27 de jun de 2008

Bolão Androceu – A hora da verdade


Quem vai levar o troféu para casa?

Depois de inúmeras batalhas ludopédicas no Velho Mundo, apenas dois exércitos se mantêm agora de pé. De um lado, a favorita Alemanha, dona de três campeonatos e maior vencedora do torneio, de Ballack, Lahm e Klose. Do outro, a Espanha, que superou o complexo das quartas-de-final e espera repetir o feito de 1964, quando se sagrou campeã do torneio em casa, que conta com a segunda melhor defesa do torneio e o principal ataque.
Enquanto isso, 10 apostadores têm chances reais de levar o cobiçado prêmio do I Bolão Androceu, já que ao acertar o resultado correto da finalíssima que ocorre em Viena no próximo domingo leva a cobiçada quantia de 24 pontos. Ou seja, o jogo ainda está aberto e qualquer um pode vencer ou virar esse jogo, citando um verso da Viradouro.

Até agora a tabela geral se encontra dessa maneira (com os resultados das semi somados e com a correção de um erro nas quartas):

1. Max 28
2. Thom 26
3. Luiz 25
4. Renata 21
5. Daniel 19
6. Carlitos 14
6. Fábio 14
8. Alan 12
9. Thiago 10
10. Rubens 8
11. Gustavo 0
11. João 0
E a classificação das semi ficou assim:
1. Max 8 pontos
1. Thomas 8 pontos
3. Renata 4 pontos
3. Luiz 4 pontos


E para facilitar a vida, uma pequena dica estatística. Segundo o site “Chance de Gol”, a Alemanha é favorita ao título com 56,6%, porém, segundo o site, a chance da Alemanha sair vitoriosa do confronto é de 44,4%. A Espanha tem 43,4% de chance de se sagrar bicampeã européia e 31,2% de chance de vencer a purga final. O empate está cotado em 24,4%.

Então, mais uma vez, boa sorte aos apostadores e, mais uma vez, obrigado por fazerem o I Bolão Androceu um sucesso de comentários (41) e participantes (13), algo impensado quando imaginamos o torneio.

22 de jun de 2008

Bolão Androceu - Semifinais

Depois eu faço um texto arrumadinho, mas por ora passo a tabela atualizada, da rodada e os proximos jogos da Euro...

Tabela geral

Max 20
Daniel 19
Thom 18
Renata 17
Luiz 15
Carlitos 14
Fábio 14
Alan 12
Thiago 10
Rubens 8
Gustavo 0
João 0

Da rodada

Thomas 4 pontos
Fábio 2 pontos


Proximos jogos

Alemanha X Turquia
Russia X Espanha

18 de jun de 2008

Bolão Androceu - Quartas de final

E após 36 jogos, o Bolão Androceu termina sua primeira fase. O placar entre os competidores ficam assim:

Max 20
Daniel 19
Renata 17
Luiz 15
Thom 14
Carlitos 14
Fábio 12
Alan 12
Thiago 10
Rubens 8

E agora o trigo vai começando ser separado do joio a coisa promete esquentar. A Espanha finalmente irá passar para uma semi-final? A sorte turca acabou? entre outras questões serão respondidas nos próximos confrontos da Copa do Mundo - Brasil e Argentina. Por sinal, ainda bem que o Brasil não está jogando a Euro, porque levaria cada surra que eu tenho até pena de quem ainda nutre um pouco de sentimento pelos Canarinhos do Ricardo Texeira.

Mas, enfim, os proximos jogos serão:

Portugal X Alemanha

Croácia X Turquia

Holanda XRússia

Espanha XItália

Deixe seu palpite aqui embaixo entre os 8 melhores times da Europa nesse momento...

O prazo é até o começo de Portugal X Alemanha (vulgo Amanhã às 15:45)

Mais uma vez, boa sorte a todos.

17 de jun de 2008

Chega!

“É preciso estar-se, sempre, bêbado. Tudo está lá, eis a única questão. Para não sentir o fardo do tempo que parte vossos ombros e verga-vos para a terra, é preciso embebedar-vos sem tréguas.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a escolha é vossa. Mas embebedai-vos.
E se, às vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a grama verde de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que passa, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de embebedar-vos! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embebedai-vos, embebedai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude: a escolha é vossa”
. [Charles Baudelaire, Pequenos Poemas em Prosa]

O que quis dizer Baudelaire com “embebedai-vos?” Certamente, não se trata de alguma apologia ao consumo de alcoólicos, apesar de que estes também podem, por meio de processos químicos, e portanto artificiais, colocar-nos em um estado de alucinação, de inconsciência, de perda do pensamento lógico. Citando, em sua resposta (“Mas de quê?”), o vinho, mas também a poesia e a virtude, Baudelaire fala de uma outra bebedeira, aquela capaz de nos manter distantes das amarras da racionalidade opressora do Tempo.
Somos escravos martirizados do Tempo e, quando conseguimos ter consciência disso, podemos nos deixar levar pela conformação, pela entrega ao bom senso, ou seja, evitar maiores problemas que possam ser causados pela tentativa de subverter qualquer norma social. Mas, ao contrário, podemos seguir contrariamente ao comum, permitindo-nos novas aberturas de percepção do mundo sensível. Afinal, se desde pequenos somos condicionados a olhar para o mundo seletivamente, como que seguindo um guia automático, previamente programado para nos fazer ver e pensar o que se “deve”, é certo que o mundo dos sentidos é pressionado por diversas forças, que ora nos impedem de realizar algo não-previsto, o que seria considerado um absurdo, ora nos transformam em objetos manobráveis, suscetíveis a mecanismos que podam as diferenças do contexto social, uniformizando corpos e almas.
Em outras palavras, a idéia que está por trás do poema em prosa de Baudelaire é a do paradoxo. Mais precisamente, pode-se pensar que todo artista deve se valer dessa “embriaguez”, deste disparate, de tal modo que possa escapar dos processos regulatórios – principalmente do Tempo – e direcionar seus pensamentos para aquilo que ainda ao foi pensado ou rememorar tudo o que caiu no esquecimento. A repetição exaustiva do mundo pós-industrial é grande evidência de como o sujeito está cercado por medidas de espaço e de Tempo; tudo é muito bem mensurado, cronometrado, previsto e esperado: o que se faz hoje se fará amanhã; o degrau que agora galgo é igual ao próximo e ao anterior. Ficar retido nesse mundo onde tudo é comum - e, portanto, o próprio processo de criação não pode transgredir, não pode tentar ir além do senso comum, sob pena de ser considerado meramente uma estranheza, uma loucura que não deve ser levada a sério (pois até mesmo o que deve ser levado a sério é catalogado, baseando-se em conceitos estéticos muito bem definidos) -, acaba mutilando o sujeito, amputando dele, de forma violenta e perversa, seu potencial de observação e de apreensão de tudo o que o cerca. Assim, já sendo o sujeito uma coisa, a ele só resto “coisificar” tudo! Objetiva-se o pensamento de tal forma que a simples idéia de fuga da realidade, de negação, nem que por instantes, do Tempo, se torna algo pecaminoso, vergonhoso, não restando outra saída a não ser a auto-punição. O sujeito acha que está louco, e loucura, para ele, é “coisa” ruim. A subjetividade, o sonho, a brincadeira e o devaneio deixam de ser janelas para se tornarem enormes e pesadas portas, cada vez mais difíceis de serem abertas.

O vento, a onda, a estrela, o pássaro e mesmo o relógio, todos nos querem bêbados! Bêbados de poesia, de absurdos, de passionalidades, de contestações e críticas, bêbados de tanto beber do mundo as suas diferenças! Para sentir o vento, deixar levar-se pelas ondas, contar as estrelas, ouvir os pássaros e destruir os relógios!

15 de jun de 2008

Irlandês entra em lagoa para ganhar aposta e é atacado por crocodilo

Essa não deu pra passar....




da Efe, em Cancún

Um turista irlandês de 23 anos foi internado em estado grave após ser atacado por um crocodilo de mais de dois metros que estava na lagoa Nichupte, em Cancún, na qual o jovem entrou para ganhar uma aposta, informou hoje a Cruz Vermelha local.
Sean Treacy assistia ao casamento de um amigo e apostou US$ 20 em que conseguiria nadar na lagoa, que fica em frente ao hotel onde estava, na zona turística de Cancún.
Enquanto o jovem nadava, foi atacado pelo réptil, que mordeu seu tórax e destruiu parte de seu braço esquerdo.
Os convidados do casamento conseguiram salvar o rapaz do crocodilo antes que o animal o arrastasse para o fundo da lagoa.
Fontes que prestaram os primeiros socorros disseram que Treacy, que estava sob forte influência do álcool, ainda disse que nunca pensou em encontrar um crocodilo na zona.
No ataque, um dos pulmões do jovem foi perfurado. Ele permanece internado em um hospital.
Cancún, principal destino turístico no México e bastante freqüentado por turistas estrangeiros, compreende também extensos mangues, onde é comum encontrar crocodilos. Por isso, os hotéis fazem aos hóspedes advertências sobre essa particularidade.
Nos últimos anos houve casos similares, como o ataque sofrido por um pescador e um jovem americano embriagado, também nas lagoas junto à cidade.

14 de jun de 2008

Relembrar é viver...você se lembra?

Cena 1: Início do episódio, ainda sem redublagem
Narrador: Um dia na escola.
Narrador: Um copo de leite.
Narrador: Não leite, mas... Dinheiro.
Narrador: Santo suco de vaca, é a vida fácil!
Narrador: Parece coisa do Coringa.
Narrador: Cuidado, garotos, o Coringa está atrás disso!
Narrador: Quanta verdade!
Narrador: O quê ele trama?
Narrador: Uma pistola automática inocente...
Narrador: Ah é?
Narrador: Roubo por controle remoto?
Narrador: E na oficina do Coringa...
Narrador: A líder da torcida, Suzy.
Narrador: Um membro secreto do bando.
Narrador: Mas qualé o plano do Coringa?
Narrador: E aquela noite na escola...
Narrador: Cuidado!
Narrador: Ai!
Narrador: Gás nocauteador...
Narrador: E dentro desse furgão um roubo diabólico.
Narrador: Três limões dão direito a cinqüenta mil volts.
Narrador: Um limão... Dois limões...
Narrador: Uma pequena pausa. Cruzem os dedos pela dupla dinâmica!
(Música tema do seriado....)
Narrador: Estrelando Adam West e Burt Ward.
Cena 2: Furgão do Coringa
Narrador: Um adversário à altura de um medonho bandido.
Narrador: Vilão especialmente convidado: Cesar Romero
(Entrei na feira da fruta...)
Dick: Ih chefe, a cana, a cana tá chegando, chefe, a cana!
Coringa: A cana, filho dumas putas, como é que me descobriram aqui!? E o Batiman, porra, agora que vou fuder com o Batiman! E agora, o que que eu faço?
Ajudante: Eles tão chegando mais perto.
Coringa: Chegando mais perto? Vamo dar o fora daqui que nós tamo fudido. Vamo dar o fora daqui, vamo dar o fora daqui!
Policial 1: Êêê, que porra é essa aqui, hein?! Vamo ver o que tem lá atrás, vai.
Policial 2: Ê, vamo lá, vamo lá, vamo lá vê.
Policial 1: A dupla dinâmica?
Batiman: Não, cego! É o guarda do seu pai e sua mãe vestidos para o baile dos enxutos!
Robin: Abre logo essa porra, seu filho da puta, tira a gente daqui, viado!
Cena 3: Sala do Comissário Gordon
Comissário: Puta que pariu, Batiman. Eu não acredito em nenhuma palavra disso! Puta que pariu ô Chefe o'Hara!
Chefe o'Hara: E como é que pode ser verdade uma porra dessa, hein Batiman? Me explica essa porra!
Batiman: É simples Comissário, essa fita mostra tudo.
Comissário: Mostra o quê, caralho?!
Robin: A sua mãe trepando, o fia da puta!
Batiman: Sua mãe e sua mulher são duas putas, comissário. Eu não queria falar nisso, mas a verdade é essa. São duas putas pagas.
Chefe o'Hara: Como puta paga, porra!?
Comissário: Puta paga? Caraaaaaalho, e agora, como é que eu faço?
Batiman: É simples comissário, eu e o Robin estamos no encalço do... No encalço daquele filho da puta que as comeu. É muito simples comissário...
Robin: Ela é uma puta mesmo. O açougueiro comeu ela.
Comissário: Puta que pa... Como?
Batiman: Comissário, eu e o Robin descobrimos ontem. Colocamos essa fita em seu apartamento para sabermos se o Coringa ia aparecer lá, mas... Ela nos traiu. A sua mulher é uma puta mesmo comissário. Ela estava dando para o açougueiro.
Robin: Ela tava trepando com aquele açougueiro que tá cheio de gonorréia.
Batiman: E tem mais comissário. Eu e Robin descobrimos que sua mãe também é puta.
Comissário: Puta que pariu, então eu sou um viado! Tô fudido, eu preciso ir embora pra casa. Chefe o'Hara, como é que eu faço?
Batiman: Não faz nada comissário. Eu e o Robin vamos cuidar de tudo. Quando nós descobrirmos alguma coisa vamos dizer ao senhor, não se preocupe. Eu e o Robin somos a dupla dinâmica.
Chefe o' Hara: Ah, dupla dinâmica o caralho! Ceis são dois filha da puta...
Comissário: Eles são dois viado, né?
Batiman: Vam´bora Robin, vam´bora.
Cena 4: Batcaverna
Batiman: Humm... Como é que tá indo aí, Robin?
Robin: Tá ruim... Essa porcaria. Essa porcaria não funciona, porra!
Batiman: É claro que funciona, Robin.
Robin: Funciona nada pô, esse pau véio tá podre.
Batiman: Porra!
Robin: Caralho, essa merda não funciona!
Batiman: Robin, você é um garoto, não tem... não pode ficar falando palavrões. Você é um menino ainda.
Robin: Não enche o saco, porra! Merda!
Batiman: Robin.
Robin: Ahn? Eu não acredito, essa merda não funciona!
Batiman: Claro que funciona Robin, você não sabe mexer em porra nenhuma!
Robin: Ô s...
Robin: Eu não agüento mais essa merda de Batcaverna. Porra, só eu que faço tudo nessa merda, saco! Vô embora, vô embora daqui! Merda! Saco!
Batiman: Mal agradecido. Vou te colocar num colégio interno.
Robin: Ah, vá tomar no cuhu!
Batiman: Robin, você me mandou tomar no cu? Eu não acredito no no que eu ouvi, não acredito no que eu ouvi, não pode ser verdade isso que eu escutei agora. Você é um menino ainda Robin, eu te criei.
Robin: Tá bom, tá bom, é verdade sim, mas não enche o saco.
Batiman: Mas precisamos bolar um plano para pegar o Coringa, Robin. Eu sei de um plano.
Robin: Eu também sei seu filho da puta.
Batiman: Chega de brincadeiras! Vamos até a casa do Coringa. Eu e você.
Robin: Até a casa do Coringa? Fazer o que lá, porra? Fazer o que naquela merda?
Batiman: Eu sei, eu sei de um plano Robin. Você vai entrar no quarto dele, vai... Não, correção!
Robin: Uhn?
Batiman: Você vai se fantasiar como mulher do Coringa. Você vai se fazer passar pela mulher do Coringa. Você vai dormir uma noite com o Coringa. Você vai se fantasiar de viado.
Robin: Glulp! Merda!
Cena 5: Boteco
Robin: Batiman, tá me escutando seu bicha? Seu puto!
Batiman: Vamo pará com esse xingamento, hein!
Robin: Liga o radinho então nessa merda!
Batiman: Deixa eu ver essa porra aqui... Ué?! Robin, me dê sua "lecolização", por favor. Eu não estou entendendo nada do que tá escrito aqui.
Robin: Uhn... Uhn… Tá bom.
Clotilde: Aann! Nossa, o Robin, aquele viadinho, Dick!
Dick: Robin, viadinho? Quem é esse cara, porra? Ahn?
Robin: Olá putinha, tudo bem? Vamo transar hoje? Vamo comer uma bucetinha hoje?
Clotilde: Que isso Robin, você nunca falou assim, você é um viadinho. Você é viado?
Robin: Viado é a puta que pariu, sai dessa, vamo, quero comer o seu cu hoje! Sua gostosa! Quem é o maconheiro aí, hein?
Dick: Olha aqui meu, não é maconheiro não hein, há há, engraçadinho você, hein? Muito engraçadinho pro meu gosto, viu? Viado!
Robin: Aaa, esse cara é babaca.
Dick: Ahn?
Clotilde: Uun, tá na hora de ir embora já.
Robin: Você não vai sair daí não sua biscate, enquanto você não der pra mim. Entendeu sua filha da puta?
Clotilde: Que é isso Robin, você nunca falou assim comigo, seu filho da puta! Viadinho!
Robin: Ah, cala boca sua biscate. Senão você tomar um cacete aqui já já, hein.
Dick: Olha aqui ôô moleque, cê quer um cigarro?
Robin: Dá aí vai, dá essa porra aí. Só se for maconha. Acende essa merda logo.
Robin: UHU UHU AHA! (tossindo)
Dick: Êê...
Robin: Porra, essa merda não é maconha. Essa porra..., eu quero é maconha.
Clotilde: Ai, eu quero trepar com você Robin.
Dick: Ah, quer trepar com ele, é?
Clotilde: Só com ele, só com ele! Ele tem um pintão, cê não acha?
Dick: Cala a boca, sua puta!
Robin: Ó como você fala com ela, hein rapaz.
Dick: Ah, você não é aquele viadinho não, é?
Robin: Sou sim e daí?
Dick: E daí que você vai, vai trepar com o teu pai, vai bater uma punhetinha pro Batiman, tá?
Robin: Ah, cala a boca seu filho da puta, senão vou te acertar lá fora, hein.
Dick: Ah, acertar lá fora o caralho pô, cê é... Vai tomar no meio do seu cu, tá?
Robin: Vai se fuder, hein viado. Porra. Ah, vá tomar no cu...
Dick: Ah, engraçadinho, ah.
Robin: Engraçadinho é o caralho seu filho da puta, te acerto lá fora, hein maconheiro. Tchau hein sua putinha relaxada, te como ainda. Viado!
Dick: Vai tomar no cu!
Clotilde: Nossa, como é que você fala assim com ele, hein?
Dick: Você não viu que esse cara é viado, porra, ele tá aqui pra... É espião esse cara aí, porra, esse cara tá a mando do Batiman aqui, pô. Tsc, até minha vó sabe que esse cara é bicha. Pá é um viado, corno manso. Tá escrito na cara dele que ele é um corno, qué fudê com todo mundo, qué fudê com você. Ah, vai tomar no cu, vou embora também daqui, vai. Vaca!
Clotilde: Viado!
Cena 6: Batcaverna + Batmóvel
Robin: Batiman, eu não agüento mais lá em cima, tá um puta puteiro do caralho.
Batiman: Puteiro não Robin, modere o seu linguajar.
Robin: É meu, a tia, a tia tá dando a buceta lá em cima. Tá dando no puteiro.
Batiman: Então vamo fazer uma coisa, vamo buscar umas puta pra trazer pra cá, vai.
Robin: Isso aí, vamo lá, vamo lá pegar umas puta.
Cena 7: Esconderijo do Coringa
(Entrei na feira da fruta...)
Coringa: Uuh, hoje eu vô comer o Batiman, vô fudê ele direitinho, vou tirar o pinto dele fora!
Dick: Ahá, e aquela biscate ali, o senhor não vai comer ela hoje não?
Coringa: Hein? Ah, deixa ela pra lá, essa menina aí não é de nada, eu não gosto de mulher, gosto mesmo é do Ba...
Ajudante: Esse cara pra mim é viado, hein.
Coringa: Hein? Minha filha, vem cá. Sabe que que é isso aqui minha filha? Isso aqui é pá amolecer pinto, isso aqui cai pinto. É um lico que você passa na cabeça do pau...
Clotilde: Aaii, eu nem acredito que isso é pra cair pinto!
Coringa: É, mas você vai passar isso na cabeça do pau do Batiman.
Clotilde: Não, do Batiman? Não acredito. Deixa eu...
Coringa: Não abre, não abre, não abre, não abre, não abre. Que senão vai cair o meu pinto. Agora você vai fazer o seguinte: você vai pegar o Batiman e passar na...
Clotilde: Tá bom, tá bom, eu faço tudo que você quiser. Queridinho da mamãe, tesudinho lindo!
Coringa: Ah, gracinha.
Ajudante: Esse cara pra mim é viado, hein! Viado, hein!
Coringa: Opa opa, que negócio é esse de me chamar de viado aí, hein? Ah, aah, o Batiman tá chegando, hein. Vamo acertar ele direitinho agora, hein?
Cena 8: Bar (aquele da vitrola eletrônica inocente)
(Feira da fruta é a feira mais cara........)
Robin: Porra, três horas já caramba!
Batiman: Eu sei vê hora, porra. Bom, o negócio é o seguinte, o pau vai comer solto aqui agora e moçada, todo mundo pra trás.
Robin: É, o pau vai comer solto aqui, o cacete vai comer aqui, vamo levantar o pau nessa merda aqui hoje.
Batiman: Robin, modere o linguajar, por favor. Muito bem. Você trouxe a moeda que eu pedi?
Robin: Tá aqui, tá aqui na minha mão, olha aqui ela aqui na minha mão.
Batiman: Então vá naquela máquina e ligue esta porra.
Robin: Uuunn... Deixa eu ver... Enfia essa porra aqui, agora, deixa eu ver... Aqui... Esse aqui, esse aqui, esse aqui!
Coringa: Ah, o Batiman chegou, agora vou tirar o pinto dele! O Batiman tá fudido na minha mão agora! Ah! Aah... Agora agora agora!
Coringa: Uh hu hu hu hu hu! Isso é um assalto seu filho da puta, vira a bundinha pra mim, vira Batiman! Viado, bicha! Seu dois bichas!
Batiman: Rápido Robin, para trás do Bat-escudo.
Batiman: Dessa vez eu acerto esse filho da puta!
Robin: Batiman, da onde cê tirou esse Bat-escudo, hein? Porra, da onde cê tirou essa merda?
Batiman: Cê tá muito engraçadinho, hein Robin. Lógico que foi do cu. Podia ser mais da onde, hein?
Robin: Vou saber onde cê guarda essa porra?
Batiman: Engraçadinho. Você tá muito metido, hein Robin. Há, tsc, eu te acerto hoje lá na Batcaverna, viu? Você...
Robin: Ah, deixa pra lá, seu filha da puta.
Batiman: Você me chamou de novo de filho da puta? Não acredito... Viadinho, filho da puta! Viado!
Robin: Seu maconheiro do caralho, cala a boca!
Batiman: Robin, desculpa, nós somos a dupla dinânica, temos que lutar em prol da justiça.
Robin: Uuunn... Vá se fuder seu filha da puta!
Batiman: Outra vez? Não acredito que você está me xingando outra vez, Robin. Eu vou te fuder aga... agora, hein! Sai daqui filha da puta.
Robin: Não enche o saco seu bicha. Você não faz nada comigo não seu filha da puta.
Batiman: Filha da puta?
Robin: Seu, cala a boca!
Batiman: Não acredito!
Robin: Seu viado do caralho, filha da puta! Vem pegar!
Batiman: Robin, se você não sair daqui já, vou te comer a bunda aqui mesmo, hein. Viado, corno manso...
Robin: É nada seu corno, vem me pegar.
Batiman: Sai daqui já! Peraí, peraí, esqueci uma coisa, esqueci uma coisa. Meu filho, você vende camisinha aqui? Eu quero uma camisinha. É que eu... Preciso comer o Robin hoje a noite.
Cena 9: Esconderijo do Coringa
(Binng)
(Entrei na feira da fruta...)
Dick: Alô. É sim. Tudo bem? É da casa do caralho. É o chefe? Já vai. Chefe!
Coringa: Ah já vai já vai já vai.
Dick: Ahn, ô chefe, anda porra!
Coringa: Ah, pra mim, pra mim, pra mim.
Coringa: Alô. Quem tá falando? Ah, tia do Batiman, o que você quer sua velha puta? Quer que eu te coma? Ma como? Eu comer você?
Dick: Porra!
Coringa: Ah, tá bom, tá bom, vamo fazer o seguinte: comer a senhora aí na mansão Wayne? Ah, eu vou, eu vou, eu vou. Ah, eu vou agora mesmo, agora mesmo eu vou, eu vou, eu vou. A senhora dá o cu pra mim tá. Eu vou.
Coringa: Uh, vou comer a tia do Batiman! Uh hu hu hu! Agora mesmo eu vou lá, eu vou lá! Ah há há há há!
Cena 10: Ginásio
(Feira da Fruta, com dança fantástica das cheerleaders)
Clotilde e demais chefes de torcida: Aaaaii!
Chefe de torcida: Estou morrendo de cansaço, vam´bora meninas, vam´bora. Eu vou embora, tchau querida.
Clotilde: Ai, deixa eu pegar isso daqui, o negócio do Coringa de amolecer pinto, ai que tesão! Tirar essa placa...
Batiman e Robin: Ahááá!
Batiman: Minha filha, me dá esse frasco aqui.
Robin: Sua putinha relaxada!
Batiman: Me dá esse frasco aqui minha filha. A senhora...
Clotilde: Não enche o saco, bicha!
Batiman: Aahh! Ih, fudeu, Robin.
Clotilde: Vou por um perfuminho… Humm.
Batiman: Hã, perfume!
Clotilde: Aaaahhh.
Batiman: Ah, Ahn? Vamo Robin, vamo levá ela pra Batcaverna.
Cena 11: Esconderijo do Coringa
Ajudante: Chefe.
Coringa: Que foi?
Ajudante: Eu tô cansado pá caralho, só trabalho nesta porra, merda! Dou o cu aqui todo dia!
Coringa: Aaaa, eu não posso fazer mai nada, tô ficando velho, tô acabado, meu pinto não sobe mais. Eu preciso fazer alguma coisa pra me alegrar. Eu sou um palhaço, eu sou o Coringa, o palhaço, o joker, o palhaço. Cê quer um charuto meu filho? É havano.
Dick: Hã, eh, ah, eu quero, brigado.
Coringa: Ah haá há há há há há! Enganei um bobo na casca do ovo! Eu sou o Coringo, um bobo, eu sou um palhaço. Por falar em palhaço, que horas são, hein?
Ajudante: Cinco e meia.
Coringa: Ah, tá na hora de eu comer a tia do Batiman, eu vou comer a tia do Batiman. Eu sou o primeiro, eu sou o primeiro, eu sou o primeiro, vamo lá, vamo lá.
Ajudante e Dick: Vamo lá, vamo lá.
Cena 12: Ginásio
(Entrei na Feira da Fruta...)
Jogador 1: Aí moçada, pega aí, pega aí, aahh.
Jogador 2: Vamo jogar, vamo jogar, vamo jogar, vamo jogar.
Jogador 3: Vai vai vai, arremeça aí logo.
Jogadores 1 e 2: Vamo jogar.
Jogador 2: Vamo jogar, vamo jogar, vamo, vamo logo.
Jogador 1: Moçada, vamo parar com isso aqui vai, encheu o saco desse jogo vai, tsc.
Jogador 2: Pô, vamo fazer, vamo fazer uma suruba então, vamo fazer uma suruba.
Jogador 1: Suruba aonde, porra?
Jogador 2: Ah, em qualquer lugar, pô!
Jogador 3: Vam´bora, vam´bora.
Jogador 1: Ceis tão, alguém tem uma moeda aí? Vê se essa porra tá funcionando.
Jogador 2: Vamo ver se essa merda tá funcionando, vamo vê, vamo vê.
Jogador 1: Deixa ver se tem uma moeda, ah, achei, achei a moeda. Deixa eu ver. Deixa eu ver... Ué... Uai, que porra é essa aqui, não tô entendendo.
Jogador 2: Lê, lê, lê isso logo, lê essa porra logo.
Jogador 1: Olha meu, é um documento, tá escrito que o Batiman é viado.
Jogador 2: Ahn? Viado?
Jogador 1: Viado.
Coringa: Uh hu hu hu hu hu hu! Seus bichas! Ah, vou contar pro Batiman hein, vou contar pro Batiman que eu vi vocês fazendo isso, viu? Seus cornos mansos! Viadinhos!
Jogador de basquete 1: Quem é esse cara, hein?
Coringa: Ah, cê não sabe quem eu sou, é?
Dick: Cala a boca seu maconheiro filha da puta senão vai tomar porrada, hein seu filha da puta. Maconheiro!
Ajudante: Eu vou te rachar, hein viado.
Jogador 2: Viado é a puta que pariu, hein!
Jogador 1: Vamo pegar esses caras de pau, vai!
Coringa: Ceis que sabem, se querem me pegar de pau, pega, porra, mas depois agüentem as conseqüências. Viu, seus viados? Bichas!
Jogador 2: Êê... Pegar esse cara de pau, porra!
Jogador 1: Viado é a puta que pariu, vamo dar um cacete nesse viado.
Coringa: Aaahh! Aaahh! Ceis querem que o Batiman venha aqui, né? Pega vocês, salvar vocês.
Jogador 1: Não quero nada porra, vamo pegar esses caras de pau ou não?
Coringa: Ah, mas o Batiman morreu, viu seus viados. Ele morreu. Às quatro horas da tarde, tirei o pinto dele fora. Aah. Falar em tirar o pinto dele fora vou tirar o pinto de vocês também, o que ceis acham, hein?
Coringa: Hã?
Batiman: Não se preocupem rapazes. Eu mesmo coloquei esse documento aí. Esse documento não prova nada, prova só que o Coringa é um filho da puta. Por falar em filho da puta, o Robin vai dar o cu pra todo mundo hoje hein. O Robin é um viado!
Robin: Hum. Só que um de cada vez, não precisa espalhar, tá? Vamo pega esse filho da puta agora.
Batiman: Vamo vamo vamo.
Coringa: Uuuuu! Ah, Ai, o pau, o pau vai comer solto aqui.
Coringa: Ai meu pinto! Ai!
Robin: Filho da puta!
Coringa: Ai! Ai meu saco! Uh! Ai meu saco, ai meu saco, ai!
Robin: Filho da puta! Viado!
Coringa: Ah, agora vem pegar essa aqui Batiman, pega essa, pega essa. Pega essa.
Coringa: Peidorrento! Eu te pego filho da puta! Uuuhh!
Robin: Ai, ai ai! Me enrolou todo Batiman! Me salva desse filha da puta, me enrolou! Eu tô fudido agora! Ele vai comer meu cu! Me solta, me solta essa merda!
Coringa: Ah ha ha ha ha ha ha! Vou usar esse spray pra tirar o seu pinto fora, Batiman, seu corno.
Batiman: Hé, não adianta, Coringa. Antes de sair da Batcaverna eu tirei meu pinto fora. Eu não tenho pinto, não sei se você sabe disso. Eu sou eunuco! Você tá fudido agora comigo! Ah!
Coringa: Uh. Aaaa.
Jogadores 1 e 2: Uué?
Jogador 2: O que aconteceu nessa merda?
Jogador 1: Vamo vê, vamo vê, vamo vê. Quem é esse palhaço aqui, hein?
Jogador 2: Esse viado aí.
Jogador 1: Êêê.
Jogador 2: Ô, tá fudido, hein.
Jogador 1: Que cê fez com ele, hein Batiman?
Batiman: Eu não fiz nada, eu não fiz nada. Ele que começou a brincadeira. Ele que começou, agora se fudeu.
Robin: É.
Batiman: Bom moçada, eu vou embora porque eu tenho mais o que fazer.
Robin: Vamo embora daqui, vamo embora dessa merda aqui. Tá fedendo aqui.
Cena 13: Mansão Wayne
Narrador: E na mansão Wayne...
Robin: Querida, onde você vai?
Clotilde: Adeus Robin.
Robin: Onde cê vai minha filha? Onde cê vai, porra? Não vai dá mais pra mim hoje? Você é um tesão, hein! Não vai embora não.
Clotilde: Uunn, não fala assim que eu fico mui...
Clotilde: Robin, eu não agüento mais você, seu filha da puta.
Robin: Ah, que isso minha filha, não fala assim de mim não. Pelo amor de deus. Eu tenho pinto grande, cê não acha? Ah, meu pau é grande pra caralho, cê não acha? Porra!
Bruce Wayne: Clotilde, o camburão está esperando.
Clotilde: O camburãããão? Olha, eu queria trepar era com o senhor, viu? Você não quer dar pra mim não?
Bruce Wayne: Não minha filha, eu não sou disso. Eu sou viado, não sei se você sabe.
Robin: É, ele é viado, você não sabia dessa não, eu não te falei não?
Bruce Wayne: Cala a boca viado!
Clotilde: Ai, mas não faz mal, assim mesmo serve. Eu faço uma chupetinha. Cê deixa, não? Tchau tesão.
Clotilde: Adeus, viu?
Robin: Tesuda, não vai embora não.
Clotilde: Ai, eu quero dar pro senhor viu, o senhor deve ter um pintão. Eu quero dar pro senhor. Vou pegar no seu pinto.
Robin: Ela pega mesmo, hein! Cuidado hein!
Bruce Wayne: Essa juventude de hoje está muito mudada.

10 de jun de 2008

Bolão Androceu - Inscrições prorrogadas e regulamento para as fases seguintes...

Devido aos enormes e impetrantes pedidos, a Fundation of Statistics and Enquete Corporation decidiu criar pequenas janelas-relâmpagos de inscrições para o bolão que vêem ganhando adeptos nos quatro cantos do mundo. A primeira delas é o início dos jogos do segundo turno da primeira fase (República Tcheca x Portugal 11.06 – 13:00). A janela será reaberta novamente, sempre com prazos de 48 horas no final de cada turno da Euro para novas inscrições via comentários.
E já aproveitando a deixa, a FSEC coloca abaixo o sistema de pontuação do I Bolão Androceu. A idéia desse sistema é que todos tenham chance de ganhar até o pontapé final da última partida que irá ocorrer no dia 29/06.


Primeira fase:
Acertou o resultado (vitória, empate ou derrota): 1 ponto
Acertou o placar correto do jogo: 3 pontos


Quartas-de-final:

Acertou o resultado: 2 pontos
Acertou o placar correto: 6 pontos


Semifinais:


Acertou o resultado: 4 pontos
Acertou o placar correto: 12 pontos


Final:


Acertou o resultado: 8 pontos
Acertou o placar correto: 24 pontos


Não perca essa nova chance.

9 de jun de 2008

Androvideo Especial : Menina Pastora e Umbrella

Menina Pastora ( normal)



Menina Pastora Funk



Versão mistica de Umbrella

8 de jun de 2008

quando se tem um arquivo

Pronto! Esses dois meses de estágio me permitiram concluir totalmente a leitura do meu blog, o quinhão. Li tudo; do primeiro texto de 30 de outubro de 2003 até 3 de junho de 2008. E o fiz porque tive a esperança de identificar uma personalidade. Não se trata de uma auto-afirmação, um narcisismo. Eu queria ler meus textos como quem tenta ler a si próprio, e digo que foi uma ótima análise. Só eu posso ser o analísta ideal para mim.

Lendo os primeiros textos, vi que se tratava de outra pessoa; cheguei a me achar um cara até meio conservador, mas ao mesmo tempo esculhambador. Exigia mudanças para o mundo e para os outros, mas eu mesmo não aceitava mudar. Em textos em que eu descrevia viagens que fiz com amigos ou com a família, eu mais falava sobre os livros que levei, as músicas que ouvi ou o que passava pela minha cabeça ao defender a solidão como única forma de se desenvolver um potencial criativo, do que da viagem em si. Acho que, na verdade, nunca dei bola para onde eu estava: o que sempre mais me interessou foram as coisas que carrego dentro de mim.

E o que mais me motivou a ler todo meu blog - o que não é tão agradável assim, mas pelo menos garante momentos de diversão e de arrependimentos - é a ânsia de saber o que ainda resta em mim, hoje, daquele que escrevia em 2003, 2004. O que ficou?

Constatei que um traço notório em mim é a dificuldade de me expressar por meio do uso de formas, como posso dizer?, muito corretas, muito estruturadas, muito previsíveis e tradicionais. Mas acho até que eu escrevia melhor...Porque como ainda não tinha muito conhecimento academico, não me preocupavam as idéias academicistas, as ideologias que deveriam, ou não, conter nas entrelinhas, os conceitos, as citações, as hipóteses, os dados, os argumentos. Identifiquei diversas vezes uma escrita despreocupada e fiel ao que eu entendia como sendo prioridade sempre que ia escrever: despressurizar minha mente.

Eu estava mais preocupado com o verbo, e menos com o adjetivo. Com o tempo, deixamos de lado o conceber idéias para aprimorarmos nossas capacidades interpretativas; não que interpretar não seja conceber idéias, mas o que quero dizer é que aquilo que sentimos, e passamos pro papel, muitas vezes já é repleto de idéias, conceitos, metáforas interessantes, não se precisando, aí, de uma muleta teórica. Portanto, meus textos eram mais livres, no sentido de que, partindo de minha esperada ignorância conceitual, aos 15, 16 anos de idade, eu só me valia das idéias que habitavam minha cabeça para produzir um texto. Era de algo que me incomodava que eu partia para a reflexão. Sei que a crônica tem muito disso, mas nem em crônica eu pensava na época. E sei que muitos de nós, que hoje trabalhamos com textos, sabemos disso.

Tanto que lendo os textos mais antigos que escrevi, percebo agora que desperdicei ótimas oportunidades de aprofundar algumas idéias, sobre, por exemplo, realidade/imagem. Se hoje possuo conceito de sobra, à época o que eu tinha de sobre era potencial de observação. Eu não sabia do Deleuze, mas me perturbava algo que, para o autor, se configurava como mote para estudos profundos, debates filosóficos de promorções gigantescas perto de minha simples inquietação. Mas acho que é daí que o jornalista parte: da observação.

O blog depois foi ficando mais poético, mais abstrato.

Não queria ter perdido o medo de pensar, sem antes ter que inserir idéias nos contextos dos debates pertinentes. É legal quando se arrisca num pensamento sem se preocupar com o outro: em muitos casos, como defendi ao longo do quinhão, a solidão é boa mesmo, pois isola, coage, educa e liberta...tudo ao mesmo tempo.

Sinto saudades de uma escrita mais licensiosa...

...coisa esta, por incrível que pareça, mais difícil de se fazer.

6 de jun de 2008

Bolão Androceu - Eurocopa



E em uma atitude inédita que mostra que o espírito androceutico ainda não morreu, a Fundation of Statistics and Enquete Corporation está lançando o Bolão Androceu.

Para participar é simples. Deixe o seu palpite dos jogos que irão ocorrer na primeira fase da Eurocopa no comentário aqui em baixo. O prêmio é secreto, mas já podemos adiantar que é muito bom, e o mais importante: é de graça participar!

Não perca tempo. As inscrição são válidas até o início da primeira partida da Euro ( 7/06 – às 13:00). Até agora já temos 7 competidores.

E tabela completa de pontuação será atualizada todos os dias aqui no blog. E todos os competidores poderão requerer uma cópia dos placares apostados com o chefe dos organizadores da competição (vulgo Max).

Boa sorte a todos e que vença o melhor!

5 de jun de 2008

Dica Cultural/Festiva Androceutica...

Para ler melhor clique em cima do fyler

Depois eu prepara um textinho com mais informações... mas já vamos separando o dia 14 para festejar...

1,2,3. Corta!

Em uma das mãos, segurava dados, relatórios, estatísticas. Na outra mão, um velho casaco.

Não devia fazer frio.

Havia calculado com dedicação alguma coisa desimportante, e fazia questão de explicar com palavras difíceis as descobertas que, talvez, apenas lhe servissem como mera ocupação, maneira objetiva de reduzir qualquer pensamento mais íntimo e perturbador.

Enquanto ela se configurava em sua frente, com um olhar triste, mãos frias e um cansaço denunciado pelos ombros soltos e o quadril trepidante, ele tentava, sempre dedicado a nunca abandonar, em sua mente, algum projeto novo, prestar atenção naquela figura frágil e inquieta que lhe pedia uns minutos para conversarem.

Ela vestia-se bem, com uma desarrumação muita bem mensurada e controlada; ajeitava o colarinho da camisa, enquanto desajeitava-se na postura. Mas estava aflita. Não pelo frio que devia fazer naquela manhã. E não por alguma dor. Na verdade, forçava cada vez mais a tensão, apertando os pulsos, mordendo o canto de seu lábio inferior.

Os dois lá. Os cálculos, em papéis soltos na pasta dele, gritando e exigindo objetividade. Não precisava, sabia ele, esperar muito tempo para conseguir solucioná-los. Sem grandes dificuldades, em poucos minutos, sentado em sua escrivaninha, calcularia tudo, chegaria facilmente até um fim já esperado. Afinal, o que é um conflito matemático senão a batalha pela reconquista da eterna confirmação de certezas? Tropeçando nas palavras, chegando quase numa incomunicabilidade consigo mesma, ela respira:

_Tudo o que escondi de você...Eu te amo.

Os cálculos, os fins, os objetivos. Eram essas suas metas para aquele dia frio. Não sabia a resposta! “Devo dizer que não a amo? Devo dizer que sim? O que falar agora?” Sempre achara que, ao menos na sua vida, nunca conseguira um relacionamento seguro, porque jamais pôde amar alguém sem antes ter de fazer um esforço sem fim para amar. Corresponder ao amor seria forçar-se a se apaixonar, naquele momento? Essa coisa de amor, como se pega?

Sentaram-se num silêncio. Tocaram-se sem sentirem um ao outro. A dureza de um competia com o medo do outro. Ela chorou. Esperou e não obteve resposta.

Ele não soube como proceder. Sentindo-se impotente para agir sem fazer uso de qualquer conta, silogismo ou operação, defendeu-se da incerteza e do imprevisto como quem percebe que foi capaz de se fazer notável não pela grandeza de sua razão, mas pela descoberta de que passou a vida inteira tentando medir sentimento que sequer podemos chamar de “coisa”.

4 de jun de 2008

Fone Vermelho

Ouvi agora a pouco...

_Não entendo uma coisa!
_O que?
_Por que chamam esse fone que a gente usa de redphone?
_hum...
_Porque...não sei bem...mas é um telefone...o fone fica na cabeça! O que tem a ver o red?
_É vermelho, em inglês!
_É, eu sei! Então...o que tem a ver: fone-vermelho???!!!!
_Ah, minha filha...isso não sei, não!
_Cada uma, né???...eu hein!






( Falavam de um headphone vermelho, senhoritas?)

3 de jun de 2008

O automobilismo também tem suas pizzas...

Na manhã de hoje, o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, que está no cargo há 15 anos, recebeu um voto de confiança da assembléia geral da entidade que presidia em Paris e segue no cargo até o fim de 2009. A votação, que foi secreta, acabou com 103 votos a favor, 55 contra e contou com 7 abstinências e 4 nulos. A CBA representou o Brasil.
O motivo da votação foi a denúncia feita pelo tablóide inglês “News of the Word” que publicou fotos e um vídeo de uma orgia, onde Mosley era acompanhado por 5 mulheres trajando roupas de oficiais nazistas ou de prisioneiras de um campo de extermínio.
Acuado pelas principais montadoras e auto-clubes do mundo a pedir demissão, Mosley não teve escolha a não ser marcar uma assembléia geral para pedir um voto de confiança. Conseguiu, mas não poderá cantar vitória, pois só atingiu a vitória graças a votação de países sem tradição no automobilismo. As principais forças do motor já mostraram que continuam contra a presença de Mosley na presidência.
A Adec, o maior moto-clube alemão e da Europa, já comunicou que não irá participar de mais nenhuma atividade da FIA até o fim do mandato de Mosley. A AAA, maior auto-clube do mundo localizados nos E.U.A, declarou que o dia de hoje é “decepcionante”. Na minha visão, a saída de Mosley seria benéfica para o automobilismo. Não porque ele é chegado numa alemã trajando couro e com um chicote na mão, mas sim porque era a chance de derrubar um dos piores mandatários que já ocupou a presidência da FIA que vai se eternizando no poder, assim como alguns dirigentes brasileiros, dar lugar a uma nova cabeça. Era a chance de escrever algo certo por linhas tortas...
E o que isso muda na vida de quem curte o seu automobilismo nas manhãs de domingo, também chamado de F-1? Tudo.
A principal delas é que as principais equipes e Bernie, que literalmente comanda o Circo, pediram publicamente a cabeça de Mosley para os 4 ventos e quem quisesse ouvir. A última vez que um presidente da FIA brigava com o “presidente” da F-1 foi quando Bernie lutou firmemente contra Baltrese em fins dos anos 70 e começo dos anos 80. E não é preciso lembrar que não foi uma época muito boa para a F-1, que rolou até um boicote da McLaren e Willians ao GP de Mônaco de 1982. Dias negros devem pairar na categoria...

Emily Dickinson

Alguns guardam o Domingo indo à Igreja
Eu o guardo ficando em casa
Tendo um Sabiá como cantorE um Pomar por Santuário.
Alguns guardam o Domingo em vestes brancas
Mas eu só uso minhas AsasE ao invés do repicar dos sinos na Igreja
Nosso pássaro canta na palmeira.
É Deus que está pregando, pregador admirável
E o seu sermão é sempre curto.
Assim, ao invés de chegar ao Céu, só no final
Eu o encontro o tempo todo no quintal.


(Emily Dickinson, 1830-1886)

1 de jun de 2008

OAEM Mês de Maio

Bruno desceu uma saraivada de textos e aos pingadinhos chegou mais uma vez ao ouro. Nada que abale Max, dono de dois pontos a menos e muito esforço a menos também. Uma prata com gosto de ouro para o israelense, uma vez que o francês Bruno de Pierro ainda está distante da batalha com a liderança máxima, mesmo sendo vice-líder. Carlitos não apareceu, não estava de greve, mas apenas se poupando depois de seus dois ouros consecutivos e sofridos. Resta a OAEM uma grande mudança e uma sequência de ouros para Bruno no sprint final para que ele chegue a liderança. A tabela de maio foi a seguinte:

bruno 25 comentários - 24 textos
max 23 comentários - 4 textos
joao 3 comentários - 2 textos
mario 3 comentários - 2 textos

OAEM Mês de Abril

Um mês histórico em que todos os membros participaram das competições. Foi difícil acompanhar as disputas de perto, entretanto novamente Max “O Sofredor” conseguiu sua medalha de ouro. Bruno voltou a pressionar e a lutar pelo ouro porém nada pôs fim à saga israelense nas OAEM. Da prata pra trás, no entanto, nada de brigas acirradas. Apenas Carlitos decaiu, tendo praticamente abdicado das disputas. Assim ficou fácil para Max.
max 5 textos - 28 comentarios
bruno 10 textos - 26 comentarios
mario 5 textos - 16 comentarios
carlitos 1 texto - 6 comentarios
alan 4 textos - 6 comentarios
gustavo 1 texto - 4 comentarios
joao 1 texto - 4 comentarios
thom 1 texto - 2 comentarios

Por uma rua Augusta menos eclética, plural e acolhedora

Não sei se alguém leu o caderno Metrópole do Estadão de sábado. Na última página, C8 se não me engano, uma matéria longa e ilustrada fala à respeito do renascimento da Augusta, e de sua enorme diversidade. E foi com reserva e alguma tristeza que eu li este texto.
Não faz muito tempo, não era legal andar pela Augusta. Sei bem disso porque me lembro como se fosse ontem (e na verdade foi quase ontem) de ir até lá e dizer pra minha mãe que eu estava na casa do Luisinho ou que eu ia ao shopping Eldorado assistir um filme. Meu pai falava que era uma área abandonada pelo descaso do poder público. Coisas assim. Eu não devia, mas por alguma razão gostava de lá, daquela atmosfera de submundo, da sujeira, de fazer alguma coisa idiota que eu sabia que era perigosa.
Voltei para São Paulo já grandinho e comecei a ir mais e mais vezes. E pude perceber algo bem diferente das madrugadas de 2004 e 2005, quando sentava de frente pra porta e não saía de perto da galera. As calçadas estavam mais limpas, sem dúvida. Com o tempo, foram trocando as lâmpadas dos postes e a rua foi ficando mais clara. A PM começou a fazer uma ronda regular por lá. Os tempos tinham mudado.
Passeando por lá vi o quanto a rua estava mudando e a que velocidade. Quando não era um lugar novo que abria, era uma espelunca que tinha sido totalmente reformada. A porra do Vitrine, infelizmente, estava cada vez melhor. Nunca tive muita esperança com relação ao Vitrine, na verdade, só vivia torcendo pra acontecer uma explosão de gás ou um incêndio lá.
Sempre teve uma cambada de retardados que achava legal freqüentar a Augusta. O problema é que de 2004 ou 2005 pra cá, a rua estava mais iluminada, mais segura e cheia de opções novas ou reformuladas pra esse pessoalzinho do barulho aprontar altas confusões. De repente, eles podiam ir até lá sem que alguma alma caridosa de cabelo moicano e coturno enchesse eles de porrada. Era de matar. A porra do poder público tinha resolvido olhar pra rua Augusta e acabar com aquele esmerdeio urbano tão característico. Agora só faltava o Mickey e o Pateta pra animar a galerinha.
Confesso que tentei ao máximo não dar atenção. As primeiras tentativas envolviam o puteiro. Pelo menos lá o papai e a mamãe ainda não querem que eles vão. Dava pra chegar, falar com o porteiro e sentar com as putas pra tomar uma cerveja. Ou umas cervejas, quantas você agüentasse. Um lugar que ainda conservava o lado feio, sujo e malvado da Augusta, com uma mulherada pra lá de Bagdá usando perfume de vagabunda e te chamando pra fazer um amor gostoso. Mas puta merda, a vida não era pra ser isso! Eu gosto do submundo, não do fundo do poço. Não deu pé.
A matéria de sábado foi a gota. Metade da turminha de Pinheiros, da Vila Olímpia e da Vila Madalena mudou a área de cobertura. É só lembrar (e boa parte das pessoas que estão lendo isso vai concordar) do aumento nos preços. A cerveja não ficou ligeiramente mais cara? Os bares não reajustaram os cardápios? Não foram abertos três bares novos entre a Fernando de Albuquerque e a Matias Aires? A Sarajevo não aumentou os preços?
Sou plural. Sou a favor da diversidade. Acho que a noite é pra todo mundo curtir numa boa. Todas as tribos juntas, com baladas ecléticas em um só lugar e tal. Mas pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, vai fazer isso longe da Augusta!

Leia se tiver estômago...

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181519,0.php

Querem apostar que essa porra toda começou depois que uma filha do Andrea Matarazzo ou uma sobrinha do Kassab resolveu que queria ir pra Augusta?