31 de mar de 2008

Momento jaba 2




Mas antes de ir ver o Eugênio Bucci, vocês poderiam muito bem dar uma passadinha lá na Moóca pra ver um "concerto" muito bom com uns "conjuntos" também muito bons. Duas bandas têm, cada uma, um integrante do Androceu: o The Kobovs (ou The "Kobots", para os íntimos), cujo androcêutico é o João; e o Lonnes (ou Lonney, ou Lonneu Tunes, ou o que você achar melhor), cujo androcêutico é o Bruno.
O horário e o local (e o preço) estão aí no flyer, que foi feito pelo João, inspirado nos belos traços russos de Mario Bucci.

Contamos com vocês; ou não...

25 de mar de 2008

No bolso, na agulha e mais 5 no tambor

O Opala preto está parado no semáforo. O insulfilm G5 não dá a menor idéia de quem são os ocupantes do veículo. A pintura é impecável, tirando uma mancha cinza de massa plástica junto do pára-lama dianteiro esquerdo. Os pneus BS Colway são novos, em rodas diamantadas. No pára-brisa, um adesivo “ATECUBANOS” em letras brancas. Além do gorgolejar do seis canecos, o único som que se ouve na noite quente é a batida compassada do rap, vinda de um subwoofer dutado.
Um zumbido distante se aproxima, o som mais agudo conforme se aproxima. Uma mancha azulada à distância se transforma em dois pares de faróis com lâmpadas de xenônio. O Subaru esportivo pára no semáforo. O motorista olha para o Opala, ele aspira por um desafio. Ele acelera, fazendo seu possante rosnar como um fox paulistinha, encerrando a façanha com um assobio de turbo caprichado. Ele está nas nuvens, ele agora tem um ego maior que sua mesada.
O vidro do Opala desce lentamente, com um gemido do motor elétrico. Uma pequena nuvem de fumaça sai de dentro do carro. O homem ao volante do Opala, com uma camiseta da Gaviões da Fiel, tira um 38 prateado do bolso da porta:
- Tá me tirando, mano?

23 de mar de 2008

Turbulência no departamento-capítulo 2

Segundo round da maior crise do Departamento de Jornalismo desde 2006. O Hamilton divulgou diversas mensagens trocadas por professores sobre o conflito. A principal foi a do Luiz Carlos Ramos.
Bastante diplomático, defendeu a Raquel e desejou boa sorte ao Faro, que teoricamente assume na segunda-feira. Porém, protegeu os críticos da ex-coordenadora: “prefiro acreditar que, manifestações bem-intencionadas de professores, a favor ou contra qualquer decisão do comando, fazem parte de um dia-a-dia a ser por nós enfrentado, do mesmo modo que fazemos nas salas de aula”.
O tom de reconciliação seguiu: “nosso Departamento tem unidade. E isso se deve, em grande parte, à postura do Hamilton”. Por sua vez, o professor Sérgio questionou essa suposta união. Luiz Carlos, ainda buscando acalmar os ânimos, respondeu que “quando eu digo que o departamento mantém unidade, me refiro ao fato de sermos,
praticamente na totalidade, voltados aos interesses do Curso e sabendo das ameaças que vêm do outro lado da Rua Monte Alegre”.
Wladyr, Cypriano e Nani, apontados covardemente como os culpados pela saída da Raquel, aprovaram as declarações de Luiz Carlos. Nani falou em ética e unidade. Wladyr disse que não tinha interesse que Raquel renunciasse e apenas queria apontar um erro na nota da aluna Joana Carvalho de Andrade.
Em comunicado oficial, o C.A., como não podia deixar de ser, demonstrou sua solidariedade à saída da Raquel. Falou mal dos críticos da antiga coordenadora, que teriam ficado incomodados com a participação dos alunos em sua eleição.
Vamos lembrar outra vez como ocorreu essa votação. Os membros do “centro acadêmico”, que nunca representaram ninguém, desejavam colocar no poder um “professor militante”. Utilizando uma tradicional tática de não divulgar o local e horário de estratégicas votações, eles foram maioria no esvaziado pleito.
Os últimos e-mails divulgados indicam a tendência para o futuro do nosso curso. Os envolvidos na briga parecem estar colocando “panos quentes” na situação para evitar um racha ainda maior. Aguardamos ansiosos o próximo capítulo da novela.

21 de mar de 2008

Blá, blá, blá: onde queremos chegar com isso?

Antigamente – não tanto tempo assim -, eu costumava escrever o que me vinha à cabeça, tentando ao máximo não me censurar. Claro, evitando alguns erros de gramática, como não-concordâncias ou coisas do tipo. Mas sempre dando mais importância para o conteúdo, e não para a forma, para a “embalagem” de meu discurso. (ou melhor, de meu pensamento transcrito). Transcendendo um pouco essa questão da escrita, também vejo que, para quase tudo, sempre dei importância à essência, ao “o que isso quer dizer”, e não para as aparências ou simples nomenclaturas. Não sei bem como me expressar agora, mas a sensação que tenho, de vez em quando, é a de que estou distante do que realmente importa, ou, melhor, do que os outros acham que realmente importa. Tentando aqui me recordar de momentos em que me senti assim, floresce na minha mente diversas situações em que praticamente não consegui encontrar, em mim, alguma opinião, ou, não opinião propriamente dita, mas um simples comentário. Não que eu tenha tirado meu corpo fora da discussão, mas é que – e é aí que quero chegar! – não havia se estabelecido discussão! Repare: a maioria das “conversas” em que nos encontramos são, na verdade, uma perfeita feira, onde cada pessoa expõe suas idéias, como em um estande, e, autoritariamente, diz em tom de “na minha opinião...”.
Por que tratar da música cientificamente? Por que querer explicar este ou aquele som, comparando este álbum novo com aquele álbum solo? Por que apenas falar de vendas de discos, mercado fonográfico, crise das gravadoras, ou se tal banda se enquadra na categoria emo, punk, new York hard core, ska, etc? Reconheço meu tom de desabafo, mas quando é que deixaremos de lado as burocracias, os relatórios, as papeladas de lado, e passaremos a discutir e pensar as emoções, as proposições, as idéias que estão por detrás de tudo. Sei também que parece difícil “pensar as emoções”. Então, melhor ainda, por que não apenas sentimos o que é feito para ser sentido?
Muitas vezes já participei de debates, ou mesmo conversas mais informais em bares, e, em meio a inúmeras citações de nomes de livros, filmes, CDs, autores de livros, diretores de filmes e bandas, saí do lugar com uma vasta lista de nomes de tudo isso aí, o que, ao meu ver, é positivo (chegando em casa, pesquiso na Internet sobre aquilo que ouvi e não conhecia), mas, se levarmos em conta que se trata de um debate, uma conversa, em que idéias e conhecimento devem ser trocados e compartilhados, vi que não aprofundamos em nada. Ok, sei que tal diretor é legal “porque é muito foda”, e que aquela escritora é demais “porque é muito louca, loucassa”. Mas, e daí? Deixemos o diretor e a escritor por um instante de lado, e comecemos a falar sobre as idéias do filme e do livro. O que você acha de um filme que começa contando uma história e acaba contando falando de outra? Quais as razões disso? O que você achou daquela personagem que, após matar a própria filha, entra num sentimento profundo de tristeza e depois se mata? O que você pensa sobre o suicídio?
A gota d’água para mim foi uma entrevista de emprego que fiz nas férias passadas. Na segunda fase do processo de seleção, que consistiu numa prova escrita, a proposta da Casa do Saber era avaliar a “formação cultural” dos concorrentes à vaga de monitor. Sentado numa poltrona muito confortável, recebi a prova, longa e, pensava eu, ávida por minhas respostas analíticas, nas quais eu poderia desenvolver reflexões, dar minhas opiniões, colocar no papel o que penso sobre, por exemplo, a crise da educação. Perguntas vagas merecem respostas bem reflexivas, assim como as perguntas não-vagas. Mas estava enganado. Na primeira página, para testarem meus conhecimentos literários, colocaram uma lista de nomes de livros, dos quais eu deveria escrever, numa linha ao lado de cada título, o nome do respectivo autor. Tipo show do milhão, só que concorrendo uma vaga de monitor na Casa do Saber. Ok, evidentemente, uns nomes eu sabia, e, o que mais me surpreendeu, alguns livros, de que eu sabia o nome do autor, eu sequer havia tido em minhas mãos um exemplar para folhear. Certamente, quando a pessoa que aplicava a prova saiu da sala, nós, os concorrentes, nos olhamos entre si, com aquela cara de “putz, não acredito que fizeram isso.”. Depois da listinha, nossa!, outra lista: só que agora colocaram os nomes de alguns artistas, dos quais deveríamos saber (Casa do “Saber”, sacaram?) quais os movimentos artísticos eles haviam pertencido. E eram artistas variados: artistas plásticos, músicos eruditos, escritores... Fulano era parnasiano ou não? O outro era filósofo positivista? O relatório do saber continuava com mais “show do milhão”: o que foi a Bauhaus? O que significa CERN? O que foi o movimento Punk? Cite um cantor.
Não sei, mas até que gostei. O que não sabia, fui anotando; cheguei em casa e pesquisei. Mas, sinceramente, penso que é mais importante “pensar sobre” do que “saber que é assim”. O jornalismo tradicional é muito assim: nós informamos o cidadão, objetivamente, e as reflexões, bem... não dá tempo. Essa superficialidade, transvestida de uma falsa sabedoria, me preocupa.

FELIZ PÁSCOA!!!


Turbulência no departamento

O ambiente esquentou com a renúncia da Raquel da coordenação do departamento de Jornalismo. Apoiada pela tradicional patota (Hamilton, Arbex, Mieli, etc) ela acusa a Reitoria (pra variar) e três professores do jornalismo de calúnia e traição.
Vamos aos fatos. Como ela chegou nesse cargo? Desde que entramos na PUC, em 2006, o coordenador era o Wladyr. Em uma eleição mal-divulgada e duvidosa no ano passado, o pessoal do C.A. resolveu tirar um professor pragmático e dedicado e eleger uma “verdadeira militante da causa de esquerda”.
O resultado foi o fiasco já esperado. Sempre ausente, Raquel colecionou erros na coordenação: aprovou uma aluna porque era sua amiga, tirou aulas da Nani sem avisá-la e quase nunca estava disponível para atender aos alunos que não fossem da turma do C.A.
Irritados com a situação, três dos melhores professores do curso (Wladyr, Cypriano e Nani) protestaram numa reunião do Departamento. Eles exerceram o legítimo e democrático direito de questionar um colega que faz um trabalho incompetente.
Pressionada, Raquel renunciou. E saiu atirando pra todos os lados. Citando os três que a criticaram, classificou todas as acusações como “caluniosas”. Hamilton saiu em defesa da companheira. Sem dizer nomes, afirmou que “todos os dias deparamos com professores funcionando como policiais, dedos duros, inquisidores, puxa-sacos ou simplesmente reprodutores ignorantes da ação pútrida do macartismo e do autoritarismo”.
Arbex foi mais ácido nas críticas. Defendeu os professores que “tiverem sangue bom correndo nas veias e o coração não contaminado pelos gases fétidos que emanam da latrina”. Chamou os críticos da Raquel de “delatores e alcaguetas”.
É engraçado notar que qualquer um que critica o trabalho de um professor da patota é tachado de reacionário, fascista, e simpatizante da Maura. E o mesmo vale para quem for contra as ocupações e greves do nosso “centro acadêmico”.
Para essas pessoas, tudo se resume numa luta do bem contra o mal. Ou estamos do lado deles ou contra. Esse pensamento é igual ao da política do Bush, pessoa que eles tanto abominam.
Pra variar, são os alunos que saem perdendo com esse racha no departamento. O clima não está nada agradável e não é possível prever o vai acontecer. O vice da Raquel é o Faro, que não deve assumir por causa do trabalho na Metodista. O novo coordenador ainda é um mistério.
Outra dúvida é a situação do Wladyr, do Cypriano e da Nani. Serão boicotados pela patota? Serão demitidos? Vão se demitir? Ou vai continuar tudo na mesma, com um clima horrível no departamento?

19 de mar de 2008

Plebiscito Androcêutico # 1

Plebiscito Androcêutico # 1 (PL 1/08)
Por Carlos Massarico

Em um golpe fajuto publicitário e mercantilista, o Blog Ajev Atsiver concede aos seus visitantes agora dois jogos clássicos, que podem ser jogados no próprio Blog. É isso mesmo. Em parceria com a Widgetbox Games agora os jogos Tetris e Super Mario podem ser sim jogados no seu inconfundível Ajev, que para os desinformados, voltou, no endereço http://www.ajev-atsiver.blogspot.com/.

Como membro do Androceu, venho por meio deste post comunicar que negociei um possível patrocínio também para este honorável Blog. Sim, isso é um plebiscito. Contei com a positiva resposta pessoalmente de Bruno, o Administrador do Blog até Agosto, quando deve buscar a provavelmente bem sucedida re-eleição.

Conto agora com a resposta de meus amigos blogueiros. Os jogos são legais, para quem quiser ver o teste na prática, basta visitar o Ajev. O Tetris está no canto da tela, enquanto o Super Mario, muito bem feito por sinal, está lá embaixo, atrás das postagens. São bônus gratuitos concedidos pelo Ajev, que mais uma vez pensa em você, leitor. Conto com a colaboração dos membros para que o Androceu também dê um passo a frente.

12 de mar de 2008

acho que eu não poderia ir dormir sem essa.

_ Você é como o sol.
_ Por que?
_ Não olho mais pra você, mas é impossível não ver você.
_ Isso é ruim?
_ Não sei.
_ Ah...






.Ela está em todo lugar: mas ao contrário do sol, não pode mais me aquecer. Ah! se eu ao menos fosse fotossintetizante!

11 de mar de 2008

O tempo passa, o tempo voa...

Já estamos no terceiro ano de faculdade. Parece que foi ontem que sofremos nosso trote, enfrentamos uma greve na PUC e sobrevivemos ao primeiro Juca.

Parece que foi ontem que brigamos com o João Batista, brincamos de Deus com o JC e desbravamos a Rua Loefgreen.

Parece que foi ontem que humilhamos nossos bixos e bixotas no trote, perdemos a "eleição" do CA pra turma do Pedrão e conhecemos o Caribe.

Parece que foi ontem que fomos no PUC ON THE BEACH e que perdemos pra FIAM nos penâltis.

E ontem(?) parece que tivemos "aula" de jornalismo sobre anjos, com o Mieli.








O que será de todos nós daqui a 40 anos? Assista ao vídeo abaixo e tire suas conclusões.

9 de mar de 2008

Ataque Terrorista Português!

7 de mar de 2008

Ajev Atsiver Championship



É muito fácil participar do Ajev Atsiver Championship, que faz parte da Yahoo F1 Fantasy Grand Prix. Basta entrar em contato comigo para pegar o ID do campeonato e a senha. Um campeonato legal e que é bem simples, não cobra muito esforço dos “apostadores”. Sim, na realidade o jogo se baseia nas seguintes regras:

Primeiro passo: basta o jogador fazer um e-mail do yahoo e entrar no link: http://uk.f1.fantasysports.yahoo.com/f1. Lá, é só se cadastrar rapidamente, escolhendo o nome de sua equipe. Depois, basta escolher os pilotos que você acha que vai ganhar (cada piloto e equipe pode ser escolhida no máximo 4 vezes durante o ano, portanto é melhor economizar de vez enquando alguns pilotos e equipes boas). Ao término das 4 corridas com esse piloto ou equipe, ele não pontuará mais pela sua escuderia.

Segundo passo: Entrar nos grupos. É possível entrar nos grupos dos chamados fãs. Tipo, fã do Felipe Massa, fã da Ferrari, fã até do Adrian Sutil se for o caso. Não custa nada, apenas algumas são mais concorridas que outras. Basta entrar no modo de edição das competições e se cadastrar. Eu, por exemplo, estou em todas as dos pilotos brasileiros: Nelsinho, Massa e Barrichello. Mas existem todas as opções.

Terceiro passo: Atualizar suas apostas etapa a etapa. O que não é difícil, os Grandes Prêmios têm longas distâncias entre suas datas e a mudança ou escolha é rápida. O jogo é de graça, assim como a Ajev Atsiver Championship. Espero alguns amigos. Max já garantiu presença e o Branco também já sinalizou positivamente. Mandei convites para o Alan, João, Thom e Mario. Vejamos, pode ser um grid com quase 10 carros! Outros interessados, basta pedir para mim o número do grupo e a senha.

"Paguei para tocar no Dylan", diz invasora

FOLHA - 7 de março de 2008


DA REPORTAGEM LOCAL

Não sabendo que era impossível, ela foi lá e fez. Laura Artioli, 21, aluna de geografia da PUC-SP, chegou a seu "inacessível" ídolo Bob Dylan na marra: subiu duas vezes ao palco em que o cantor se apresentou, anteontem, e chegou a tocar no ídolo antes de ser retirada do Via Funchal com seu namorado e companheiro de invasão, Gregório Gananian.
À medida que iam sendo arrastados para fora da casa de show, pouco antes de Dylan sair para o bis, os dois tentavam argumentar com os seguranças. "Era o meu sonho, se fosse o seu, você ia fazer a mesma coisa", dizia Laura.
A garota invadiu o palco logo na primeira música do show. Surpreendentemente, não foi retirada da casa de imediato e voltou à carga durante o clássico "Like a Rolling Stone".
"Na primeira vez, eu encostei nele. Na segunda, quando ia encostar, me tiraram. Você viu minha saída? Foi um balé", disse.
O casal não escondia que a ação havia sido premeditada. "É lógico, o que eu ia fazer, ficar sentada na cadeirinha, batendo palminha quando acabasse cada música? Paguei R$ 500 para tocar no Bob Dylan", disse Laura.
Também estava evidente que as ações haviam sido catalisadas pela bebida. "Ele está bêbado, moço", disse Laura sobre Gananian, à medida que este tentava explicar seu feito.

Confusão no início
O início pontual do show pegou o público de surpresa. Muita gente ainda estava chegando e procurando seus lugares quando as luzes se apagaram, o que criou confusão nos corredores de acesso.
Durante as quatro primeiras músicas, havia muita gente de pé, o que prejudicou a visão e gerou reclamações de quem já estava sentado, principalmente nas fileiras próximas aos corredores.
Xingamentos e berros de "Senta!" foram ficando mais contundentes -o ápice, ironicamente, foi em "Masters of War"-, mas até a quinta canção os atendentes conseguiram levar a platéia a seus lugares e o foco voltou ao palco. (MARCO AURÉLIO CANÔNICO)

5 de mar de 2008

Funk da Maísa Fumaça

Orgulhosamente a Carlitos Produções em parceria com o Grupo Androceu, expõe sua mais nova pérola cinematrográfica/fonográfica. Confiram:

Separados no Nascimento.




"inspirado" descaradamente no blog do Schiavon. Entra lá que tem umas cositas muito interessantes...

4 de mar de 2008

CARNE VIVA

A zona do meretrício mais famosa de São Paulo

Por Mario Bucci


Durante o dia, a rua Augusta é mais uma rua na paulicéia desvairada. Pedestres apressados, carros buzinando, ônibus furando sinais e mendigos sob as marquises. As pessoas passam esbarrando umas nas outras, desviando das poças d’água e buracos nas calçadas mal-conservadas. À noite, porém, é possível ver a outra face da moeda. O movimento diminui sensivelmente e os bares e casas noturnas acendem suas luzes e se enchem de clientes.
Quando anoitece, o lado “centro” da Augusta, do lado de lá da Paulista, ganha outras cores. A noite fica iluminada em roxo, vermelho, rosa e lilás com os anúncios em néon de vários clubes noturnos que se concentram entre as ruas Fernando de Albuquerque e Marquês de Paranaguá. Há mulheres e travestis que fazem o trottoir pela rua, alguns escandalosos, outros discretos. Em geral, os clientes os abordam de carro e o programa é feito em um pequeno hotel na região.
Diversas boates se alinham ao longo da rua. Em todas elas, um porteiro, ou às vezes mais de um, fica na porta, abordando os possíveis clientes com certa insistência. “E aí, rapaziada, vamo se divertir hoje?”, ou “Que tal conhecer a casa, amigo?” e até o direto “E aí, vamo tomar b*c*tada na cara?” são alguns dos chistes. Caso o freguês esteja acompanhado, o cicerone pode dizer “A casa é de família, pode trazer esposa e namorada que tem mesa pra casal.”. O porteiro, além de abordar um possível cliente, deve zelar pela ordem na casa. Caso o freguês se exceda, o porteiro deve mostrar a ele o caminho da rua sem muita sutileza.
A casa cobra uma taxa de entrada, que geralmente dá direito a uma ou duas bebidas. Além disso, o cliente paga à parte. Nas boates, trabalham (em geral) cerca de quinze garotas, que recebem uma comissão sobre o preço das bebidas. Elas também fazem shows de strip-tease, para excitar o público e atrair os homens para os programas. Não há qualquer refinamento ou erotismo nas performances, como mostrado na novela Duas Caras, exibida pela Rede Globo; o show tem um ar de espetáculo de circo e filme pornográfico. Aliás, na maioria dos clubes há tevês ou telões que mostram filmes pornôs nacionais e estrangeiros ininterruptamente.
Os funcionários das boates, quando perguntados à respeito das freqüentes blitze policiais na região, são reticentes ou até mesmo hostis. Boa parte das casas funciona sem alvará. Algumas já foram fechadas mais de uma vez, mas funcionam por força de liminares. O Juizado de Menores também faz incursões a rua Augusta. Em uma operação orquestrada pela Polícia Civil no final de 2007, uma menor foi flagrada no clube Byblos, que foi lacrado. Ele foi reaberto em menos de uma semana e hoje está funcionando normalmente. Na data da operação, várias boates não abriram. O vazamento de informação de dentro da Polícia possibilitou aos donos das casas noturnas escaparem da fiscalização.

Do lado de dentro

No clube Caribe, o porteiro aborda os pedestres com uma promoção, “Olha aí, amigo, você paga 20 reais e pode tomar Skol à vontade por duas horas!”. Depois de pagar o preço combinado em um pequeno balcão apertado em um corredor estreito, como acontece nos demais clubes, chega-se a uma sala espaçosa, com iluminação de discoteca, paredes com espelhos fumê, televisores mostrando filmes pornôs e espaçosos sofás estofados com vinil vermelho ocupando toda a extensão das paredes. Ao fundo, está o bar, com suas banquetas altas também estofadas com vinil vermelho. Em uma das paredes há um pequeno palco, com piso iluminado e um mastro metálico, utilizado nos shows de strip-tease. A casa toca um repertório variado, do funk carioca ao samba, passando pela black music e pelo house. As músicas são interrompidas a cada 10 minutos pela mesma vinheta, “Caribe, a casa dos amigos!!!”.
Como nas outras boates, no lugar trabalham mais ou menos 15 mulheres. Elas vestem roupas provocantes como minissaias, shorts e bustiês apertados ou lingeries ousadas, usam perfumes fortes e nomes de guerra.
Emily, cujo nome verdadeiro é Rosângela, mora no Capão Redondo e gostaria de trabalhar em uma boate em Guarulhos. Lá ela seria mais bem paga e poderia até fumar maconha de vez em quando, o que é proibido pelas regras do Caribe. Com vários quilos a mais espremidos em um vestido decotado, estampado como uma pele de zebra, ela ri e diz “Ah, a mulher tem que ter onde os caras meter a mão!”, enquanto dança na sala.
Clara, de 21 anos declarados, é de Montes Claros, em Minas Gerais, e terminou seu último namoro quando a mãe de seu ex-namorado descobriu que ela se prostituía. Ela não considera os programas traição e cobra 70 reais a cada meia hora, desde que o pagamento seja em dinheiro vivo.
Caso o cliente resolva fazer um programa com uma das garotas, isto é, pagar por 30 minutos de companhia em um quarto, ele deve ir ao pequeno balcão da entrada e pagar o preço informado pela mulher que ele escolheu. É possível pagar em dinheiro e cartões de débito e crédito.
Quando questionado, o responsável pelo caixa informa de maneira burocrática que a casa não tem participação no programa, apenas aluga um quarto, valor que já está incluído no preço informado pela garota. O cliente paga e é conduzido pela garota que ele escolheu para um pequeno quarto no andar de cima, iluminado por uma lâmpada vermelha e onde há apenas uma cama de casal.

No divã

Segundo o psicanalista Paulo Fernando de Souza, os homens procuram as prostitutas por diversos motivos. Homens casados freqüentemente pagam por sexo para realizar fantasias que não tem coragem de propor a suas esposas. Homens jovens muitas vezes iniciam sua vida sexual com prostitutas e preferem pagar pelo sexo a se envolver em relacionamentos estáveis. Há ainda aqueles que procuram as prostitutas por imaginarem que são uma alternativa mais econômica para se obter sexo do que o namoro ou o casamento.
Além disso, afirma Souza, muitos homens se envolvem com prostitutas por uma questão de insegurança. Temendo dificuldades emocionais ou relacionamentos tumultuados, o homem paga uma garota de programa para delegar a ela ou para assumir totalmente o controle da situação. Há clientes que pagam a prostituta simplesmente por se sentirem seguros para conversar com ela, e nada além da conversa. A garota de programa torna-se assim, na visão de muitos fregueses, um porto seguro, mais do que um objeto sexual.

Prostituição, cultura e Lei

Há anos, a prostituta faz parte do imaginário do brasileiro. Diversos autores, músicos e cineastas imortalizaram a prostituta na cultura nacional. Com o passar do tempo, com o boom do cinema pornô e com a liberalização cada vez maior dos costumes, a prostituição se tornou tema de várias obras e discussões.
Na novela Laços de Família, a personagem Capitu, vivida por Giovanna Antonelli, vivia uma vida dupla e se prostituía escondida da família. Anos depois, Raquel Pacheco seria conhecida no país inteiro como Bruna Surfistinha, nome de guerra inventado pela garota de classe média que saiu de casa no final da adolescência e “caiu na vida”. Em um blog atualizado praticamente todos os dias, Bruna narrava seu dia a dia e dava detalhes dos programas que fazia e dos homens com quem saía. Foi um sucesso. Algum tempo depois, ela abandonou os programas e casou-se com um antigo cliente. Seu blog virou um livro, “O Doce Veneno do Escorpião”, que pode virar um filme em breve.
Com o debate cada vez mais aberto, a prostituição passou a ser vista sob uma ótica romântica e a prostituta foi sendo mais e mais glamourizada. A prostituta não era mais uma mulher frágil, uma paria da sociedade. A garota de programa ganhou super-poderes e foi vista como a encarnação da libertação sexual, a personificação da libido saudável.
Na sala espaçosa do Caribe, sentada em um dos sofás, Milena não pensa em nada disso. Ela está aborrecida porque brigou com sua filha hoje. Sua filha tem 17 anos e ultimamente só quer saber de ficar por aí saindo e não faz nada para ajudar em casa. Ela trabalha como secretária oito horas por dia, cinco dias por semana em um escritório. Pra complementar a renda, trabalha quatro noites por semana no Caribe, ou como ela mesma diz, “Não é que eu trabalho, eu fico aqui, né? Que isso aqui a gente não pode chamar de trabalho.”.
No Brasil, o favorecimento e a exploração da prostituição são crimes previstos em lei e passíveis de punições severas. O poder público busca combater essa forma de contravenção a todo custo, prendendo e condenando as pessoas que exploram, lucram ou facilitam a exploração sexual. Infelizmente, na maior parte das vezes isto não é o suficiente.
A glamourização da prostituição deixa de lado a questão primordial deste debate, que é a mercantilização do sexo. O fetiche do consumo naturalmente se estendeu ao corpo humano. A garota de programa não é uma super heroína, mas uma presa fácil. Uma vítima em uma prateleira de supermercado, cujo preço foi devidamente tabelado.

nem sei.

"_ No país onde sem-teto é invasor, todos direcionam sua atenção para uma só casa.
_ A do Big Brother.
_ Pois é...
_ Quem venceu a prova da comida, essa semana?
_ Você fala do reality show, ou da vida real?
_ Do programa...
_ Ah, não sei... Não vi essa semana.
_ Ah...
_ Mas na vida real, só sei que tem um povo aí que não vence nem com reza brava!"

* * *




Diante da vastidão virtual que se faz presente agora, posso caminhar para onde quiser: e o passado me guia e me pauta. O futuro só amedronta. A paz nunca foi tão volátil. E o inferno, nunca tão fascinante. Pois nos emocionam os desencantos, ao mesmo tempo em que nos preparam para a naturalização da desgraça. Tudo aceitamos, mas nada entendemos. Falta de assimilação; precisamos de tempo. E aí queremos voltar ao campo, voltar à agricultura de subsistência, voltar ao sedentarismo, voltar, finalmente à caverna! O primitivo é, então, o que está por trás desta nostalgia. Se pudéssemos voltar às cavernas, e começar tudo de novo, quem sabe dessa vez não daríamos certo?

A imagem que agora me ocorre: andando por um estreito caminho, que corta árvores e mais árvores, no meio de um bosque, ou algo parecido, vejo gente correndo e ouço um som que tenta ser música. O desespero estampado no rosto das pessoas não é compatível com o resto de seus corpos; correm, sim, mas como se estivessem correndo para uma maratona. Agora, eu é que fico espantado, pois, vendo que algo lhes perturba, penso que deveriam correr mais rápido e se esconderem. Corram! Por que não correm mais, se estão com medo? O que lhes impede de fugir da agonia, da angústia, do medo?

_ Talvez, diz uma voz em minha mente, estejam todos condenados a sofrer desse jeito.

É gente que tromba com gente. É gente que, na liberdade, só sabe trombar com gente. Tamanha é a liberdade que temos neste porão! A esmola que nos concederam não nos permite comprar aquele carro ou aquele apartamento, amor. Mas acho que já podemos comprar a chave que abrirá a porta deste porão. Sairemos, sim, sairemos e, então, amor, poderemos correr, pois só de correr já entenderei essa liberdade que nos dão é perigosa, se eu não prestar atenção. Se eu cair, a liberdade me permitirá levantar, e a realidade, fazer eu sentir a dor. Não posso fazer nada; meu caminho é impenetrável, só eu posso seguí-lo, e dele não posso desviar-me. Assistindo a toda aquela cena, de repente tudo entra nos eixos. Os rostos não dizem mais nada; e o som se faz música. Ainda está de noite.









Olimpiadas Androceuticas da Era Moderna


Em um mês em que muitos participantes não entraram em ação, dentre eles o líder isolado da competição, o uruguaio Carlos “O Matador”, não perdeu sua oportunidade. Não teve Max “O Sofredor” como adversário, algo que facilitou a luta rumo à primeira medalha de ouro. Bruno “O Emo”, não obteve sucesso em buscar sua terceira medalha de ouro, enquanto outros dos possíveis candidatos à medalha nem mesmo deram o ar da graça.

Fevereiro foi um mês fraquíssimo. Apenas quatro dos concorrentes pontuaram e a disputa foi totalmente sem graça. Carlos abriu vantagem em seu sprint inicial e sua investida no Troféu Ombudsman Carlitos 2007 foi de grande importância para seu título no mês. Max, declarou em nota pela sua assessoria que está em exílio político até o final do mês de Março, quando em Abril deve voltar à disputa, provavelmente ainda como líder. Confira a pontuação do mês de Fevereiro:

1 Carlos Massarico (25 comentários, 4 textos)
2 Bruno de Pierro (11 comentários, 8 textos)
3 Mario Bucci (9 comentários, 3 textos)
4 Alan Mariasch (5 comentários, 2 textos)
5 Gustavo Silva (DNF)
5 João Caldeira (DNF)
5 Max Fischer (DNF)
5 Thomas Pacheco (DNF)

Deu para ver que não era preciso muito para conquistar uma medalha nesse mês. Carlos apenas manteve uma média razoável, sendo que já pontuou muito mais e não chegou à medalha de ouro anteriormente. Agora os candidatos devem lutar para alcançarem maior pontuação e o quadro de medalhas ainda não demonstra que se alterará muito. João “O Bracciola”, perdeu a chance de manter sua terceira posição e entrou em greve após, mais uma vez, perder a medalha de ouro por pouco no mês de Janeiro. Boa sorte aos candidatos e que o próximo mês seja de melhor disputa técnica.

2 de mar de 2008

Imigração ilegal nos EUA

Todos sabem da lamentável situação dos imigrantes nos EUA. Oriundos de países miseráveis e sem perspectiva, eles vão tentar a sorte numa nação desconhecida.
A maioria vai trabalhar nas ocupações pior remuneradas, que grande parte dos americanos se recusa a fazer.
Uma grande porcentagem desses trabalhadores está nos Estados Unidos de forma ilegal e é vítima de perseguição da polícia.
No vídeo abaixo vemos um exemplo claro dessa realidade. Ao ser descoberto, um imigrante ilegal da Nicarágua é preso e deportado erroneamente para o México.