28 de fev de 2008

Desventuras de um rádioescuta 2, ou Por que eu só me fodo nessa merda?

- Apoio ao usuário Viaoeste, Juliana falando, em que posso ajudar?
- Boa noite, Juliana, aqui é Mario da Rádio Bandeirantes, por favor, eu precisava de alguns detalhes do acidente aí do quilometro 22 da marginal.
- Um minuto, senhor...olha, senhor, ali não tem mais nada, é só reflexo.
- Tá...e esse do 23 da expressa?
- Um minuto senhor...olha, só diz que é uma moto.
- E tem faixa interditada?
- Um momentinho mais, senhor.
Foi mais forte que eu. Virei pra Lídia e falei que aquela imbecil não sabia porra nenhuma, caralho.
- Senhor, se o senhor aguardar eu posso descobrir, eu ouvi isso.
- Hã? Como?
- Eu escutei o que o senhor falou aí no fundo.
Dei um sorriso amarelo, fiz uma cara de cu e pedi desculpas.
- Somente a faixa da direita está interditada, senhor.
- Beleza, valeu, Juliana.
Quer saber? Imbecil mesmo.

Um bom final?

No dia 3 de setembro de 1989, um Boeing 737 da Varig (vôo 254) fazia a rota Marabá-Belém.
Era um vôo de rotina, pilotado pelo experiente comandante Cézar Garcez, com 15 anos no ramo.
Uma peculiar sucessão de erros resultou numa tragédia inesperada pelo mais pessimista dos passageiros. Quando falamos em acidentes de avião, temos sempre a idéia de alguma pane mecânica que fez a aeronave cair e matar todos a bordo.
O que ocorreu dessa vez foi que o vôo 254 não conseguiu chegar em Belém. Completamente perdido, ficou sobrevoando a floresta amazônica até seu combustível acabar. O piloto foi obrigado a fazer um pouso forçado. Resultado: das 54 pessoas do avião, 13 morreram e 41 ficaram feridas.
O erro do comandante Garcez foi na hora de digitar o destino do vôo no computador de bordo: ao invés de 027,0º, ele colocou 270º. O piloto (um caso raro que sobreviveu ao acidente) alegou que a Varig não o havia ensinado sobre essa possível variação.
Com os dois pilotos vivos e a caixa-preta intacta, a investigação tinha tudo para achar o culpado do acidente. Os dois responsáveis pelo vôo foram julgados e considerados culpados. Após diversas apelações, as penas foram convertidas em multas e trabalhos comunitários.
Abaixo temos a gravação da caixa-preta pouco antes do pouso forçado.

27 de fev de 2008

Prêmios públicos: 2o. Troféu Ombudsman Carlitos (2007)

E as votações se encerraram! Foram ao todo 51 votos em ambas as categorias de escolha do público: melhor post e melhor vídeo. Surpresas vieram e as categorias votadas pelos leitores e espectadores foi diferente das definidas pelos juízes.

O melhor post definido pelo público foi... Mistério na PUC de Alan Mariasch! Sem dúvidas um excelente post, muito inteligente e jornalístico, sem dúvidas um prêmio merecido pelo hard news, ao contrário da série Olimpiadas Androcêuticas, um projeto a longo prazo, que ficou com apenas dois votos a menos, mostrando que o prêmio não foi um absurdo como alguns definiram na polêmica nos prêmios.

Já na categoria melhor vídeo, uma completa surpresa (Alan, você ficou votando pra caralho, hein!). O vídeo vencedor foi... Em 1998, Fluminense cai para a terceira divisão! Alan rapou os prêmios de votação pública e com certeza foi o papão de troféus, mudando a visão do último Troféu. Certamente Alan não evoluiu quanto a quantidade de postagens, mas mudou muito na qualidade, um verdadeiro salto.

Sem dúvidas para a 3ª edição do Troféu, os critérios de escolha serão bem mais claros, para que não haja reclamação por parte dos participantes e do público. Novidades chegarão ao Blog Androceu a partir de março, visando o fim dessas polêmicas! Aguardem e até o ano que vem! Tchaum!

Permitam-me, novamente, este espaço jornalístico...

...para dizer que:

NÃO!

Não caí e não quebrei o dente.

e que, embora muitos queiram, tudo não passou de ficção.
e que, confesso, agi equivocadamente quando pedi o espaço JORNALÍSTICO para contar uma mentira.

Não sabia que não podia.



Mau jornalismo?

22 de fev de 2008

Permitam-me este espaço jornalístico...

...para dizer QUE:
SIM!

Caí...e quebrei um dente.

E que ninguém me socorreu na rua.
E que nenhum Capote da vida escreveria um livro sobre isso.
E que meu dente jamais terá destaque nos gols da rodada do Fantástico ou no Video Show.
E que nenhum "funkeiro" fará um funk sobre mim.
E que a rua onde caí não será ponto turístico pra inglês ver.
E que minha mãe nem sabe que seu filho agora está sem um dente.
E que se eu deixar um bigodinho crescer, parecerei com o tiririca.
E que, mesmo assim, jamais terei como companheiras de balada a Amy Winehouse, a Britney Spears e a Paris Hilton.


Obrigado.

18 de fev de 2008

aquele inferno.

aquele inferno
quer voltar
nunca deixou de existir
pois é um bom fingidor
aquele que esconde de si
eu sou assim
não disse a ninguém
que meu sorriso nunca existiu
pois é um bom fingidor
aquele que ri para si
apenas queria dizer
a ela ou a qualquer outra
que você pode sim
levar sua vida
sabendo que continuarei aqui
sonhando nossos sonhos
você pode seguir, confie em mim
não tem problema se agora apenas eu seguir
pois sou bom nesse negócio aqui
de ser bom fingidor
pois vai dizer que você não reparou
que eu ainda sinto dor?

Aquilo tudo que deixou saudade

Não me diverti até morrer. Não dancei, não beijei (dessa vez não), não cantei música de fossa. Não enchi a mesa, não pedi champanhe e não fumei um Cohiba.
Curti. Numa boa, aliás, sozinho (ou quase). No um a cinco da escala Polanski, o quatro. Vai indo que eu já to indo. Vai na frente, eu te encontro depois e vou estar feliz de curtir junto com você. Mas por enquanto, quero mais uma Skol gelada e um Camel.
Não era pra perder o juízo. A vizinha da sua tia, com um pouco de barriguinha, aparelho nos dentes e um perfume meio enjoativo. Cara, talvez. Mas sem stress, sem precisar mentir, sem enrolação. E legal o bastante pra me fazer um elogio.
Vivo, depois de o que, uns oito meses? Humano. Mais que humano. O Apocalipse.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.”
Ap. 22, 13

Sem querer fazer tipo. Sem vontade de impressionar. Satisfeito comigo mesmo, eu inteiro. Sem me mijar de alegria, mas feliz. O quatro, vai indo que eu já to indo. De leve, pra curtir. Moderação, que nem na carta do Itamaraty. Comedimento.



Comedimento
COMEDIMENTO

Comi de menos
ConhEcIMENTO

COnDIMENTO
comi de mais
autoConhEcIMENTO
COMO UM JUMENTO

17 de fev de 2008

Dica da semana: vídeo Scotch Mist: Radiohead (na íntegra)

Segunda do trigésimo-oitavo

- Por favor, soldado, confirma uma coisa aqui pra mim...parece que a mãe sofria de algum problema psiquiátrico, procede?
- Ô, joe, a mulher acabou de matar as duas filhas...que-que você acha?
- É...hum, foi mal...ééé...ela fez alguma exigência?
- Não, né?! O que a gente quer agora é evitar mais uma morte.
- Tá certo...beleza, valeu, soldado...a gente faz um QSO mais tarde então.
- QSL, queridão...até as sete tamo aí.

Não que fizesse a menor diferença. Duas crianças morreram e foi a mãe que matou. Mais uma morte, mais vinte mortes, não ia me importar mais.

13 de fev de 2008

11 de fev de 2008

Tragicomédia alemã

O cenário é um típico programa sensacionalista alemão. O tema do dia é sobre erros médicos.
São dois entrevistados: uma mulher que ficou paralítica após uma falha numa cirurgia e um cidadão que ficou com uma voz fina após operarem sua garganta.
Tudo corria normalmente até o ilustre apresentador ter um ataque de risos. O vídeo é muito engraçado, mas no fundo é meio deprimente...alguém gostaria que rissem de sua desgraça?

10 de fev de 2008

Momento Jaba: pierro music.

estudante de jornalismo louco no guitarra dá nisso:

9 de fev de 2008

2o. Troféu Ombudsman Carlitos (2007)



Olá senhoras e senhores, moças e rapazes, meninos e meninas! É com muito orgulho que o Blog Androceu dá início ao 2o. Troféu Ombudsman Carlitos, temporada 2007. Apesar do atentado sofrido no decorrer do ano, o Blog Androceu se reconstruiu e de cara nova mantém todo seu garbo e elegância para a entrega dos prêmios dessa nova temporada.
Haverá mudanças nos critérios e nas categorias no prêmio desse ano. Em aliança com a Fundation of Statistics and Enquete Corporation, do magnata israelense Max Fischer, um dos prêmios será de votação interativa. Sim, isso mesmo, uma das novidades do maior prêmio mundial dos Blogs será a possibilidade de voto do público na categoria Melhor Texto.
Outra novidade é a categoria melhor vídeo do Youtube postado. Apesar das críticas levantadas por um dos integrantes, chato pá caraio, a Federation of Organization of Decree Association englobou essa novidade dos Blogs para premiar o mais criativo.
Foi uma temporada, como eu já disse, e repito pra enrolar e aumentar a audiência, em que um verdadeiro Boom destruiu o Blog. Na verdade um caso ainda não explicado, o que não deixa de ceder espaço para teorias e conspirações, porém, olhando pelo lado positivo da coisa, o Blog Androceu se reconstruiu depois das cinzas. Não voltou a ser o mesmo de seu início, mas se tornou melhor do que estava na época do atentado.
Foram mais de 100 textos e aproximadamente 400 comentários realizados nos mais de 10000 acessos (dessa vez verdadeiros, uma vez que a CPI do Contador entregou Max Fischer, sempre ele, que superfaturou o Blog em quase 1000 visitas). Desse modo, o Troféu Ombudsman Carlitos está com força total! Que comece a cerimônia! (Música do Troféu Imprensa)
A primeira categoria da noite será: Autor mais ignorado! Sim, de fato esse ano o Blog reservou amarguras para muitos membros, algo que só havia acontecido na temporada anterior com Bruno, que por duas vezes não foi comentado em seus textos. Dessa vez, até mesmo Max, o grande ganhador do ano passado perdeu. Vamos aos candidatos:

- Bruno de Pierro
- Gustavo Silva
- Alan Mariasch

E o ganhador é... Bruno de Pierro! De fato Bruno continua sendo um dos maiores postadores e mais comentados androcêuticos, entretanto, com a marca de x textos não comentados, ele faturou esse prêmio que foi só pra esquentar a noite. Vejamos a segunda categoria!
E a segunda categoria da noite é: Melhor vídeo postado, segundo o juri técnico! Sim, essa inovação trazida pelo Youtube proporcionou sem dúvidas um renascimento do Blog Androceu, que ainda sobrevive mesmo em uma crise sem fim dos Blogs da sala de Jornalismo 2006 da PUC-SP, depois de uma fase áurea durante o ano de 2006. Os candidatos são!

- Maísa fumaça, por Bruno de Pierro
- Em 1998, Fluminense cai para a terceira divisão, por Alan Mariasch
- São bento, por Carlos Massarico
- Josias em: Declaração de Amor, por Max Fischer

E o vencedor deste prêmio inédito é... Bruno de Pierro de novo! Seu segundo prêmio da noite! Maísa fumaça foi inegavelmente o melhor vídeo do Youtube segundo o juri técnico. Cabe lembrar que a enquete do blog permitirá, além da escolha do público para o melhor texto, também o melhor vídeo!
Terceiro prêmio da noite: Texto mais comentado! Sem dúvidas um presságio do prêmio sub-máximo da noite, o melhor texto, obviamente perdendo para o de postador mais comentado do ano. Apesar disso, é uma das premiações mais desejadas, uma vez que um verdadeiro hit inesquecível vale muito mais do que toda uma carreira em algumas ocasiões. Vejamos alguns dos hits que ficaram na memória do público! Os candidatos são!

- Lavando a roupa suja, por Carlos Massarico
- MISTÉRIO NA PUC, por Alan Mariasch
- Juliana Paes e o Zé Ruela, por Max Fischer

E o vencedor é... Alan Mariasch! Sem dúvidas seu talento natural foi capaz de seduzir o público, afinal a postagem Mistério na Puc foi simples e direta, uma imagem que paralizou multidões e teve o papel jornalístico mais do que fundamental numa época de ditadura e de tantos fatos que ocorreram de importante no ano passado, como a invasão, quer dizer, ocupação dos alunos junto à Reitoria. Muito bom, muito bom.
Penúltimo prêmio da temporada! Melhor postagem segundo o juri técnico! Sem dúvidas a maior premiação do Blog brasileiro e mundial. De fato uma marca deveras difícil de ser atingida. A maior glória da história de uma pessoa. Nessa categoria, todos, simplesmente todos estão concorrendo. Ah, tirando o Mario que não teve nenhum destaque durante o ano! Quem postou mais, tem mais chances de ganhar (ah, ah, pegou, quanto mais apostar, mais chances tem de ganhar? muito bom, muito bom). Vejamos os textos escolhidos!

- Mistério na PUC, por Alan Mariasch
- Maísa Fumaça, por Bruno de Pierro
- Olimpiadas Androceuticas da Era Moderna, por Carlos Massarico
- Hay Caramba!, por Gustavo Silva
- Manhê, quero minha ilustrada de volta, por João Caldeira
- Josias em: Declaração de Amor, por Max Fischer
- Mario Bucci (não está concorrendo)

E o vencedor da noite é............ Olimpiadas Androcêuticas da Era Moderna! Impressionante, impressionante. Uma verdadeira coroa para esse ambicioso projeto empreitado pelo mega empresário Carlos Massarico, investiu parte de sua fortuna na competição que atraiu multidões! Sem dúvidas o maior de todos os projetos da nova fase do Androceu, uma vez que não houve seriados, textos contínuos, nem nada. Juntando todos os OAEM, a composição de maior sucesso, com mais comentários, enfim, o prêmio é seu Carlitos!
Desde já agradecemos sua audiência e esperemos agora o prazo para que o vencedor do prêmio de melhor vídeo do Youtube e melhor texto do ano, seja coroado com a premiação vinda dos espectadores. Tenha uma boa noite e até o ano que vem, com o 3o. Troféu Ombudsman Carlitos! Tchaum! (Música do Show do Milhão).

7 de fev de 2008

OAEM

As Olimpiadas do mês de Dezembro reservaram mais uma surpresa. Na verdade nem tanto. Pra variar o Max forçou a barra pra ganhar a medalha e ultrapassou o candidato João, que amargurou a prata novamente, certamente o candidato que chegou mais perto do ouro e não alcançou o feito. Sua tática de correr solitariamente na liderança não lhe deu a medalha, o pelotão não o engoliu, mas Max Armstrong, subiu a montanha e alcançou mais um ouro.

Favorito, ele até demorou para alcançar sua hegemonia, é um tipo de corredor que iniciou suas atividades sem mostrar força, depois deslanchou. Bruno, é uma surpresa pelo seu baixo rendimento nos últimos tempos, ao contrário de Gustavo e Thom, que se revezam mês sim, mês não nas participações e estão anos luz de uma medalha. A seguir o quadro de Dezembro:

1. Max Fischer (35 comentários, 7 postagens)
2. João Caldeira (29 comentários, 5 postagens)
3. Carlos Massarico (17 comentários, 4 postagens)
4. Bruno de Pierro (14 comentários, 4 postagens)
5. Mario Bucci (12 comentários, 5 postagens)
6. Alan Mariasch (5 comentários, 1 postagem)
7. Gustavo Silva (2 comentários, 1 postagem)
8. Thomas Pacheco (DNF)

Mais uma vez os candidatos se engoliram entre si e o Max, repleto de ajudas de amigos, conquistou sua medalha. Ainda mais que isso, os amigos dele são fiéis, só comentam os textos dele. Isso faz dele um competidor praticamente imbatível e assim deve ser até o final das competições da 1a. Olimpiada Androceutica da Era Moderna. Resta a luta pela prata e o bronze. Boa sorte aos competidores!

6 de fev de 2008

A entrevista

Para conseguir um estágio, bata um papo com o pessoal do RH e com o diretor da empresa...(baseado em fatos super-reais, mega-reais, tão reais que chegam a ser simulacros!)

Diretor: Hum... Bruno...
Bruno: Hum... Diretor...
Diretor: Então, Bruno, quero saber primeiro de você uma coisa: por que PUC e não USP?
Bruno: Bem... Realmente, como qualquer pessoa, eu prestei fuvest, né... Mas não consegui passar. Mas hoje vejo que estou no lugar certo...
Diretor: Ah é? Por que, Bruno?
Bruno: Ah, eu vejo que lá na PUC eu passei por momentos e situações extra-classe que fizeram com que eu pudesse obter um conhecimento a mais... Seja participando de debates, aulas públicas, seja discutindo com professores o futuro de nossa universidade... Enfim, tive oportunidade de entrar em contato com o meio acadêmico de uma forma que eu acho que não conseguiria em nenhuma outra universidade. Sem falar que o ambiente da PUC me agrada muito.
Diretor: Hum, Bruno...Sei, legal. Mas acho que você ainda não entendeu minha pergunta: por que não a USP?
Bruno: Hum... Sei você quer saber por que não sou aluno de lá, né? Objetivamente... Bem, por que não passei no vestibular (risos contidos).
Diretor: Ahhh é? Por isso não a USP né?
Bruno: É... E o senhor? Por que diretor da C*S* e não reitor da USP?
Diretor: Hum...Bruno. Entendi. Bem, você gosta de literatura?
Bruno: Gosto, gosto sim. Ultimamente tenho lido mais coisas sobre jornalismo, jornalismo científico, devo confessar, por causa da minha iniciação científica. Mas como ela já está quase no fim, estou procurando ler mais romances...coisas de realismo mágico....
Diretor: Mas você costuma ler romances?
Bruno: Isso...Não, romances não, mas bulas de remédio, placas de aviso nos ônibus, contratos empresariais, tudo isso leio muito.
Diretor: Por que o jornalismo?
Bruno: Por que o Jornalismo?... Está aí uma questão muito pertinente... Desde Gutenberg nos perguntamos qual o papel do jornalismo em nossas sociedades... Vamos marcar um café, qualquer dia desses, para que possamos ter uma agradável discussão sobre esta tão intrigante dúvida.
Diretor: Sim, pode apostar que tomaremos o café.
Bruno: Que ótimo.
Diretor: O que você faz, além de estudar?
Bruno: Toco baixo e ando de skate.
Diretor: Tem banda?
Bruno: Sim, me dedico muito... Se um dia precisar faltar ao trabalho para fazer um show... Nossa, farei de tudo para que seja o melhor show da minha vida, cara!
Diretor: Hum...Como chama a banda?
Bruno: Lonnes.
Diretor: O que significa?
Bruno: Não sei. Estávamos todos bêbados quando o criamos.
Diretor: Olha, Bruno. Você é uma pessoa bem sincera. Não tem medo disso?
Bruno: Tenho mais medo das mentiras.
Diretor: Bem... Creio que já é o suficiente.
Bruno: Demoro!Vocês avisam por telefone, qualquer que seja a resposta?
Diretor: Claro!



_E, em um E-MAIL:

Caro, Bruno

Está bom para vc sábado as 17:30 aquele café? Pode ser lá na Paulista?
Ah... a propósito, não o chamaremos agora para estagiar aqui, ok?
abç!

Diretor.




(É, amiguinhos... O mercado de trabalho não existe!)

5 de fev de 2008

O mundo louco e o louco-mundo (parte I)

O mundo está dentro de seu Verdi, que, por sua vez, está dentro do mundo. Mas um não suporta mais o outro


Andamos pelas ruas, a caminho de algum lugar e sempre com um objetivo em mente. Chegar a um destino, por exemplo a faculdade, o trabalho, a casa de um amigo, etc, etc. O tempo cronológico nos faz de escravos, o que já se naturalizou em nossa sociedade. Todo mundo precisa fazer algo e, mesmo aqueles que se dizem desocupados, também têm uma finalidade, seja caminhar para qualquer lugar, para passear mesmo, seja para encontrar um banco de uma praça e descansar. É cada vez mais raro conhecermos pessoas que possam se dedicar, exclusivamente, ao pensamento. “Como assim?”, o leitor perguntará. “E os filósofos, os poetas, os professores, enfim?”. De fato, são pensadores. Dedicam-se, é verdade, à reflexão sobre diversos problemas, apóiam-se na lógica, nas metodologias, na razão...Desenvolvem teorias, conceitos, identificam paradigmas velhos e novos, solucionam equações, exploram a imaginação para compreenderem a realidade. Entretanto, este grande grupo de pensadores contemporâneos não está livre do mundo acadêmico que os cerca. São profissionais, seguem normas, são pagos por isso, aposentam-se. Muitos ficam presos a um mundo tão teorizado, que a coisa mais simples do mundo real parece-lhes um absurdo, tamanho é o choque entre teoria e prática.
São raros, portanto, verdadeiros pensadores. Que sacrificam qualquer carreira possível numa academia, não para poderem se dedicar exclusivamente ao livre pensamento, mas porque simplesmente o mundo padronizado não satisfaz a eles. Ou melhor, este mundo não se satisfaz com este tipo de pessoa, que é profundamente decepcionada com a realidade.Sim, como numa espécie de trauma, a realidade o decepciona e o agride, levando-o a questionar tudo.
Quando, então, estamos na rua, pensando em nós mesmos e, de repente, somos abordados por uma figura dessas, que, desesperadamente, começam a nos falar de grandes problemas da humanidade, revelam seus sofrimentos e dizem que os culpados são o Estado, Bush e o demônio, despejam suas idéias, muitas vezes utópicas e violentas, mas não por isso incoerentes e sem sentido, logo a taxamos de louca. O conceito de loucura, hoje, é tão usado quanto a água que usamos no banho. Banalizou-se e, dessa forma, aquele que vive a realidade, e a contesta, assim como se choca com ela, é o louco. Loucos urbanos...Pensam ao mesmo tempo em que passam fome. Pobreza... Que outro pesquisador conseguiria ficar tão próximo assim de seu objeto de estudo?

...


“As raivas, as farras, a loucura, de que sei todos os ímpetos e os desastres – larguei meu fardo inteiro. Vejamos sem vertigem a medida da minha inocência”


Não são ainda nem oito da manhã quando passa, na frente do edifício Adonis, localizado na Aclimação, bairro da região central de São Paulo, um senhor magro, alto, com uma barba por fazer e os cabelos embaraçados. Tem um olhar atento, como se procurasse alguém especificamente. Suas roupas são as mesmas que o vestiram ontem e serão as de amanhã também. Com passos largos, determinado, segue em direção ao ponto de ônibus que fica em frente ao balneário do Cambuci, na avenida Lins de Vasconcelos. Antes, cumprimentou o porteiro do prédio, o dono da banca de jornal e quem mais tenha trocado olhares com ele pelo caminho. Tem sessenta anos de idade, é formado em Direito e agora está indo para qualquer lugar, carregando livros. Se conseguir, nessas andanças que terá pela frente, venderá alguns livros, catará algumas latinhas de alumínio, que serão trocadas por algum dinheiro e, no fim do dia, terá sobrevivido para, amanhã, recomeçar tudo novamente.
Seu Verdi é conhecido, pelo menos na região onde vive. É fácil de vê-lo transitando por aí, entrando em bares e fazendo verdadeiras análises sobre a situação política atual do país. Tem o costume de perguntar aos jovens que encontra em pontos de ônibus (ou mesmo dentre destes), se estão de acordo com o governo em vigência; qual livro estão lendo no momento; o que pretendem fazer para melhorar o Brasil...Além de mostrar algumas colagens que faz com fotos de revistas velhas. Certa vez explicou uma delas:

_O que você está vendo na foto?
_Um satélite?
_Isso. E pra que ele está aí?
_Bem, este parece ser daqueles que fazem expedições a outros planetas, para procurar outras formas de vida...
_Exatamente. E, agora, o que você vê nesta outra foto?
_Hum...É uma pessoa. Parece um índio, certo?
_Isso. É um índio. O homem está procurando extraterrestres! E o índio? Quem se lembra deles?

Sem dúvida, é politizado. Quem o observa com mais atenção, certamente pensará que, na juventude, foi líder comunitário, ou participou de algum movimento estudantil, ou já foi ligado a um partido de esquerda durante a ditadura militar e, portanto, já foi preso político, quiçá um exilado político em algum país latino americano! Tem vocabulário, fala firme e convincente. E, realmente, não estariam errados ao verem, de maneira estereotipada, uma pessoa tão ativa politicamente nos olhos do senhor que, hoje, passa como louco nas enormes ruas de São Paulo.


(CONTINUA)

3 de fev de 2008

Achei no Orkut!

"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão"...

HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.

POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.

VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.

DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.

BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.

GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele de novo.

DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.
WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".

NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".

GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.

ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.

PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.

PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.

GLAM ROCK:
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
INDIE ROCK:
Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa ele passar. A princesa não aguenta ouvir ele falando de moda e cinema, e foge com o protagonista Heavy Metal.