29 de set de 2007

Hitler cai no samba!


A coluna do Ancelmo, no Globo On Line de hoje, fez uma denúncia sobre uma fantasia do enredo da escola de samba Estácio de Sá para o próximo carnaval( Foto acima). A acusação é a existência de suásticas no peito da alegoria, algo proibido no regulamento das escolas de Samba carioca. Com o tema “A história do futuro”, a escola deve alegar que é suástica pode representar energia para algumas culturas orientais.
Não é a primeira vez que o nazismo da o ar de sua (des)graça no maior show da terra. Em 2006, por exemplo, jovens saíram com a imagem do Hitler segurando uma metralhadora. Melhor que serem presos por apologia ao nazismo foi a desculpa. Juraram que nunca ouviram falar de Adolf Hitler e desconheciam o significado da suástica. Foto dos “gênios” mais abaixo
A Federação Israelita do Rio de Janeiro tentou entrar em contato com a escola, mas os telefones divulgados não foram atendidos. O departamento jurídico da FIERJ já está iniciando os procedimentos cabíveis neste caso.


twist and shout, baby

Depois de muito, muito, muito, mas muito tempo mesmo, o baterista da minha banda resolveu tomar vergonha na cara e colocou alguns vídeos de um show nosso que foi gravado, lá pelos idos de novembro/dezembro do ano passado.
No caso a gente tá tocando Killing In The Name, do Rage Against The Machine, música que já deu no meu saco, mas que sempre funciona muito bem. A galera curte pacas, sabe como é.
Essa é a legendária apresentação que resolvemos tocar no chão, pertinho da platéia(e correndo todos os riscos físicos/mentais/psicológicos que esta escolha poderia acarretar) e dá pra ver umas figuras mitológicas, como o Tana, o cara que a bunda tem o próprio cep, alguns integrantes do androceu(eles estão lá, é só reparar) e uns outros caras que pareciam estar se divertindo pra caralho, mas que eu não sabia de onde tinham saído e que eu nunca mais vi. Provalvelmente foram varridos no final do show e jogados em alguma caçamba de entulho.
Pra quem nunca foi em um dos meus shows, aí está o que você perdeu:




se derem uma procurada, vão achar outro vídeo do mesmo show. e umas outras coisas bem ridículas também.

um abraço, meus queridos

28 de set de 2007

Complexo de vira-lata


Sou o maior pereba no futebol. Escrevo mal e cada vez menos. Toco baixo porcamente. Não consigo perder peso. E, como se não bastasse, também não como ninguém.

Cazzo, será que eu não sei fazer nada direito?

Sei, sei sim. Sei ficar um tempão na Internet, e sei beber um bocado de cerveja. Sem contar o cigarro, mas aí já são outros quinhentos. Se me pagassem pelo tempo que fico sentado na frente do computador e pela quantidade de cerveja ingerida, eu tava feito. Ia ter um futuro profissional brilhante, uma carreira bem-sucedida, uma família cheia de pimpolhos, uma casa de campo bem maneira e um monte de processos de ex-mulheres. Aí, quando tivesse com uns setenta anos, um dos meus netinhos me perguntaria “vovô, vovô, como é que você conseguiu ser tão rico e comer um monte de mulher gostosa?” e eu diria “filho, é tudo uma questão de saber o caminho a se trilhar. Você, por exemplo, pode se dar muito bem fazendo faculdade de cinema”.

E aí eu poderia morrer em paz.

Ando lendo bem pouco e em geral são sempre os mesmo livros. Já tentei jogar basquete e foi aquele fiasco. Adoro falar que minha vida é um saco e nunca faço nada pra mudar. Nem punheta anda me divertindo ultimamente.

Arranjei um estágio. Uma espécie de, digamos assim. Escrevo em um jornal de bairro, mensal, e o cara me paga 15 reais por matéria. E eu não vou escrever mais que quatro ou cinco por mês. Mas olha só que coisa maravilhosa: estou sendo pago pra escrever. Fantástico, né?

Aliás, estou não, eu vou ser pago, porque já entreguei uma matéria e até agora nada.

Hoje mesmo recebi um e-mail da nestlé. Mamãe separou uns papéis de programa de estágio e me inscrevi. Responderam, falando pra fazer uma prova virtual, etc, etc. Pelo que entendi na hora da inscrição, tem uma porção de fases de seleção. Eu parei por aqui. Essas empresas me dão calafrio. Não é uma questão de não me vender pro sistema - até porque eu me vendo e, se quiser, passo recibo – mas a coisa é que o precinho precisa ser legal.

Aliás, agora mesmo descobri um negócio que sei fazer muito bem. Deixar textos pela metade.

Manhê, cadê meus quinze mangos?

27 de set de 2007

Musa da Semana – O melhor do Rio Grande do Sul é a gaúcha...




Essa gaúcha, oriunda da cidade de Santa Maria, se chama Rafaela Zanella e foi vencedora do prêmio Miss Brasil 2006. Dona de um sorriso único, representa perfeitamente as belezas do sul brasileiro. Rafaela foi considerada uma das 20 mulheres mais belas do mundo em votação popular do Miss Universo de 2006. Recebe o prêmio de Musa Androceu dessa semana e declarou que é o prêmio de maior prestígio em sua carreira de musa.
Mas é uma pena que os "machos" de sua tera natal preferem fazer churrasco e jogar capoeira do que ver as belas mulheres que passam. Sorte dos outros estados.

25 de set de 2007

Dia Mundial Sem Carro rivaliza com grande evento musical

No último sábado a cidade de São Paulo participou do movimento internacional “Dia Mundial Sem Carro”, que pretende fazer o pessoal andar de ônibus, metrô, bicicleta e patinete. O evento contou até com o apoio do prefeito Kassab. “Vou com a minha Caloi Ceci ver o jogo do São Paulo na Bambineira”, afirmou o prefeito, saudando os jornalistas com a buzina de seu veículo. Apesar dos esforços e das diversas atividades programadas, um show com duas das maiores bandas de toda a história da humanidade frustou os planos de quem queria ver uma cidade sem carros e com mais calois Ceci.

Kassab, meio tristonho depois que o pneu de sua Caloi Ceci furou e ele não tinha nenhum chiclete ploc disponível

Centenas de milhares de dezenas de unidades de fãs apaixonados se deslocaram dos rincões mais longínquos da cidade só para ver seus ídolos em ação.
- Cara, eu amo os Bokovs e a Jack Black! – gritava um fã emocionado – Vim de City Lapa só pra ver esses caras tocar. Foram cinco dias de peregrinação com minha mobilete, mas vai valer a pena!
Especialistas em arqueologia afirmam que City Lapa, apesar de não aparecer no mapa e de muitos creditarem sua existência à uma lenda urbana, está localizado em algum lugar entre Parelheiros e Ermelino Matarazzo, mais precisamente “lá pa puta que o pariu”, segundo um músico de rua que faz cover de David Coverdale na região onde ocorreu o show.
A CET registrou um congestionamento de mais de 124 km na via expressa Morumbi-Cervejazul. Como nossa reportagem conseguiu apurar, tudo culpa do deslocamento de fãs. Números semi-não-oficiais dizem que cerca de 82 ônibus, 113 carros, 44 motos, 77 bicicletas, 36 bicicletas, 5 caloi cecis, 3 patinetes, 2 segways e 1 kombi vieram para o local do evento, todos em uma grande caravana vindo do longíssíssíssissimo distrito do Morumbi(especialistas não-arqueólogos dizem que fica quase do lado de City Lapa) somente para prestigiar os maiores talentos que este país já teve.
- E não só isso, vim pra encher o rabo de cachaça também – ironizou um dos fãs, que não pôde ser identificado porque estava muito ocupado lavando a calçada com uma mistura de suco de laranja, vodca, sanduíche de pernil, arroz e macarrão.
- Saímos de casa às 3 e meia da manhã e chegamos agora(22h30, horário de Brasília) – dizia efusivamente o presidente do fã-clube do Morumbi – Cacete! Eu nem acredito que os Kobots vão tocar junto com o Black Flag! – afirmou um outro integrante do fã-clube, com sérios problemas de audição e/ou dicção e/ou analfabetismo.
Como bons, talentosos, simpáticos e humildes músicos que são, os integrantes de ambas as duas bandas nos atenderam atenciosamente. J.K., 20, quando indagado a respeito do Dia Mundial Sem Carro, disse:
- Legal pra caralho. Eu mesmo tô participando, não sai com meu carro, só peguei carona – acrescentou, momentos antes de subir ao palco para mais uma legendária apresentação.
Depois do show, o mesmo musicista foi procurado novamente por nossa equipe de reportagem. Ele parecia bastante feliz com o show e com o dia como um todo, só que com um pouco de pressa. Ao ser interrogado sobre o que achou dos resultados do Dia Sem Carro, J.K., pouco antes de entrar em um táxi, mandou nossa equipe enfiar o dia no meio de algum lugar que nenhum de nós achou no mapa. Especialistas suspeitam que seja perto de City Lapa.


Estes são os Bokovs(da esq p/ direita: Miguel, Bola(depois da cirurgia de redução do estômago), Taira, Goya, e J.), pouco antes da fabulosa apresentação do último sábado. O show no mundialmente famoso Galinhazul foi o último da turnê mundial, e agora eles entram em férias por tempo indeterminado.




informações verdadeiras sobre o dia mundial sem carro, kassab, kobovs, black jack, city lapa, caloi ceci e sua mãe aqui

Para Dualib, título de 2005 do Corinthians foi "roubado"

25/09/2007 - 09h11

da Folha de S.Paulo



Para Alberto Dualib, o título do Corinthians no Brasileiro-2005 é "de fato e de direito" do Internacional que, na opinião do agora ex-presidente do clube alvinegro, foi "roubado".
A declaração do cartola, que renunciou ao cargo na última sexta-feira, foi feita a Renato Duprat, seu antigo braço-direito, e interceptada pela Polícia Federal nas investigações da parceria Corinthians/ MSI.
O diálogo ocorreu em 10 de outubro do ano passado. Na conversa, Dualib reclama da parceira, que parou de enviar dinheiro e, em atrito com a empresa, tenta desqualificar o título ganho sob a gestão da MSI.
Na ocasião, o Corinthians lutava contra o rebaixamento no Brasileiro e o cartola preparava uma cobrança à parceira.
"Você avisa, fala o seguinte: com esse time, não vamos ganhar nada. Vamos perder dinheiro. Vamos afundar o Corinthians. A gente tem que achar uma solução", disse Dualib a Duprat.
"O técnico que não conseguiu ganhar nada no Corinthians [Geninho] já ganhou oito jogos em outro time [Goiás] que foi bem montando", prosseguiu o dirigente.
"Isso desmoraliza ele [Kia Joorabchian]. Ele vai falar: mas como ganhou no ano passado? Ganhou, mas se não tivesse aquela merda daquela anulação de 11 jogos, nós estávamos fora. Porque o campeão de fato e de direito seria o Internacional. E porque nos últimos cinco jogos tínhamos 14 pontos na frente e chegamos, entendeu, um ponto só, roubado", falou Dualib, referindo-se ao Brasileiro de 2005, que teve 11 jogos refeitos por conta do escândalo de manipulação de resultados envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho.
Na verdade, o Corinthians terminou com três pontos a mais que o Internacional.
"Esse argumento para você é muito positivo. Estou te dando um argumento arrasador", finalizou Dualib.
Ontem, ao saber do teor da conversa, o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, que é conselheiro do Corinthians, pediu um relatório ao procurador do tribunal esportivo, Paulo Schimtt.
"Eu vou preparar o relatório, mas adianto que esse diálogo é coisa meio incipiente", disse.
Segundo ele, não há provas de que o clube alvinegro tenha vencido o torneio utilizando métodos ilegais.
"Se tivesse um fato novo, como por exemplo o Dualib tentando comprar o Márcio Rezende de Freitas, mas não há nada", analisou Schimtt.
Ele se referiu ao duelo entre Corinthians e Internacional em que o árbitro não marcou pênalti claro sobre o volante Tinga. A partida terminou 1 a 1.
"O fato é que o caso Edílson já se encerrou na esfera esportiva. O que tinha de ser anulado já foi", disse o procurador, descartando, nessa hipótese, a possibilidade de anulação do título.Schimtt classificou o diálogo de Dualib como "conversa de bar" e disse que ela até evidencia que o clube paulista não participou de esquema ilegal.
"[A conversa] É até uma certa prova do que diziam, que o Corinthians tinha se beneficiado."
O procurador do STJD também afirmou que entregará a Approbato um outro relatório que apura se o uso de dinheiro ilícito favoreceu o time alvinegro. Ele ressaltou, porém, que não há como afirmar isso, já que não houve condenação no processo em que Kia e Dualib, entre outros, são réus na Justiça por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

23 de set de 2007

Morumbi nunca mais

Escrevo essa crônica ainda com a ressaca do jogo. Os fatos podem não ser verdadeiros. Os sentimentos sim.
Clássico é clássico é vice-versa. A mitológica frase de Vicente Matheus pode resumir os sentimentos de Corinthians e Palmeiras. O clássico, apelidado de Derby, é recheado de histórias. Qual palestrino não irá lembrar dos duelos legendários nas Libertadores? E qual alvinegro poderá esquecer da conquista do Paulista de 99? Isso para ficar nos jogos mais atuais da maior rivalidade do estado e quiçá do Brasil.
O dia estava perfeito para o clássico. O sol brilhava e não havia uma mísera nuvem no firmamento paulistano. Olhava no relógio a cada cinco minutos e a expectativa crescia na mesma medida.
Saímos de casa, eu e meu pai, ás duas e trinta. O caminho para o estádio estava vazio. Uma pena. Gosto do estádio cheio de gente torcendo pelo seu time. O palco escolhido para o duelo foi o Morumbi. Terceira vez que alvinegros e alviverdes iriam duelar na casa tricolor. Os palestrinos haviam levado a melhor no Paulista e na primeira rodada do Brasileiro, mas a esperança de terminar o placar do ano fazendo pelo menos um gol neles animava a torcida e porque não sonhar com a vitória sobre o arqui-rival?
Estacionamos o carro e corremos para o estádio. Portão quinze e arquibancada amarela. Entramos e lá estava a Fiel Torcida já fazendo o carnaval nas arquibancadas.
Começa o jogo. Sobe bandeira. Gritos e mais gritos de incentivo. O time joga pior, mas mostra raça. A esperança pela vitória transbordava de cada olhar e mais uma vez meu espírito saiu do corpo para se juntar a massa alvinegra, que em menor número, gritava e empurrava os mosqueteiros na batalha campal.
Mas o que fazer se os jogadores não se doam em campo? Se o meio campista não acerta um passe e o lateral sempre chega atrasado na dividida. Não há santo que agüente. E se São Jorge deu as caras no jogo deve ter abandonado no intervalo porque o show de horrores só piorou no segundo tempo.
E logo no começo sai o gol. Momento mágico de uns e tristeza de tantos outros. Esse me fez chorar de tristeza enquanto outros tantos choravam de alegria. Era hora de gritar mais alto. Era hora de jogar com raça. Era hora de honrar a camisa. Era hora de ser Corinthians porra!!!
O tempo passou e nada mudou. Até tiveram um ou outro lance que merecesse destaque. O juiz apita e lá vai à terceira vitória no ano para os palestrinos. E no auge da dor da derrota uma maldição foi jogada no estádio: Morumbi nunca mais enquanto esse time não for campeão. Plágio descarado do Juca, mas fazer o que?
Sei que maldições não devem ser jogadas a esmo. Mas uma vez jogadas não há volta. A temporada esportiva chega ao fim com um gosto amargo. É hora de pensar na PUC, na vida e em outro assunto qualquer. Resta apenas rezar pelo menor pior aconteça para continuar a cantar aos alviverdes: “PQP... segunda o Corinthians nunca viu (e nem vai ver).
Perder faz parte da vida (e do jogo) e não podemos ver a derrota como algo ruim como eu escrevi em um texto antigo.
Agora é pagar os prejuízos e agüentar a gozações. Mas citando Cartola: O mundo é um moinho.

Entrevista de Erasmo Dias à FOLHA

Lei a entrevista, na íntegra, publicada hoje, 23 de setembro de 2007, na Folha de S. Paulo:

"Não faria nada diferente", diz Erasmo Dias

DA REPORTAGEM LOCAL

O coronel reformado Erasmo Dias, 83, diz que, se fosse preciso voltar no tempo, "não faria nada diferente":

FOLHA- Por que o senhor invadiu a PUC?
ERASMO DIAS - "Eles [os estudantes] queriam transformar a reorganização da UNE em notícia. Tinham tentado 11 vezes em São Paulo e eu, modéstia à parte, tive êxito de abortar a ação. Conseguiram na PUC. Estavam na ilegalidade e atos públicos eram proibidos. Era subversão dentro de um templo da igreja. Pedi à reitoria que interrompesse o ato. Não me obedeceram, e eu disse: vou invadir essa PUC aí.

FOLHA - O senhor foi acusado de excesso de violência.
DIAS - Só usamos gás lacrimogêneo para fazer chorar e água fria pra esfriar a cabeça: são coisas ótimas para quem está de cabeça inchada.

FOLHA- Mas algumas moças ficaram queimadas.
DIAS- Pelo menos 80% dos estudantes eram mulheres. Se havia mais homens que isso, estavam fantasiados. Mulher não sabe correr de bomba e usa calça e sutiã de lycra, que são altamente inflamáveis. Além disso os corredores da PUC são muito estreitos. Esses parâmetros tornaram a coisa quase incontrolável. Fui investigado e absolvido. O episódio terminou sem outras conseqüências.

FOLHA - Tem alguma mágoa?
DIAS - No ano seguinte, minha filha foi aprovada no vestibular de direito da PUC. Na matrícula ela foi humilhada por estudantes que descobriram de quem se tratava. Hoje, graças a Deus, é advogada formada pelo Mackenzie.

FOLHA - O senhor, se voltasse no tempo, faria diferente?
DIAS - Não faria nada diferente. Provei que o ato era um foco subversivo. Fiz a mesma coisa com bandidos.

Mano Brown, finalmente.

O líder do grupo Racionais MC's, o rapper Mano Brown, estará no centro do Roda Viva (TV Cultura) nesta segunda-feira (24), a partir das 22h40.
O programa ao vivo, será conduzido pelo jornalista Paulo Markun.
Na bancada de entrevistadores estarão Maria Rita Kehl (psicanalista); Paulo Lins (escritor, professor de literatura e roteirista de cinema); Renato Lombardi (comentarista da TV Cultura); Ricardo Franca Cruz (editor-chefe da revista "Rolling Stone Brasil"); José Nêumane (editorialista do "Jornal da Tarde" e comentarista da Jovem Pan e SBT).
Na última edição da Virada Cultural, em maio deste ano, um tumulto marcou o show do grupo liderado por Mano Brown e abriu discussões sobre a responsabilidade do rap e dos Racionais em torno de atos de violência.
Houve polêmica ainda sobre quem deflagrou o conflito naquela madrugada --se os baderneiros do quebra-quebra ou a PM, que atirou balas de borracha à esmo.

Texto: FOLHA ONLINE

22 de set de 2007

Crônica da véspera

Começa o jogo, e lá estou eu, uma pessoa cheia de fé na sua equipe, mesmo sabendo que há falhas graves na equipe e a outra equipe é franca favorita para o combate pela nobre e doce vitória.
Inicia o jogo e começa o do futebol mal jogado, dos erros dos jogadores, do árbitro, do treinador recém-promovido, mas a fé não abandona o peito sofredor do sofredor nato que escreve essas tortas linhas. Intervalo e algum descanso do torcedor do lado que reclama de algo.
Recomeça o jogo. O tempo corre, há substituições e a esperança renova-se com o novo meio-campista. Puro engano. Ele perde um gol sem goleiro e o marcador continua no zero a zero porque o goleiro de seu time mostra porque é chamado de “o cara”. O final do jogo se aproxima, já me conformo e começo a pensar que o empate não é tão ruim. Mais um escanteio pela esquerda, lá vai o meio-campista que errou o gol feito e poderia ter mudado a partida minutos antes. Ele chuta. Bola na área. Quem é que sobe? O centroavante pula e cabeceia. O goleiro se estica e não pega. Bola no fundo da rede. Gol. E a alegria invade os nossos corações e a tristeza destrói a alegria da torcida inimiga. Entramos nos descontos. Falta pouco agora. O rival tem uma oportunidade, mas perde. O juiz apita. É o fim. Vitória e alegria de um lado. Tristeza e derrota do outro. Essa é a crônica da esperança. Tudo pode acontecer amanhã. Falta poucas horas agora. Espero escrever uma crônica gloriosa amanhã e ter uma nova caixa de cerveja na geladeira. Senão há sempre uma cerveja gelada me esperando em algum bar na Lapa.

O vaso que não quebrou

Me lembro muito bem do espírito despretencioso de alguns estudantes de Jornalismo da PUC-SP que decidiram, um dia desses, no ano passado, criar um blog para divulgação de textos. Quanto a isso as coisas não mudaram muito, continuam nessa toada: ainda estudantes, ainda de Jornalismo, ainda na PUC-SP e em um blog despretencioso.
Despretencioso sim, mas valioso sentimentalmente. Não para os que não fizeram parte dele ano passado. Não é nostalgia, é realidade. O Blog Androceu nasceu e nos primeiros meses pareceu não conquistar os jornalistas aspirantes de nossa turma. Os textos eram bons, quase todos postavam, mas a repercussão era ainda leve. Dois ou três meses depois, as caixas de comentários não zeravam nunca e muitas vezes os comentários eram tão interessantes quanto os textos.
Até mesmo polêmicas e discussões vieram a acontecer. Desde a confusão no texto do saudoso amigo Thom, deu o maior bafafá, até o texto, ao menos na minha opinião, mais marcante do blog, o Sexta-feira: o bar, de Max, quando todos até queriam uma continuação para corrigir alguns de nossos destinos na ficção da crônica inicial.
Todos tiveram seu texto mais marcante. Avanti Bracciola de João, sem contar na série Pulp Merda, as Inconstâncias de um ser do Thom, o rei nos comentários e na polêmica, a genial tirinha do Gustavo, que foi assunto durante meses, a porrada de capítulos do Cirilo do Max, os textos pós-modernos de Bruno, o rei dos comentários e dos posts da primeira fase do blog, enfim, todos acertaram na mosca, ao menos uma vez.
Hoje o blog já não tem a mesma cara, e depois de tanto tempo com aquela cara, fica difícil até hoje de se acostumar. Também não tem os mesmos integrantes: Thom e Otávio pareceram abandonar o barco em um dos portos da vida, em contrapartida, entrei nesse ano e já me senti em casa. Mas quando já estava me acostumando com a idéia de ter entrado no blog, ocorreu essa perda de dados. Nossos preciosos dados.
Mas não adianta chorar pelo leite derramado, é fato que só damos valor as coisas quando não temos mais, afinal na minha opinião se nada tivesse ocorrido, nunca teríamos dado tanto valor por termos registrados nossos posts, seria apenas um número. Eles tiveram sim suas respectivas importâncias e de agora em diante é bola pra frente, com textos novos. Não que a desgraça tenha sido positiva, mas começar de novo é uma coisa que entendo como positivo.
Então, sempre que escrevermos algo que achemos interessante, postaremos no novo blog Androceu. Cara nova, vida nova, textos novos, bom, sei lá, acho que o chacoalhão foi até válido, quem ainda compra a idéia do Androceu, que poste agora ou cale-se para sempre!

21 de set de 2007

Um pouco de humor

DA REDAÇÃO

Aqui no Androceu nosso caro leitor não encontra apenas textos complexos, concursos de musas e etc.
Selecionamos abaixo alguns dos vídeos mais engraçados do YouTube. Bom proveito!


Esqueleto no show do milhão: http://youtube.com/watch?v=nJCDtYOcsx4
Japinha Burro No Show do Milhão: http://youtube.com/watch?v=HEpQ7TtXm4M&mode=related&search
SHOW DO MILHÃO - Com Paulo Maluf: http://youtube.com/watch?v=A66B-9Uji0I&mode=related&search=
Paulo Maluf cantando no Karaokê da Gabi - 1986: http://youtube.com/watch?v=LEWRVhV4ASw&mode=related&search=
Sérgio Mallandro e Sílvio Santos no Show do Milhão: http://youtube.com/watch?v=5iSYXZwnKfA
Valdívia - Bola na fogueira: http://youtube.com/watch?v=_Wi1lW71RXM

20 de set de 2007

Qual é a verdade da História?

Um dos editorias da Folha de hoje, 20 de setembro de 2007, intitulado Lata de lixo da história, discute o caso do livro "Nova História Crítica", destinado a alunos da oitava série e comprado pelo governo federal de 2005 a 2007, a fim de distribuí-lo gratuitamente nas escolas públicas do país. O que aconteceu foi que a obra foi acusada de "doutrinar crianças" com um marxismo vulgar, por meio de "mentiras" a cerca dos acontecimentos históricos. O livro estaria, então, condenando o capitalismo, louvando governantes socialistas, etc. Fala-se, até, em "erros".
Ora, se pensarmos que a história é contada a partir de pontos de vista diversos, ou seja, cada classe social tem a sua versão dos fatos, suas explicações, não se sabe, portanto, a verdade absoluta de nosso passado. Há, aí, uma interação de ideologias e informações; e mesmo num livro de ginásio, é impossível o autor desvincular as informações do conteúdo ideológico que lhe foi passado ao longo de sua formação acadêmica. Veja, em seguida, a íntegra do editorial...Não deixe de dar sua opinião! O livro, vale dizer, não será mais usado pelas escolas públicas...


Lata de lixo da história

PROGRAMA Nacional do Livro Didático (PNLD) conta em 2007 com orçamento de R$ 620 milhões. Uma cifra vultosa, mas por tudo justificável como investimento que faz chegar a 30 milhões de alunos de escolas públicas, de graça, 120 milhões de volumes.O esforço republicano para disseminar conhecimento entre estudantes de todas as classes e regiões, exatamente por seu gigantismo, exige muito controle público para afastar o risco certo de falcatruas -materiais ou intelectuais. De quanto em quando, porém, o país se vê surpreendido com patranhas como a revelada por Ali Kamel, anteontem, no jornal "O Globo", acerca da obra "Nova História Crítica", para alunos da oitava série. Em lugar de ensinar história, o livro se consagra à canhestra tentativa de doutrinar crianças com uma enxurrada de marxismo vulgar.A coleção de disparates vai de uma condenação ao capitalismo por objetivar lucro a um elogio da Revolução Cultural chinesa. À vulgaridade pensativa, o livro agrega falsidade histórica, omitindo os assassinatos -eles sim incontáveis- cometidos em nome da dita revolução. Apesar disso, o governo federal adquiriu de 2005 a 2007 quase 1 milhão de exemplares da obra, campeã de distribuição gratuita. Só em 2007 gastou com ela R$ 944 mil.Não que inexistam filtros para desestimular a escolha de livros desse nível. Em 1996 introduziu-se uma avaliação pedagógica trienal dos inscritos no PNLD, para excluir das opções oferecidas aos professores aqueles volumes que contenham "erros conceituais, indução a erros, desatualização, preconceito ou discriminação de qualquer tipo". Obras incluídas são objeto de resenhas críticas no "Guia do Livro Didático".Em 2002 e 2005, o nada didático "Nova História Crítica" havia sido aprovado "com ressalvas", por "resvalar no maniqueísmo". Deveria ter sido sumariamente eliminado, por seus erros, desatualização e preconceitos. É o que anuncia agora o MEC, para 2008, pondo a tranca na porta arrombada à vista de todos.

Penélope Cruz é a musa da semana



Finalmente uma musa da semana que não deve ter contestações. Apesar do gosto variar, Penélope Cruz é muito bonita. Seu sotaque no inglês também é uma maravilha da natureza, parece uma britânica. Tirando isso, ela é demais. Quem a viu em Volver sabe qualé que é.

19 de set de 2007

Musa de Todo o Sempre: Julliete Lewis


Gustavo Silva irá ao Tim Festival para assistir Julliette & The Licks e, provavelmente, ficará retardado da cabeça ao ver a atriz/ cantora fazendo poses e caras de ninfeta-selvagem-vem-ni-mim ao som de rock 'n roll simples e sem frescuras

está tudo bem

E a gente vai seguindo...Porque tem que continuar, certo? Mas vou expondo minhas pirações, na forma de texto, pois de outras formas seria muito menos fácil. E porque assim é a única forma de me certificar que ainda vivo. Talvez apenas na minha mente. Meu espaço agora é outro; não é meu corpo. Meu tempo não é aquele que contam por aí; precisa ser descompassado, não pode ser o tempo todo o tempo de todos. Meu medo é que não me encontrem mais; e se ficarmos cada um no seu mundo, na sua mente? O que será, então? Ora, se estamos doentes, não há mal maior que este vírus possa fazer do que já faz agora. E não sei quando é o agora. Sim, pois para me livrar de qualquer dor, só preciso me livrar de mim e de minhas amarras; de mim e de tudo o que se volta a mim. Se eu tiver consciência de que não consigo mais ser o que era, estarei bem assim e, mesmo doente, não lamentarei a impossibilidade de ser o que antes eu fora. Pois assim seguirei, e não importará o que virá pela frente, assim como não importa o que passou. Mas sei...Tenho consciência de que, e não sei como, consigo ser o mesmo. Todos esperam de mim uma linearidade. Uma passividade diante de minhas próprias tragédias! Como podem? Como posso? Se isso é força, faço louvor a minha fragilidade! Sempre! Porque não existe, e nunca existirá, sujeito forte algum que saiba medir e controlar sua força; o medo sim é forte, e pode nos surpreender, podendo, inclusive, vencer-nos pela sua ausência. Mas até aí, tudo bem. A gente vai seguindo...

16 de set de 2007

O céu. E eu com isso?

_Aqui já é o céu?
_Não.
_O que é, então?
_A sorveteria.
_ ...
_Vai do que?
_Têm de pêra?
_Não.
_Hum...
_ ...
_Quando a gente está no inferno, dizem que é pra abraçar o capeta...No céu, têm que ver se seu nome tá na lista de São Pedro...E aqui?
_Você quer um abraço?
_Você é a atendente de sorveteria mais maravilhosa que eu já conheci.
_ ...
_ Te amo!
_ ...
_ ...
_ Chefeee...Um cliente aqui tá dizendo que se a gente não der sorvete de pêra pra ele...Ele vai quebrar tudo aqui!








- o jeito é quebrar tudo, se não derem a você o sorvete de pêra...tão raro e tão bom!

15 de set de 2007

Musa da semana: Gwen Stefani

Vocalista do No Doubt; no momento em carreira solo.

13 de set de 2007

Pizzaria Brasil

Cento e dez dias depois de ter suas ligações reveladas com o lobista de uma empreiteira, evento que causou uma avalanche de denúncias contra sua pessoa, o senador Renan Calheiros conseguiu ontem, entre quatro paredes, provar sua “inocência” no Senado em uma votação histórica.
A decisão de não puni-lo, que o beneficia por ora, não interrompe a corrosão de sua imagem vem sofrendo. Mas em um país onde a memória política é similar a um peixe de aquário, não será nenhum surpresa a reeleição de Renan. Se Collor e ACM conseguiram voltar à vida política brasileira depois de todos os sapos que nós fizeram engolir porque Renan não poderia voltar a ocupar um cargo mais modesto?
Por sinal, que falta ACM faz agora. Considerado vilão quando revelou os votos de um sufrágio no Senado, seria herói nacional se revelasse quem votou a favor e contra Renan.
Esse blogueiro se propõe a pagar 1 caixa de cerveja para quem entregar a lista dos senadores que votaram a favor de Renan.
E o assunto será tratado por descaso por nós, amantes dessa fina massa italiana, sendo citado entre a discussão de quem matou a Thaís e a rodada do Brasileirão.
Garçom! Uma pizza meio calabresa, meio mussarela, por favor.

12 de set de 2007

A Fantástica Fábrica de Fazer Yakissoba-Flango-Glande-Quatro-Leal do Androceu

Receita: Yakissoba

Participação Especial: Sua mãe.

Ingredientes: Macarrão próprio para o preparo de Yakissoba, vegetais diversos(tipo brócolis, cenoura, esses troços) e shoyu.

Modo de Fazer: Peça pra tua mãe comprar os ingredientes do molho, preparar o molho, colocar numa tupperware e deixar na geladeira. No dia seguinte, cozinhe um tanto de Macarrão Sem Tempero Nissin Miojo Para O Preparo de Yakissoba por 4 minutos, esquente o molho que tua mãe fez no microondas, misture tudo e pronto. Uma delícia. Tua mãe vai adorar, garanto.


abraços, beijos, dedadas e o que mais desejarem. qualquer dúvida, pergunte pra sua mãe.

11 de set de 2007

O que dizer pra essa multidão?
Que nasci num dia de muito frio?
Que cresci até cansar da mais estúpida evolução?
Ou que provavelmente morrerei mais esguio?

Muita coisa não deve ser dita
Pois senão acontece às vezes de se perder
Numa teia de aranha de casa antiga
A segurança que só o silêncio pode nos oferecer

Quando não caímos na solidão profunda
O mundo ao redor parece ser menor
A ponto de não ser maior que a loucura
A ponto de não querer se desfazer em pó

Mas o que deve ser dito ou exposto como verdade
Deve ser visto e apenas visto ou ouvido como tal?
Nunca saberei dessa multidão; nem de suas vontades
Nem de seus medos ;nem de seu bem; nem de seu mal

9 de set de 2007

ANDROSPORT- Acordando para a realidade

Um dos principais argumentos, e quiçá o mais citado de todos, para justificar a enorme diferença entre o custo original e o custo total do PAN foi a idéia que a competição americana traria um enorme legado positivo para o esporte brasileiro. Passado um par de meses depois dos excelentes resultados brasileiros, tanto no Pan quanto no Parapan, alguns “frutos” desse legado já surgem no nosso esporte e orgulham a nação da cordialidade e dos impostos.
Judô- O Campeonato Mundial, que acontece no Rio de Janeiro, esteve a menos de doze horas de ser cancelado. O evento só aconteceu devido a uma carta enviada pelo mandatário da confederação nacional ao COB cobrando as promessas da cidade quando se candidatou. No Pan, o Brasil conseguiu 13 medalhas.
Natação- A Travessia dos Fortes, prova de natação a céu aberto, foi cancelada, porque, nas palavras do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), alegou que os patrocinadores estavam “exauridos”. No Pan, o Brasil conseguiu inúmeras medalhas, entre elas os 6 ouros de Thiago Pereira.
Basquete- Depois de conquistar, pela terceira vez, o ouro no Pan, o Brasil fracassou em mais um pré-olímpico perdendo duas vezes para Porto Rico, que foi derrotado pelo Brasil duas vezes no Pan. Saldo: Chances remotas de ir para Pequim e uma crise instalada que resultou com a queda de Lula e toda a sua cúpula do comando do basquete nacional.
Mas nem tudo são trevas para o esporte brasileiro. O Brasil conquistou, por exemplo, a prata com Jardel Gregório no mundial de atletismo e o ouro com Diego Hipólito no mundial de ginástica artística.
Mas alguém ainda acredita que o Brasil caminha para se tornar uma potência esportiva?
O sonho do Pan foi bom, mas é hora do esporte tupiniquim acordar para a realidade, e, de maneira profissional, começar a levar o esporte a sério. Matéria prima de primeira já temos, falta apenas bons lapidadores para transformar esse pedras preciosas em belas jóias e não bijuterias.

6 de set de 2007

E a musa da semana é....

Luisa Micheletti, VJ da MTV.

Uma mulher que se aproxima da perfeição: bonita, inteligente, simpática, com estilo e blá blá blá.

Por Alan

4 de set de 2007

ninguém é feito para ninguém...

_Você sabe explicar isso?
_O que?
_O que é você.
_Não sei. Não entendo disso.
_De que?
_De mim...
_Ah...
_E você?
_O que?
_Sabe explicar você?
_Não sei como funciono...
_Ah.
_ ...
_ ...
_ ...
_ ...
_Se a gente tivesse manual de instruções, eu seria mais útil.
_Por que?
_Porque aí saberiam logo pra que eu sirvo, e me utilizariam da maneira correta.
_E pra que você serve?
_Não sei, acho que pra evitar que o silêncio predomine numa conversa que não está rendendo.
_Como essa?
_É. Mas agora até que rendeu.
_É, pode ser...Você está sendo útil, então?
_Sim.
_E eu?
_Não.
_Ah...
_Acho que você ficaria legal se viesse acompanhado de uma bula, tipo bula de remédios.
_ ...
_E que deixassem bem claros os efeitos colaterais...

A Fantástica Fábrica de Fabricar Macarrão Alho e Óleo do Androceu

Já que estamos numas de reviver, revisitar e renovar, to trazendo de volta uma das colunas mais famosas, polêmicas e de maior utilidade pública de toda a história de nosso topo-poderoso blog: a coluna culinária. E agora, totalmente reformulada, sem viadagem de colocar coisa velha, com receitinhas mais frescas que aquela sua carne que você esqueceu na geladeira!

Receita: Macarrão Alho e Óleo

Ingredientes: Macarrão, Alho e Óleo.

Modo de preparo: Coloque um fio de óleo(de canola ou qualquer outro que quiser) e um punhado de sal em uma panela. Coloque água em quantidade suficiente – de modo que a porra do macarrão não vá grudar no fundo da panela – e coloque em fogo alto. Enquanto a água vai fervendo, pegue dois dentes de alho e pique, bem bonitinho. Quando a água levantar fervura, jogue o macarrão(mais ou menos metade de um pacote barilla bavette nº 13 ou outro de sua preferência) e deixe cozinhando, sempre mexendo pra não grudar. Nesse momento, pegue uma panela pequena, coloque azeite o suficiente pra cobrir o fundo dela(não dê uma de muxiba – o macarrão não chama alho e óleo à toa) e dê um douradinha com o alho. Esse é o momento mais importante, no qual você tem que cuidar do tempero e continuar mexendo o macarrão, tudo ao mesmo tempo, tomando cuidado pra não torrar o alho – se não teu macarrão vai ficar “meio” amargoso e você vai conversar com o alho por uns dois dias. Requer muita prática e habilidade.

Depois de uns 7 a 9 minutos o macarrão deve estar bom, mas dê uma provadinha pra ver se ele ficou soltinho e gostosinho. Isso requer um certo feeling italianesco, mas nada impossível. Antes de provar o macarrão, não esqueça de dar uma sopradinha – se não tu queima a boca, manezão.

Escorra a água do macarrão e depois misture-o com o tempero. Pronto! Agora você tem uma bela e muito bonita refeição!

Porções: Não sei precisar, mas quando eu fiz comi macarrão pra cacete e ainda sobrou um montão pra requentar no microondas depois.

Dica: Comer macarrão sem queijo ralado é, além de uma frescura imensa, um sacrilégio inominável. Então, mesmo que você não tenha aquele faixa azul em casa, pegue o queijo que seu pai come de manhã – e que não foi feito pra ser ralado – rale-o e salpique à vontade no macarrão.


P.S.: Se tua cozinha não ficou um nojinho, é porque alguma coisa deu errado.

Por hoje é só, galerinha! Semana que vem o AndroGourmet volta com mais uma receita pra saborear o seu dia-a-dia!