suficiente. Há alguns erros, estou certo disso, mas nada que faça alguém perder o sono. 

Abraços,
E Editor Desafortunado

O MATUTINO B - PÁGINAS 11 A 15





O MATUTINO B - PÁGINAS 6 A 10





O MATUTINO B - PÁGINAS 1 A 5







20 de nov de 2008

E agora, Teixeira?

O cenário era o ideal. Depois de três empates em casa sem gols contra seleções do naipe de Bolívia e Colômbia – capazes apenas de fazer frente ao time de futebol da PUC-SP –, o jogo contra o selecionado português deveria dar fim ao reinado de Dunga frente a algo que já foi paixão nacional e hoje não consegue juntar mais de 20 mil pessoas.
A farsa já estava combinada. Com a derrota, Dunga seria enxotado da CBF e Muricy Ramalho assumiria na festa de premiação dos melhores do Brasileiro. A derrota era tão prevista pelos cartolas da CBF, que Muricy nem havia sido indicado ao prêmio de melhor técnico do Brasileiro, mesmo tendo a chance de se tornar o primeiro técnico tricampeão do torneio.
O plano era tão perfeito, mas tão perfeito que se esqueceu apenas de um detalhe básico: combinar com os adversários que eles ganhariam.
E veio o jogo. E veio o gol português. E lá ia Dunga de volta a Floresta encantada. E ia, mas não foi, já que Portugal parecia ter retornado a um estágio P.F (pré-Felipão) e apenas assistiu a reação brasileira que aplicou uma sonora goleada de 6 a 2 nos lusos.
A pergunta agora é: E agora Teixeira? Vai bancar a expulsão de Dunga, mesmo a seleção ocupando o segundo lugar no quadro das eliminatórias e aplicando a maior goleada aplicada sobre nossos colonizadores em todos os tempos ou irá se resignar e continuar contando os dias para abrir as licitações para a Copa do Brasil?
Enfim, nada irá mudar. Dunga continua a frente da Seleção até o próximo tropeço, onde toda a mídia dita especializada esportiva irá pedir sua cabeça novamente, a vaga para a Copa virá com um pé nas costas e Teixeira irá continuar em seu posto de cacique do futebol tupinanquim.

Crédito da foto: EFE

17 de nov de 2008

feliz aniversário, você ganhou uma intimação

eu gostaria que algum dos colegas androcêuticos - principalmente os que entendem mais de questões jurídicas - me explicassem que merda foi essa que eu recebi no meu email:

INTIMAÇÃO: Artigos 127 e 129, inciso VI e artigo 8º, inciso VII


Procuradoria Regional da Justiça

Coordenação de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos – CODIN
Procedimento investigatório n.º 354/2008

O Ministério Público da Justiça, no desempenho de suas atribuições
institucionais, com fundamento nos artigos 127 e 129, inciso VI da
Constituição Federal e artigo 8º, inciso VII, da Lei Complementar
n.º 75, de 20 de maio de 1993, INTIMA Vossa Senhoria a comparecer
na Procuradoria Regional do Trabalho, no dia 20 de novembro de 2008,
às 10:30 horas, a fim de participar de audiência administrativa,
relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação
nesta Regional, conforme despacho em anexo abaixo:

http://www.virus.com/virus/otario-e-cagalhao.exe


SAF Sul Quadra 4 Conjunto C - Brasília / DF - CEP 70050-900 - PABX: (61) 3031-5100

14 de nov de 2008

Novos ares na PUC?

Acabei de ler que Dom Odilo Pedro Scherer, também conhecido como dono da PUC, confirmou hoje a tarde que o Prof. Dr. Dirceu de Mello será o próximo reitor da PUC-SP, substituindo Darth Maura Véras.

Fazendo uma pesquisa no Oráculo de todo jornalista (vulgo Google) descobri que ele é graduado pela USP e é Doutor e Livre-Docente pela PUC, sendo contratado em 2002 para lecionar tanto no curso de graduação como na pós.

A pergunta é: O que deverá mudar na PUC com nova direção, ou melhor, mudará alguma coisa nos arredores da PUC ou apenas vimos mais uma "festa da democracia puquiana" que contou com partipação histórica este ano?

Abuso de poder

Imagens exclusivas da violência policial contra os mais pobres.


13 de nov de 2008

A demagogia nossa de cada dia

Um dia eu acordei e me dei conta que o tempo tinha passado. Eu não era mais o que fora antes e o mundo também mudara, sem que eu percebesse. De repente, era hora de chamar para mim a responsabilidade do mundo, assumir as conseqüências de meus atos e pensar no futuro. E fabriquei minha vida.
E hoje, ainda perdido, buscando apoio, qualquer que seja, um esteio para caminhar pelo mundo, às vezes me deparo com escolhas que não conheço e das quais desconfio e penso em um garoto. Eu o conhecia bem.
Ele tem 17 anos e está parado no ponto de ônibus, sozinho. É uma quarta feira e faz muito sol, como é normal em Brasília. Ele está de preto, com coturnos amarrados até a canela e transpira, carregando uma mochila cheia. O sol está forte, ele sua cada vez mais, os cadarços das botas militares apertam os pés, a mochila começa a pesar sobre o ombro. Ele se senta e coloca a mochila a seu lado, na guia da calçada e continua esperando o ônibus, sozinho. Ele só quer voltar para casa.
Mas o que diferencia este rapaz é que ele tem fé. Ele ainda acredita, a despeito do sol quente, do peso da mochila e dos coturnos apertados. Ele sabe que tudo tem seu tempo.
Ele sabe que o sábado vai chegar, e com o sábado mais uma festa. Ao som de Jimi Hendrix, com cerveja bem gelada, os amigos presentes, um maço de cigarros e a Natália ficando mais bêbada a cada Cuba Libre. Ele espera o sábado e sabe que o sábado vai chegar.
Ele espera pelos 18 anos, pelo carro da mãe. Ele acredita na alta velocidade. Ele sabe que é crime, mas a placa é de outro estado e ele acredita na ineficiência do DETRAN.
E um dia acordei e não tive mais notícias deste garoto. Nunca mias soube dele, onde ele estava, o que estava fazendo. Mas sei que ele ainda tem fé. E cada vez que me defronto com uma escolha, uma bifurcação no caminho que me leve de encontro àquilo que acredito, penso comigo “Quem sou eu? Quando foi que me tornei superior a ponto de esquecer o exemplo daquele cara? Qual foi o dia em que me perdi dele?”. Eu ainda me lembro, e não vou esquecer, que um dia esse rapaz, apesar do calor, da roupa preta e do peso da mochila esperava o ônibus sozinho porque sabia que o sábado ia chegar.
Eu.

9 de nov de 2008

É treta, mano

Sabadão à tarde e um "clássico" pra ninguém botar defeito no Canindé. São Paulo e Portuguesa fizeram um belo de um jogo com cinco gols, emoção de sobra e o escambau.

Bem, hoje em dia está em moda certos clubes paulistanos fazerem questão de jogar clássico em seu próprio estádio, por mais que a sanidade diga que isso é besteira. Num estádio como o Canindé, cheio(o que não é grandes coisa, 19 mil e uns quebrados), é claro que ia dar merda, e rolou um atrito entre as torcidas.

Logo depois do segundo gol, a turma do morumbi resolveu encher o saco dos lusos. Como diria um velho ditado, "português e calabrês foi tudo o diabo que fez", a gangue do volinho de vacalhau não deixou pra menos e começou a cuspir cascas de tremoço nos tricoletes. Putos com a enxurrada do típico petisco lusitano, os sanpaulinos revidaram. Adilson Barros, do globoesporte.com, conta como foi a briga:

" Houve torcedores rubro-verdes que tentaram pular a grade que separa as duas torcidas e tiveram de ser contidos por policiais. Enquanto isso, outros passaram a arremessar(...)[cascas de tremoços] na direção dos são-paulinos, que responderam (...) atirando copinhos."

copinhos???

Sai pra lá, bofe, se não eu te molho TO-DO!

7 de nov de 2008

ai, brima

retirado do globoesporte.com

Neta de Alberto Dualib confirma negociação com a revista Playboy

Aos 38 anos, ex-diretora de Marketing do Corinthians deve posar nua

Carla Dualib, neta do ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, confirmou que está negociando para posar nua na revista Playboy. Conforme publicou o jornal 'Folha de São Paulo', a ex-diretora de Marketing do Timão disse que teve um encontro na última quinta-feira com Edson Aran, diretor de redação da revista, e que deve receber uma proposta nos próximas semanas.

- Eu almocei com o Edson Aran. Fui para conhecer, para bater um papo, a gente conversou sobre várias coisas. Ele me disse que muita gente havia me indicado. Me perguntou se poderia fazer a proposta e eu disse que sim, que ele podia fazer. É o início de um namoro. Não gosto de fechar porta nenhuma - revela.

Aos 38 anos, Carla diz que se preocupa mais com com a receptividade de seus três filhos do que com o ensaio sensual.

- Penso sempre nos meus filhos primeiro, mas não tenho nenhum tipo de preconceito. A revista tem uma beleza um pouco insinuante - afirma.



6 de nov de 2008

(n)O meio (t)É(m) a Mensagem



-Pô, mas eu não consigo ler porra nenhuma!
-É só clicar no ícone que ele fica grande, ignorante.
Gustavo Silva é seguidor dos ensinamentos de Gil e é contra o estrupo (sic) de layouts, mas se for de levinho e por uma boa causa, ai vale vale tudo. Só aquilo que não.


Beavis and Butt-head forever




Keynes privatizado

A que se presta o Sr. Gustavo Franco, cuja biografia é contemplada pelo cargo de presidente do Banco Central do Brasil em anos tucanos? Keynes deve mesmo ser dos capitalistas, dos "nossos", em seu linguajar. Pois, claro, só com eles o regime de propriedade privada é tão ovacionado. Em relação ao Sr. Gustavo Franco, o “nosso” diz respeito a que? Diz respeito aos poucos privilegiados pelo sistema? O “nosso” do discurso neoliberal é a mais perfeita fábula da propriedade privada.

Eu não pertenço à patota do Sr. Gustavo Franco, e também não desejo pertencer. Quanto à “economia de mercado” que, segundo o Sr. Gustavo Franco, “tem cerca de mil anos de serviços prestados”. Prestados a quem? Ao “nosso”. À fome.

Keynes é nosso
Por Gustavo Franco

Há muita gente celebrando o fim do capitalismo, ou do neoliberalismo, os termos são usados como sinônimos.
Mas é verdade também que todos os celebrantes estão com muito medo, por causa de ao menos uma de três razões: não têm idéia do que está se passando, não sabem o que vem "depois" e, como as pessoas comuns, têm dúvidas sobre suas poupanças, sua aposentadoria, essas coisas materiais que afetam até mesmo os grandes poetas.
Embora a atmosfera esteja carregada demais para vaticínios, parece razoável supor que o capitalismo não vá acabar. E mais: como disse recentemente Paul Samuelson, a economia de mercado tem cerca de mil anos de serviços prestados, ao passo que os experimentos sob os auspícios de Marx, Lênin, Stálin, Fidel, Chávez são nada menos do que trágicos. Tal como a democracia, o capitalismo tem muitos defeitos, mas bate a concorrência por ampla margem.
Vale lembrar que as crises financeiras existem desde sempre, e que invariavelmente são combatidas por intervenções salvadoras dos governos, que terminam fazendo o sistema mais robusto. John Maynard Keynes, tão lembrado recentemente, foi um dos heróis na vitória sobre uma grande crise e estava muito longe de ser hostil ao que hoje se chama de neoliberalismo.
Muito ao contrário, desprezava os heterodoxos e dizia que a luta de classes sempre o encontraria ao lado da burguesia educada.
Na verdade, para os que acreditam em mercados e no capitalismo, o pragmatismo se chama Keynes. É dele que as pessoas falam quando é preciso inovar e produzir uma "resposta criadora" diante de uma urgência grave e inesperada. Podiam invocar também Schumpeter, a quem pertence esta linguagem, mas dá no mesmo. Ambos eram homens do sistema, e não "rebeldes".
O fato é que, na presença de crises bancárias, sempre há intervenção governamental, e não é preciso ir longe para atestar: aqui mesmo, durante uma época que se dizia haver um "interlúdio neoliberal", entre 1995 e 1998, o Banco Central do Brasil fez cerca de 80 intervenções em bancos, metade no contexto de regimes especiais, o resto no contexto de mudanças de controle acionário com variado grau de incentivo ou empurrão.
Graças a estas intervenções não tivemos crise bancária na ocasião, e chegamos a este momento com o sistema em excelentes condições.
Fica-se com a impressão de que "intervenções do Estado no domínio econômico" têm mais chances de funcionar quando feitas por gente que acredita em mercados e que vê a intervenção como exceção, não como regra. [Quem acredita no mercado? O “nosso”?].

gh.franco@uol.com.br

Questões para nossos filhos.

Desci do ônibus apressado. Eu, ao contrário, não tinha pressa alguma. E, como se me esperasse há séculos, ela me perguntou:

_ Você está bem?

Minha resposta (não sei qual foi o espanto dela):

_Apenas estou. E isso já é muito. Você ainda quer que, além de estar, eu me sinta bem ou mal? É demais.

E ela, olhando para o chão querendo ser flor medíocre:

_ Estar...Estar é um peso e tanto, né?!

5 de nov de 2008

Curiosidades sobre as eleições americanas

A vitória de Obama merecia um post.

Estados onde Obama venceu com maior diferença:
- Distrito de Colúmbia - Obama: 93,9% X McCain: 6,5%
- Havaí - Obama: 71,8% X McCain: 26,6%
- Vermont Obama: 67% X McCain: 31%

Estados onde Obama venceu com menor diferença:
- Carolina do Norte -Obama: 49,8% X McCain: 49,6%
- Flórida - Obama: 50,9% X McCain: 48,4%

Estados onde Obama perdeu por maior diferença:
- Wyoming - Obama: 32,3% X McCain: 65,6%
- Utah - Obama: 34,5% X McCain: 62,5%

1 de nov de 2008

Bruno de Pierro vence debate do blog

Da esquerda para a direita: Carlos Massarico (PX), Bruno de Pierro (PPT) e Thomas Pacheco (PPP) .


Pesquisa do Datafolha indicou que Bruno de Pierro, do PPT (Partido dos Pseudo Trabalhadores), derrotou seus rivais Carlos Massarico, do PX (Partido Xenófobo) e Thomas Pacheco, do PPP (Partido dos Paraquedistas Perdidos), no primeiro e único debate para o cargo simbólico de administrador do blog.
De acordo com o instituto, Bruno teve aprovação de 90% dos ouvintes do Podcast, contra 35% de Thomas e apenas 3% de Carlos.
Combate- Moderado por João Caldeira, o debate foi tenso do início ao fim. Atual administrador, Bruno foi questionado por não atualizar o relógio para o horário de verão. Ele respondeu que essa será sua primeira medida se for eleito e prometeu ainda mais: “Vamos levar o blog para além das fronteiras da PUC”.
Já Thomas resolveu concentrar seus ataques em Carlos: “O senhor escreveu um texto que falava que o blog vai acabar”. O candidato do PX respondeu: “É mentira. Prova disso é que criei as Olimpíadas Androcêuticas, o Plebiscito Androcêutico e o Troféu Ombudsman”.
O jornalista Alan M. fez perguntas aos candidatos. Ele questionou as polêmicas Olimpíadas Androcêuticas, acusadas de favorecerem o neoliberalismo e a privatização do Androceu: “O candidato do PX trouxe o capitalismo para o blog e ainda boicotou a CPI dos comentários. Isso é terrorismo”, disse.
A votação do segundo turno vai durar cerca de um mês e promete grandes emoções.

31 de out de 2008

EU APÓIO CARLOS MASSARICO

Como membro derrotado no primeiro turno, mas com uma votação maciça de 4% do eleitorado facista de esquerda, declaro meu voto a Carlos Massarico, do Partido Xenófobo. Ele, como eu, defende o facismo de mercado, o que é deveras salutar!

Massarico fez, Massarico faz!

PS: A fim de evitar sanções do Google, declaro que esta é uma peça de ficção. Meu apoio a Massarico, sim, é real.

Mandioca agridoce

Foi no primeiro ano. Sem estágio ou outras pressões do gênero, nossos maiores problemas eram organizar churrascos e seminários e achar um local para fazer hora extra na faculdade após o término da aula do dia.
Enquanto a mandioca frita, também conhecida como macaxeira para alguns e capixaba para alguns puquianos que acompanham as aventuras androceuticas desde seu primórdio, íamos bebendo nossa cerveja e discutindo algum tema de importante relevância para aquele momento em que a universidade passava: Egon, nosso professor de C.E.V era ou não era um espião dos ursinhos carinhosos dentro da PUC?
Quase uma hora depois, o tão famigerado prato chegou a nossa mesa e junto com ele uma cestinha com pacotinhos de Zero Cal e sal. Era o começo do desastre.
Tomado por um princípio de embriaguez, um dos membros da mesa acabou se confundindo e abrindo um pacote de Zero Cal e começa a despejá-lo sobre as pobres mandiocas fritas. Quando alertado sobre seu erro, todo o conteúdo do saquinho já havia sido despejado, fazendo que todos tivessem que comer uma mandioca agridoce.
Por que estou me lembrando disso? É que a história se repetiu recentemente. Não foi nos arredores da PUC e os atores eram outros, mas mais uma vez alguém confundiu um saquinho de sal com de adoçante fazendo que todos tivessem que experimentar essa iguaria gastronomia brasileira.
História velha, mas merece ser relembrada de vez em quando...

29 de out de 2008

A democracia ianque

Vá lá. Os sistema dos caras é estranho já na convenção. No Brasil, os mais prudentes, dizem, ao menos, que a convenção deles mobiliza o eleitor, coisa que aqui é mais uma esbórnia. Agora, o financiamento de campanha é tão desigual quanto no Brasil. Ninguém fala.

Perplexos com o furor da economia neoliberal nos esquecemos da estupidez que é deixar que o poder econômico e o aporte de empresários impere sobre a eleição. Lá parece nao haver limite de gastos e já na convenção milhões são dispendidos.

A despeito do nosso entreguismo, que acha que a democracia norte-america é mesmo uma bela democracia e que lá não há insanos como Levi Fidelix e outros, digo o que ouvi da proposta de Mcain sobre educação: privatizar o sistema educacional. Nem com a crise parecem a prender...

Visita (in)útil

Bom, vocês sabem que não sou adepto da blogosfera, da rede mundial de blogueiros interconectados, da propagação de conteúdo via páginas pessoais...mas vale a pena ver isso aqui:

http://mccainblogette.com/

Este é o blog de Meghan (sim, com "H") McCain, filha do candidato à presidência dos EUA.

Coisinha fofa...

26 de out de 2008

Nosso garoto

Após os resultados meio que antecipados do segundo turno, só com muita cachaça pra aguentar. Mas, apesar dos pesares, a gente até que recebe algum notícia boa, que não dá pra deixar de mostrar pra geral. Vai um printscreen, pra quem duvida da minha ideoneidade:

Bruno de Pierro vence o primeiro turno das eleições androcêuticas

da Redação


Bruno de Pierro, do PPT (Partido dos Pseudo Trabalhadores), venceu a primeira etapa do pleito para o cargo simbólico de administrador do blog. Ele teve 38% dos votos.
Bruno terá como adversários no segundo turno Carlos Massarico, do PX (Partido Xenófobo), que ficou com 26% e também Thomas Pacheco, do PPP (Partido dos Paraquedistas Perdidos), que teve 16%.
Está programado um debate entre os três para a próxima semana, no tradicional PODCAST do Androceu.
Alianças- Os bastidores do blog estão agitados logo após a divulgação dos resultados. Novas alianças para o segundo turno estão sendo negociadas. Alan M., candidato do Partido do Alborghetti, foi o primeiro a admitir o apoio a Bruno: "Temos que evitar o avanço dos xenófobos a qualquer custo".

Confira os resultados oficiais da eleição:

1ºBruno de Pierro (PPT) Partido dos Pseudo Trabalhadores-38%
2ºCarlos Massarico (PX) Partido Xenófobo- 26%
3ºThomas Pacheco (PPP) Partido dos Paraquedistas Perdidos- 16%

4ºAlan Mariasch (PAL) Partido do Alborghetti- 8%
5ºLuiz Mendes (PAFE) Partido Fascista de Esquerda- 4%
Max Fischer (PVC) Partido dos Vagabundos Corinthianos- 4%
6ºGustavo Silva (PACU) Partido das Coligações Unidas- 2%
7ºJoão Caldeira (PCV) Partido dos Corinthianos Vagabundos- 0%
Mário Bucci (PAU) Partido da Abertura Universitária- 0%
Otávio Silvares (PNT) Partido dos Não-Trabalhadores- 0%

23 de out de 2008

SEGUNDO TURNO EM SP




Max, faça como eu e vote 69.

Boa madrugada, eu Não sou casado, nem tenho filhos.

Kassab? Aquele bonecão nas ruas fode a sensibilidade de qualquer um.

Esse e outras já estão no ar em mais um podcast do Androceu. Acessem. Casados, virgens, lésbicos, todos!

20 de out de 2008

Haja visto o funeral ao vivo

Nunca na história deste país um seqüestrador se utilizou com tamanha perspicácia da mídia, e, infelizmente, vice-versa. Nunca na história deste país um seqüestrador foi entrevistado ao vivo, memórias de um cárcere privado e midiático.
Nunca na história deste país uma adolescente teve seu último suspiro terreno, seus últimos passos, narrados ao vivo pela mídia. Nunca na história deste país um enterro foi tão mórbido.
Nunca na história deste país a mídia mostrou sua verdadeira face, coveira.

17 de out de 2008

Onde já se viu?

_ Onde já se viu? Ele tinha 19 anos; ela, 12! É claro que não daria certo...
 
_É, só louco mesmo!
 
_E onde já se viu!? Querer matar alguém que se ama! Pô, se você ama alguém, você não vai matar, né!?
 
_Onde já se viu!?
 
_Onde já se viu!!??
 
_Onde! já! se! viu!!!???
 
 
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E, das redações de jornais do país, o senso comum se prolifera e toma a sociedade de assalto. Como nunca se viu. 


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Mídia nativa, mais uma vez, ridícula.

Agora que as duas garotas foram baleadas no “CASO LINDEMBERG”, como em breve a mídia alcunhará, uma repórter da TV Globo pergunta a médica sobre o tratamento psicológico e se as garotas disseram algo! Estão baleadas! E além do mais, o que a mídia nativa esteve a fazer cobrindo o evento ao vivo? Para quê?

É tão ridículo e não adianta falar em espetacularizaçao, pois ela esta demasiado clara neste evento. Gravar o nebuloso Sr. Dantas sendo algemado e o Sr. Pitta algemados causou celeumas na mídia. Este caso, então, devia cassar a concessão, seguindo a mesma lógica, a do falso moralismo. [NÃO VOU JUGAR A POLÍCIA, QUE ME PARECE ATABALHODA, POR FALTA DE INFORMAÇÕES NESTE SENTIDO]

O “CASO LINDEMBERG” nos trouxe uma notícia, talvez a única digna de matérias em jornais, TVs, revistas e compêndios. Câmeras, gravadores e microfones disparam tiros. Na cabeça, na boca, na alma.

14 de out de 2008

Carta ao Ombudsman

Caro ombudsman,

Em face aos acontecimentos do último domingo, quando a Folha S. Paulo foi expropriada pelos mais torpes interesses mercadológicos, manifesto meu desagravo com o atual momento deste que se disse "de rabo preso com o leitor", "a serviço do Brasil", ou o primeiro a noticiar as Diretas Já.

Foi com tristeza* que não vi notícias, ontem. Nem sua coluna fui ler. Por quê? Porque ontem não chegou jornalismo em minha casa e, sim, publicidade. A que sandices se prestam o departamento comercial da Folha? Quer dizer, então, que as notícias da crise ecônomica da qual o capitalismo Banco do Brasil devia se orgulhar, a eleição municipal paulista são menos importantes que uma propaganda do Banco do Brasil?

Não interessa quanto tenha recebido. A Folha deixou ser expropriada, no caso, pelo Banco do Brasil e, em mais casos, por outros interesses corporativos. As favas o jornalismo.

Com respeito e desagravo,
Luiz H. Mendes, leitor de Folha S. Paulo, o jornal sem-capa.

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A resposta do Ombudsman:

Caro Sr. Luiz:

Obrigado pelos seus comentários, que estou encaminhando para os responsáveis pela direção do jornal. Concordo totalmente com o senhor e vou tratar do assunto na coluna de domingo que vem.

Um abraço,
Carlos Eduardo
* Errata: Corrigido às 13:45.

8 de out de 2008

Dissimulando

Perguntaram o que estou esperando

Respondi que não esperava nada até então

Creio que esperavam uma bela resposta chavão

Mas sei que a esperança não me surgirá enquanto eu continuar dissimulando

 

 

 



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7 de out de 2008

ELEIÇÕES ANDROCEUTICAS 2008


Depois de 1 ano de gestão de Bruno de Pierro, o Androceu entra novamente em eleições para a disputa do cargo simbólico de Administrador do Blog. Os candidatos e os seus respectivos partidos são:

Alan Mariasch (PAL) Partido do Alborghetti
Bruno de Pierro (PPT) Partido dos Pseudo Trabalhadores
Carlos Massarico (PX) Partido Xenófobo
Gustavo Silva (PACU) Partido das Coligações Unidas
João Caldeira (PCV) Partido dos Corinthianos Vagabundos
Luiz Mendes (PAFE) Partido Fascista de Esquerda
Mário Bucci (PAU) Partido da Abertura Universitária
Max Fischer (PVC) Partido dos Vagabundos Corinthianos
Otávio Silvares (PNT) Partido dos Não-Trabalhadores
Thomas Pacheco (PPP) Partido dos Paraquedistas Perdidos

Lembrando que nosso incrível debate será transmitido por podcast depois dos resultados do primeiro turno das eleições, que serão feitas na enquete do Blog Androceu dos dias 12 de Outubro a 25 de Outubro. Os leitores podem votar quantas vezes quiser. O segundo turno irá ocorrer durante todo o mês de Novembro.

Carlitos para administrador!


Para você que está cansado de más administrações na história do Blog Androceu, já basta, cansamos! É preciso pulso forte e uma história impecável na política para o novo administrador do Blog. Para isso, eu conto com seu voto de confiança, tenho minhas mãos limpas e muita disposição para tornar o Blog Androceu o maior veículo de informações inúteis deste país. Respeito todos os meus adversários, mas tomo a iniciativa em minha campanha, afinal já basta de confusões e desmandos neste blog. Levanto a bandeira do "Não faz, mas também não rouba!". Agradeço a confiança de meus eleitores e juntos chegaremos lá! Meu nome é Carlitos!

2 de out de 2008

O repique

Não sou tão versado em economia quanto João Villaverde. Por isso, sempre ouço seus comentários econômicos, seja em conversas, e-mails e mesmo em seu blog.
Num dos e-mails que troquei com Harry, o João, manifestei certa preocupação com a rapidez com que real se desvalorizou. Acabo de ler que atingimos R$2,02. Questionei-o da possibilidade de uma pressão inflacionária.
A resposta me tranqüilizou. Ele me disse que se for um repique, tudo bem. Mas esse repique começa a me preocupar. Aliás, toda a economia me preocupa, e isso me incomoda.
Crédito das fotos: http://www.fraudes.org/images/Real_Safe2.gif; Charles Dharapak/AP

Repetição e escrita

No boletim eletrônico Pro Scientiae, feito pelo Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA-USP, pode-se ler um pequeno texto de Glória Kreinz sobre repetição, escrita e imagem. Reproduzo-o a baixo. Vale a pena dar uma lida, jornalistas!
 
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Imagens e escrita podem representar atos de repetição.Isto desde a época de Platão até os dias atuais.

Quando Jacques Derrida discute a relação escrita/repetição, declara que este processo não trouxe inovações na época de Platão, mas auxiliou uma certa preguiça mental do ser humano, que não mais precisaria usar a memória para guardar fenômenos. Bastaria usar a escrita e escrevê-los.Discute um problema de hoje,que continua a nos preocupar.

No livro A Farmácia de Platão Derrida esclarece que uma vez que já dissemos tudo, tenhamos a paciência de ainda continuar. Se nos estendemos por força do jogo. Se, pois, escrevemos um pouco sobre Platão, que dizia no Fedro, que a escritura só pode repetir, que ela significa (semaínei) sempre o mesmo e que ela é um jogo (paidiá). (DERRIDA, 1997,9)

Assim a repetição continua a acontecer escondida hoje na novidade da performance tecnocrática e nas imagens que nos cercam por todas as cidades. Houve modificações? Será que mostrando transformações aparentes, alicerçada no mundo das imagens, a sociedade informatizada não repete apenas um jogo performático de poder? Quem puder afirmar renovação que nos procure.

 

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30 de set de 2008

Porção cotidiana individual

PROIBIDO FUMAR

Abra com cuidado.

Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.

Peso liq. 200g

Luís (Tatá)
Cel.: 9266-7793
Corridas com hora marcada e viagens

"Olha aí o que você já está analisando."

Mario, tem estrogonofe na geladeira.

Hacordo Hortográfico

Eu e minha professora assinamos o hacordo. De agora em diante, comunico-me em código morse, a fim de evitar grampos tétricos.

29 de set de 2008

A resposta de Alborghetti

Ele está de volta. De programa novo, Dalborgah está mais irritado do que nunca.
Incomodado com as aulas de ASAV do curso de Jornalismo da PUC/SP, ele expôs sua opinião.

Obs: Alborghetti é um humorista. Não deve ser levado a sério.



28 de set de 2008

Deslumbrantes donzelas dondocas desfilam deslizando

Ontem à missa. Não gosto de missa, não gosto do padre, detesto os médicos, especialmente os psiquiatras. Fico com pena dos amigos, da família, é muito egoísmo da parte deles, um suicida não merece a salvação, por isso ninguém pode comungar nessa missa. Deus não se apieda de quem se apieda de si, hein?
Tá legal, tá legal, saí da igreja, na banca vende cigarro cigarro cigarro, os maços bonitinhos e alinhados, que nem tijolinhos na parece da igreja, vou comprar um maço e uma caixa de fósforo, 40 irmãzinhos dormem juntinhos na caixinha e saio fumando pela rua. Tosse-tosse, que tá frio demais hoje, frio ventando e ameaçando chover, será? Tosse-tosse de novo, tosse-tosse, acende um cigarro descendo pela rua.
E vão dizer que a cultura da rua vira arte, depois de morar 6 meses em Barcelona dando a bunda em euro, vieram me dizer que tinha que trazer a cultura da rua pras galerias. Bom, eu falei que na esquina de casa tinha um mendigo que um dia morreu de cirrose ou talvez de frio e perguntei se eles achavam que atropelar duas crianças num cruzamento era cultura de rua e então me falaram que o grafitti nas estações de metrô de Manhattan representava a cultura underground. Falavam no novo coletivo da Vila Madalena e das intervenções nos espaços e eu saí daquele espaço e peguei um coletivo pra voltar pra minha casa.
Tosse-tosse, subi a ladeira e fui até o posto de gasolina e no caminho pisei em uma barata gigantesca e a barata me olhou com ódio, agitando as patinhas no meio de uma gosma amarela, fiquei com nojo e vomitei meu ravióli lá mesmo. Tossindo, saí da sala e o sargento me falou que eu fazia tudo errado e eu disse para ele que ele era um bosta e acendi um cigarro, embora fosse proibido, tosse-tosse, e fiquei ali esperando o frentista trazer depressa o meu carro. Ventava muito e eu estava com frio.

26 de set de 2008

Remorso

Para finalizar esta semana de maneira alegre e otimista, vou de Olavo Bilac (1865-1918):
 



Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah ! Mais cem vidas ! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando !

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse !



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O que é isso, camarada?

Camarada é a palavra da vez. Companheiro, outrora utilizado no linguajar da esquerda, foi privatizado. Até aqui, divagações.

Eis que me chamaram de camarada. Numa discussão sobre educação, avaliei o PASUSP (Sistema de Avaliação Seriada da USP) como positivo, se aplicado como parte de um projeto de educação de longo prazo. Ao que um camarada comunista me espinafrou. Para ele, o vestibular deve ser extinto – e ele tem um tanto de razão, dado que o vestibular é um sistema de exclusão.

Contudo, o que aconteceria se excluíssemos o vestibular agora? O que aconteceria se expropriássemos todas as instituições de educação privada agora? Desconfio que não nos prepararmos para isso e podemos nos enfiar numa sociedade mais repressiva do que a atual – o que soa absurdo.

Na verdade, escrevo este texto para compartilhar meu desconforto com um tipo de argumento, algo como um autoritarismo de esquerda, que insiste em desqualificar qualquer iniciativa que não seja a revolução armada, bem como suas conseqüentes expropriações.

Eu não acredito. A sociedade deve se preparar. Parece-me que, se defendesse a preservação da Floresta Amazônica, eles não ligariam. Afinal, não proclamei a cartilha stalinista.

Ainda não respondi meu camarada – mas vou fazê-lo.

Desculpem o desabafo. Aguardo conselhos.

25 de set de 2008

Ah, FHC!

Hoje, pela manhã, disse a meus amigos que a matéria da jornalista Cátia Seabra, da Folha, não se sustentava, e que não havia lógica para que aquilo ocorresse. A matéria afirmou a possibilidade de o governador José Serra, vulgo meu patrão, se licenciar do cargo para fazer, livre, leve e solto campanha no segundo turno paulistano e deixar o Estado, por cerca de um mês, nas mãos do vice Alberto Goldman, autor da pérola "Geraldo Kassab".

Eis que achei que Cátia, setorista do Palácio dos Bandeirantes, havia cometido um engano, para não dizer outra coisa. Contudo, me surpreendi. Acabo de ler, no site do Estado, a declaração do nosso glorioso presidente-tucano-que-vendeu-o-Brasil Fernando Henrique Cardoso, defendendo o licenciamento, mesmo para fazer campanha em prol do prefeito-liberal-oriundo-do-partido-da-ditadura Gilberto Kassab. Segundo FH, deve-se vencer o PT e Serra é fundamental para isso.

Ora, pois! É brincadeira mau gosto!

FHC é quem deveria se licenciar do cargo. De palpiteiro.

"Potter" e os androceuticos


Potter mostra todo o seu conhecimento de Economia Trouxa para os membros do Androceu



Nas últimas semanas, a economia mundial andou aprontando altas confusões, com queda nas bolsas, nervosismo dos investidores e a tentativa do governo americano para segurar a barra. O Androceu, sempre ligado nas notícias que podem abalar seu futuro império midiático, conversou sobre isso com:

João "Potter" Villaverde, que dispensa apresentações

Luiz Henrique Mendes, o androcêutico que mais entende de Economia

Mário Dallari, nosso candidato a vereador que não manja muito do tema, mas que adora meter o bedelho em tudo

23 de set de 2008

Sobre a química

A química sempre me encantou. Desde bem pequeno, com uns sete, oito anos, eu percorria o meu apartamento catando coisas para colocar e misturar tudo num recipiente. Colocava shampoo com açúcar com álcool com resto do suco de laranja com cola com água com terra da planta com planta com inseto morto...E ficava esperando acontecer algo. Na maioria das vezes, nada acontecia. Mas ou o odor ou a coloração obtidos me agradavam. Depois, jogava tudo no vaso sanitário e dava a descarga. Minha mãe me pegava às vezes realizando umas dessas experiências, e me reprimia. Dizia que eu estava desperdiçando tudo, ao que eu respondia: "é pelo bem da ciência".
 
Um tempo depois, ganhei um daqueles kits de alquimia, algo como "meu primeiro kit de alquimia", da Grow. Vinha com produtos químicos de verdade, tubos de ensaio, pinças, etc. Meu posicionamento diante daquilo não foi diferente de quando eu manuseava os agora "infantis" shampoos. Misturava tudo do mesmo jeito, com a mesma frieza, a mesma cautela, o mesmo cuidado. Sabia, claro, que agora a coisa era bem mais séria...Estava lidando com pó de ferro, magnésio, bromatos, etc.
 
Mas não adiantava. Eu não seguia as experiências propostas pelo jogo, que vinham em forma de pequenos cartões. Para que eu obtivesse bons resultados, eu deveria seguir o que as cartas me diziam. Mas eu lembro que me contentava apenas com as cores que as misturas formavam. Tempos depois, vi que eu gostava mesmo das cores, não dos resultados.
 
Mais tarde, ganhei um microscópio. Simples, de plástico, daqueles feitos para crianças também. Apesar disso, era suficientemente uma grande coisa para mim; meu laboratório estava crescendo, finalmente. Cercado, agora, de tubos de ensaio e um microscópio, eu me afundava na química como um garotinho obeso se afunda numa taça de sorvete gigante.
 
Pegava barata morta na rua, e a dissecava com o bisturi que veio junto com o microoscópio. Pegava uma perna e a botava no aparelho. E isso me bastava.
 
Até o terceiro colegial, a química muito me satisfez. No cursinho, amadureci minhas idéias com relação ao curso que deveria fazer - jornalismo -, mas sem perder por ela o meu respeito.Tinha convicção de que não deveria partir para aquela profissão, e me sentia muito feliz de saber que, na minha lista de cursos que jamais faria, ela, a química, estava sempre em primeiro lugar. É uma relação estranha, não é mesmo? Eu sabia que adorava estudar química (não era o melhor aluno, mas até que me saía bem nos exames), mas sabia que não daria certo seguir minha vida profissional como um químico. Digo até que era uma coisa meio secreta, entre eu e a química: ninguém sabia, sequer suspeitava, do amor entre eu e ela, porque mal nos podiam ver juntos, andando de mãos dadas. Aliás, nunca trocamos palavras em público, o que nos livrou, sempre, de sermos taxados apenas de "bons amigos". Meus livros de química, eles sempre estavam guardados. Só fazia uso deles quando estava em casa, afastado de todos. 
 
Devo à química minha discrição? Não sei. E apesar de não usar mais tubos de ensaio há um bom tempo, jamais me esqueci da coisa mais importante que ela me ensinou, depois de me dizer que o carbono pode efetuar até quatro ligações tetravalentes: jamais declare seu amor à química, a não ser que você não seja um químico. Quem já tem a química em sua vida, subentende-se, não precisa confessar nada disso.
 
 
 
 
 


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19 de set de 2008

Confissão

Eu grampeei Gilmar Mendes.

A fim de evitar maiores constrangimentos, declaro que fui eu grampeou* Gilmar Mendes, Heráclito e minha resenha da Nani.

Desejo algemas.

Abraços,
O Jornalismo.

*Corrigido em 21 de setembro de 2008, às 13:54.

18 de set de 2008

Jornalismo imparcial ou parcial?


Dando seqüencia a série totalmente excelente de podcasts, o Blog Androceu tem o prazer de anunciar sua segunda produção radiofônica, "direto dos porões da Comfil". Não percam.

Estrelando:
João Paulo Caideira, voz sexy, o Âncora que não baixa o nível - com o perdão do trocadilho.
Alan Mariash, de perguntas providenciais.
Carlos Massarico, o sempre polêmico androcêutico.
Gustavo Silva, clamando por parcialidade.
Max Fischer, o fotógrafo.
E eu, Luiz Henrique "qual o seu sobrenome" Mendes.








17 de set de 2008

Blog doará adesivo milagroso!

Da assessoria de imprensa do Blog Androceu.
 
Diante dos problemas sociais, guerras e tsunamis que assolam o mundo e causam tristeza e mal-estar, Bruno de Pierro estará, nesta sexta-feira, doando o adesivo que "pretende recuperar o ânimo" no saguão de entrada da Comfil, zona oeste de São Paulo, a partir das 10hs.
 
O evento, que contará com a nobre presença de toda a equipe do Androceu, não possui cunho social, muito menos quer angariar fundos para o blog. O adesivo será entregue ao primeiro, ou primeira, que chegar na frente de nosso Bruno de Pierro, e dizer "Eu quero recuparar meu ânimo, Blog Androceu!".
 
Compareça, desanimado!
 
 
 
 


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Melhor que catuaba com pó de guaraná!

Na FOLHA Online hoje:

SBT distribui adesivo a funcionários para comemorar 2º lugar no Ibope

Os funcionários do SBT tiveram uma surpresa nesta quarta-feira no Complexo Anhangüera, sede da emissora em Osasco, na Grande São Paulo. Todos receberam um adesivo redondo, com as seguintes palavras: "2º lugar em audiência - SBT".

A iniciativa da diretora Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos, pretende recuperar o ânimo de seus funcionários, sobretudo depois que o SBT se livrou da derrocada do Ibope que vinha enfrentando.

Isso aconteceu, sobretudo, graças a fenômenos de audiência como a reprise da novela "Pantanal" e a apresentadora mirim Maisa Silva --que, além de comandar o infantil "Sábado Animado", ao vivo, aos sábados, também tem quadro ao lado do patrão no "Programa Silvio Santos", aos domingos.

Outro fator que ajudou foi a recuperação no Ibope de programas tradicionais da casa como "Domingo Legal" e o "Programa Silvio Santos".

No mês passado, na média geral, o Ibope do SBT foi de seis pontos, contra cinco da Record, deixando a emissora de Silvio Santos em segundo lugar. A Globo ficou em primeiro, com 16 pontos.




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Comentário: Eu já recebi o meu e, pasmem!, não é que recuperou meu ânimo mesmo, gente? E olha que hoje pela manhã senti mesmo uma vibe boa, algo me dizia que minha vida daria uma guinada e que minha vez e minha hora finalmente chegariam. E chegaram na forma de um adesivo afrodisíaco...pode ser?

Desta vez eu gostei

Lendo algumas notícias da Agência Brasil, encontrei uma entrevista do presidente Lula à TV Brasil. Entre outras, coisas, Lula tratou da questão boliviana e me chamou atenção sua resposta acerca da relação com Bush e da expulsão do embaixador – alguns dirão que estou lulista, outros ainda dirão que o presidente pactuou com o neoliberalismo mantendo diálogo com o incólume presidente estadunidense, e outros dirão num ato de fervor anti-Lula que o presidente apóia a barbárie provocada por Evo - que a mídia insiste em por como vilão, quando, na verdade, apenas ‘cometeu’ o crime de ser eleito democraticamente.

Enfim, gostei da resposta do presidente, não sei vocês.

TV Brasil: O Evo Morales acusa o governo dos Estados Unidos de interferir na vida interna na Bolívia, de estimular essa rebelião em Santa Cruz e em outras províncias da região. O Brasil tem boas relações com os Estados Unidos, o senhor inclusive tem excelente relação com o presidente Bush; o senhor chegou a conversar com as autoridades americanas ou com o Bush sobre esse problema na Bolívia?
Lula: Eu conversei várias vezes com o Bush, até a pedido do Evo Morales para que os Estados Unidos aprovassem rapidamente as tarifas especiais para determinados produtos bolivianos e está para ser aprovada agora, mas como houve essa expulsão do embaixador eu penso que agora essas coisas podem ficar paralisadas. Se for verdade que o embaixador dos Estados Unidos fazia reunião com a oposição do Evo Morales, o Evo está correto de mandá-lo embora. O papel de embaixador não é fazer política dentro do país, não. Ele está como representante do seu país, numa relação de Estado com Estado, ele representa o Estado. Aqui no Brasil, uma vez, uma embaixadora americana, em um jornal brasileiro, respondeu uma crítica que eu tinha feito ao Bush: eu mandei o Celso Amorim chamá-la e dizer que não era admissível ela dar palpite sobre a entrevista do presidente da República. E também não é de hoje, é famosa a interferência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, eu acho que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo ingerência na política lá, o Evo está correto.

Em tempo
Para que a TV Brasil possa fazer sentido, faz-se necessário sua transmissão de qualidade e por todo território brasileiro. Até agora, apenas na restrita TV por assinatura. O canal UHF 69, destinado a ela em São Paulo, transmite, mas nunca consegui ajustar minha antena.

Para acessar a matéria da Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/17/materia.2008-09-17.8303844688/view

15 de set de 2008

A espera

Não acredite nas despedidas que prometam reencontros.
São tão falsas quanto a saudade.
 
Não duvidará de que haverá um retorno, entretanto.
Pois de fato haverá. E será leviano.
E durará o mesmo tempo que uma gota d'água precisa para pingar e sumir no oceano.
 
Chorará? Quem sabe? Se isso ocorrer
Será uma bela encenação. Tanta ficção!
Dirá que não aguenta e que é insuportável o sofrer
Mas se acalmará logo, diante da falsa comoção
 
Longe, bem longe ficará
Construirá outra vida, uma vida de pedra
Saberá muito pouco do que acontecerá
E aos poucos se acostumará com a eterna espera.
 
 
 
 
 
 


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12 de set de 2008

A tia, a democracia e o Androceu

A democracia é como uma tia. Necessária, indispensável, de conselhos inestimáveis. Às vezes, a tia nos abusa, e abusamos dela – não no sentido atrevido da palavra.

Acontece que uma tia cansa por seu discurso repetitivo, até que você não dá mais ouvido a ela. Assim, pede-se para que a tia renove o discurso.

Em situações extremas em que o modelo de discurso se esvai, as tias precisam ser revolucionárias, anárquicas, subversivas no discurso, para que seus sobrinhos vejam como ela é boa.

Senti isso ao ouvir os comentários sobre o podcast do Androceu.

A meu ver, cumprimos uma das funções do jornalismo, que é ser pilar da democracia, como eu mesmo disse em nosso programa gravado direto dos “porões da Comfil”.

A democracia resiste.

Frigir dos ovos
A comparação entre democracia e tias é forçosa, eu sei.

10 de set de 2008

Nem precisava dizer que foi na PUC

Na coluna da Mônica Bergamo de hoje:
 
 
 
CHUCHU NA MESA
Os alunos do Centro Acadêmico 22 de Agosto, da PUC, substituíram Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por um chuchu, após o ex-governador ter faltado a um debate com os estudantes, na última quarta. O legume foi colocado na mesa reservada ao político.


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Versões

A PUC diz:

À Comunidade Universitária da PUC-SP
Na tarde de 8/9 o Ministro Fernando Haddad apresentou em Brasília o resultado do primeiro ranking oficial de instituições superiores do Ministério da Educação (MEC), cujo levantamento aponta a PUCSPaulo como a melhor universidade particular de todo o Estado de São Paulo e a segunda melhor do Brasil (atrás apenas da PUC-RJ).
O bom resultado que nossa Universidade obteve na classificação do Ministério da Educação, neste ano, quanto ao Índice Geral de Cursos, vem revelar o empenho de toda a comunidade em superar-se.
O enfrentamento da crise financeira de décadas trouxe para nossos professores e funcionários maior dedicação ainda para a manutenção da qualidade acadêmica, imprescindível para as conquistas da PUC São Paulo em seus 62 anos.Agradecemos o compromisso e o trabalho competente de todos, estudantes, funcionários e professores, para a consolidação da PUCSPaulo entre as melhores universidades do país.
Cordialmente.
Profa. Maura Véras
Reitora

Eu digo ( por algo que vale mais de mil palavras):


Sala 44 CA - Comfil

9 de set de 2008

um homem se esgotou

Um homem se esgotou já faz tempo
reveste-se, agora, de luto recém instituído
abre as janelas somente para o vento
pois só há um motivo para viver assim retraído
sua eterna morada tem sido um convento
desde que ela partiu correndo
 
cansado da ilusão, um homem se esgotou
eterna é sua dor debaixo deste céu
seu quarto está nublado e só ele não reparou
na vida perdida tentando ser fiél
 
já é tarde, não faz mal
devagar e sem dor um homem se esgotou
fica agora sentado esperando seu final
pensando bem, não faz mal, já acabou.
 
 
 
 
 


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Melhor particular de SP, PUC tem 53% dos docentes doutores

 
No caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo de hoje, 9 de setembro:
 
 
 
 
A PUC-SP foi classificada como a melhor universidade particular do Estado e, no ranking geral, figura como a 16ª. A tradição e o corpo docente foram eleitos como justificativa para bom o desempenho.
Segundo a reitora Maura Pardini Bicudo Véras, metade dos professores são doutores (53%), 30%, mestres e quase 5%, livre-docentes, a maior parte não-contratados por hora aula dada, mas por períodos de tempo -integral (40 horas semanais) ou parciais.
"Significa que, além da aula, o professor tem tempo para pesquisa, para preparar aulas e orientar alunos", disse Véras, que assumiu em 2004, dentro de um histórico de crise financeira pela qual passa a PUC.
Neste ano, segundo a reitora, a universidade conseguiu "sair do vermelho" e deve até fechar o ano em superávit.
A PUC abriga 46 cursos de graduação, 26 de pós e outros 300 de diversas especializações, reunindo 36.400 alunos.
A UniABC de Santo André, classificada em último lugar entre todas as universidades paulistas, não se manifestou.




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8 de set de 2008

Plebiscito Androcêutico #4

Por incrível que pareça estou falando sério agora. Fiquei sabendo que meu caro amigo Max teve um texto que sumiu do Androceu. Puta mancada meu. Essas coisas não acontecem do nada. Quem diabos tem essa senha do Blog? Eu acho que tínhamos que ter uma eleição verdadeira para administrador do Blog. Nessa "gestão" o administrador teria plenos poderes e plenas responsabilidades do que acontecesse com o Blog. Somente ele teria a senha e pronto, não ia ter mais essa dúvida sobre as coisas que acontecessem. Caso isso não aconteça, mudem essa senha para que nunca mais alguém saiba ela. Só dá rolo essa história. Exclui essa senha do Androceu e pronto. Caso não excluam, deixem de boiolisse e não excluam mais o texto, porra.

7 de set de 2008

Brasil sil sil sil

Candidatos cariocas são suspeitos de dar cachaça a eleitores
Retirado do Yahoo notícias

Candidatos da cidade de Magé, na grande Rio, serão investigados a partir desta segunda-feira (8) por denúncias de tentativa de compra de voto e outros crimes eleitorais. De acordo com a promotora Paula de Castro Campanari, do Ministério Público Estadual, dez candidatos a vereador estariam oferecendo engradados de cerveja e garrafas de cachaça por votos nas zonas mais pobres das cidades cariocas.
Além dos vereadores, existem denuncias que a própria prefeita Núbia Cozzolino (PMDB) faria parte do esquema de distribuição de bebidas alcoólicas. A prefeita já responde por liderar uma quadrilha que desviou mais de 100 milhões dos cofres do município desde 2005.

Discos de Vinil

Para aqueles que costumam faltar às aulas do Cripa, e pretendem continuar faltando, já antecipo, aqui, uma das matérias que serão exibidas no telejornal que será produzido pelos alunos.

Ela foi realizada pela Paulinha, a Eli e a Gi. O toque androcêutico ficou por minha conta.

Mais um trabalho que é resultado da parceria Androceu & Gineceu.


6 de set de 2008

TV ANDROCEU- COMUNICADO IMPORTANTE

Democratizar a comunicação. Responsabilidade social. Entretenimento. Esporte.
Quando o blog Androceu recebeu uma concessão para abrir seu canal de televisão online, estava lançado um grande desafio: fazer uma programação de 24 horas de alto nível, sem a preocupação de anunciantes chatos interferirem nela.
Esses são os programas que já estão disponíveis:

- Humor (cerca de 2 horas): o melhor de Beavis and Butt-head, Alborghetti, Pânico, Fudêncio, CQC...
- Esporte (cerca de 1 hora): vídeos dos principais jogadores de futebol, basquete e rúgbi do mundo, além de diversos highlights de jogos clássicos de futebol.
- Música (cerca de 1 hora): clipes dos Ramones, The Clash, The Smiths, The Cult...
- PUC( cerca de 20minutos): vídeos do JUCA, trabalhos nossos, TVPUC.


Convoco todos os membros desse blog a darem sugestões de novos programas e novos vídeos. Nossa meta é chegar a 24 horas de programação, além de divulgar material nosso (as matérias do Cripa seriam um bom começo).

Obrigado pela atenção.


Alan M.
Estagiário- TV Androceu

Lapa: Um bairro palmeirense


O interessante caderno especial DNA Paulistano da Folha de S.Paulo, que está fazendo uma radiografia dos bairros paulistanos, trouxe uma grande surpresa recente edição.
A região analisada foi a Zona Oeste. Além de confirmar alguns mitos bairristas como o grande número de ciclistas e praças públicas (ao contrário da zona leste), a reportagem revelou uma existe apenas um bairro em toda ZO onde palmeirenses superam as demais agremiações esportivas.
O mais incrível é que esse bairro não é Perdizes (maioria tricolor) ou Barra Funda (maioria alvinegra), mas sim a Mooca da zona oeste: a Lapa.
Devo admitir que num primeiro momento me surpreendi com o grande número de palmeirenses, afinal, depois dos santistas, palmeirense é o segundo bicho mais raro na fauna ludopédicas da paulicéia desvairada.
Porém, uma pessoa menos distraída que conheça as cercanias da Cerro Corá não se surpreenderia com o resultado. Fazendo uma conta rápida de cabeça eu contei que conheço uns 20 palmeirenses no bairro contra 3 são paulinos e só eu de corinthiano.
Movido pela curiosidade eu fiz um pequeno levantamento da história do bairro e descobri alguns dados interessantes como a perda de grande parte do território para a criação da Vila Madalena e Vila Leopoldina, que entre 1950 e 1960 era um grande pólo comercial e já teve um grande time de várzea nos idos de 1910, o União da Lapa (venceu o Corinthians em seu primeiro jogo oficial).
Outra informação que eu achei e que talvez explique o grande número de palmeirenses é a sub-divisão do bairro em dois: A Lapa de baixo, no norte do distrito, que sempre foi um bairro operário de descendentes italianos que trabalhavam para o Matarazzo ( e daí nasceriam os palmeirenses) e a Lapa, que foi planejada pela Cia.City que montou um conjunto residencial de alto padrão para a época. E agora vejo que as passeatas nas ruas do fim da fila palestrina que durava algumas centenas de dias não eram feitas perto de casa a toa.
Porém, desavenças esportivas de lado, a presença italiana, misturada com outros temperos (principalmente o húngaro e bávaro), fez do bairro um interessante mosaico cultural. E não é a toa que o melhor rodízio de pizza húngara que eu conheço fique algumas quadras da minha casa.

Um poema de Junqueira Freire (1832-1855)

Temor

(Hora de Delírio)


Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.

Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele.

Foi uma repulsão de dois contrários;
Foi um duelo, na verdade insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.

Agora está mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe do nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa prisão de carne,
Entrou agora em sua própria essência.

Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
É mais, é mais que um homem vão de barro:
É um anjo de Deus, que Deus anima.

Agora, sim - o espírito mais livre
Pode subir às regiões supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.

E vós, almas terrenas, que a matéria
Ou sufocou ou reduziu a pouco,
Não lhe entendeis, por isso, as frases santas,
E zombando o chamais, portanto: - um louco!

Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
aproxima-se mais à essência etérea.

4 de set de 2008

BLOG ANDROCEU SOFRE UM NOVO ATENTADO

Ou: "Cadê meu texto pô?"
Há alguns dias eu postei uma pequena notícia sobre a comemoração de um certo país oriental cuja delegação foi vitoriosa em determinada competição internacional.
Entro hoje no blog para uma checagem de rotina e descubro que o meu texto sumiu.
Conclusão: O BLOG ANDROCEU sofreu seu segundo ataque hacker na sua história. Com certeza estamos incomodando algum desocupado.
O texto será reposto. Peço desculpas as pessoas que tiveram seus comentários apagados.

1 de set de 2008

Aqui nasceu o Futurismo


No meu mundo ideal, sou eu mais o mercado

A discussão recente sobre a metodologia do curso de Teoria do Jornalismo suscitou-me algumas indagações, questionamentos incômodos acerca da natureza futura de jornalismo, como ofício, tarefa e modus operandi.

Até então, minha posição era inamovível e estive convicto da possibilidade e real necessidade da criação de uma nova teoria, até para que o jornalismo mantivesse alguma função social.

Jornalismo, para mim, só existe na democracia, como instrumento de emancipação e num espaço subversivo. Sim, jornalismo para mim é subversão. Subversão de tudo o que for consenso.

Mas, a meu ver, o jornalismo está em xeque, sob o risco de falir. E nós não caminhamos para uma nova teoria, e sim para a conversão numa outra atividade, que não a da essência jornalística, que é a informação – ainda que se pese o conceito de informação.

Eis que sua conversão se dará para o marketing e ela será de forma sutil, cooptando os jornalistas para as indolentes e condenáveis de tarefas da publicidade nua e crua.

Onde o espaço de debate é sufocado, o marketing se impõe de maneira natural, modulada, modulável.

Desabafo ininteligível
Eu não sei, mas não sei mesmo, se não sei, o que sei, se expliquei, o que não, o que me incomodou, o que me deu medo, e que estou tentando escrever da forma mais tosca possível, sem pontos, crases, circunlóquios, só para revelar alguns medos, quiçá coorporativos, mas eu não sei fazer aforismos, e queria ser jornalista para valer, e não de marketing eleitoral, fantoche iluminada pelo nome especial estampado no microfone.