30 de abr de 2008

Diante dos fatos, apenas em um caso este blog poderia ter sido útil.

Sabe como é que é...

A Áustria está chocada.
A menina da janela foi atirada.
Do padre aventureiro ainda há quem aguarde sua chegada.
A inflação dos alimentos provoca uma crise complicada.
Nos EUA querem saber: o milho é para o carro ou para a população esfomeada?
Quem soltou os dados do dossier fhc lá na esplanada?
E a dengue lá no Rio parece que não dá pra ser controlada...


São fatos e mais fatos, tragédias, desgraças, traumas que, somados aos problemas sociais, terremotos e tsunamis (!!!), nos deixam atônitos, confusos...É fato: diante de tudo isso, a cada nova informação, não temos tempo para refletirmos e, assim, o que nos resta, infelizmente, é lamentar.

O Blog Androceu lamenta não poder fazer nada para que novos problemas à humanidade sejam evitados...


MAS lamenta mesmo não ter podido evitar que uma tragédia pessoal sujasse o nome de Ronaldo "O Fenômeno".

.......................

Porque se ele conhecesse ao menos um dos integrantes do BLOG (e, cá entre nós, temos uma idéia de quem...), não teria ido parar na delegacia porque um travesti (três, na verdade) armou uma pra ele num motel no Rio de Janeiro. Não teria sido exposto no YouTube...Não teria nem ido parar na cama com aqueles rapazes-moças!

Por que?

Ora, primeiro porque, ao sair da balada do flamengo, ele teria pego um avião pra São Paulo. Teria, claro, tirado a camisa do flamengo antes...
Depois, já em São Paulo, se dirigiria à região da rua augusta.
E, discretamente, teria entrado no...
!CARIBE!...onde lá poderia desfrutar de um ambiente deveras aprazível e acolhedor, longe de encrencas e esputachos da mídia, e perto de verdadeiras fadas e deusas em forma de mulheres (repito: mu-lhe-res!).

Também tomaria uma cerveja com a equipe do androceu, que já estaria lá há um bom tempo...só fazendo a social pro "Fenômeno".





Uma pena...

Bimbotron

A volta da viagem parecia um prenúncio de como seria meu ano de agosto em diante. Aquela pilha de jornal quase do meu tamanho, 3 semanas de Folha de São Paulo ali na porta, me esperando chegar. Claro que a luz não acendeu, tinha 3 meses que eu não pagava a conta e a geladeira, bem, a geladeira, meu amigo, era um desastre a parte. No congelador, a essa altura convertido em estufa, 4 quilos de carne se liquefaziam.

Tudo isso é um bocado triste, mas ainda não é a estória toda. Dois ou três meses depois, a Natália voltou a surtar e como de costume, sobrou pra mim; para falar a verdade, nem dei bola, não era a primeira vez e certamente não seria a última.

Aí você acaba ficando cabisbaixo e se sentindo, sei lá, pouca coisa, mas de repente te mandam ficar de pé e agora eu tava mais alto que todo mundo e me tratavam que nem gente grande e eu fiquei achando que era uma grande coisa dar plantão no final de semana arrotando o pão de alho do jantar.

E não menos que de repente, voltam das cinzas pra te fazer chorar (outra vez) e cadê todos aqueles idiotas que eram cheios de achar que tinham engolido a tabuada mas que agora estavam tirando o corpo fora e vem o outro e diz que não sabe como me explicar mas ele mudou de opinião.

Haja saco, e agora, o que é que eu faço? Azar, não tem muito o que fazer, é tocar adiante e fazer de conta que nada daquilo é com você e daí você ignora tudo e todos em volta e se liga que isso é importante e então deixa as coisas esculhambarem de vez.

Talvez, uma hora ou outra, eu pudesse ter lembrado do Fellini, amanhã é tarde, mas nem sempre as coisas acontecem desse jeito. Ela me liga de surpresa, chega sem avisar e falou que estava grávida e tudo que eu consegui depois de lutar pra engolir o misto-quente foi perguntar se tinha sido planejado e daí ela foi embora com o namorado e eu fiquei olhando eles indo embora e achei aquilo muito triste e pensei se ia ser menino ou menina.

E você viaja e chegando em Brasília todo mundo corre pra me ver mas é como se eu nunca tivesse me mudado e mais umas duas horas e eu estou rolando pelo chão e vomitando na sarjeta e quando eu vou comprar cigarro eu aproveito para dar o maior show, cantando a plenos pulmões e chamando o frentista de meu bróder (eu sou assim porque eu sou a lenda, eu não fumo Free nem Derby, só Lucky Strike).

Acho que não vou mais ver a Natália andando descalça pela casa. Na verdade, é até compreensível que qualquer um ficasse meio que com nojinho de meninas depois de tirar aquele sutiã ridículo e sentir aquela penugem toda na boca, volta à infância, como a manga sapatinho que nós comíamos na casa de nossas avós depois do macarrão com frango de domingo.

Aquele Natal foi com certeza o pior de todos, só não foi pior que o Ano Novo. Eu trabalhando e a puta me diz que chama Joyce e que fazia por 40, mas se juntasse todas as putas que a gente viu aquela noite não dava uma arcada dentária completa.

Acabei voltando à Brasília e ele conseguiu me arrastar para um lugar que ninguém gosta para que ele pudesse dar em cima da filha (gostosa) do chefe, que no fim das contas ele não comeu. Gastei meu dinheiro à toa e na noite seguinte fomos pra casa do Catito e eu enchi a lata e fui no posto comprar cigarro e ela me liga às 4 da manhã e eu fiquei querendo perguntar o que ela estava fazendo lá àquela hora mas ela desligou e daí depois eu fui saber que quase tinha acabado com o namoro deles. No dia seguinte, a Natália chegou pior do que nunca e eu fiquei pensando nas Havaianas brancas que ela deixou debaixo da cama quando foi pra cozinha acender o forno.

Cada vez mais as coisas iam de mal a pior e vou dizer uma coisa, a cana é péssima conselheira mas se não fosse pela birita, quem sabe eu nunca tivesse tomado nenhuma iniciativa. Não que qualquer uma delas desse resultado, mas eu só ia ver isso bem depois.

Depois de um tempo eu já não agüentava mais ficar guardando aquela porra toda só pra mim e contei tudo pra Rafaela e ela me falou que não ia adiantar eu ficar me preocupando e me culpando e criando problema pra mim mesmo e que eu tinha que ter paciência, que era como uma bomba que uma hora ia explodir, mas eu tinha que ter paciência. Por enquanto eu tenho a impressão que a Rafa não entende grande coisa de bombas.

A Natália ficou doente, teve lá qualquer coisa e eu fui correndo ver ela pra ter certeza de que ela ia ficar bem e o Soneca me falou pra ter um mínimo de dignidade e aceitar que tudo que eu fizer vai ter conseqüência. Eu tinha perdido 5 quilos desde setembro (setembro, setembro, sempre setembro) e minha calvície estava pior que nunca e eu não ia agüentar o sósia brasileiro do Afroman achando que comia a minha mãe e disse pra ele ir cuidar de vida dele e o Mozart me disse pra relaxar e ficar de boa, aí eu bebi até enjoar, vomitei no banheiro de empregada e acordei de ressaca no dia seguinte.

Meu aniversário chegou e, apesar de ter convidado a sala toda com entrada de graça, é evidente que a maioria das pessoas tem coisa melhor pra fazer. Porém nós fomos ao Geni e fizemos uma esbórnia bem maior que de costume, tocamos um puteiro federal no lugar e eu fui embora e no dia seguinte não tenho certeza de como voltei pra casa e fico me achando um inútil.

E de novo eu encontro a Rafaela, mas eu nem ligo e roubo a sandália da amiga dela (aliás, não sei porque fiz isso, a sandália era 34 e eu calço 40) e fico cantando Raimundos com o vizinho do Catito e a Rafa me fala pra sair dessa mas tá ficando tarde e o pneu do Cossaco furou tem mais de uma hora e a gente vai lá que ele tá sem macaco e sem chave e o Catito já tá mal pra cacete e eu me ofereço pra buscar o carro dele e ele diz que nem fudendo vai deixar esse idiota dirigir. A amiga da Rafa conseguiu sei lá como pegar a sandalinha vermelha dela de volta e eu e o Phil encontramos as duas no temaki depois e comemos feito dois mortos de fome.

Acabei indo pro bar com a Natália e tive que estacionar o carro dela porque a vaga era apertada e a gente sentou e começou a pedir mojito e tequila sunrise e eu gastei um dinheirão e ela falou que queria viajar para o México e prestar medicina e eu já não estava me sentindo tão bem assim aí ela me ajudou a ir até o carro e eu não tenho muita certeza de como ela fez pra manobrar depois.

Eu achei a Virada Cultural uma piada de péssimo gosto, mania desse povo subdesenvolvido de achar que depois da gestão Kassab São Paulo virou Paris e que agora aqui vai ter o rio Sena, a Torre Eiffel e a doença da vaca louca. O João acabou ficando de saco cheio e me arrastou de volta pra casa antes que eu acabasse apanhando e eu acho que da próxima vez que eu sair pra beber eu vou deixar o celular em casa.

No domingo foi meu último dia de Band e eu fiquei chateado porque ali tinha sido o primeiro lugar que realmente me trataram como homem, embora todo mundo achasse que eu fosse viado. O bom é que o supermercado estava aberto e o René tinha um CD do Stratovarius e ficou uma parada meio oriental e a gente fez lamen e descolou um sake e eu não queria mais ter ido para o Rio e nem ter viajado e ter sido menos bunda mole e ter quebrado mais a cara antes e eu coloquei o Michael Jackson pra tocar e como já tinha esquecido de sábado eu aproveitei pra usar o celular e aí eu apaguei e acordei achando que tava certo, não adiantava mesmo ficar me sentindo culpado, mas ela estava certa e tem coisa que nunca muda.
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Peço desculpas se o texto está muito longo e se a leitura é cansativa. Na verdade esse texto é uma resposta ao post "Promessas" publicado pela Paulinha no Gineceu. O meu post é uma homenagem a todos os membros do Blog Androceu, que já passaram por bons e maus momentos mas acima de tudo sabem que a nossa amizade é foda! Ah é, e sexta tem show do Engenheiros!!! \o/

29 de abr de 2008

A Sampa das Perversões Imorais


Há quase três décadas, Caetano Veloso cantava, acompanhado da melodia suave do samba, que seu coração se alterava ao cruzar a Ipiranga e a Avenida São João. Se composta hoje e fizesse referência aos mesmos endereços, Sampa teria grandes chances de ser uma canção eletrônica picante, folheada de samples de gemidos femininos histéricos e respirações ofegantes. E seria eleita como hino de certo tipo de estabelecimento que criou raízes na região central de São Paulo: os cinemas pornôs.

Com o fechamento do Cine Marabá em agosto passado por tempo indeterminado para reforma, o chamado Centro Velho da capital passa a não ter mais nenhuma casa destinada àqueles que procuram os novos sucessos de Hollywood na telona. Todas as salas que resistiram às mudanças da cidade com o passar das décadas (parte foi transformada em estacionamentos ou templos evangélicos), se dedicam hoje à exibição de filmes cujos títulos já entregam o conteúdo, como As Colecionadoras de Sêmen, Perversões Imorais ou Quase Virgens.

Quem deseja penetrar no mundo dos cinemas pornôs da região central vai desembolsar uma quantia que varia de 5 a 10 reais – estudantes têm direito à meia-entrada na maior parte das casas. Contudo, o que se passa na escuridão dos ambientes vai além da mera apreciação das performances carnais entre atores e atrizes – e às vezes, objetos diversos ou até mesmo animais – na tela. Se no circuito tradicional de salas a pipoca é permitida, no pornográfico vale desde a masturbação individual até surubas que causariam inveja aos tempos mais liberais da Roma antiga.

O público predominante é de gays e simpatizantes nas casas do centro. Mulheres, quando aceitas nas salas (algumas restringem a entrada do público feminino), são garotas de programa ou esposas/ namoradas/ acompanhantes que se tornam objetos de fetiches. Um deles gera um conceito interno dos cinemas pornôs: os Gaviões, homens escolhidos a dedo por quem trouxe a moça para transarem com ela. A fila para participar da prática pode ultrapassar uma dezena. O prazer do marido é unicamente visual, de puro voyeur.

Há também os casos particulares, como o do senhor que veste-se em trajes femininos a apenas dança de forma libidinosa para seu acompanhante com o intuito de sentir-se uma mulher; ou o do já sexagenário que cobre o rosto com um pano em busca de discrição – e tornou-se uma das figuras mais conhecidas da sala em que é cliente.

Quem conta essas histórias com rigor de detalhes é Paulo Alves, que há cinco anos ronda e distribui camisinhas e informativos por cinemas, saunas e outros focos de público gay como agente do Projeto Cidadania Arco-Íris HSH (Homens que fazem Sexo com Homens), idealizado pela Secretaria Municipal de Saúde com o objetivo de orientar a população homossexual a como se prevenirem contra o HIV e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis.

“Os homens que vêm em busca disso são em grande parte trabalhadores e honestos. Há desde aquele que aparece só para descarregar depois do serviço e bater uma punhetinha. Outros, com família constituída, vêm em busca de realizarem suas fantasias, fetiches, taras”, conta Paulo, que antes de ser admitido no projeto, passou por um treinamento de seis meses junto a psicólogos ainda passa por processos de capacitação uma vez por mês.

O perfil da clientela varia de cinema para cinema. O Cine D. José, por exemplo, cobre uma fatia de público que é predominantemente de homens já calvos ou de cabelos brancos, acima dos 50 anos. No Cine Art Palácio, o perfil de idade e classe social não são facilmente identificáveis – em sua área privativa, em frente à entrada, a bicicleta estaciona ao lado de uma Harley Davidson servem como prova. Já no Cine Roma, a garota que passa pela catraca sem pagar e que a cada passo deixa à mostra sua roupa íntima rosa – culpa da saia tamanho infantil – deixa claro que, ali, mulheres são permitidas e desejadas.

Difícil é saber o que se passa nos bastidores de cada uma das casas. Em cinco dos seis estabelecimentos visitados, os funcionários anunciam logo de cara que são proibidos de fornecerem informações. As explicações, quando expostas, são confusas, e, no fim, todos recorrem a uma justificativa padrão: “Ordens do local”. Um mezzo-homem, bilheteiro do Cine Cairo, localizado na sugestiva Rua Formosa, deixa escapar que há garotas de programa dentro da casa. Ao perceber que falou mais do que devia, recusou-se até mesmo revelar o valor do ingresso da sessão.

O único disposto a falar é Humberto Letto, gerente do Cine Saci. Homem de calvície avançada e de aparência serena, ele já está há 19 anos no ramo do entretenimento da por assim dizer sacanagem, e desde 1999 ganha a vida tomando conta da burocracia, finanças e 15 empregados do estabelecimento, que antes já funcionava como uma sala de exibição de filmes lado b de artes marciais, localizado na Av. São João.

Segundo Letto, 97% do público da casa é masculino, entre 18 e 40 anos, e de maioria, homossexual. Alguns são clientes cativos, que desfrutam do local de 3 a 4 vezes por semana. Mulheres evita logo na porta (“É para não causar tumulto lá dentro”). E a medida tem resultados satisfatórios: agressões são praticamente inexistentes, diz. A maior parte dos problemas internos é relacionados a usuários de drogas e pequenos furtos – ambos reduzidos com a adoção de um funcionário há muito esquecido nas modernas salas atuais, o lanterninha.

No escurinho do cinema, acontece o básico no diz respeito a práticas sexuais homossexuais – masturbação e práticas orais são as preferidas. Os ‘finalmentes, na maior parte das vezes, são reservados para os banheiros. Por isso, a higienização é constante, chegando a quatro vezes por dia nas cabines. Mas mesmo assim, o odor característico é forte, perceptível a metros de distância, misturando-se com o cheiro de aromatizante barato do salão, que passa por uma limpeza geral quando as luzes são acessas e o filme em exibição pára pela única vez no dia.

As informações fornecidas por Letto são diversas, que vão desde números até causos que se passam entre as quatro paredes de dimensões generosas do Cine Saci. Mas ainda assim, são poucas para compreender o que são os cinemas pornôs da região central de São Paulo - um mundo que pode por sua riqueza render análises profundas em estudos psico e sociológicos, mas fechado para o mundo exterior por seus próprios líderes, os incomunicáveis donos das casas. Sampa poderia também alterar visões embaçadas. Mas, por ora, ao cruzar a Ipiranga e Av. São João, outro membro masculino é que irá se exaltar.

Gustavo Silva é um vagabundo (ponto).

28 de abr de 2008

Sobre os "blogues" e o meio impresso

Justamente pelo fato de os blogs constituírem, principalmente, um espaço que viabiliza a autopublicação e permite à mídia alternativa desenvolver novas experiências jornalísticas, no sentido de inventar novas linguagens e formas de dar sentido ao mundo, é que o meio imprenso se encontra numa situação complicada atualmente. A maneira de se fazer jornalismo, tal qual se fazia há algumas décadas, antes do surgimento da Internet – pelo menos quando se pensa na questão do poder e na velha idéia de que somente a grande mídia é portadora dos fatos e da verdade – vem sendo constantemente questionada. Afinal, se a mídia eletrônica, tendo os blogs como a ferramenta mais democratizante, mostra-se como uma alternativa para o jornalismo, resta ao jornal impresso assumir seu papel da profundidade.

Para Silvio Mieli, professor do departamento de Jornalismo da PUC-SP, “o lado legal do blog é que ele desconstrói aquela lógica mais linear dos jornais. O jornal não deixa, pela sua própria natureza, de ser uma espécie de emparedamento da informação, de congelamento do fato, quando ele não é uma coisa mais reflexiva”. Dessa forma, a saída seria o meio impresso dar espaço às “análises de fôlego”, como afirma o professor, que ainda diz que “quando ele [o jornal] é mais reflexivo, ele é atemporal e joga com outras questões”.

Concordando com este pensamento, Carlos Castilho, jornalista e professor de Webjornalismo em Santa Catarina, acredita que o jornalismo vai continuar existindo “só que não mais como uma atividade que monopoliza a produção e a publicação de noticias”.

A preocupação que se tem sobre o futuro do jornalismo impresso não se restringe apenas a esta forma de publicação. Ela se deve também ao fato de que, com a ascensão dos blogs, bem como dos centros de mídia independente na Internet, muito conteúdo informacional e opinativo está sendo publicado por não-jornalistas, que se valem de certas técnicas próprias do jornalismo, chegando a representar uma ameaça para os jornalistas profissionais.

Contrapondo-se ao possível pessimismo, Castilho é categórico ao afirmar que de maneira alguma a profissão está ameaçada. “As novas funções dos jornalistas podem ser as de profissionais da investigação jornalística”. Já para Mieli, a questão tem tudo a ver com a discussão sobre técnica jornalística. De acordo com ele, a técnica não seria o problema, pois, realmente, muitas pessoas que não se formaram em jornalismo, mas escrevem para blogs, desenvolvem algumas técnicas historicamente intrínsecas ao jornalismo. “O problema não é a técnica, mas sim é você se posicionar perante o mundo no qual vive, é dar sentido às complexidades da vida e à realidade, que está em constante mutação. E eu acho que essas coisas são prerrogativas do cara de comunicação e do jornalismo”.

Mas vale ainda deixar claro que, como Daniela Bertocchi, do blog Intermezzo aponta, “alargar o espaço informativo não quer dizer necessariamente comunicar melhor. Quer dizer apenas que há mais espaço para informações, opiniões, análises e conversações”. Nesse sentido, o meio impresso é muito importante para o jornalismo, mas sempre quando sua ação se volta para o tempo da reflexão. Talvez seja isso que vá salvar, ao menos economicamente, os grandes jornais: aí sim os leitores terão espaço para opinar e se informarem – a Internet – e espaço para buscarem mais conhecimento e análises capazes de lhes fornecerem mais conteúdo a ser discutido e pensado – o meio impresso.

27 de abr de 2008

Vai começar!!!



Vai começar mais um torneio interno do Androceu. Depois do sucesso do ano passado, a Liga Androceu no Cartola volta com força total. E dessa vez é pra valer, já que no ano passado a Liga começou no meio do campeonato. Grandes nomes como o alemão Thomas, que irá lutar pelo bi, o uruguaio Carlitos e o israelense Max já confirmaram presença na Liga desse ano e segundo a FOIA, organizadora dos torneios androceuticos, a Liga terá o reforço de membros não participantes do BLOG ANDROCEU.


As inscrições começam agora no dia 30 e vão até o dia 10 de maio, início do Brasileiro 2008.

Para se inscrever é muito fácil. Basta acessar o site do Globoesporte (http://www.globoesporte.globo.com/), entrar na página do Cartola e fazer o seu login. Para os membros da I Liga Androceu não é necessário fazer um novo cadastro, basta fazer o login novamente a partir do dia 30.

Esse ano também marca duas novidades no Cartola. A primeira é a soma dos times que obtiveram acesso a série A e exclusão dos que foram rebaixados para a série B. Mas a principal novidade é um Cartola sem bugs, a principal reclamação de 11 entre 10 atletas no ano passado que colocou todo o torneio em xeque nas rodadas finais.

Shop Androceu!

Pra você que está pensando em morrer, não se preocupe. O Androceu resolve o seu problema!

26 de abr de 2008

SP Arte acaba amanhã




Acabo de voltar da quarta edição do SP Arte, feira internacional que reúne 67 galerias e 2400 obras de arte. São estandes de diversas galerias de arte de várias regiões do Brasil, compartilhando espaço – e espaço caro! Segundo Fábio Cypriano, a SP Arte está entre as feiras mais caras do mundo. “Para participar, as galerias pagam R$ 818 por m2, quase no patamar dos R$ 852 da suíça Art Basel, dos R$ 780 da inglesa Frieze e bem acima da Art Forum Berlin (R$ 497)” – com galerias de outras partes do mundo, como a Jorge Mara-La Ruche, da Argentina.

Diferente do Campus Party, o SP Arte soube aproveitar bem o espaço da Bienal. É arte que não acaba mais. Tem até no banheiro, onde havia, colada no espelho, uma reprodução em adesivo de um trabalho do artista Tom Lisboa, sobre polaroides. Você devia olhar para a figura e imaginar-se na foto, imaginando, também, o fundo, a paisagem.

Mas não quero ficar aqui falando e falando (escrevendo!) sobre a feira em si. O evento, bem...ele está lá, até amanhã (27/04). Você pode ir lá conferir.
Gostaria de dizer citar uns nomes que me chamaram a atenção – a maioria eu não conhecia:

Antonio Peticov
Antonio Henrique Amaral
Eduardo Verderame
Jeff Soto
Fabiano Gomper
Michael Wesely
Guilermo Martín Bermigo
Tom Lisboa
Tuca Reines
Ruth Gómez
Nelson Leimer
Jean Michael Basquiat
Wesley Duke Lee


Ao longo da semana, colocarei aqui imagens de obras de alguns desses artistas, com devidos comentários.
Mas fora isso, afirmo que as verdadeiras masterpieces do evento foram as mulheres lá presentes.





*Figura: quadro de Antonio Peticov

24 de abr de 2008

Mas antes que esta quinta-feira vire passado...

...gostaria de recomendar esta banda. Blonde Red-Head





Seu nome simplesmente estava perdido numa edição dessa semana da Folha de S. Paulo, e acredito que tenha sido, para mim, uma grande descoberta musical.

Galopar eu próprio





Na página oitenta e sete da edição que tenho aqui em mãos de Ana Karênina, romance escrito por Tolstoi, pode-se ler:

Ana Arcádievna lia e compreendia o que lia, mas o desejo que ela própria tinha de viver era grande demais para se interessar pela vida dos outros. Se a heroína do romance tratava um doente, Ana tinha desejos de andar em passos leves pelo quarto do enfermo; se um membro do Parlamento pronunciava um discurso, ela própria desejaria tê-lo pronunciado; se Lady Mary cavalgava atrás de sua matilha, irritando a nora e a todos assombrando com a sua audácia, Ana ambicionava ser ela própria a galopar. Mas nada tinha a fazer! E lá ia revolvendo nas mãos a espátula de cortar papel e prosseguindo na leitura.

Diferente da abordagem possível e, talvez, a mais “certinha” que se possa dar ao trecho – a de que ele nos indica que a boa leitura de um bom livro é capaz de nos levar para mundos diferentes, por meio de uma viagem mental e espiritual pelo mundo da ficção, que, por sua vez é um mundo maravilhoso e blá, blá, blá – não me anima nem um pouco falar disso.
Ana Arcádievna, ao ler, em estado de excitação, na verdade nos faz pensar sobre o artista de um modo geral. A ação do artista. O fazer artístico em oposição à postura passiva do público.

Veja que, mais do que se colocar no lugar da personagem, Ana não se satisfaz com apenas o “colocar-se imaginando”; angustia-se ao perceber que sua satisfação aconteceria com o caminho inverso: imaginar e agir (colocar-se). Ana ambicionava “ela própria” a galopar. É diferente de apenas contentar-se com uma inserção imagética e subjetiva no papel da personagem. Ana, assim como o artista, e diferente do que se pode pensar, é um sujeito que convive vinte e quatro horas por dia com um estado de angústia, justamente por saber de suas limitações com relação à sua ação no mundo. Apenas imaginar não é suficiente. É como se o artista atingisse o orgasmo.

Daniel Piza, em seu site, diz que não se conforma com a atual situação dos pintores contemporâneos. Estão, segundo o jornalista, apagados, enfraquecidos, perdendo espaço para os happenings, o vídeo-art, as performances, etc. Piza confessa que sente saudades (!?) do tempo em que os pintores eram mais reconhecidos.

Não que o pintor não seja alguém que queira interpretar, registrar, criar mundos inexistentes, provocar reações, etc. Mas, por mais que toda sua potencialidade estética e todo o seu conhecimento permitam a ele se expressar e construir linguagens e códigos, sua arte é limitada. Limitada, aqui, do ponto de vista material mesmo. Não digo limitada no sentido de que ela seja fraca quando pretende provocar o público (e provocar aqui no sentido de lhe perturbar e lhe causar sensações). Mas é que o artista de hoje, me parece, quer, “ele próprio galopar”, assim como Ana. Ora, não é incomum hoje vermos obras de arte “acabarem” porque, no caso, o próprio artista acabou. Se o cara dedicava-se a realizar, em galerias de arte, performances nas quais ele se inseria como “parte da obra”, não é de se estranhar que quando ele morreu, sua arte também se escafedeu. Veja bem: a obra materialmente se escafedeu, não sua mensagem! Mas, também agora, a forma é fundamental. A forma também passou a ser a mensagem! E acho que isso vale pra muita coisa. Jornalismo, inclusive. Música, claro!

A preocupação que me atormenta sempre é a seguinte: como começarmos, lentamente, a deixar de sermos apenas leitores, telespectadores, observadores, apreciadores de arte (e compradores), para passarmos a um estágio de fato criativo? Não que criatividade não seja fundamental para qualquer bom observador, principalmente para aqueles que se postam no lugar de críticos culturais. Mas é que esquecemos de nosso lado que mais chega perto da pureza do estado criativo: a faceta artística que, equivocadamente é atribuída somente àqueles que possuem o “dom”! Bobagem!

Talvez falte audácia. Motivação? Creio que não.

Falta-nos galopar por nós mesmos.






P.S.: Mas, por favor, não saiamos por aí dizendo que o nosso Padre Mary Poppins, que saiu voando por aí, sem saber como usar o seu aparelho de GPS, foi alguém que saiu "galopando" por si próprio.

23 de abr de 2008

Homenagem ao pirata



Só ele vai entender.

22 de abr de 2008

Nada que um terremoto não resolva

O tremor ocorrido há pouco dá claras evidências de seu impacto, pelo menos na mídia: tremeu, tremeu e tremeu até conseguir tirar de lugar os holofotes da imprensa que já estavam, exaustivamente, queimando a cobertura do caso Isabella.

Se até o início da noite, os jornais - Internet e TV, principalmente - amontoavam fato em cima de fato, depoimento em cima de depoimento, besteira em cima de besteira sobre o caso da menina, tentando construir um enorme edifício "da verdade", nada que um abalo provocado pelas placas tectônicas não consiga destruir e se tornar a notícia do momento.

Pelo menos por alguns minutos.

Eu ainda não estou louco

Eu juro pelo estádio do Corinthians que meu quarto tremeu por alguns segundos.


22/04/2008 - 21h27
São Paulo é atingido por tremor de 5,2 graus na escala Richter

da Folha Online

Moradores de São Paulo sentiram um tremor de terra na noite desta terça-feira. O tremor foi sentido em todas as regiões da cidade e algumas áreas da Grande São Paulo.
O epicentro do terremoto ocorreu a cerca de 270 km de São Vicente, no litoral sul de São Paulo e atingiu 5,2 graus na escala Richter, de acordo com o Laboratório de Sismologia da UnB (Universidade de Brasília).
"É um terremoto raso. Pela escala, toda cidade de São Paulo e a região metropolitana deve ter sentido. Em todo raio de 300 km do evento ele pode ser sentido", disse George Sand, professor-doutor do laboratório. Segundo ele, não há como prever novos tremores.
Os telefones do Corpo de Bombeiros estão congestionados devido ao elevado número de ligações efetuados pelos moradores assustados com o tremor.
De acordo com os bombeiros, moradores de Barueri, Itapecerica, Cotia e Osasco também sentiram os tremores.

19 de abr de 2008

Foto-denúncia


Faro se prepara ouvir música durante reunião sobre a renúncia da Raquel

18 de abr de 2008

17 de abr de 2008

Momento Samuca-1

Caribe, filial argentina.



Local: No caminho para La Boca, vindo do centro.
Buenos Aires, Argentina- Janeiro de 2008.

15 de abr de 2008

Fluindo.

_Não há mais nada em que possamos acreditar! O mundo se esgotou! Olhe! Veja! O que vê? Finalmente, estamos a sós...Não precisamos mais dar satisfação pra ninguém! Não há mais ninguém! Todo o silêncio é nosso! Todo o vazio impera! Todas as imagens foram destruídas!!!!!

_ ...

_Posso agora ficar aqui, apenas olhando esta paisagem desértica, esperando nada...Porque nada exista agora! Da solidão tirarei a paz! Ouvirei, finalmente as doces vozes que pairam em minha mente!...

_Temos um problema, então.

_Nada! Nada de problemas! Não vê!?

_Mas se não sobrou algo para fazermos, o que faremos?

_Não sobrou nada???

_Só este isqueiro...

_Ora, e será dele que teremos a luz! Só nós dois... e o isqueiro! O Isqueiro! Nossa fonte de luz! Não precisamos mais do Sol...nem de Deus!...nem do mar...nem dos pássaros...nem da guerra...nem do...

_Só de fluído...

_o que?

-Não tem fluído no isqueiro...Tá vazio...acabou.

_ !

_ ...

_Ohhhh Trevas! Vejo escuridão, sombra...Oh!Terror! E pestes assolando a Terra! Deeeus, por que nos abandonastes sem ao menos o fluído de nossas vidas??????

EXCLUSIVO: Professor da Comfil culpa Arbex e Raquel pela crise

Em conversa presenciada com exclusividade por esse androcêutico, dois professores da Comfil (cujos nomes desconheço) debatiam sobre a recente crise no Departamento de Jornalismo da PUC.
Um deles tinha ácidas críticas à ex-coordenadora Raquel: “Imagine se acontecesse comigo. Se eu aprovasse uma aluna porque ela é do movimento estudantil e terceirizasse as aulas de alguém, eu tava na rua”.
O colega ouvia atentamente e concordava com tudo. O crítico seguiu: “Eles ficam inventando história de que a Reitoria quer desestabilizar o departamento. Só defendem a Raquel porque ela é amiga do Arbex e simpatiza com os alunos militantes”.
O sigilo marcou o tom dessa conversa. O corajoso professor sempre olhava para os lados antes de falar.
É interessante notar como os inimigos da Raquel vão muito além da Nani, do Cypriano e do Wladyr. Por medo de represálias ou para não conturbarem ainda mais o ambiente, eles omitem suas opiniões. Mas isso não acaba com o enorme descontentamento com a última gestão do curso de Jornalismo.
E a previsão de boicote aos críticos da Raquel infelizmente se concretizou: Nani e Cypriano foram excluídos da Semana de Jornalismo desse ano. A turma do CA, patrocinada por Arbex, Hamilton, Raquel, Mieli, etc, foi responsável por essa terrível censura. Aproveitando o vocabulário deles, podemos dizer que foi uma atitude fascista e reacionária, digna dos anos mais repressivos do regime militar brasileiro.
Contaminada por esse maniqueísmo desagradável, a Semana deve seguir a mesma linha dos anos anteriores. A tradicional ausência de debates e de pluralidade de opiniões deve imperar, com seus convidados concordando em quase tudo sobre os mesmos assuntos de sempre.

Será que vai ter gente da PUC lá?

11 de abr de 2008

10 de abr de 2008

Oportunidade de estágio - SBT

Vagas disponíveis: repórter do Aqui e Agora; assessoria de imprensa; redator do programa Você se acha mais esperto que uma criança da quinta série...; auxiliar comunicacional do Qual é a Música; assistente de palco do programa Domingo Legal; dublê Pablo no Qual é a Música.

Período do estágio: durante 06 meses
Horário do estágio: das 14 horas até às 20 horas*

*O horário está sujeito a remanejamentos, mudanças, alterações, etc...

Bolsa Auxílio de 450 reais em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro!

Benefícios: vale transporte, vale alimentação (VR) e uma telesena de Páscoa.

.os interessados favor dar/enviar seu currículo para guguzinho_liberatus@sbt.com.br



Obs: O processo de seleção se constitui em 4 (quatro) etapas:
1. Seleção dos currículos
2. Dinâmica de grupo
3. Avaliação na Máquina da Verdade
4. Seleção final: jogo "pára a bola", do Fantasia
5 - se você chegar à etapa número 5, você leva 20 mil reais! Se perder, leva apenas os 06 meses de estágio.

9 de abr de 2008

DF-002, 2005 / SP-270, 2008

Foi como voltar três anos no relógio. Só que desta vez, o Lago Sul é a Granja Julieta. Proporcionalmente, é quase a mesma coisa. Ainda preciso passar por uma rodovia estadual para voltar pra casa.
Voltei no tempo, por quase duas horas. Os mesmos charutos, o cheiro forte de café, os mesmos nomes de antes na conversa que ainda não mudou. O Toyota estacionado, ainda o adesivo do controle.
E nesse diálogo sem data de validade, quase neutro, perceber que três anos passaram tão depressa que eu não vi. E que depois de nem ver passar, a gente consegue sentir tudo isso tão rápido. Quase um ano já foi desde a última conversa.
Uma vontade quase masoquista de consertar tudo depressa. Uma pressa de desamarrar as pontas que estavam amarradas. Pra que essa urgência toda? O nosso papo é o mesmo do ano passado, mas agora eu falo tudo ao contrário e vou desdizendo o que a gente falou antes.
Tem jeito? Sempre tem. Afinal, amigo é pra essas coisas. E pela primeira vez, desde que eu fui correndo me esconder no Lago Sul e voltei pra casa achando que ia ficar tudo bem, pela primeira vez eu quase chorei.

...

Ela me disse que é que nem uma bomba, e que é uma questão de tempo até explodir. Que é assim mesmo e vai acontecer que nem antes, mas o tempo varia. Não tem mais nada pra fazer. Uma hora explode.

8 de abr de 2008

Beavis and Butthead vencem as eleições



Beavis e Butthead se arrumam para o primeiro dia de trabalho na PUC-SP.

Membros do C.A Benevites Paixão declararam que não aceitam essa votação e prometem iniciar uma luta contra a mercantilização do ensino, a repressão dos estudantes pelos Grabbers, pela livre circulação de maconha pelos corredores da PUC e acima de tudo pela volta do glorioso Juventus da Mooca a primeira divisão estadual.
Em breve, mais informações sobre os primeiros dias de Beavis e Butthead na PUC-SP e uma entrevista exclusiva com os novos coordenadores do cargo mais desejado por 11 a cada 10 professores militantes de causas de esquerda.

7 de abr de 2008

O último plantão

Tem hora pra parar.

OAEM (7a.Etapa)

Em mais um mês incrível de competições, a OAEM do mês de março serviu para reafirmar uma nova força na competição, que fugiu do bipartismo dos grandes favoritos às medalhas de ouro, Bruno de Pierro e Max Fischer. Na ausência do “Sofredor” e na falta de competitividade do “Emo”, o “Raçudo” uruguaio Carlos Massarico chegou com força, marcando muitos pontos com dois de seus trunfos: primeiramente o Funk da Maísa Fumaça e depois com o primeiro Plebiscito Androcêutico, demonstrando que além de um dos grandes atletas das OAEM, ele ainda visiona carreira política dentro do Blog, ainda ambicionando o cargo de Administrador, perdido por Bruno no início das atividades do novo Androceu.

Segundo declarações à imprensa, acabou a greve de Max, o ainda líder da competição, graças à ascenção de Carlos, que impediu a conquista de medalhas de ouro por parte de Bruno, o até então segundo colocado. Perdendo a medalha de bronze, que parecia garantida, o “Emo” caiu para o terceiro posto na tabela. Mario em uma arrancada heróica chegou ao segundo posto, derrubando também Alan, que tinha a medalha de prata em mãos, mas ficou com o bronze nesta etapa. O italiano João ficou para trás, não aproveitou a ausência de Max e pontuou muito pouco, não fazendo frente a Carlos, uma vez que ele era considerado como o principal concorrente às medalhas de ouro. Confira o quadro de resultados do mês de Março:

1. Carlos Massarico (25 comentários, 4 postagens)
2. Mario Bucci (18 comentários, 3 postagens)
3. Alan Mariasch (15 comentários, 4 postagens)
4. Bruno de Pierro (13 comentários, 5 postagens)
5. João Caldeira (6 comentários, 1 postagem)
6. Thomas Pacheco (5 comentários, 2 postagens)
7. Gustavo Silva (DNF)
7. Max Fischer (DNF)

Com esses resultados, o quadro de medalhas teve nova reviravolta. Carlos subiu para o segundo posto, lugar que jamais ele pareceu demonstrar forças para chegar, deixando um dos grandes favoritos, Bruno, para trás. Mario também saiu do quase para, com sua medalha de prata, adentrar ao hall dos grandes atletas do Androceu, com sua terceira medalha e com o quarto posto, ainda longe de Bruno, na reta final. Sua luta deve ser para manter a honrosa colocação. Com isso, João, que ameaçou alcançar o ouro algumas vezes, apenas fica com a quinta posição, com duas medalhas de prata, a frente de Alan, o sexto, com duas de bronze. Thomas e Gustavo não conseguiram medalhas.

1. Max Fischer (3 Ouros, 1 Prata, 1 Bronze)
2. Carlos Massarico (2 Ouros, 1 Prata, 2 Bronzes)
3. Bruno de Pierro (2 Ouros, 1 Prata, 1 Bronze)
4. Mario Bucci (2 Pratas, 1 Bronze)
5. João Caldeira (2 Pratas)
6. Alan Mariasch (2 Bronzes)

3 de abr de 2008

A sessão da meia-noite

Novas do primeiro de abril

Tudo ano é a mesma coisa. Aproveitando o clima de festa e piada que ronda a data, empresas de comunicação de todo o mundo lançam falsas noticias durante o dia inteiro para no final do dia emitir um comunicado falando que era primeiro de abril e a noticia não deveria ser levada a sério. Mas sempre há pessoas que acabam acreditando nessas mentiras e acabam fazendo papel de bobo.

Esse ano, por exemplo, o Yahoo brindou seus assinantes com a informação que seus textos seriam agora escritos em internes. Era só o que me faltava. Em vez de receber um aviso de “mensagem para você” eu iria receber a seguinte advertência: “msg pravc”.

Reproduzo agora (copia boa ou má segundo o Mieli?) uma compilação sobre mentiras que se passaram por verdades por algum tempo. Todas elas foram divulgadas pela agência France Press.


10º - A rede inglesa "BBC" fez uma reportagem em 1957 dizendo que graças ao clima e ao controle de pragas, os fazendeiros suíços estavam conseguindo uma excelente safra de espaguete. As imagens mostravam fazendeiros colhendo o macarrão direto de árvores. A redação da TV recebeu milhares de ligações pedindo mais detalhes da história.


9º - Uma reportagem da revista “Sports Illustrated” dizia que o time de beisebol New York Mets havia contratado um lançador capaz de arremessar a bola a 270 km/h, muito acima das melhores velocidades registradas, em torno dos 160km/h. Em entrevista, o jogador dizia que havia desenvolvido a técnica num monastério tibetano. A história só foi descoberta quando no jogo sequinte dos Mets, após o estádio inteiro gritar o nome do jogador imaginário, o próprio presidente dos Mets parou o jogou para falar que aquilo era uma mentira.


8º - Em 1962, quando só havia TVs em preto-e-branco na Suécia, um técnico do único canal do país convenceu os suecos a colocarem uma meia-calça de nylon cobrindo as telas dos aparelhos de televisão. Ele dizia que se tratava de uma nova tecnologia que permitiria que, assim, passassem a ver o sinal da TV em cores. Há fotos registrando essas TV’s e milhares de telefonemas pedindo mais instruções sobre a nova tecnologia.

7º - Em 1997, a rede de lanchonetes Taco Bell irritou milhares de cidadãos norte-americanos ao anunciar que havia comprado o Sino da Liberdade da Filadélfia [Liberty Bell, em inglês], um símbolo histórico da independência norte-americana. A lanchonete dizia que ia mudar o nome do sino para “Taco Liberty Bell”. Já estavam acontecendo protestos quando a Taco Bell revelou que era mentira.

6º - O “Guardian”, um dos principais jornais ingleses, publicou em 1977 um suplemento especial de sete páginas sobre o aniversário de dez anos de San Serriffe, uma pequena república no Oceano Índico formada por várias ilhas no formato de ponto-e-vírgula. Vários artigos descreviam a geografia e a cultura das duas principais ilhas, chamadas de “Ponto” e “Vírgula”. No vestibular seguinte, uma das perguntas de geografia era justamente sobre San Serriffe. Comentário do Max: E o eterno ditador do país é o Magrinho né?


5º - A "National Public Radio" dos Estados Unidos anunciou em 1992 que o ex-presidente Richard Nixon voltaria a ser candidato à Presidência. Seu novo slogan de campanha seria: “Eu não fiz nada de errado e não farei novamente.” A rádio divulgou até mesmo clipes de Nixon anunciando a candidatura. Depois de a notícia se espalhar a rádio admitiu que a voz de Nixon havia sido gravada por um imitador.

4º - Uma newsletter divulgada pela suposta entidade New Mexicans for Science and Reason divulgou em 1998 um artigo em que dizia que o estado norte-americano do Alabama havia decidido mudar o valor de pi de 3,14159... para o “valor bíblico” de 3,0. A piada foi repetida esse ano pela BBC.


3º - A rede de fast-food Burger King publicou um anúncio de página inteira no jornal “USA Today” em 1998 anunciando a criação do “Whopper canhoto”, projetado especialmente para os 32 milhões de norte-americanos canhotos. Pela propaganda, o novo sanduíche incluía os mesmo ingredientes do Whopper original, mas os temperos eram colocados em rotação de 180º. Milhares de clientes se dirigiram as lojas pedindo a novidade, enquanto tantos outros pediam a versão original “para destros”.


2º - A “Discover Magazine” anunciou em 1995 que o altamente respeitado biólogo Aprile Pazzo [nome italiano para o primeiro de abril] havia descoberto uma nova espécie na Antártida: o hotheaded naked ice borer [algo como atravessador de gelo pelado de cabeça quente]. A criatura era descrita como tendo uma crista fervente que permitia que os animais atravessassem o gelo em alta velocidade –técnica usada para caçar pingüins.

1º - O reconhecido astrônomo inglês Patrick Moore anunciou no radio em 1976 que exatamente às 9h47 um evento astronômico inédito iria acontecer: Plutão iria passar por trás de Júpiter e assim causar um alinhamento gravitacional que reduziria a gravidade terrestre. Moore dizia que, se os ouvintes pulassem no momento exato do alinhamento, poderiam experimentar uma sensação de flutuar. Centenas de pessoas relataram ter sentido a sensação.


PS: Nada como voltar ao lar com piadas sem valor e com a garantia de pelo menos um comentário xingando.

2 de abr de 2008

Uma dúvida...

Por favor, leitores e leitoras deste BLOGANDROCEU, dessa vez apenas quero que vocês digam o que acham.

O que acham disso:

"A castanha-do-Pará é muito boa para evitar problemas cardíacos. Por isso, ingira ao menos duas por dia".

O que acham?

Que são Pílulas Informativas embaladas por uma tecnologia barata que não suporta mais códigos binários, além de umas meias-palavras que, objetivamente, nos informe?

Que é jornalismo?
Que falta mais informação?








Não se trata de uma enquete, isso aqui. Nem de duas castanhas-do-Pará. Sim, na minha opinião, é o que muitos "chiqueiros" disfarçados de "imprensa" andam dizendo por aí o que é o jornalismo.




HÁ VAGAS PARA JORNALISTAS, NESTE ESTÁGIO.

Aí, mermão

retirado da Folha desta quarta-feira.

Obra do Fura-Fila de 800 t cai sobre viaduto
Acidente foi anteontem à noite e interrompeu, por 19h, o tráfego em viaduto que liga a zona leste da cidade ao Ipiranga

Um trecho de 64 metros e 800 toneladas de um viaduto em construção do Expresso Tiradentes(antigo Fura-Fila), na zona leste de São Paulo, desabou às 23h30 de anteontem. Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá
blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá e mais blá blá blá.
Nem a prefeitura nem o consórcio responsável pela obra (construtoras Carioca Engenharia e Andrade Gutierrez) apresentaram explicações.


Mil perdões à todos os leitores do blog, mas é que essa piada estava tão pronta que não dava pra deixar passar.