31 de jan de 2008

Passagem de ônibus sobe para 2,40 a partir do próximo dia 9


Você já está preparado para isso novamente?

Más notícias para os puquianos que tem o “Mercedão” ou o metrô como transportes para se locomover em São Paulo. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou ontem que a partir do dia 9, dois dias antes do início da temporada PUC-2008, que o preço das passagens dos trens e ônibus da região da Grande São Paulo passará a custar R$ 2,40, dez centavos a mais do que a taxa atual.
O Bilhete Único integrado passará de R$ 3,50 tradicionais para R$ 3,65.
Eu até não reclamaria do aumento da passagem de ônibus se houvesse um sistema público de transporte de qualidade, pois o atual me faz perder quase uma hora num percurso que eu faço em 10 minutos no carro.
O pior de tudo é saber que vai haver uma mínima mobilização popular, liderado por alguns estudantes-vadios, mas logo depois tudo irá se acalmar até o próximo aumento na passagem de ônibus/trem/metrô.

Cenas em um divã

Eu queria que tivesse sido diferente. Mas, sabe, todo mundo quer o diferente e sempre está em busca daquilo que possa lhe completar. No momento, não sou diferente de todo mundo. Por que a vida não pode mudar, e passar a se resumir num simples esquema “chave-fechadura”? Você tem um problema e, pronto!, lá vem a fechadura. Acaba tudo, pronto.

Ok. Minha mulher morreu.

Ela gostava de instalações. Não, não estou falando de fiação, “gatos” da TV a cabo... Falo de instalações de arte...Aquelas, então, em que há uma performance do artista... Ele é, ao mesmo tempo, criador e criatura, ativo, não-estático, vivo! Vivo! Vai acabar sua apresentação, vai se trocar no banheiro da galeria, vai pegar um ônibus e ir pra casa. Lá, não vai querer saber porra nenhuma de arte... Só de cuidar de seu gato chamado “Almodóvar”.
Ela também sabia fazer eu rir sem, para isso, precisar esta acordada. É que quando a via dormindo, percebia que sua testa franzia um pouco, assim como o nariz...Sei lá, achava engraçado! Ela acordava. E lá estava eu rindo. Hoje, acordei muito preocupado, não com os miados de um “Almodóvar”, nem com os gemidos dela... Vi que não tinha pago a conta de luz.

Ok, sei que sou novo.

Até posso encontrar outras coisas para me satisfazerem. Ontem, me matriculei num curso de cinema. Vou aprender a ver melhor os filmes do Woody Allen. Sempre pensei que cada um tinha que ver um filme como bem quisesse, prestar atenção no que quiser, interpretá-lo de acordo com o que sentiu... Mas, sei lá, não pega bem alguém como eu não saber o que há de tão cult assim no Woody Allen. Pra mim ele é um puta cara engraçado! Nunca vou me esquecer daquele cena em Love and Death, em que ele dá um salto, no papel de Boris Grushenko, em uma dança, e cai, pois seu joelho falhara... Minha mulher gostava mais dele em Noivo neurótico, Noiva nervosa. Também gosto desse filme, mas não mais agora. Pensando bem, gosto sim... A cena em que aparece Marshall McLuhan é demais!
Mas acho que esse curso vai ser bom. Quem sabe não faço mais amigos lá... Eu conheci a Ná num curso desses de férias... Acho que foi num sobre o existencialismo na obra de Simone de Beauvoir. Eu fui pro curso tendo lido apenas As Belas imagens. Aí falei que era sua obra-prima! Não sabia sobre Os Mandarins. A Nát se irritou, disse que nunca tinha conhecido um cara tão despreparado... refutei dizendo que estava lá justamente pra aprender, mas vi que seria melhor se disse que eu era um pouco dislexo e, assim, precisaria da ajuda dela. Se não fosse o existencialismo, hoje não seria viúvo!

Olha, não quero atrapalhar, viu? Se você tiver ocupado aí...Vai lá, depois a gente se fala!



_Não, não se preocupe. Sou seu analista, esqueceu?
_Ah é...É mesmo, né?

30 de jan de 2008

Uma reflexão sincera

Todo sábado a mesma coisa. Quieto, na minha, me reprimindo a semana inteira quando a vontade era de jogar o telefone e o computador pela janela. Modelo de comportamento, pra chegar no final de semana e dar baixaria de novo. Essa cena ilustra a minha vida. Todo amassado, sujo e abraçado com a privada. Lindinho, momento Kodak.
Por que sempre isso? Essa cena de horror, beber todas e ficar assim? O foda é isso, já pensei nisso antes. Eu estou sempre me reprimindo e quando resolvo relaxar um pouco dá nisso. Ou vai ver é falta de vergonha na cara mesmo. Mas de verdade, estou começando a ficar cansado. Cheio de ser assim, ser alguém falso, alguém que eu não sou só pra agradar os outros, e daí dar baixaria quando eu quero me divertir um pouco.
Aproveitando a minha situação lastimável, eu tomo uma decisão. Chega. Cansei. Por que tem que ser assim?! Nunca teve regra nenhuma pra isso. O que eu quero, sinceramente, é ser feliz. Não importa se vão me julgar, até por que todo mundo já me julga. E eu sei que tem bastante gente que não me tem em um conceito tão bom assim. E outras tantas pessoas queriam mesmo era que eu me fodesse.
E me vem mais uma decisão neste embalo. Mudar as coisas, por que não? Eu sei que sou capaz. Fazer alguma coisa pra compensar os outros. Todo mundo que eu já prejudiquei. Impossível arrumar todas as cagadas, mas tem coisa que eu posso remediar. Começar o dia telefonando, encontrando gente, melhorar tudo que eu prejudiquei. Não quero mais que me vejam como problema, na verdade, ultimamente até eu mesmo tenho vontade de me sentar a porrada de vez em quando.
Aí eu vomitei, escovei os dentes e fui dormir e no dia seguinte acordei me sentindo bem melhor e não pensei mais em nada disso. Deve ter sido o frozen de abacaxi que não caiu muito bem ontem.

25 de jan de 2008

Feliz aniversário Sampa!


Eu até queria fazer um texto falando sobre Sampa e tal. De como uma pequena vila pobre criada por padres acabou se transformando numa das maiores cidades do Mundo. Mas como o Carnaval tá chegando, nada mais justo do que separar o belo samba da Mocidade Alegre, campeã do ano passado, que fala exatamente sobre a bela cidade que Sampa é.

Para ouvir o samba entre aqui.


É festa amor... Sorria!

A Mocidade é pura emoção

E vem cantando radiante de alegria

São Paulo é tudo de bom!!!

Seja bem-vindo amor

A Sampa, linda Terra da Garoa

Terra futurista que o poeta vislumbrou

Com sua ousadia e inovação

Gigante que acolhe e transforma

Seu filho em um vencedor

Cidade que não pára

Na bravura traz seu valor

Palco da arte e cultura

Cenário do meu carnaval

São Paulo multicultural


O dia vai, a noite vem, eu vou

Sair, viver a boemia

Curtir em Sampa várias atrações

Me divertir até o raiar do dia


Sampa e seu cardápio mundial

Tem sabor especial...Vem ver

E na terra da gastronomia

Têm encanto e magia...Prazer

Lindo é sentir a liberdade

E ficar bem a vontade... Viver feliz

Diversidade, amigo, é natural

Preconceitos, afinal, não existem por aqui

É tempo de harmonia, respeito ao valor

Das tribos nessa festa multicor!!!

24 de jan de 2008

Empresário alemão demite funcionários não-fumantes

da BBC

O proprietário de uma pequena companhia de tecnologia na cidade de Büsum, na Alemanha, está sendo processado por demitir três funcionários não-fumantes para substituí-los por fumantes.
Segundo o jornal alemão "Hamburger Morgenpost", os funcionários, que já trabalhavam na companhia há cerca de dois anos e meio, foram demitidos depois de pedirem a criação de uma área específica para não fumantes na empresa.
O proprietário da empresa, Thomas Jenssen, disse que os três funcionários estavam "interferindo com a tranqüilidade da corporação" e que decidiu substituir os três por fumantes porque eles "se adaptariam melhor".
Jenssen está respondendo a processo por demissão sem justa causa.
Proibição
A Alemanha introduziu no dia 1º de janeiro a proibição ao fumo em bares e restaurantes, mas os alemães que trabalham em pequenos escritórios ainda podem fumar no ambiente fechado.
O dono da empresa, que tem dez funcionários, considera a proibição do fumo um ataque à liberdade individual."Não posso ficar me preocupando com encrenqueiros. Estamos no telefone o tempo todo e é mais fácil trabalhar enquanto fumamos", disse Jenssen ao "Hamburger Morgenpost".
"Todos sempre se queixam dos fumantes, agora o jogo mudou. Eu, pelo menos, agora só vou contratar fumantes."
No entanto, depois de consultar um advogado, o dono da empresa evitou dar mais declarações ao diário de Hamburgo.
Um advogado trabalhista disse ao jornal alemão que os demitidos têm boas chances diante de um tribunal, já que "não podem ser punidos por terem defendido um direito, como o à saúde."

22 de jan de 2008

O manual definitivo de etiqueta - A foto do Pedra


Como o meu caro colega João demonstrou em seu post abaixo, o senhor “Patrick” representa o que há de melhor no Pedra atual brasileiro.

Nossa equipe foi enviada aos cafundós no nordeste brasileiro para registrar o rosto do autentico homem brasileiro.

A foto segue abaixo. Se você possui coração fraco recomendamos que você pare a leitura nesse ponto.



Patrick saindo numa sexta-feira para beber e brigar. O que vier primeiro.



Mas nem tudo está perdido. Patrick acha que ainda há tempo de salvar o Brasil dos tangas e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.
Os cinco membros só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.

O manual definitivo de etiqueta - exemplo prático

Aproveitando o gancho da aula teórica do nosso caro colega Mário, a seguir iremos demonstrar um exemplo de comportamento pedra na prática. Para isso, usaremos como base os artigos 10 e 14 do referido manual.
Como é sabido, os pedras adoram filmes ruins. Porém, neste mundo cada vez mais tanga, há consequentemente menos espaço para tal comportamento pedra. Somado à isso, temos o artigo 10, que versa sobre o gosto peculiar dos pedras em arranjar briga, o que nos leva ao seguinte exemplo(retirado de uma das comunidades "oficiais" do filme "Meu nome não é Johnny"):

Patrik

filme fraco assim como os outros filmes brasileiro

só sabem explorar a violênia e o trafico de drogas. porra! só apelação esses filmes brasileiros. confesso q durmi sala do cinema, só fui pq minha namorada insistiu à ir.
sem criatividade, uma historia real sem graça, acho q atéminha rendia um filme melhor q esse.


Infelizmente, a intolerância que toma conta do mundo pós-moderno faz com que a opinião de nosso pedra-exemplo não seja muito bem aceita:

F.

faz melhor ;)

Joe

ahhh cara vc q dar uma de bonsao qnd sua mae eh uma analfabeta q escreveu seu nome patrik kkkkkkkkkkkkkkkk...

Giovane

Eu sou o BOB ESPONJA

OI Patryk

Júlio Dogg

Só voce que dormiu, aposto que tua namorada te deixou lá sozinho e sentou ao lado de alguém mais interressante .
o Filme é ótimo valeu cada centavo do ingresso e do combo!

Cadu Maverick

NASCIDO ANTES DE 1970 DETECTED

Monique

Burrinho!

Talvez vc não tenha entendido o enredo do filme...Poe seu Tico e Teco pra funcionar....O Dó....Tadinho...

. Mαrceℓℓiиhα -

não sabe nem escrever!!

"filmes brasileiro"

ah fala sério!!

* Ni *

Simplismente o melhor filme brasileiro
q eu já vi ...



Tirando o habitual olfato pela briga, o pedra em questã poderia aumentar sua cultura pedrística e procurar filmes que agradem mais o seu paladar, como este:



filme nacional de qualidade é isso aí

21 de jan de 2008

O manual definitivo de etiqueta, parte 2

Bom, aproveitando a volta de BSB e meu ótimo humor, segue a segunda parte do manual de boas-maneiras e etiqueta segundo a ótica Buldozeriana - Androcêutica.

10) PEDRA ADORA UMA BRIGA

Todo pedra que se preze tem o pavio curto e sempre entra em uma briga na primeira oportunidade que aparece. Um pedra não precisa de motivo para entrar em uma briga, mas, quando o motivo aparece (coisa rara), ele não precisa ser lá muito sério. Fez piada com o time dele? Deu o troco errado? Confundiu ele com outra pessoa? Achou o carro dele feio? Então você pode ter certeza que o pedra irá partir para cima de você com um ódio descomunal e só vai parar de te esmurrar quando o IML chegar no local ou algum demente tiver a coragem de apartar a briga.Pedra também tem um curioso código de honra: ele sempre deve entrar em uma briga para defender um amigo. Se engana quem pensa que precisa ser um amigo muito próximo. Sendo um mero conhecido já basta, mesmo que seja o primo do cunhado do tio de um ex-vizinho da rua. Se o pedra ver um amigo brigando, com certeza ele irá defendê-lo. E se o oponente do amigo levar um nocaute muito rápido, o pedra irá partir pra cima do amigo no mesmo instante, pois pedra que é pedra odeia briga que acabe rápido demais.

11) PEDRA ODEIA ROUPA TRANSADA

Para um pedra usar uma roupa, pouco importa o modelo ou a cor dela. O que importa para um pedra é que ela possua algumas características básicas:

- seja barata (ou de graça)
- seja três números maior que o necessário
- tenha o máximo de desenhos e escritos possível

Se você quer dar uma roupa para um pedra e deixá-lo feliz, preste atenção nas características acima. Nunca, mas NUNCA mesmo pense em dar para um pedra uma roupa de marca ou de uma loja famosa, mesmo que seja uma loja popular como a C&A ou a Riachuelo. Se você der uma roupa de uma loja famosa, é possível que o pedra pense que você está tirando um sarro dele e te arrebente a cara (releia o tópico 10). Procure sempre por roupas nas feiras da sua cidade e nos camelôs das ruas mais movimentadas para agradar um pedra. Outra dica: procure por aquelas camisetas que você ganha de brinde em postos de gasolina e lojas de material de construção. Essas camisetas são disputadas a tapa pelos pedras, pois "é de grátis, mano!", além de virem estampadas com propagandas de suas lojas preferidas. Camisetas distribuídas em campanhas políticas também são muito visadas pelos pedras.

12) PEDRA NÃO TEM PALADAR

A comida do pedra se resume a três elementos básicos: arroz, feijão e carne. De preferência muita carne. Todo pedra acha que o seu prato é um exemplo típico de comida de "macho" e qualquer outro prato que fuja do seu padrão é coisa de "fresco". É muito raro um pedra comer uma salada ou alguma verdura, pois qualquer tipo de verdura é "mato" e pedra odeia mato (releia o tópico 5). Tenha o cuidado de nunca oferecer para um pedra um prato que tenho um nome muito complicado, como "strogonoff" ou "yakissoba". É possível que o pedra pense que você está de gozação com ele e que você está enrolando muito a língua "pra falar uns nome besta, rapá!". Portanto, evite uma surra desnecessária e sempre ofereça o prato pedra padrão. Pelo menos sai barato.

13) PEDRA ODEIA FAZER A BARBA

Pedra odeia fazer a barba. Isso é fato. Por isso, é costume de todo pedra deixar algum tipo de barba no rosto para não ficar com aquela "frescura" de se barbear todo dia. Existem várias opções: bigodão (o preferido entre 80% dos pedras), cavanhaque, costeleta, barba cheia, barba rala e até a mistura de dois tipos de barba (como bigodão + barba rala). Pedra só faz a barba quando está de bom humor ou quando já arrancou metade da pele do rosto da namorada com sua cara de lixa. Se você quiser saber se um pedra acabou de fazer a barba, é so reparar se o rosto do brucutu está cheio de cortes e com sinais de irritação por todo lado. Isso se explica pelo fato do pedra sempre fazer a barba com pressa e usar a espuma do sabonete (usar espuma de barbear é "viadagem"). Se a barba for feita com um barbeador descartável já reutilizado dezenas de vezes, melhor ainda. Mas não pense que o pedra não tem dinheiro para comprar um tubo de espuma de barbear ou um barbeador novo. Está no DNA do pedra improvisar com o que estiver por perto, como já foi explicado nos tópicos anteriores.

14) PEDRA ADORA FILMES RUINS

Um bom filme para um pedra tem que ter muitas explosões, perseguições de carro, mulher gostosa e tiroteios intermináveis. Pouco importa se a história do filme não é original ou se o final do filme é mais previsível que piada da Praça é Nossa. O que importa é que os diálogos não durem mais que cinco minutos e as cenas de ação aconteçam a todo instante. Filmes do Vin Diesel, Arnold Schwarzenegger e do The Rock ("rock" é pedra em português) costumam atrair uma verdadeira multidão de pedras. Na TV, os programas Força Total (Bandeirantes) e Sessão da Dez (SBT) eram um verdadeiro prato cheio para os pedras. Quem nunca viu "Hércules" na Sessão das Dez, onde o herói arremessa um urso para fora da órbita da Terra com um soco? Isso é pedra!

Em breve a parte 3 deste sensacional Manual Buldozer.

19 de jan de 2008

Purificação

E ESTÁ ESCRITO NO SAGRADO E-MAIL:
WALTER NUNCA MAIS
E DIGAMOS AMÉM!

Até que ponto a TV brasileira chegou.

Você acha que não existe alguém mais louco que o "batíman"? Que os mais dopados estão em algum C.A. da PUC-SP? Olha essa adorável garotinha, então!






Como diria um amigo meu: "bons problemas...."

500 toques

Bruno: Agora que é ano novo, posso escrever, finalmente, sobre o meu ano de 2007?
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Olha, se isso te deixar feliz, até pode. Mas não recomendo.
Bruno: Por que?
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Ah, cara...Se liga, bicho! Pra que ficar remoendo as coisas que já passaram?
Bruno: Não, não vou remoer nada. Vou escrever. Não moer...
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Ora, ora, ora...Temos um piadista aqui entre nós, então?
Bruno: Ah, cala a boca!
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Ei! Esqueceu que sou seu chefe!? Posso demitir você!
Bruno: É...e esqueceu que você mora no meu quarto? Posso despejar você!
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Ta, ta....Quer escrever, escreva! Mas se fosse você, passaria a se concentrar mais no que está por vir.
Bruno: E o que está por vir? O que o futuro me reserva?
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Muita grana, fama, mulheres...
Bruno: Sério?
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Não.
Bruno: ...
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Não chora, não! Sabe...Quando eu tinha a sua idade, garoto, queria também ficar refletindo sobre meus erros e acertos. Mas se eu não tivesse acordado a tempo, hoje eu seria um daqueles duendes “malacabados” que estão desempregados por aí...Que não servem nem para aparecer para os maconheiros mais vagabundos que se tem por aí, muito menos para serem manequim de anão de jardim...
Bruno: Quer dizer que tenho que sempre olhar para frente?
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Exato!
Bruno: Ah, não sei se vai dar...
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Por que???
Bruno: E se o que quero está atrás de mim? E se ela se sentar na cadeira de trás? E se alguém me chamar e eu tiver que olhar para trás?
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Aí você não responde! E segue sua vida!
Bruno: Vou tentar... Mas mesmo assim, quero escrever algo sobre 2007.
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Ok! Vá lá, escreva! Concedo a você uns 500 toques, apenas! HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHA (risadas diabólicas e sarcásticas...)

500 toques para eu falar sobre 2007: “Bom, então, 2007 foi um ano, né? Um ano muito...muito...Como posso dizer? Estranho? Sim, estranho! Tipo, várias coisas aconteceram de novo. Umas boas, outras más...Mas não penso assim, ‘bom’ e ‘mau’. Não podemos classificar os acontecimentos desta maneira. Aprendemos e crescemos com qualquer coisa que nos aconteça. E...

Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Já se passaram de 300 toques, jornalista!

“Ok, ok! Bom, e, assim como qualquer momento da minha vida, encontrei pessoas que me marcaram mesmo, sabe? Mas meus amigos, aqueles que estudaram comigo desde a primeira série...nossa...esses são pra sempre! Mas uma pessoa também foi muito especial, nem sei o que dizer...

Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Certo, certo...chega, acabou!
Bruno: Mas faltou algo!
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Sinto muito, amigo! É melhor assim, acredite.
Bruno: É...melhor eu ir procurar minha psicóloga. A psicologia não tem essa frescura e essa palhaçada de toques!
Editor-chefe duende que mora debaixo da minha cama: Sim, pois vá, então! Mas lhe garanto uma coisa: esses 500 toques foram suficientes! Ouviu???

17 de jan de 2008

RG2604

- Acho que é melhor assim...a gente pode resolver isso mais rápido.
- ...
- Aí agiliza, né?
- Pode ser.
- Dependendo...pode ser que a gente fale com eles...vão receber a gente lá também.
- Eu soube...na Asa Norte, né?
- É...bom, você chega e alguém vai estar lá. Não se preocupa.
- Você tem o número?
- Dois meia zero quatro, né?
- Esse aí...às quinze pras quatro.
- Beleza...quinze e quarenta e cinco...
- Isso mesmo...bom, eu preciso ir.
- Olha, fica relaxado, beleza?
- Tô relaxado, fica tranqüilo.

Hay, Caramba!

Vejo que nos dias que se passaram, membros do adorado-salve-salve Androceu dedicaram uma fracao de suas vidas para contarem suas experiencias de viajem neste adorado sitio. Enquanto isso, eu me encontro a um mes e meio em uma cidade relativamente agitada, e, ate agora, ninguem sabe o que se passa na Terra da Rainha - de acordo com o meu ponto de vista.


Antes de tudo, um aviso: essa situacao nao ira mudar - pelo menos nao agora.


Mas algo eu tenho que compartilhar, e o momento eh agora: voces sabiam que o Arnold Schwarzenegger fala Sayonara, Baby ao inves de Haste la Vista, Baby, na versao espanhola (ou pelo menos aquela exibida na Espanha) do Exterminador do Futuro II?


Ai, mi puta madre... Que se passa?


Pois eh, eu tambem estou chocado.

Gustavo Silva vive um momento turistico e, no momento, se prepara para sua viagem a Amsterdam neste final de semana. Finalmente, o mundo ira descobrir o verdadeiro valor de um estudante de jornalismo da PUC.

16 de jan de 2008

Homem é demitido por colar tira de Dilbert em mural da firma


Tira original, em Inglês


Tira traduzida, em Português.


David Steward, supervisor de segurança da empresa Catfish Bend Casinos, em Burlington, nos Estados Unidos, teria sido demitido por colar uma tirinha de Dilbert, de Scott Adams, no mural da firma.

A atitude do funcionário teria vindo depois do anúncio do fechamento do cassino, o que acarretaria na demissão de 170 pessoas, reporta o jornalista Clark Kauffman, do Des Moines Register.

Steward foi flagrado nos vídeos feitos pelas câmeras de segurança e demitido por ofender seus superiores.

"Basicamente, ele estava acusando os decisores da empresa de serem lêmures bêbados", declarou Steve Morley, diretor de recursos humanos do cassino.

"Achei que poderia alegrar as pessoas. É engraçado", disse o ex-funcionário, que admite que pôs a tirinha no mural por conta das demissões.

Veja acima a tira que teria causado a demissão.

Rumo aos 1000 Gols

Em um projeto apoiado pela Trafic, o atacante jovem Carlitos, atualmente nas divisões de base do Peñarol, clube uruguaio, tentará chegar à marca de 1000 gols, apenas alcançada oficialmente por Pelé e Romário.

Percebendo o potencial do garoto sul-americano, que possui 15 anos, o grupo de assessoria e empresariado de jovens talentos do futebol cobrirá todos os confrontos em que o novo "Recoba melhorado" estiver em campo.

Essa marca não será nada fácil de ser alcançada, tudo depende de suas possíveis convocações para a seleção uruguaia. Não está descartada a possibilidade do jovem ser o novo maior artilheiro da história da celeste olímpica, atualmente feito de Hector Scarone, com 31 gols.

"Esse tipo de marca pode ser alcançada sim, uma vez que meu grande amigo Juan Arce, da seleção boliviana, melhor atacante do Corinthians na temporada passada, é o artilheiro máximo da Bolívia. 31 gols, a marca de Hector Scarone, não é tão difícil de ser alcançada. Vou basear minha carreira nos passos de meu ídolo, Romário, para alcançar o milésimo", declarou Carlitos em entrevista exclusiva ao Androceu.

Atualmente, Carlitos já disputou 13 jogos e marcou 17 gols pelo Peñarol, uma marca de gênio, apesar dos confrontos contra equipes pequenas. Internazionale, Milan, Chelsea e Barcelona disputam entre si o atacante, que tem contrato com o Peñarol por mais duas temporadas além da atual e a multa rescisória do contrato é de US$111 mi de dólares.

Nossa redação do Androceu estará sempre atenta aos novos gols e feitos do matador uruguaio, que tem como ídolo o ex-atacante da seleção uruguaia Dario Silva. É o milésimo gol ganhando mais um capítulo e mais um pretendente.

15 de jan de 2008

Etiqueta, boas maneiras e outras veadagens...

Já foi dito que alguns dos ilustres membreos deste afamado blog deviam freqüentar um curso de boas maneiras. Já foi dito que a gente é grosso. Já foi dito que eu sou mal-educado. Bom, ccomo diria CBJR, etiqueta de cu é rola. Você não come minha mãe, não dá para o meu pai e não paga a minha conta no Caribe. Você, a sua mãe e a sua irmã não têm que dizer pra ninguém aqui como se comportar ou não. Aproveitando o embalo do "Momento Chupim" em que eu estou vivendo, vem aí a primeira parte do manual definitivo de etiqueta e boas maneiras para homens que são homens, devidamente copirateado do Buldozer.

Como ser um pedra, parte 1

Você gostaria de ser mais duro que um diamante? Mais resistente que aço carbono? Mais independente que um asteróide? Mais obstinado que o Estado de Israel? Mais burro que um homem-bomba?

Caso tenha respondido SIM para a maioria dessas questões, você está preparado para se tornar um PEDRA de primeira linha. Não vai ser fácil, pois em geral ser um PEDRA tem muito mais a ver com o dom natural para a coisa e a criação apropriada desde a infância. Exige a força de um cavalo e a cabeça de uma mula. Por sorte, eles são muitos em nossa população para servir de exemplo e, além disso, você tem agora esse manual prático para aprender a viver esse modo de vida peculiar.

O PEDRA, basicamente, é um cara tosco e ignorante, que vive sua vida como uma verdadeira rocha. Há PEDRAS em todos os lugares do planeta e é uma condição que nada tem a ver com grana, e sim com estilo. Há milionários que são completamente PEDRA, como o apresentador Ratinho.

Vamos listar algumas das características principais dos PEDRAS, e quanto mais delas você já tiver em sua personalidade, mais fácil será incorporar o estilo de vida dos caras. Só não venha reclamar depois, pois é duro ser PEDRA e a prática da coisa exige muita dedicação. Aliás, falando em prática, esse é o gancho para listar a primeira característica dos PEDRAS:

1) PEDRA ODEIA AULA
Pedra que é pedra não vai em aula nem faz curso de porra nenhuma. Aprende qualquer coisa, desde assentar tijolos até construir bombas atômicas, em duas etapas: primeiro, olha outra pessoa fazendo; depois, tenta fazer ele mesmo com base naquilo que viu e, no máximo, algumas dicas que recolheu com outros pedras. Não raro, a pessoa que ele assistiu fazendo “aprendeu” a tarefa da mesma forma. Dessa forma os pedras transmitem seu “saber” através das gerações, de pedrão para pedrinha, sem qualquer uso da escrita, mesmo em plena era da informação.

2) PEDRA ODEIA QUALQUER TIPO DE PROJETO OU PLANEJAMENTO
Pedra gosta de fazer as coisas com base em sua intuição. Da casa do cachorro até edifícios de apartamentos, ele não se sente bem seguindo projetos ou planejamentos, que em sua visão, tolhem sua liberdade de criar, pois ele já tem “de cabeça” tudo o que quer, do seu próprio jeito. Quando vai fazer sua casa, risca a “pranta” no chão e começa a cavar pra “fazê as fundação e levantá as parede”. Depois, quando fica uma merda, derruba a metade e gasta uma fortuna pra fazer tudo de novo, mas comemora ter economizado “um absurdo” com engenheiro e arquiteto. Quando muito, compra uma revista “100 Projetos” em banca de jornal, que tem um monte de “pranta pronta”. Com o orçamento familiar é a mesma coisa: ele recebe o salário e começa a gastar e “pagá os carnê”. Não usa calculadora e nem sabe o que é Excel. Se o dinheiro acaba antes do fim do mês - o mais comum – pede emprestado pra alguém, não paga depois, reclama que ganha pouco e bota a culpa no governo.

3) PEDRA ADORA GAMBIARRA
Os pedras, após muito utilizarem os métodos do ponto 1, consideram-se detentores de todo o conhecimento do universo. Na hora de fazerem qualquer coisa, desde reparos na rede elétrica da casa até reconstruírem o motor de um carro, em geral possuem duas opções: fazer um reparo correto, com profissionais habilitados, como mecânicos e eletricistas, utilizando os materiais adequados; ou fazerem uma improvisação por conta própria, com materiais usados, peças roubadas e parafusos e fios velhos que estavam guardados no quartinho dos fundos. Pois bem, um pedra que mereça o título vai SEMPRE escolher a segunda opção, mesmo que dê mais trabalho, saia mais caro ou seja absolutamente óbvio que aquele reparo malfeito não vai durar uma semana. Na verdade, não se trata de simples economia: o “faça-você-mesmo” é um verdadeiro ponto de doutrina dos pedras, seguido com um fervor quase que religioso.


4) PEDRA ADORA CIMENTO
Os últimos anos foram generosos com os pedras: o preço do cimento caiu pela metade, e assim eles puderam avançar em um de seus sonhos mais caros: impermeabilizar o mundo. Foi-se o tempo em que as famílias simples mantinham uma hortinha, bananeira ou galinheiro no quintal para dar uma turbinada na mesa da família. Hoje, a grande onda é cimentar tudo. Não interessa o tamanho do terreno que ele tenha, o pedra gasta o que for necessário para nivelar e cimentar tudo, deixando apenas uns buracos para implementar a medida decorrente do próximo ponto:

5) PEDRA ODEIA FLORA NATIVA
Sucupira, pau-ferro, cajueiros, mogno, pequizeiro, baobá centenário, seja lá o que for, para o pedra toda e qualquer vegetal que estiver em um terreno que ele comprou – ou invadiu, o que é mais comum – só merece um nome: mato. E mato deve ser derrubado. O cara paga uma nota para um operador de trator – ou suborna um tratoreiro da prefeitura – para derrubar tudo e nivelar o terreno. Após cimentar, planta sempre as mesmas três árvores, a tríade pedra: ficus, mangueira e abacateiro. Não interessa quanto terreno tiver.Certa vez, minha mãe comprou uma chácara de um pedra com dez mil metros quadrados. Haviam cinco abacateiros, mais de vinte mangueiras, e mais nada além de dois pequizeiros nativos que escaparam à sua fúria. Ela teve que plantar todo o resto, o cara tinha o terreno há mais de vinte anos e não tinha plantado qualquer outra coisa, e aposto que só não cimentou tudo porque a grana não deu.


6) PEDRA CHIFRA POR ESPORTE
Mesmo que, por algum milagre, um pedra descole uma namorada ou esposa bonita, gostosinha, gente fina e boa de cama, o cara vai atrás de alguém para chifrar a mulher. E não pense que ele se dá ao trabalho de, pelo menos, procurar uma mulher mais bonita e cheirosinha: baranga, puta de rua, traveco, ele não deixa de lado qualquer possibilidade de sexo, essa é a forma dele se sentir mais “homem”. Aliás, esse é o gancho para o próximo item:

7) PEDRA TREPA COM QUALQUER COISA E DE QUALQUER JEITO
Desde a primeira vez o pedra é ensinado pelo pai e pelos amigos a agir como se tivesse encontrado o pau no lixo. Sua iniciação sexual costuma ser com putas de beira de estrada, quando não com animais de fazenda das mais variadas espécies. Não raro, quando o pedrinha vai pra escola, faz gazeta (lembre-se, pedra odeia aula) para fazer troca-troca com os amiguinhos atrás do muro do cemitério. Todas essas experiências geram adultos absolutamente sem critérios quanto à escolha de seus parceiros sexuais, classificando qualquer tipo de recusa de barangas ou ojeriza a cus masculinos de “frescura” e, pasmem, “viadagem”. “Tá escolhendo muito, mano!”, essa é a frase padrão dos pedras. Curiosamente, ao treparem com homens não se consideram gays. Se você tenta explicar que viado é um cara que faz sexo com outro homem, ele retruca e nega o título de forma inflexível: “Eu só como, mano”. Alguns não consideram um travesti como um homem, e sim uma mulher com pica, e mandam brasa se sentido os maiores machões do universo.


8) PEDRA BEBE O MÁXIMO QUE AGUENTA, SEMPRE...
...e mais um pouco, que é para “ficar no grau”. Não importa se está na festa bodas de ouro de seu avô e de sua avó, na formatura do filho ou no aniversário de dois anos do netinho. Não importa se estiver em uma recepção onde só servem vinho francês e uísque 18 anos. O pedra SEMPRE bebe como se estivesse bebendo cachaça no boteco da esquina: uma dose atrás da outra e com um gole só. Enche a lata sem parar até ficar bêbado, começar a falar merda, puxar briga com alguém ou dar em cima da mulher dos outros. E quando tem carro, faz sempre questão de ser ele a dirigir depois.

9) PEDRA ADORA COISA USADA
Antes de ser uma imposição da falta de grana, pedra curte coisa usada por opção de vida, por visão de mundo. Se ele tiver mil reais para comprar uma TV, vai comprar uma usada que viu no jornal por novecentos e gastar os outros cem com feijoada e cerveja. Quando pifa um mês depois, adivinhem? Isso mesmo, amigos: faz uma gambiarra para ver se volta a funcionar, mesmo que cada personagem na tela vire dois e tudo o que for a zul passe a ser verde. Carro então é pior ainda: se ele tiver grana para comprar um Palio ou Celta zerados, ele vai preferir ir a uma dessas agências de veículos usados do mal e comprar uma Cherokee 95. Quando der defeito, já sabe: “foda-se essa merda de catalisador, tá fazendo barulho pra caralho e nem fudendo que vou pagar dois conto notro! Serra essa merda daí e solda um cano qualquer no lugar!”


Ainda não esgotamos o assunto, amigos. Vamos dividir esse post em partes, para nossos leitores pedra que detestam textos longos, dói as vista, né? Aguarde os próximos!

13 de jan de 2008

Primeiras impressões da Argentina

BUENOS AIRES- Minha sorte foi que a capital do país dos hermanos é bem perto de São Paulo. Apenas 2:30hs de um vôo bem calmo e chegamos em Ezeiza, o Cumbica argentino. Depois de um incômodo desencontro finalmente encontramos aqueles que nos esperavam.
A primeira surpresa que tive foi a geografia daqui: Buenos Aires fica numa região 100% plana, sem uma mísera ladeira. E o resultado disso é que ninguém usa freio de mão ao estacionar os carros. Um verdadeiro choque para quem enfrenta diariamente as subidas de Perdizes...
E ponto positivo para o Brasil: aqui não se tem o costume de usar cinto de segurança. E os motoqueiros não são muito chegados a usar capacete. Mesmo na importante rodovia que leva do Aeroporto Internacional até o centro, vi vários motoboys brincando com a sorte.
De resto, tudo normal. O queijo e a massa daqui tem um sabor especial, bem diferentes do brasileiro. Quando eu tiver alguma novidade ou uma foto interessante volto a escrever.

Olimpíadas Androcêuticas da Era Moderna

Dizem que Dezembro é mês de férias, e os competidores levaram esse lema a sério. Foi o mês em que mais atletas se pouparam das competições, apesar da estréia de um competidor alemão, Thomas "O Injustiçado". Entre alguns vai e vens da vida, ele está de volta, mas amargurou a lanterninha dentre os que competiram. Gustavo Silva novamente não deu o ar da graça, parece manter seu ritmo frenético de não competições.

Mesmo assim, houve disputas! Dezembro teve a pior média de todos os tempos da Era Moderna do Blog. Uma bela chance para os que ainda não tinham conseguido bons resultados ou medalhas se sobresairem. Max "O Sofredor", aproveitou o mês de descanso para simplesmente atropelar a concorrência. Foram 19 comentários, uma média que muitas vezes não leva até mesmo ao pódio, mas em Dezembro concedeu novo ouro ao favorito à conquista geral na maratona das Olimpíadas Androcêuticas da Era Moderna.

Mario "O Cafetão", enfim saltou do quase para uma honrosa medalha de prata. Entra para a disputa como um dos medalhistas. Bruno ao menos voltou ao pódio, depois de um mês fora do quadro de medalhas. Cabe frisar que ele tem 2 ouros e agora 1 bronze. Alan amargurou a quinta posição, enquanto João promete reagir em Janeiro, afinal em Dezembro apenas chegou na sexta e antepenúltima posição. Confira o quadro de Dezembro:

1. Max Fischer (19 comentários, 4 textos)
2. Mario Bucci (12 comentários, 4 textos)
3. Bruno de Pierro (10 comentários, 3 textos)
4. Carlos Massarico (8 comentários, 2 textos)
5. Alan Mariasch (7 comentários, 3 textos)
6. João Caldeira (5 comentários, 2 textos)
7. Thomas Pacheco (4 comentários, 1 texto)
8. Gustavo Silva (DNF)

Esperemos bons resultados para o mês de Janeiro. Sim, a sala chegando à metade do curso e as Olimpíadas ainda bombando. Muitas surpresas ainda estão por vir. Max promete um título humilhante, cabe aos outros atletas melhorarem seu nível, tarefa nada fácil, diga-se de passagem. Até a edição de Janeiro!

11 de jan de 2008

Momento Gineceu

Aí vai um texto do autor favorito de dez entre dez de nuestras hermanas gineucêticas, Antônio Prata. Eu gosto bastante do jeito que o cara escreve e esse texto em particular tem um quê a ver com o post abaixo, de Mário el Borracho. Divirtam-se.

Conveniência

(publicada no Guia do Estado)

Olhai, oh Senhor, os jovens nos postos de gasolina. Apiedai-Vos dessas pobres criaturas, a desperdiçar as mais belas noites de suas juventudes sentadas no chão, tomando Smirnoff Ice, entre bombas de combustível e pães de queijo adormecidos. Ajudai-os, meu Pai: eles não sabem o que fazem.
São Paulo não tem praças, eu sei. As ruas são violentas, é verdade, mas nem tudo está perdido. Mostrai a esses cordeiros desgarrados a graça dos amassos atrás do trepa-trepa, o esconderijo ofegante na casa das máquinas do elevador, as infinitas possibilidades da locadora da esquina, a alegria simplória da Sessão Corujão.
Encaminhai-os para um boliche, que seja, mas afastai suas bochechas rosadas dos vapores corrosivos dos metanóis. Pois nem toda a melancolia de um playground, nem todo o tédio de um salão de festas ou, vá lá, a pindaíba do espaço público simbolizada pelo churrasco na laje justifica a eleição de um posto de gasolina como ponto de encontro. Tudo, menos essa oficina dentária de automóveis, taba de plástico e alumínio, neon e graxa, túmulo do samba e impossível novo quilombo de Zumbi. Que futuro pode ter um amor que brota sob a placa “troca de óleo, ducha grátis acima de 100 reais”?
Dai a essa apascentada juventude o germe da revolta. Incitai-os a atirar pedras ou pintar muros, a tomar porres de Cynar com Fanta Uva, tal qual formicida, por amores impossíveis, ajudai-os a ouvir músicas horríveis, usar roupas rasgadas, a maldizer pai e mãe, a formar bandas punk ou fazer serenatas de amor. Eles têm todo o direito de errar, de perder-se, de ser ridículos. Só não podem, meu Pai, com as camisas para dentro das calças, pomada no cabelo e barbas bem feitinhas, amarelar a lira de seus vinte anos sob o totem luminoso das petroquímicas.
Salvai-me do preconceito e da tentação, oh Pai, de dizer que no meu tempo tudo era lindo, maravilhoso. Passei muitas horas molhando a bunda num ringue de patinação no gelo, ou vagando a esmo por shopping centers, aguardando a luz no fim do túnel de minha adolescência. Talvez fosse a mesma coisa. Talvez exista alguma poesia em passar noite após noite sentado na soleira de uma loja de conveniência, em desfilar com a chave do banheiro e sua tabuinha, em gastar a mesada em chicletes e palha italiana. Explicai-me o mistério, numa visão, ou arrancai-os dali. É só o que Vos peço, humildemente, no ano que acaba de nascer. Obrigado, Senhor.

retirado de http://blogdoantonioprata.blogspot.com/

10 de jan de 2008

Cansei

Texto extraído do Buldozer. Meus créditos ao autor e administradores.

Alguns meses atrás comecei a me tocar de que estava cansado dessa vida de “alternativo”. Muita encheção de saco, pouca compensação. A boa música vale a pena, é claro, bem como evitar papos idiotas sobre carros esportivos e times de futebol. Por outro lado, as patys que sempre desprezei começaram a me chamar a atenção, no momento em que realizei que as meninas ditas “alternativas” eram tão imbecis quanto, colocando apenas uma frágil máscara de “papo cabeça”. Aí pensei: foda-se; cansei de levar facada nas costas, ou, como diria Gabriel o Pensador: deixa de ser prego, é melhor ser o martelo, rapaz. Comecei cortando o cabelo (ia no meio das costas), influenciado à mudança também por um dos foras que tomei de uma menina que fui otário o suficiente para mandar flores (coisa típica de nerd, e que nunca dá resultado. Vai por mim, melhor mesmo é chamar para o motel, mostra muito mais atitude, mesmo que você leve um fora – melhor ter fama de filho da puta do que de otário). Mas esse não foi o motivo que me levou à opção de ser playboy.

Melhor contar a história direito. Seguinte: como quando era moleque sempre preferi heavy metal a balanço, acabei me alinhando com os esquemas doidos de Brasília. Por outro lado, como sempre fui careta, essa aliança nunca foi uma sintonia fina, mas uma simples afinidade. Naturalmente, isso não me impediu de virar um dito “metaleiro” – embora sempre tomasse banho, diariamente. Mais uma divergência, enfim.Crescendo mais um pouco, virei um legítimo gordocult – de concertos na EMB (Escola de Música de Brasília) aos shows de metal (passando pelas festas na casa do Rollemberg) sempre estive dentro de tudo que não fosse esquemão, e vivi anos assim. Acreditava piamente que estava vivendo bem, e minhas amizades tentavam a todo custo corroborar essa visão.

Ah, as amizades! Minhas incansáveis amigas! Parei de tentar comer elas, quando percebi que, apesar de reclamarem estar sempre sozinhas, não davam mole para absolutamente ninguém. Quando elas começaram a falar em arranjar um PA (segundo elas, “pinto amigo”, alguém para trepar sem compromisso) pensei: não vai ser o meu. Não que elas fossem topar, claro. O meu ponto não é esse, mas sim que percebi que, no espaço amostral da meninas alternativas com quem convivia, estava cercado de doidas. Pressupus que elas eram uma amostra significativa de um universo maior de mulheres problemáticas que, tão bananas quanto as patys, foram porém convencidas por suas famílias, desde pequenas, que eram inteligentes – detalhe: nenhuma delas é feia, muito pelo contrário. Estavam sozinhas porque queriam, apesar de reclamarem de solidão o tempo todo. Ininteligível. Coisa de mulheres alternativas.

A solidão é pretensão de quem fica escondido fazendo fita. Obrigado, Cazuza. Não é que essa bicha estava certa mesmo? Isso dá assunto para uma outra resenha, de qualquer forma, e o que interessa aqui são os motivos que me levaram à decisão de virar playboy. Ao contrário do que possa parecer, essa não foi uma resolução imediata, assim de uma hora para outra não...exigiu maturação, foi um processo relativamente lento. Comecei a notar, com o envelhecimento, algumas coisas simples:

- Mulheres doidinhas, como o próprio nome diz, são doidinhas;
- As patys lavam muito melhor as partes íntimas que as doidinhas, o que faz o esporte oral muito mais agradável;
- Embora as patys sejam em sua maioria frescas e otárias, você sabe bem o que esperar delas; as doidinhas, por sua vez, são de uma inconstância impressionante, começam a chupar seu pau e largam o serviço pela metade, é uma merda;
- Os ditos alternativos tem uma moda, que nem os plays; só que muito mais excêntrica – esses dias vi dois caras de saia na frente do Gate’s, aí pensei: nem fodendo que vou me vestir assim;
-Trabalho demais para nas minhas raras horas de folga beber Sangue de Boi, a vida pode ser muito melhor que isso.

A vida pode ser melhor que isso. É a frase que resume um sentimento que foi tomando a minha consciência, e quando vi, estava começando a playboyzar. A coisa foi acontecendo, sem eu me dar conta...tudo começou com um colega meu da faculdade, que sempre conseguia ( e consegue ) cortesias para as boates da cidade. Aí vale explicar um paradigma meu: EU NÃO PAGO MAIS DE DEZ REAIS PARA ENTRAR EM LUGAR NENHUM, NEM MAIS DE VINTE NA CONSUMAÇÃO, E FODA-SE. Só se for um esquema tipo internacional, uma banda muito bacana que chegue no Brasil, ou coisa assim. Por isso não estou direto nessas boates. Mas quanto às cortesias: esse meu amigo é um play até a raiz da alma, e super gente fina. Comecei a ir com ele às boates e perceber: opa! a cerveja aqui é cara mas sempre está gelada, e, ei – essa mulherada está para jogo!, coisas do tipo. Não que todas as boates sejam legais, a maioria é uma merda. Uma descrição de cada uma das que visitei pode ser vista no site, comecei com o texto Don Taco, e muitos outros virão. Mas mesmo a pior boate play é mais corfortável que os esquemas indie. Após essa apresentação ao mundo play, os fatos foram se sucedendo:

- Quando tive que trocar as rodas do carro, troquei por rodas de liga leve;
- Passei a comprar milhões de blusas polo, e algumas comisas de botão
- Coloquei vidros elétricos e som com CD no carro
- Torrei o saco de ouvir minhas amigas alternativas ficarem se lamuriando da vida. Ainda as amo, mas não as vejo com a mesma freqüência;
- Um dia desses, um amigo, também ex-metaleiro convertido ao mundo playba, aguardou comigo o mecânico que vinha tirar o meu carro do prego. Os assuntos da conversa: mulheres gostosas da faculdade, carro e som de carro;
- Viajei para Goiânia, e fui feliz lá;
- Fui feliz nas vezes em que fui ao Frei Caneca Draft. E o lugar é bem legal, aguardem resenha.
- Não tive problemas com os seguranças das boates play. Talvez por nunca mexer com a mulher dos outros e só gastar o que tenho no bolso.
- Conheci patricinhas gente fina, e mulheres indie super otárias. Percebi então que dei uma de babaca boa parte da minha vida. Apanhando que se aprende;
- Meus amigos fiéis aos esquemas indie começaram a viver o mesmo processo que eu, pensar as mesmas coisas. Então vi que não estava sozinho, e minha reflexões, se procediam ou não, ao menos tinham espelho e respaldo em outras opiniões parecidas;
- Percebi que as meninas indies ou vão acabar na siririca mesmo, ou vão virar lésbicas. Claro, é possível que elas estejam dando para os playboys e a gente nem saiba. À procura de carro, à procura de dinheiro, o lugar dessas cadelas era mesmo num puteiro. Bravo, Gabriel! É verdade...mesmo que seja uma verdade velada...!

Mas não pense que foi fácil assim. Na minha mente, eu não estava de forma alguma virando um playboy. Até então, havia resolvido tornar-me apenas um cara mais eclético. Tinha me tornado aquele tipo de sujeito que os playboys gostam de andar junto para não se sentirem tão playboys assim – o amigo doidão, que topa qualquer tipo de agito, dos mais underground aos mais xarope. Não que eu tenha em qualquer momento na minha vida sido um doidão de verdade – mas perto desses caras e os auto-falantes de seus carros rebaixados, me sentia o rei da contracultura. Já era o início do fim; contudo, os fatos que me fizeram tomar a decisão de ser um traidor do movimento (gíria de maluco, seja lá que porra de movimento for esse) se relacionam bem mais ao próprio submundo alternativo que às benesses da vida de playba. E foram coisas recentes.

Quando fiquei sabendo, pulei de alegria, e comprei, por trinta reais, o ingresso para o show da banda de metal alemã Blind Guardian, que em tese viria a Brasília. Gastei a grana, o show foi remarcado, cancelado e por fim o dinheiro não foi devolvido – e eu ainda ouvi desaforo do organizador do evento quando falei com ele por telefone (numa boa) pedindo meu dinheiro de volta. Amadorismo puro, até mais do que picaretagem, mas fiquei no prejuízo do mesmo jeito, fora a frustração da não ver a apresentação. Não que seja a primeira vez que um show é cancelado na cidade – mas é a primeira, que eu saiba, que o público sai no prejuízo. Isso quer dizer, meus amigos, que a tendência das coisas não é melhorar com o tempo, e sim o contrário. Como costuma dizer Momo Sumô - o poço não tem fundo.

Para confirmar a tendência, as casas noturnas indie da cidade cada vez se superam mais. Um dia alguém muito paciente – duvido que seja eu – vai fazer um histórico delas . Aqui, vou citar apenas o necessário. Como todos sabem, uma casa noturna alternativa em Brasília, com muito otimismo, dura entre seis meses e um ano. Mesmo assim, quando eu era mais moleque, sempre que alguém abria uma, tentava fazer um lugar bonitinho e com o mínimo de conforto, mesmo que fosse simples. Em geral, a turma do metal não tinha preconceitos em ir nesses lugares, e acabava virando uma zorra só, muitas vezes até legal, mesmo com pouca gente. Para citar exemplos, tivemos, entre outras, a Dreams (techno, quando isso era novidade), o Balacobaco (rock em geral, fechada pelas constantes batidas policiais), a Vlod (techno ainda era novidade), a Miqra (mesmo esquema) e, mais recente mente, o Jungle Brothers (bar-boate pop/rock, pequenino porém confortável).Todos esses lugares eram simples, mas nenhum era trash. Além disso, uma nota comportamental: a mulherada nesses lugares era bacana, conversava contigo numa boa, estava prá jogo e não tinha muita frescura não, era mais um lance de chegar junto tranquilo e partir para o abraço.

De uns tempos prá cá, nego começou a ficar louco e tentar arrancar a grana da galera sem investir nada. Tivemos o Porão do Rei (o lugar mais trash que já vi em minha vida inteira), e o Zip Bar (ou Zippy? Não lembro, e pensando bem, foda-se), que não cheguei a ver mas ouvi os comentários. Em ambos os lugares, a mesma coisa: lixão total – subsolos feios, fedorentos, abafados, imundos e com cerveja quente. Momo Sumô, à época, sentenciou implacavelmente: que mulher vai querer vir nessa porra? Só mesmo os góticos idiotas com a cara branca! Mas eu resisti bravamente: eu gosto desse tipo de som, que saco! Fui à mais nova boate trash de Brasília ouvir pop/rock velho: a Armagedon. Essa, como é nova, merece resenha à parte, mas só adianto que não volto mais lá, a não ser que eles consertem a parede, ponham a cerveja para gelar antes da festa e abaixem o preço das bebidas. Com tudo isso, porém, ainda resistia: vou continuar eclético!

O golpe de misericórdia veio de onde eu não esperava. Recentemente, comecei a frequentar as festas da First Cyber Café– loja de jogos em rede que inventou de abrigar festas indie com som de anos 80. Música boa, e eu pensei – esse lugar não vai falir nem fechar fácil, porque quem sustenta são os nerds que jogam Counter Strike. Festa na sobreloja é renda extra. Lugar simples e bonitinho, com sorteio de CDs, bebida gelada e atendimento razoável. Quando a pista cansava, valia ir ver os nerds jogando nos micros, alguma coisa pelo menos os caras fazem bem. Por outro lado, foi lá que descobri: o problema das minhas amigas não é só delas, mas das mulheres alternativas em geral – tão achando que regular mixaria valoriza as bundas xoxas delas. Fodam-se, se depender de mim vão voltar para casa sozinhas, por que eu não tou disposto a ficar puxando o saco de ninguém. Então eu ia lá para curtir o som, zoar mesmo, ia de galera e ficava xaropando o DJ Raí– é isso aí, bigode!!! Mandou bem!!! Passava calor e aguentava um estroboscópio amador que me irritava os olhos todas as vezes, mas mesmo assim estava lá. Da última vez, porém, traumatizou. Os caras feharam todas as janelas do lugar para evitar problemas com a síndica do prédio ao lado. Acharam melhor botar todo mundo para assar. Saí em dez minutos, biologicamente impossível para mim, sauna só com roupa de banho. Tava uns cinquenta graus no mínimo (quarenta é Belém do Pará, que eu conheço e aguento) Não pretendo voltar lá antes de instalarem um ar-condicionado bem pancada na pista – se é que eu volto. Comecei a escrever essa resenha no minuto em que cheguei em casa. E pensei:

FODA-SE ESSA MERDA. VOU VIRAR PLAYBOY DE VEZ!

Por que quem assina ponto valoriza cada minuto do seu tempo (parece o papo do PCO, mas o espírito é outro). Não vou perder mais uma única noite com esses esquemas furados. Acabou. Já perdi três quilos (só faltam agora 27). Comprei roupas (mais baratas, rico ainda não fiquei) no “Atol das Rocas”, inclusive mocassim. Já estou xaropando a mulherada, embora não consiga (ainda) ser tão cara-dura como uns playbas que conheço e já vi atuarem – mas chego lá. Já encomendei um carro novo, inclusive, em 24 “suaves” prestações...(metade do meu salário cada), com um kit de acabamento cheio de frescuras, conta-giros e o escambau.Comprei caixinhas de som “triaxiais” (seja lá o que for isso) para colocar no carro novo, e com o tempo a coisa vai melhorar ainda mais. Dizem que o pior playboy de todos é o ex-metaleiro. Só posso dizer uma coisa: É VERDADE!

Léo

8 de jan de 2008

Penélope Cruz protagoniza cena “caliente” em videoclipe do irmão

A atriz Penélope Cruz, ex-musa da semana, é uma das protagonistas de cenas lesboeróticas que podem ser vistas no videoclipe da música Cosas que contar, do seu irmão Eduardo Cruz.
Há várias cenas “quentes” no videoclipe, mas o destaque é o quase-beijo entre Penélope e Mônica, sua irmã. As duas dançam com roupas de banho, e tomam sol ao redor de uma piscina cheia de mulheres e dançam apenas com a roupa íntima.
"Essa música é muito especial, me lembra o dia em que ela foi criada em Madri", comentou Penélope, que aceitou participar do clipe para ajudar a ajudar a carreira do irmão.

Veja o clipe abaixo. A cena do quase-beijo fica em torno dos três minutos.

7 de jan de 2008

Palpites para 2008



Na PUC...

->Aluno da PUC irá vomitar no busão
->Aluno irá vomitar no colchão de alguém durante alguma viagem
->Novos casais surgiram e namoros firmes acabarão
->Pessoas irão mudar para a noite por causa do estágio
->Alguém irá pegar DP

No futebol...

->Time contrata demais e passa 2008 em branco.
->Leão irá reclamar das arbitragens durante toda a temporada.
->Revelações serão vendidas para a Europa com preço recorde e um velho centroavante irá brilhar no certame Nacional.
->Dos quatro times que cairão no Brasileiro, 2 serão nordestinos e um do Sudeste e o último carioca.

Na F-1...

->Massa vai fazer uma temporada regular, irá ganhar o GP do Brasil, mas ficará com o vice que irá para as mãos de Lewis Hamilton.
->Piloto novato superara campeão mundial que terá que procurar uma nova casa em 2009.
->Rubinho não marcará nenhum ponto.
->Um mecânico será alvo da grande mídia.


E por fim... sociedades de modo geral

->Hollywood fará filme sobre conflito na África e irá causar comoção mundial
->Lula será traído por algum membro do PT e irá afirmar que não sabia de nada
->Atriz mundial será fotografada sem calcinha
->Brasil não ganhará o Oscar

No final do ano eu vejo o que eu acertei e errei. E você tem algum palpite para 2008?


O Campineiro é um povo muito culto

Só pra fechar a série de Campinas com 3 posts, dizem que dá sorte.
Alguém aí manja de peep show?


Enfim, a viagenzinha pra Campinas foi boa, mas eu já voltei pra boa(?) e velha São Paulo. E ninguém me recepcionou com heineken de 600.

5 de jan de 2008

O Campineiro também é um povo azarado

CAMPINAS - Queridos amigos, amigas, companheiros, colegas de vista e parceiro sexuais, não ache ruim com San Pedrito se teu final de semana foi pro saco por causa do tempo. De certo modo, ele é justo; aqui em Campinas, assim como em São Paulo, fez calor a semana inteira pra chover(e chover pra caralho) justo no sábado. Deve ser algum tipo de conspiração, só pode.
Hoje fui numa feirinha meio hippie no Centro de Convivência, uma praça bem grande, com teatros, um deles a céu aberto, precisa só ver que coisa bonita e múderna. Parece que a população curte bastante essa feira, a frequência é alta e tem uma quantidade boa de barracas, que vão desde roupas hippongas até uma de "pastel assado"(um eufemismo pra fogazza, talvez a galera aqui não manje desse termo), passando por umas de antiguidades, com zippos e medalhas nazistas. Em uma dessas achei uma vitrola de 1920, uma coisa linda, o cara até colocou pra tocar um vinil, funciona que é uma beleza. Custava mil e quinhentos. Se pudesse, levava na hora.
Ontem saí com a galerinha do apê e acabamos caindo em talvez o único bar próximo aberto no horário, o spaghetti. A galera que frequenta tem uma cara meio ciências sociais, sabe como é. Uma mulher chegou no baca e disse que ele era a cara do irmão dela. Seus dois filhos hesitaram, mas confirmaram. Agora, ele tá trancado no quarto com ela faz um tempão. Esse spaghetti até que rendeu um bom molho.
Enquanto isso, tô tomando uma cerveja e vendo o jogo do Corinthians com o Ceilândia(essa copa São Paulo é uma maravilha pra aprender geografia brasileira). Ê vida boa.
Ia fazer uma piada com uma barraca que tinha uma promoção de 3 tangas por 10 reais, mas achei que seria muito Zé Simão.

Abraços e beijos pra suas irmãs e suas mães.

4 de jan de 2008

Manhê, quero minha ilustrada de volta

CAMPINAS - Querido diário, hoje é um dia agradável nas paragens campineiras. Apesar do sol ainda forte, bate um ventinho que deixa a temperatura um pouco mais fresca. Mas não muito fresca, já que frescura é um negócio arriscado por essas bandas.
Bem, o tal do ventinho também é um belo de um filho da puta, já que o canalha resolveu levar embora a Ilustrada(justo ela) da varanda, bem quando eu não tava de olho. Fiquei puto, nem tinha lido o velhinho simpático do Cony e SÓ esse pedaço do jornal saiu voando, caiu em um prédio vizinho e ficou me olhando, tirando um sarro da minha cara. Puta que o pariu. Pelo menos eu já tinha lido o horóscopo.
Tô hospedado numa região bem bonita, cheia de pracinhas arborizadas, carros de classe média e moçinhas graciosas. O bairro chama Cambui, que, segundo fontes não-oficiais(meu primo) é o lugar mais caro da cidade. Uma espécie de Higienópoles, só que com menos mendigos.
Os nativos com quem mantive contato pra comprar cigarros avulsos ou coisa do gênero se mostraram todos muy amáveis, de uma simpatia bem espontânea e sincera. Apesar da crescente violência, com casos de estupro até mesmo no aristocrático Cambui, ninguém parece se abalar e perder a fé em um 2008 melhor para eu, você, e toda sua família.
A Higienópoles campineira é tão parecida com sua matriz que tem até um Pão de Açúcar(coisa rara de se achar na saudosa Z/L) forrado de produtinhos frescos e de ex-funcionários públicos com uma pensão gorda do governo. E, veja só, o futuro chegou em Campinas, e assim espero, em São Paulo também: achei uma porção de heinekens de 600 ml por aqui. Espero que, na meu retorno à cidade grande, eu tenha uma calorosa recepção com uma caixa delas, numa gélida estupidez.
Isso sim é um 2008 melhor.

3 de jan de 2008

Dias passados

O dia ia morrendo lá longe. As estrelas, ainda tímidas, saíam aos pares da coxia celestial para dançar pelo palco do firmamento. A mesa, antes posta com tanto esmero, se assemelhava agora um campo de batalha com manchas de vinho e pedaços do cabrito espalhados por todos os cantos.

Peguei o meu copo de vinho tinto e procurei uma espreguiçadeira afastada do fogo. O céu estava bonito naquela noite de dezembro. O fogo crepitava alto e iluminava o rosto de todos. Um tio tocava modinhas na velha viola caipira, as crianças corriam ao redor das chamas e os cachorros que mastigavam os espólios da ceia enquanto as mulheres arrumavam a casa. Tudo como era antes. E como deveria ser.

Conversavam sobre causos da cidade e do campo. Um se lembrou das exibições clandestinas de filmes pornôs que uma varejista oferecia aos clientes em Itaoca. Já outro se recordou do caso do ladrão que abriu um cofre com os pés para não ser identificado pelas digitais em outra cidade do interior brasileiro.

Eu apenas ouvia de relance as histórias. Via as belas estrelas que dançavam e bebia meu copo de vinho gaúcho. E pensava Nela.

A viola foi silenciada por um rugido que vinha da casa pedindo ajuda para ligar o som. O dono da casa deu o último gole na taça de champagne e foi ajudar a mulher. O violeiro cedeu o instrumento para um dos amigos do dono. O som agora era um antigo e belo choro sobre as malocas da sinuosa São Paulo dos anos 30.

Uma das primas, que conseguira fugir da arrumação, puxou uma cadeira e perguntou o que eu estava pensando para estar tão calado. Respondi uma banalidade qualquer e ela puxou a cadeira para perto do fogo.

E a noite passou devagar. Entre sambas, choros, canções modernas e fígados destruídos, sobrevivemos todos.

O sol veio devagar. Iluminando tudo; revelando o que a noite teimava em esconder. O último acorde morreu com os gritos matinais do galeto. As estrelas, exaustas de tanto bailar, voltavam para a coxia celestial para uma boa noite de sono. E eu continuava a pensar Nela.

2 de jan de 2008

Água e óleo.

Por que esquecer? Por que aquilo deve ser esquecido? Por que acabou o ano? A gente não precisa contar o tempo; se esperar pelo fim do ano nos trouxesse a recompensa de, no fim, esquecermos as coisas ruins que nos aconteceram durante aquele período, então sempre começaríamos o ano novo zerados, livres de qualquer sofrimento e dor. Mas, aqui do meu quarto, ouço alguém gritar lá da rua: “agora poderei ser feliz”. A angústia sumiu, naquela pessoa. E ela está agora voando pelo céu

Será que, neste momento, o inferno pessoal de cada um simplesmente deixou de existir?

Meu espaço é preenchido por um ar...E nele está dissolvida a fumaça da última queima de fogos. Cheira a fim de festa. Aqui no meu quarto, ligo a TV...Vejo a guerra. O espaço da guerra é preenchido por um ar...E nele está dissolvida a fumaça da última bomba que explodiu. Cheira a fim de vida. De um lado, pela janela, os corpos caem exaustos e vivos, precisando de descanso. Do outro lado, pela TV, os corpos caem feridos e mortos, precisando do descanso final.

Agora sei, apesar disso tudo – desse mal-estar que sinto – que Ela é, para mim, um tipo de deusa. Mas mesmo assim, devo colocar em minha cabeça que eu sou a água; ela, o óleo. Pagaria muito, muito mesmo, para que cientistas dessem um jeito de realizar essa mistura.

Porque sei que milagres não acontecem. Mas também aprendi que a ciência não pode tudo, muito menos pode me dar uma certeza...

O problema é que, aqui do meu quarto, as cinco e quinze da manhã, não tenho como sair decido ao encontro de meus desejos. Nada me sufocou tanto quanto eu mesmo; e assim fico mais tranqüilo, pois sei que eu sou o maior mal para mim mesmo...Ora, por que, então, ter medo dos outros? Não é assim: eu preciso me satisfazer e há alguém pronto para fazer isso? Estou vendo que não, mas é estranho: todo o mundo gostaria de estar gozando agora, explodindo de prazer e felicidade!; mas ao mesmo tempo, escondem-se de si mesmo e dos outros, confortam-se com o virtual mundo que envolve suas vidas. Não estou, na verdade, em meu quarto.

A vida, não sei o que é. Estou fora do meu quarto.