31 de dez de 2010

Mudamos



O endereço do Androceu mudou. Essa, porém, é apenas uma das mudanças que teremos no ano que vem. O Androceu cresceu e deixa o seu canto sossegado para trás para começar uma nova fase. Algo brilhantemente novo. Podem anotar e me cobrar depois. Eu garanto.
Enfim, não vou desperdiçar muitas linhas com o agora defunto Blog Androceu. Sim, o Blog Androceu está morto, enterrado e ficou longe de receber as homenagens merecidas. Morre o Blog Androceu, surge apenas o Androceu. Quer saber a diferença? Basta entrar no endereço logo abaixo.

Caixa Preta


Sabe, Cláudia, no final não foi tão difícil. Eu vou seguir um caminho e você vai seguir outro. Simples assim. A vida segue. Sem choro, discussão, mágoas ou carão.
Você se lembra, Cláudia, quando começamos? Éramos jovens, cheios de energia, ideias e achávamos que íamos mudar o mundo do dia para noite. Eu com meus romances explosivos e você com suas ideias revolucionárias. Hoje, Cláudia, meus romances estão por aí, nas gavetas de editores, nas pratilheiras dos amigos mais próximos ou transformados em cigarrinhos amadores. Não ria, Cláudia, pois seus manifestos não devem ter tido um final muito mais feliz. Tanto potencial Cláudia, mas para que? Hoje, adultos, somos uma caricatura de péssimo gosto daquele tempo de inocência.

Dias desses, Cláudia, achei nossa caixa preta. Você se lembra dela? Lá estão nossas nossos pequenos bilhetes de amor, nossas fotografias do tempo de faculdade, ingressos de cinema amassados e a letra original daquela serenata que toquei no seu aniversário. Tantas memórias. Mas agora tudo isso é passado, Cláudia. Tudo é passado?
Enquanto mexia nela, achei uma foto nossa com o Lobo. Eu não sei se você sabe, Cláudia, mas o Lobo se casou. Se formou, foi trabalhar, abandonou a boêmia e acabou se casando. Justamente o Lobo, Cláudia, o maior dos solteiros, aquele que afirmava aos quatro ventos que jamais seria domado, se casou. Pois é, Cláudia, ver o Lobo no altar, vestindo um terno e sorrindo foi quase uma revelação para mim. Transcendi, me tornei uma pessoa melhor. Acho.
A caixa preta havia parecido uma ótima ideia na época. Seria o nosso Porto Seguro. O lugar que voltaríamos nossos olhos quando o relacionamento saísse dos trilhos. Admito. Ela evitou que o nosso fim chegasse mais cedo. Valeu a pena?
Lembro, Cláudia, de uma briga nossa. Briga boba. Algo sobre um das minhas listas. Você nunca gostou delas, não é verdade, Cláudia? Lembro que você disse que nunca mais queria me ver e saiu pisando duro. Você não sabe, Cláudia, mas eu sempre gostei do som dos seus sapatos de bico fino pisando duro.
Naquela noite, Cláudia, eu chorei. Eu, que não havia chorado no enterro do Almeida, que havia sido o meu melhor amigo por toda a vida, chorei como uma criança assustada naquela noite. Admito. Tive medo te ter perder, Cláudia. Muito medo. Pensei até em me suicidar naquela noite. Até hoje agradeço o Renato por ter evitado que eu cortasse os pulsos. Hoje, porém, parece bobagem, mas não chorei quando você disse que não queria mais me ver e saiu pisando duro com os mesmos sapatos de bico.
A caixa me trouxe lembranças, Cláudia. Achei nossos primeiros ingressos para ver uma peça do Ibsen. Você lembra? Na época, eu tentava me passar por um intelectual metido a sabichão e você, vinda do interior estava maravilhada com o teatro dito de vanguarda. Só me lembro do final da peça você ter agarrado o meu braço e ter dito que nunca havia visto um teatro de arena. Foi lá, naquele momento, que pensei que poderia gastar o resto da minha vida com você. Sonhos, Cláudia, sempre fui um sonhador, e você, dentre de todas as pessoas, sabe disso.
Achei também uma fotografia nossa no Bar Azul. Você não deve saber, afinal deve estar muito preocupada com A Grande Questão, mas o Bar Azul fechou. Virou uma boca de traficantes de drogas que passam o dia ouvindo uns funk neuróticos. Você deve se lembrar dessa foto Cláudia. Lá estamos nos, felizes e alegres no começo do namoro. O Renato vestindo a sua tradicional camisa do XV de Piracicaba, o Almeida com o baralho, o Lobo com o seu sorriso maroto e o Eduardo com aquela barba de comunista que prometeu que jamais tiraria, mas raspou por causa da Vânia.
Você se lembra, Cláudia? Foi lá, naquela mesa no canto que demos o nosso primeiro beijo. Estávamos discutindo Habermas, McLuhan ou a defesa do Guarani. Não me lembro ao certo, pois havíamos passado um pouquinho da conta naquela tarde. Lembro das garrafas espalhadas pelo chão do bar. Lembro do perfume que você usava naquele dia de verão. Lembro que alguma coisa em seus olhos me diziam que eu deveria ter você. E não me lembro de mais nada. Só me lembro que foi lá que experimentei seus lábios pela primeira vez. E a segunda. E a terceira...
A caixa está vazia. Tomei uma decisão, Cláudia. Ao reconhecer ela no meio dos livros pensei em queimar ela, destruir o passado. Nossos beijos, bilhetes e brigas nunca existiriam. O álcool faria o favor de apagar tudo no meu cérebro. Você, Cláudia, deixaria de existir. Não seria bom se não tivéssemos nos encontrado? Nosso futuro poderia ser completamente diferente. Eu poderia ser o mais jovem escritor a receber um Jabuti e você poderia ser a primeira presidente mulher do país. O passado, porém, não pode reescrito. E se pudesse ser reescrito? Você, Cláudia, abriria mão de nós para viver uma outra vida?
Guardo a caixa no armário. Desisto de queimá-la. Ela ficará lá, Cláudia, como um templo abandonado. Um lugar onde fieis já não vão mais rezar a sua divindade. A caixa ficará lá, Cláudia, abandonada. Será o testemunho de um amor que não sobreviveu ao tempo. Um amor que pensávamos que duraria por épocas. Sabe, Cláudia, no final não foi tão difícil assim. Eu vou seguir um caminho e você vai seguir outro. Simples assim. A vida segue adiante. Sem choro, discussão, mágoas ou carão....

25 de dez de 2010

Natal 2.0

Dezembro é um mês especial ao redor do mundo. Se você é chegado a Religião Antiga dos antigos druidas, é nesse mês que cai o Solsticio de Inverno, a noite mais longa do ano, que marca o início de um novo ciclo. Se você é do auto aclamado "povo do livro" provavelmente já comemorou Chanucá, a festa das luzes. Budistas, como o infame Cabo Bonfim, conhecido na ZL como Dentinho, celebram o nascimento de Buda em Dezembro.
Contudo, para mais de 70% da população brasileira, 25 de Dezembro, que começou poucos minutos atrás, é o dia do nascimento de um certo cabeludo que iria mudar a história da humanidade.

23 de dez de 2010

19 de dez de 2010

Dias desses, na ex-terra da garoa...




- Hey, isso é um assalto!
- Calma. Tá aqui a carteira e o celular.
- Tá me tirando ai prai? Passa a porra do guarda-chuva pra cá!

( "Conversa" escutada de orelha em um ônibus às 6h30 da tarde enquanto caia o mundo lá fora)

7 de dez de 2010

TOP TOP ANDROCEUTV: OS 10 GOLS MAIS EMOCIONANTES DA HISTÓRIA

A AndroceuTV apresenta o seu primeiro programa: uma seleção dos 10 gols mais emocionantes da história do futebol mundial.
Muito mais do que mostrar grandes craques, esse especial procura valorizar os locutores esportivos que transformam o momento máximo do futebol em algo ainda mais incrível.

5 de dez de 2010

Sobre os outros três

Talvez os Beatles não seriam a grande banda que foram se não fosse pela perfeita combinação dos seus integrantes. Uma modificação apenas poderia ter mudado a história – ou talvez ela nem acontecesse. Durante a semana especial de Paul McCartney aqui no Androceu, muito se leu sobre o baixista, mas e os outros três?

4 de dez de 2010

Conspiração?

Conhecidos por saberem vender muito bem a própria imagem, os Beatles brincaram com teorias da conspiração melhor do que qualquer outra banda do mundo. Músicas que deveriam ser ouvidas de trás para frente e apologia às drogas são só algumas delas.

Mas talvez a mais divertida e que garantiu a venda de muitos LPs foi o boato de que Paul McCartney teria morrido em um acidente de carro e quem os fãs idolatravam agora não passava de um sósia. Diversas músicas também possuem letras que fazem referência à morte de Paul.
 

3 de dez de 2010

Não são Beatles

O rock não seria o rock se não fosse pelos Beatles. Riffs marcantes, solos de guitarra, vocais combinados, estrutura instrumental, figurino, estratégias de marketing, entrevistas, alcançar o público feminino, declarações polêmicas. Tudo começou com eles.

Não são apenas anônimos que querem prestar homenagens. Os famosos também o fazem e alguns deles merecem destaque. Aqui vão dicas de tributos aos Beatles que não decepcionam:

2 de dez de 2010

Paul McCartney: Show? Não, experiência de vida

Nota do editor: Esse texto foi publicado originalmente em 28/09/10, alguns dias antes da confirmação do show em São Paulo e Porto Alegre. 

De acordo com a diretoria do São Paulo, o estádio do Morumbi já conta com duas datas agendadas para receber os shows de Paul McCartney no Brasil. Mas enquanto o contrato não estiver assinado e o artista não divulgar a informação, eu não acredito – afinal, o São Paulo é aquele clube que não consegue confirmar nem o próprio técnico…


Se eu fosse você, porém, ia a uma mesquita na sexta, a uma sinagoga no sábado e à igreja no domingo. Reze para todos os deuses, independente do nome, para que a notícia seja confirmada de fato. Porque assistir a um show de Paul McCartney é mais do que apenas um espetáculo de entretenimento; é algo transcendental, como a religião.



Mais informações »

1 de dez de 2010

Não fui ao show por que não quis. E não me arrependo disso.

Jornalista é um tipo de filho da puta que desafina o coro dos contentes. Herege é outro tipo de filho da puta que coloca em dúvida suas crenças, seus dogmas, seu modo de vida. Este é um texto mezzo jornalístico, mezzo herege e 100% de um mau gosto. Aos puros de espírito, um conselho, deixe esse texto para lá e ignore estes desatinos sem sentido do escriba. Afinal, ele não sabe o que escreve. Só não se esqueça de deixar o seu “Porra, Max” na caixa de comentários.

30 de nov de 2010

Arrependa-me mucho... ou não


Não fui no show do Paul McCartney. É claro que eu gosto das músicas do Beatles e ver um dos integrantes da possivelmente maior banda de todos os tempos seria um tipo de evento/experiência única na vida. Apesar de tudo, isso não foi o suficiente para me motivar a ir até o Morumbi uns dois finais de semana atrás (bem, isso e minha conta bancária).


29 de nov de 2010

Tudo bem in the rain?

Estádio do Morumbi, 22 de novembro de 2010
Up And Coming Tour


Os Beatles são praticamente uma unanimidade musical e, naquela segunda-feira chuvosa, fui uma fã até maior do que imaginava ser.

14 de nov de 2010

Um dia histórico

13 de Novembro de 2010. Para muitos, apenas um dia comum, um sábado como qualquer outro. Para outros, um sábado futebolístico ordinário, com o Corinthians mais uma vez sendo dono da principal polêmica do dia. Contudo, para um seleto grupo, 13 de Novembro de 2010 terá o sabor natalino fora de época. Um Natal ao som de Axé, acarajé, cerveja e tudo o que só a Bahia tem a oferecer.


11 de nov de 2010

Façamos reportagem, apenas

Tenho de volta a obra-prima "O Segredo de Joe Gould", de Joseph Mitchell, que marcou a grande reportagem norte-americana sem, para isso, necessitar de celebridades ou grandes nomes da época como fontes.

Como disse João Moreira Salles, no prefácio da edição da Companhia das Letras, a cada texto de Mitchell, uma árvore vem abaixo - fazendo alusão ao pica-pau que pode derrubar uma árvore. Explico. Ninguém tem paciência suficiente para ver um pica-pau bicar uma árvore durante mais de duas horas, até que ele consiga derrubá-la. Mas o jornalista do New York Times tinha.

No caminho de volta para casa, hoje, com o livro em mãos (havia emprestado há mais de seis meses), concluí que a fonte de Mitchell, o velho Gould, era a mais difícil. Não porque não possuisse assessoria de imprensa, ou escritório, ou cargo importante. Mas talvez porque era a pessoa desisnstitucionalizada, livre e, portanto, atraente para o jornalista.

Como medir os méritos de uma reportagem? Vamos verificar se ela derrubou um presidente, ou um senador? Se ela atingiu o objetivo de prestar um serviço? Se ela salvou vidas, alertando de algum perigo qualquer? Trouxe conhecimento erudito, educou, esclareceu?

O fato é que ler Mitchell, sua reportagem mesmo, em nada atinge esse checklist. Não derruba governo, não educa, não presta serviço, nem sequer traz previsão do tempo ou resultado da última rodada do campeonato.

Qual a função? Não digo do jornalismo, mas desse tipo específico de matéria, que relata, conta, revela.

Creio que simplesmente - e já é muito - ser peça artistica. E política.
Mitchell não está apenas contando o que o Outro faz - o ser bizarro que é Gould -, mas, além dessa fronteira, está fazendo algo objetivo - produzindo um produto, uma obra, um discurso, uma coisa que não é mera reprodução de conhecimento, mas conhecimento em si.

A peça (e falo aqui em peça, no sentido literal mesmo, como parte de algo que se destaca e se torna coisa autônoma) de Mitchell, seu texto, é a novidade; é ele o trabalho final. E é este o serviço que presta - semelhante ao que nutre o mundo plástico.

Pouco se comenta da plasticidade do texto jornalístico, coisa até ridicularizada nas grandes redações.

Quase entrando na estação de metro, ainda hoje, encontrei o nosso Gould, sobre o qual já escrevi aqui. Seu Verdi. Esse senhor não produz indicadores econômicos, não é autoridade em nada, não é fonte pra ninguém, a não ser para ele mesmo. Para o jornalismo, é desinteressante, pois é uma figura raza, desimportante.

Talvez, a função da reportagem seja subverter esse pensamento que contamina. E parte do remédio pode ser extraído de Mitchell.

3 de nov de 2010

PODCAST ESPECIAL: DILMA ELEITA

ou "Como Jornalista não sabe de merda nenhuma"

Parem as máquinas! O Podcast do Androceu está de volta do mundo dos mortos para o delírio dos masoquistas visuais, nossos maiores ouvintes. Neste breve drops, relembre de um pequeno trecho do épico programa feito numa manhã de 2009, onde quatro aspirantes a melhor profissão do mundo sentaram para conversar sobre o Dia Internacional da Mulher e durante o bate-papo, a questão de Dilma Rousseff se tornar a primeira mulher eleita presidente do país foi levantada...
Clique aí embaixo e ouça, quase um ano e meio depois, qual dos quatro quebrou a cara mais feio, qual deveria ter desistido de produzir programas de áudio e qual membro dessa estimada equipe tem parentesco com o mais famoso caçador nordestino....

2 de nov de 2010

Eleito há quase um mês, Fischer pena para montar governo


Agência Andropress – Comunicação é a nossa cerveja

Lentidão. Essa pode ser a palavra que resume o governo de Max Fischer frente ao BLOG ANDROCEU, até este momento. Conhecido por sua alta participação nos governos anteriores, o candidato do PCV (Partido dos Corinthianos Vadios), foi visto pouquíssimas vezes em seu gabinete, está tendo grandes dificuldades em montar o seu governo.

18 de out de 2010

Momento retrô

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!






Oh! Que saudades que tenho do Esquadrão Relâmpago: CHANGEMAN!

8 de out de 2010

TSEA decreta vitória de Max Fischer

Na condição de atual moderador, decreto Max Fischer o novo moderador do Blog.

Fischer foi o grande vitorioso na maior festa da democracia androcêutica já realizada. Com 51% dos votos válidos, venceu em primeiro turno.

Atenciosamente,
Luiz Henrique Mendes.

22 de set de 2010

Painel Androcêutico

No primeiro turno?

A carta aberta de Max Fischer causou boa impressão. Um interlocutor do atual moderador, Luiz Henrique Mendes, revelou ao Painel a predileção de Luiz pelo candidato Fischer, tendo inclusive incentivado votos em Max, que cresceu nas pesquisas e pode ganhar o pleito já em primeiro turno. Se as eleições fossem hoje, Fischer teria 47% dos votos.

Para quem não sabe, Mendes operou nos bastidores pelo golpe em prol da candidatura Carlitos, impugnando a candidatura de João Paulo Caldeira sem motivos óbvios.

Segundo o mesmo interlocutor, Mendes teria ficado irritado com a algumas manifestações Carlitos, que revelou ter votado muitas vezes em Max Fischer.

Reações

De acordo com um assessor, João Paulo Caldeira reprovou o novo posicionamento de Luiz Mendes.
Segundo Caldeira, Mendes teme perder influência na Empresa de Correios e Telégrafos do Androceu. Nas fileiras de Alan Mairasch, circulam boatos de que "Luiz é tão fisiológico quanto o PMDB".

19 de set de 2010

Carta aberta aos revolucionários

O que eh o Androceu? O que diferencia este espaço virtual de tantos outros no imenso mar cibernético? O que ha de mais ser um androceutico? Essas são perguntas que sempre rodam ou deveriam rodar as cabeças dos membros da Internacional Anarco-Punk Bolivariana Futurista Androcêutica, ou, como gostamos de chamar, Revolução Androcêutica.
Somos anarquistas. Nao acreditamos que ninguem seja chefe ou dono de outro alguem. Mas, como todos sabemos, anarquismo e um conceito puramente teórico e Enquanto não chegamos ao nosso “céu”, aonde ninguém e todos sao chefes, vamos nos virando com “lideres”.
Contudo, o que faz um moderador, o cargo disputado? No Antigo Androceu, moderador era o responsável por ter acesso ao código HTML do blog, algo que o Bruno acabou no seu primeiro mandato, liberando o codigo para todos. Atualmente o moderador eh o responsável por ver se o blog esta funcionando corretamente, ser o porta-voz da equipe quando necessário, juiz quando alguma discussão se torna mais ríspida e dar a palavra final antes de algum novo projeto ser iniciado.
Ate aqui, acho que não temos nenhuma novidade. A questão e o moderador nunca governou sozinho. Desde a época da primeira moderação, o moderador sempre contou com a ajuda de um ou dois membros do Blog para o auxiliar. Essas pessoas são chamadas de “Manager”.
Eu sou um Manager. Nao o melhor, mas com certeza nao acho que faco um trabalho ruim. Minha função extraoficial dentro do Blog Androceu, alem de escrever porcamente alguns textos, eh procurar soluções para novos projetos ou sugeri-los ao moderador antes de buscar soluções para implantá-los. Quase todo projeto saido da Maquina Androceu passou em algum momento pelos meus olhos antes de chegar no ar.
Porem, ao ser eleito como Moderador do Blog, eu teria que abrir mão dessa função que tanto gosto. Logicamente poderia acumular as duas funções,mas temo que sem o freio de um moderador competente o samba pode desandar. E todos sabemos como se chama uma pessoa como monopólio do poder: ditador.
Sei que as pessoas que votam em mim acreditam que eu poderia ser um bom moderador. E, sinceramente, fico muito feliz ao saber disso, mas para evitar que eu seja obrigado a abrir mão da função que eu tanto gosto, peco a voces, membros e cumplices da Revolução Androcêutica que escolham outro candidato.

Que São Cirilo, nosso padroeiro, abençoe a todos,
Vida longa a Revolução Androcêutica.


M.F

15 de set de 2010

Max Fischer violou sigilo de tia do primo de Carlitos

Investigações deste que vos fala dão conta de que o candidato Max Fischer, que lidera a disputa pela moderação do Blog Androceu, produziu um dossiê sobre uma tia do primo de Carlitos. O dossiê encontra-se em Londres e foi recolhidos pelo staff de Fischer.

Os documentos presentes no dossiê anti-Carlitos são todos públicos. Apesar disso, este escriba já enxerga motivos para impugnar a candidatura de Max Fischer.

Atualização das 15h34

Candidato caçoa de denúncia publicada por jornalista

O candidato Max Fischer, numa demonstraçao de que deseja instaurar o controle social da mídia, desqualificou a informação deste que vos fala. "To nem aí, no tem aí", afirmou Fischer.

O jornalista reafirma: Max usou dados públicos para montar um dossiê anti-Carlitos. Este dossiê contém informações sobre uma tia do primo de Carlitos.

27 de ago de 2010

Aviso aos incautos eleitores


Ao contrário do que pareça, nós, do PPB, não desistimos da nossa candidatura androcêutica. Iríamos publicar um plano de proposta, mas ainda estamos trabalhando nisso. Eventuais críticas aos ataques covardes da coligação PIF-PAFE também. A luta contra a impugnação da nossa candidatura era algo que estávamos correndo atrás, mas aí pintou umas outras coisas e não deu tempo.
Até mesmo uma entrevista iria ao ar com nosso candidato à moderador do blog, João Caldeira, mas ela foi adiada pra, sei lá, semana que vem, ou a outra, se der.

Mas o que interessa é que ainda não desistimos! E pedimos ao eleitores androcêuticos que fiquem de olho nesses candidatos inescrupulosos, golpistas, e que fazem tudo sempre dentro do prazo.

como o edital para contratação de publicitários pra campanha só sai na quarta ou na quinta da semana que vem, pedimos pro nosso sobrinho dar uma mãozinha com o logo


19 de ago de 2010

Decretada eleições gerais do Blog

Como moderador, e com a anuência de Sir Faz Mischer, vulgo "Teamgeist" do Androceu, convoco eleições gerais para moderador do Blog. Em breve, mais detalhes.

De imediato, impugno a candidatura de João Caldeira e seu PPB. Alego falta de documentação e má vontade.
No mais, vocês têm duas semanas para a regularização e informe de candidaturas, bem como alianças.
Como atual moderador e ciente de meus compromissos com a democracia, atuando como fiador das eleições justas e ambientamente sustentáveis, digo que não promoverei nenhum tipo de mensalinho para aprovar a possibilidade de minha reeleição.
Como de praxe, indico Carlos Massarico, do PX, como o moderador ideal. Para quem não sabe, ele é o autor deste irresistível layout.
Confiante na volta triunfante e londrina de Sir. Fax Mischer,
Luiz Qual é Seu Sobrenome Mendes,
Moderador extra-oficial-oficioso do Androceu

Partido da Procrastinação Brasileira

Brasileiros e brasileiras, apresentamos um partido novo, uma nova opção no espectro democrático androcêutico: o PPB (a gente até ia escrever o nome completo, mas é meio longo demais).

E a grande vantagem deste nosso novo partido é que você já sabe como ele vai atuar, ou melhor, o que ele vai fazer.

Nada.

Sim, nada. Não porque não temos capacidade, ou porque faltam recursos, ou até mesmo por interesses escusos, mas sim porque a gente achou melhor deixar para depois.

Numa primeira impressão, esse nada pode parecer ruim. Mas vamos deixar claro: é nada mesmo. Nada bom, nada ruim.

Nossa honestidade não é advinda do nosso caráter ou dos nossos princípios, mas simplesmente porque ser desonesto dá um trabalho danado.

Nepotismo? Pô, mas aquele sobrinho tá tão bem, tão sossegado. Se ele quiser, ele dá uma ligada. Caixa 2? Na segunda a gente começa. Superfaturamento de obras? Sério mesmo? Tem que ligar praquele monte de empreiteiras, porra, em novembro eu vejo isso aí. Comprar votos na periferia? Então, eu até ia fazer isso hoje, mas aí tinha um filme tão legal na TV, e aí, quando vi, já era quase cinco. E nesse tem muito trânsito, né? Nem compensa sair de casa.

Eventualmente começaremos uma obra aqui ou acolá. Começar, porque terminar são outros quinhentos. Cumprir prazos também. São quatro anos de mandato, a gente tem mesmo que se preocupar com isso agora?

Nossos chefes de campanha até pensaram em umas propostas, mas disseram que vão colocar no papel na semana que vem. Eles também listaram alguns ataques aos outros candidatos, mas ficaram jogando Farmville e Mafia Wars, e quando viram, já tava meio tarde, aí resolveram ir dormir e deixar pra depois.

PPB – um partido sincero, porque esse negócio de mentir é um troço muito trabalhoso.

PPB- um partido que vai te representar exatamente do jeito que você é.


a gente até ia fazer um logo melhorzinho, mas deu preguiça.


18 de ago de 2010

Serra pica-de-aço

30 de jul de 2010

Parabéns para você

Recebemos há pouco a foto abaixo de um de nossos correspondentes em algum lugar do casa do caralho. Junto com ela, uma mensagem toda truncada, mas que eu consegui chegar à conclusão de que essa seria o último registro fotográfico antes do nosso correspondente, editor-chefe, corintiano e aniversariante do dia antes de ser preso pela Scotland Yard.
Ao que parece, a Metropolitan Police já encomendou um bolinho e a festa vai rolar por volta das 10h da noite, no horário local, no 26º DP de Londres.

Pensamos em acionar a Embaixada Brasileira e o Itamaraty, mas a foto só chegou depois das seis e hoje é sexta, né. Deixa pra segunda.


Max em um genuíno momento "meu, vamo zuá os meganha". O clique fotogênico é de nosso Mineiro da Silva, que já esteve em lugares estranhos e longínquos como a Bósnia, Ruanda e o Cervejazul

20 de jul de 2010

Lula e o show de calouros

Procurando por antigas entrevistas de Lula à imprensa, me deparei com uma participação dele no programa do apresentador e andróide Silvio Santos, em 1989.
O mais interessante, além de ver que as idéias de Lula, hoje, estão coerentes com as da época, é dar uma checada na bancada de entrevistadores - Wagner Montes, Flor, Condessa Giovanna (a Mama Brusqueta de hoje), Décio Pitinini, as aposentadas da platéia e, como não poderia faltar num programa de calouros dos anos 1980, Pedro de Lara. Bons vídeos para começarmos as campanhas eleitorais.

Confiram a parte 1:



E a parte 2:

13 de jul de 2010

Improvável identificação

(ou Depoimento no Dia Internacional do Rock)

Todo mundo tem uma história de como começou a gostar de sua banda preferida e o que a levou a esse status. A primeira música que ouvi do Alice In Chains não foi Man In The Box. Mas It Ain’t Like That, em uma participação especial de Jerry Cantrell em um show do Nickelback. Uma década atrasada, é verdade. Mas foi a primeira banda que gostei por conta própria, sem ser dica de ninguém.

Fiquei absolutamente encantada com o guitarrista e, ao procurar informações, uma notícia triste: o vocalista Layne Staley havia falecido um ou dois anos antes e a banda estava parada.

Mas como nada disso nunca impediu nenhum roqueiro, dias depois estava na Galeria do Rock para comprar todos os CDs lançados até então: Facelift, SAP, Dirt, Jar Of Flies, Alice In Chains e Unplugged. O vendedor me contou que existiam projetos paralelos, mas decidi levar só aqueles, para ver se eu realmente gostava.

Comecei a curtir o som que tinha em mãos e que me deixava cada vez mais impressionada. A guitarra de Cantrell era a coisa mais bonita que já havia escutado e parecia que falava comigo. É até difícil explicar o que sinto ao ouvi-la. As músicas variam do country ao heavy metal e as letras são obscuras, mas de uma sensibilidade sem comparação.

Mais tarde, adquiri dois DVDs, o acústico e uma compilação de videoclipes. Minha admiração crescia tanto, que costumava assistir com a guitarra na mão, dublando tudo que o guitarrista fazia. Cheguei a pegar seu jeito enquanto aprendia a tocar as músicas. Ele se tornou minha maior influência.

Semanas depois, voltei à Galeria e comprei os solos de Cantrell: Boggey Depot e Degradation Trip, um álbum duplo, importado e caríssimo. O músico consegue ser cínico e forte em um momento e, logo em seguida, poético, com delicadeza na voz, de uma forma que só ele faz.

Ninguém poderia medir minha alegria ao ver a banda de volta em um show beneficente para as vítimas do tsunami. E, em 2009, saiu o tão esperado álbum novo, Black Gives Way To Blue, com William DuVall nos vocais. Ele não é Staley, mas chega perto: duas belas vozes, daquelas que não cansam nunca. Uma raridade. Eu poderia ouvi-los cantar o dia inteirinho.

Este novo CD volta às origens da banda, com um rock pesado e riffs impactantes, mas conta também com músicas que desaceleram e emocionam. A faixa-título é uma homenagem a Staley e conta com a participação de Elton John no piano, o que é uma coincidência maravilhosa. Foi dele o primeiro show de Staley e um dos primeiros CDs de Cantrell. Surpreendente obra prima, do começo ao fim.

É praticamente impossível para uma fã como eu destacar apenas algumas músicas entre tantas. Até porque, adoro todas, sem exceção. E seria fácil demais falar sem parar sobre a banda. Sei demais sobre todos os integrantes. Como sei que ouvir música é melhor do que ler sobre, fica aqui o incentivo para quem se identificar com a história.

DC recomenda que todos tenham uma banda preferida. E convida os roqueiros de plantão a também darem seus depoimentos sobre o dia de hoje.

12 de jul de 2010

Gracias, España


Gracias, España. Gracias por vencer e dar um pouco de graça ao Mundial.
Em abril eu fiz um post com as previsões para a Copa ("Mundial é tudo igual", http://blogandroceu.blogspot.com/2010/04/mundial-e-tudo-igual.html). E fico feliz de ter errado quase tudo. Afinal, depois de 2006, quando tudo foi chato e previsível, 2010 trouxe algumas novidades, apesar da baixa média de gols.

PREVISÕES ERRADAS

- o vencedor será Brasil, Argentina, Itália ou Alemanha.
É primeira vez que temos uma final sem nenhum desses times
- Quem vai pipocar?
Espanha, México, Holanda, Portugal e Inglaterra.
O erro mais maravilhoso. Espanha e Holanda fizeram uma final inédita e histórica.
-
A Costa do Marfim será o representante do continente que irá mais longe: quartas de final.
Os africanos decepcionaram em casa. Mas se trocarmos a Costa do Marfim por Gana, até que esse chute não foi tão errado.
- O Uruguai irá brigar bastante, mas não passará da fase grupos.
Outro erro maravilhoso. O Uruguai superou Brasil e Argentina...

PREVISÕES CORRETAS

- Inglaterra
pipocou, França fracassou sem Zidane, a anfitriã África do Sul não passou da primeira fase, a Coreia do Norte ficou em último lugar, e o artilheiro da Copa fez 5 gols (no caso, os artilheiros).

Gracias, España. Gracias, polvo Paul.

GRACIAS, LARISSA RIQUELME!!!

8 de jul de 2010

A Copa do Mundo da solidariedade

Pouca gente sabe, mas a Fifa não e responsável apenas pela organização do mundial futebol. Entre seus propósitos, a manda chuva do futebol mundial tem como objetivo ajudar as pessoas através do esporte. E enquanto o mundo devera parar para assistir a disputa do terceiro lugar entre Uruguai e Alemanha, no sábado, centenas de pessoas não viam o embate entre o tricampeão europeu e o bicampeão sul-americano, mas sim a final da segunda edição do Hope Festival em Joanesburgo.
O torneio segue uma formula simples: cada pais manda um representante (normalmente uma ONG que já trabalha com a relação futebol/cidadania) depois de uma eliminatória nacional. Após isso, os 32 times são organizados em grupos e jogam entre si. Os dois melhores se classificam para a fase final e a partir dai e o tradicional playoff. Para conhecer mais sobre o torneio, veja aqui.
O Brasil esta representado pela EPROCAD. Para quem não e iniciado no terceiro setor, a EPROCAD e uma ONG no norte do pais que lutando contra a fome, pela igualdade entre sexos e diminuir a mortalidade infantil. O futebol, no caso, e a ferramenta utilizada para ensinar os jovens a trabalhar melhor em equipe por um bem maior.
O caso, porem, que chamou mais a atenção desse aprendiz de jornaleiro e o time Israelense/Palestino. O "The Peace Team", como e chamado, e o produto do projeto "Twinned Peace Football Schools" feito pela ONG palestina Al Quds Association for Democracy e o centro israelense The Peres Center for Peace.
Nessa parceria, o futebol e utilizado como pontapé inicial para uma serie de atividades visando uma educação para se formarem ativistas capazes de trazer a paz para a região. Para quem e ligado ao circuito undergraund esse projeto e mostrado rapidamente no documentário Promessas de um Novo Mundo. Enfim vale a pena entrar aqui e conhecer os outros projetos. Tem ate um time com um projeto semelhante na Bósnia liderado por uma ONG da Suécia!

7 de jul de 2010

Boas Novas, irmãos


Essa eu simplesmente não podia deixar passar: o Meia Hora, jornal popularzão carioca que já foi assunto no Androceu aqui, vai abrir uma sucursal em terras paulistas. Vi no Boteco Sujo, entrem lá para informações mais detalhadas.


Sinto que esse é um sinal de que finalmente vou arranjar um emprego.


5 de jul de 2010

Graças a Deus nos livramos dessas babaquices


A eliminação da seleção trouxe alguns pontos positivos. Há males que vem para o bem, diriam alguns colunistas, e pelo menos a gente se livra dessa coisa chamada dunguismo. Tentamos fazer um futebol só de resultados e perdemos, quem sabe voltamos a jogar bola como sempre, diriam outros. Tem alguns outros efeitos colaterais da eliminação que julgo que são até mais importantes que a coisa futebolística em si. Eis as babaquices que a gente se vê livre depois do fracasso em terras sulafricanas:

1) Histeria coletiva no trânsito

Você junta o fato de morar numa cidade movida à gasolina e etanol, em um país que gosta demasiadamente de futebol, com jogos no meio do horário do expediente, e tá dá: está pronta a cagada. Não só pela quantidade absurda de carros na rua, mas também pela maneira absolutamente idiota com que TODO MUNDO parecia estar dirigindo. Fico surpreso como, nesses jogos das 15h30, não tenha acontecido nenhuma carnificina automotiva de proporções bíblicas, do tipo tombamento de caminhão-tanque com conseqüente engavatamento de 300 veículos e outros 150 ônibus com conseguinte queda de avião. Nessas horas dá até para achar que, de fato, Deus é brasileiro - e talvez, até mesmo paulistano.

2) Patriotismo sazonal

Depois da derrota, alguém publicou no facebook: "Adeus patriotismo sazonal!". Achei genial. Ainda mais porque eu próprio sofri na pele por não aderir fervorosamente à "torcida pelo nosso país". No domingo do jogo contra a Costa da Marfim, enquanto minha namorada pintava o rosto de verde-e-amarelo, eu estava numa ressaca braba e sem muito saco pra coisa alguma. Ela, inconformada com meu desânimo de origem hepática, disse: "você é o patriota mais sem graça que eu conheço", nhé nhé nhé. Fiquei meio chateado. Depois, saí com ela na última sexta, e, percebendo que ela xingava os carros com bandeirinhas falando coisas como "tira esse troço, seu tonto" e "esse time de perdedores nhé nhé nhé", emendei: "você é a patriota mais fajuta que eu conheço". Tive minha vingança.
No meio dos jogos eu acabei percebendo que esse tal de "patriotismo" emanava muito mais das fileiras femininas do que das masculinas. Acabei bolando minha própria teoria de boteco para isso: elas não têm o serviço militar obrigatório. É bem divertido ser patriota pintando o rosto e gritando "Braziuu" quando não se tem nenhuma ameaça de saber o que significa a palavra patriotismo na prática e no seu sentido mais puro.

Eu sei bem que, justamente por ser sazonal, essa babaquice vai voltar daqui a quatro anos, e pior do que nunca. Até lá, talvez eu faça como o Belchior e fuja por um mês para o Uruguai, mas ainda não sei.

3) A cara de gripado do Kaká

O Kaká já é um cara meio chato por causa de todo aquela pregação religiosa dele. Vamos deixar claro que não sou contra a religião dele (inclusive tenho um amigo da Renascer), mas sim à sua pregação. O Dentinho, por exemplo, é budista, mas você não vê ele andando por aí com uma camiseta escrito 'I belong to Buda'. Mas isso aí são outros quinhentos.
Reparei a primeira vez na cara de doentinho do camisa 10 naquele comercial da Gillete - aliás, outro jequeira que nos vemos livres. Cara de cansado, nariz vermelho, boca sempre aberta. A partir daí, não conseguia ver ele de outro jeito, e o pior, ele sempre estava com aquela cara! Boca aberta, nariz vermelho. É bem chato ver um jogador da importância dele com cara de quem deveria estar na cama ao invés de jogando bola.

Isso é outra coisa que não acaba com a eliminação, talvez só quando Kaká resolver encerrar a carreira - ou começar a tomar vitamina C de manhã.

4) Comerciais (muito) babacas da Brahma

É normal, em época de Copa, que as empresas se aproveitem do evento e façam propagandas temáticas. Mas a Brahma conseguiu superar todas elas em nível de babaquice.
Primeiro foi aquele do sujeito, no meio de uma arquibancada, gritando e soltando perdigotos de algo initelígivel que supostamente era "VAMO LÁ GUERRÊRÔÔ!!!111onze". Esse papo de guerreiro já era bem babaca por si só, e não colava. Virou uma expressão da moda na publicidade, principalmente com futebol, como aquele bordão do atitude. "Toddy, o achocolatado que tem ATITUDE", etc. Enfim, a coisa do guerreiro foi usado também na apresentação da camisa III do Corinthians - São Jorge, guerreiro, etc - e também de algumas seleções, como o México. E a Rússia. A RÚSSIA.
Quando os russos reinvidicaram o rótulo para si, ninguém mais ficou com moral de dizer que era guerreiro. "Mas esses caras são muito ruins de bola! Nem foram para Copa esse ano!", dirá algum pacheco. E quantos ditadores megalomaníacos nós derrotamos mesmo? Ah, tá.
Depois, veio aquele reclame esquizofrênico, em que aparecia os guerreiros treinando loucamente, depois cortava para um sambinha; alguém berrando e eles correndo feito cavalos, corta prum samba com Brahma; o suor escorrendo, corta pro batuque. No final, a sentença: Quando a alegria encontra com a vontade (ou raça, sei lá), não tem para ninguém. Mal aí, mas não vi nem uma coisa nem outra nesses últimos jogos.
Tinha também a do Dunga ("falo pouco, mas falo como guerreiro" - que tal não falar merda alguma?) e a do "a camisa pesa, a bola pesa, peido pesa". E a derradeira, e campeã, que eles tentavam dar uma zuada com, imagino eu, os alemães - quem mais seria, com aquele uniforme?
Me aparece o Luís Fabiano, entregando a flâmula pro adversário (coisa que é tarefa de capitão, e quem seria idiota de colocar o Luís Fabiano de capitão?) e daí alguém fala: "Pode me encarar. Você vai ver que somos 190 milhões...." E DAÍ que somos 190 milhões? Se tamanho de população contasse, a Índia e a China seriam campeões em tudo. Depois, continua "o drible que desconcerta, a dividida", etc. Ficou faltando "o gol de mão, o pisão quando você já tá caído". E o suposto alemão fica com cara de assustadinho.
Não bastasse sermos eliminados e a Alemanha ter boas chances de ser tetra, era só o alemãozinho dizer: "Herr Fabiano, enquanto você é brahmeiro, eu tô aqui tomando minha cervejinha alemã". Quá.


Thank you, Wesley Sneijder.

2 de jul de 2010

COMBO

FELIPE MELO´S COMBO: UM PASSE PARA O GOL+ UM GOL CONTRA+ UM ERRO DE MARCAÇÃO NO SEGUNDO GOL HOLANDÊS+ UMA AGRESSÃO+ UMA EXPULSÃO= FATALITY.

30 de jun de 2010

Puta mundo injusto, meu

Todo mundo já sabe: o Brasil - representando por Dunga e seus asseclas - vai enfrentar a Holanda nessa sexta, pelas quartas-de-final da ruidosa copa do mundo das vuvuzelas. A tendência é que seja um jogo minimamente decente, ao contrário da média da copa , tipo Japão x Paraguai.
Infelizmente, nós, brasileirinhos que não desistimos nunca (nem com a propaganda contrária do Extra), teremos que zicar um país tão simpático como a Holanda. Abaixo, enumero algumas coisas que fazem o torcer contra os laranjas uma puta falta de sacanagem:




Cervejinhas


Red Light District



Coffee Shops


Holandesas

E um dos maiores cantores de música popular holandesa do mundo: Van der Vieldner


27 de jun de 2010

Contra a depressão pós-eliminação, Monty Python

Alemanha e Inglaterra, uma rivalidade de verdade





A,E,I,O,U, pega o salcichao e enfia ele no ...

Galvão Bueno adora
dizer que Brasil e Argentina é a maior rivalidade de todos os
tempos, universos e dimensões. Afinal os dois países se
enfrentaram em inúmeras batalhas bélicas, politicas e desportivas
nos últimos 100 anos (Vai Corinthians...). Not!
Apesar do narrador mais
amado pela população londrina ( não existe ironia nessa frase)
tenta vender que a rivalidade apenas desportiva entre brazukas e
hermanos e a maior, melhor, mais bonita, cheirosa e bla bla bla de
todos os tempos e planetas, existem rivalidades mais fortes em outros
lugares do mundo.
Por exemplo, Inglaterra
e Alemanha. Não e preciso ser nenhum PIMBA da vida para saber que os
dois países foram atores principais de algumas das piores atividades
bélicas que assolaram a Europa através dos tempos; fora isso
britânicos e germânicos já foram rivais históricos em na politica
durante a época da “colonização” africana e se não bastasse
tudo isso, os dois povos são clássicos rivais em diversas
modalidades desportivas.
Contudo, a historia entre os dois povos e recheada de casos e curiosidades. Pos WWI, por exemplo, Londres foi uma das principais aliadas de Berlim no processo de voltar a comunidade das Nacoes; e hoje em dia existe um quarto de milhoes de ingleses vivendo na Alemanha e um quinto de milhao de germanicos vivendo na Inglaterra

E na tarde de hoje
(manha no Brasil) uma nova pagina sera escrita nessa história de amor e odio (tipicos ingredientes de uma boa rivalidade), já
que os dois times se enfrentaram pelas oitavas de final da World Cup
2010 no Free State Stadium, em Bloemfontein.
O primeiro jogo entre o
English Team e o Die Mannschaft aconteceu em 10/05/1930, quando em
partida amistosa ingleses e germânicos empataram em 3 a 3 em Berlim.
Cinco anos depois os dois times voltavam a se enfrentar em Londres
com os ingleses colocando os jogadores rivais na roda: 3 a 0 fora o
show. A terceira partida e uma das mais significativas para os
amantes do binômio futebol/história: jogando fora de casa o English
Team bate a seleção alemã por 6-3 com um convidado pra la de
“especial” nos camarotes: Aldolf Hittler, que queria provar a
superioridade ariana diante dos “macacos da ilha” no ludopédio.
Não deu.
Outro fato curioso e
que ate 1968, ou seja, 38 anos da história do confronto, o English
Team não soube o que era ser derrotado. Nesse meio tempo a
Inglaterra conquistava a sua primeira Copa do Mundo batendo
justamente os germânicos no tempo extra.
Contudo a história
mudaria completamente depois da magra vitoria por 1 a 0 alemã em
Hanôver. Nos 20 conflitos seguintes, o Die Mannschaft venceu 12,
empatou três e foi derrotada cinco. Destaque para as vitorias nas
Copas de 82 e 90 alem da Euro de 1996 quando derrotaram os ingleses
nos pênaltis em Wembley. Os ingleses se vingariam ao
derrotar os germânicos por 1 a 0 na Euro de 2000, disputada na
Bélgica.
Nos últimos dois
confrontos, uma vitoria para cada lado. O curioso da situação e que
o ambos só times foram derrotados em casa. Inicialmente a Alemanha
venceu a Inglaterra por 2-1, em Londres, para depois ser batida pelo
mesmo placar em Berlim.
E entrando no ritmo de
aquecimento do jogo, uma ultima curiosidade e uma propaganda feita por uma empresa de
celulares sul-africana muito antes do sorteio dos grupos que fala sobre essa rivalidade secular. A curiosidade e que o English Team, apesar de ser o "mandante" da partida pediu formalmente a FIFA para usar o seu segundo uniforme por serem as cores que vestia ao vencer a Copa de 1966. Devem ser atendidos.





And C'mon
England!!!

25 de jun de 2010

Fuga feminina na música


Meu primeiro texto para o blog poderia ser sobre qualquer assunto. Não porque sou sábia ou inteligentíssima. Até porque estou longe de ser qualquer uma dessas opções. Mas porque o Androceu permite essa liberdade.

Porém escolhi falar sobre um tema que gosto muito. Lenny Kravitz diria que a música salvou a vida dele. Eu posso dizer ela mudou e melhorou a minha. Portanto, este texto é muito mais um tributo a ela do que qualquer outra coisa.

Decidido isto, o mais difícil foi escolher sobre quem falar. Sobre os Beatles, a maior banda de todos os tempos? Alice In Chains, a minha preferida? Rush, o melhor power trio?

Depois de muito pensar, optei por colocar as mulheres em evidência. Afinal, é uma das primeiras postagens femininas do blog, então, por que não fazer essa pequena homenagem? Fora que, nada me impede de voltar aqui e falar sobre essas outras, certo?

Em agosto deste ano, será lançado aqui no Brasil um filme chamado The Runaways, biografia da banda norte-americana da década de 1970 que revolucionou o rock – pelo menos para as mulheres. O filme é baseado no livro Neon Angel, escrito pela vocalista do grupo, Cherie Currie, que hoje é – pasmem – escultora com motosserra.

Além dela, faziam parte da banda as guitarristas Lita Ford e Joan Jett, a minha preferida. Ela é considerada a 87ª melhor guitarrista pela Rolling Stone.

A banda durou apenas quatro anos, mas conseguiu impressionar. Eram cinco garotas adolescentes fazendo música de homens. Seu primeiro grande sucesso foi Cherry Bomb, cujo clipe levava os marmanjos à loucura: era novo, diferente e atraente ver meninas fazendo rock n’ roll.

A banda acabou por conta de diversas trocas de integrantes e desentendimentos nas preferências musicais, além de problemas externos, como a crítica. Mas esse não foi o fim delas. Algumas procuraram outras carreiras, outras ficaram com a música e tiveram seu sucesso. Você pode encontrar mais detalhes individuais na internet.

Meu destaque pessoal é Joan Jett, que foi a primeira mulher a fundar uma gravadora. Jett gravou seu primeiro álbum solo em 1980, que foi rejeitado por 23 gravadoras, até que ela abriu o selo Blackheart Records, junto com o compositor e produtor Kenny Laguna. É dela a versão mais conhecida de I Love Rock N’ Roll, além de outros fantásticos hits, como Do You Wanna Touch Me, I Hate Myself For Loving You, Bad Reputation, Everyday People, Little Lier, Fake Friends, Crimson And Clover, entre muitas outras.

O filme sobre a banda, já lançado nos Estados Unidos, ganhou grande repercussão por conta das atrizes que interpretam as musicistas. As estrelas da saga Twilight, Kristen Stewart e Dakota Fanning, são Jett e Currie, respectivamente. Elas foram inclusive treinadas pelas próprias e tiveram que aprender a cantar e tocar como as originais.

Os fãs esperam que a banda não vire modinha só por causa disso, mas seja um reconhecimento da importância destas garotas talentosas, que compunham e tocavam sem inibições. E que ainda hoje fazem música de qualidade, o que é um grande incentivo para quem gosta da verdadeira arte, seja você homem ou mulher.


DC é tímida com relação às críticas. Mas resolveu se arriscar depois de ser incentivada por João e Mario no último final de semana. Obrigada, meninos. Vem mais (e melhores) por aí... E ainda, recomenda os leitores a procurarem também outras roqueiras das antigas, como Suzi Quatro e Heart.

23 de jun de 2010

As previsões da Copa

Outro dia estava pensando onde é que estariam aquele pessoal que prevê o futuro e sempre aparece depois de alguma tragédia, tipo acidentes aéreos, morte de gente famosa e eliminações da seleção na Copa do Mundo. E eu lembrava que tinha um sujeito que apareceu um 2006, falou que tinha sonhado com a eliminação, e, não bastasse, dizia também que o Brasil não ganharia em 2010 se Felipão não estivesse no comando.
A única coisa que lembrava é que ele registrava em cartório suas previsões, e depois falava "aí, adivinhei". Então, nosso sempre amigo Google resolveu meus problemas quando procurei por "previsões registradas em cartório", e lá estava quem eu procurava (ta dáá):
Jucelino Nóbrega da Luz.

Segundo seu site, Jucelino é paranaense e tem seus sonhos desde os nove anos de idade. Obviamente seus sonhos premonitórios abrangem todo tipo de coisas, mas vamos ao que interessa: futebol.

Procurando no seu site (ôpa, esqueci de colocar o link: http://www.jucelinodaluz.com.br/) você encontra lá as previsões pras copas. Digo "pras copas", porque lá está escaneada uma carta, escrita (supostamente) em maio de 1970, prevendo os semifinalistas até 2026.
Para a edição de 2010, o palpite para o campeão ate que é um bocado válido: a Alemanha levaria o tetra. O foda é que o vice seria a França.
Enfim, vou parar de contar. Entrem vocês lá. E não deixem de conferir as previsões para Copa de 2014!

22 de jun de 2010

England:I want to believe. Now!



England! Do not worry! Max is here and believes that he will be celebrating the classification.
And Germany, be aware and have fear. A lot of fear.

19 de jun de 2010

Desenhar abobrinhas na ponte é um sinal de amizade na Lua


Ponte atacada por vândalos em São Petersburgo, Rússia

18 de jun de 2010

Separados no nascimento?

Zina, ex Pânico na TV

Faouzi Chaouchi, goleiro frangueiro da Argélia nessa Copa.

11 de jun de 2010

Arriba, España!



Aconteceu no ultimo sábado, seis de junho, o festival de rua Taste of Spain em Londres. Organizado pelas providencias espanholas com o objetivo de mostrar um pouco da cultura hispânica na capital inglesa, a festa contou com as cervejas de Barcelona, os chapéus de Madrid, os churros de Andaluzia e excelente musica valenciana.
A língua não poderia ser outra: espanhol. Segundo dados da prefeitura de Londres, o espanhol e a quarta língua mais falada na cidade, atras do inglês, indiano e do português e como o nativo espanhol recebe muito bem o seu hermano, um espanhol pode facilmente passar anos em Londres falando apenas a sua língua nativa. Este fato causou algumas historias curiosas como a de um policial tentando explicar por gestos alguma coisa para um espanhol trajando a camisa do Barcelona e usando os tradicionais chifres de touros.
Falando em touros e chifres, destaque para as mocinhas espanholas que bailavam pelas ruas da cidade. Se dizem que a lambada brasileira e a dança proibida e porque nunca viram uma espanhola bêbada dançando. Ah se eu tivesse uns dois pints a mais de cerveja no sangue, soubesse algumas palavras em espanhol ou soubesse cantar a musica que segue abaixo do texto de maneira descente com certeza somaria mais um pais ao projeto volta ao Mundo
Enfim, ficou o gostinho de quero mais. Ficou o gostinho de querer conhecer a verdadeira Espanha: ver uma tourada, tomar a excelente cerveja nativa e cantar a musica do 14 Bis a plenos pulmões para a chica que baila a caminho da tourada. Enfim, Espanha, se prepara, pois Max Fischer pode estar a caminho de seus verdes campos mais breve do que você imagina. E ele já avisa que não se responsabiliza por seus atos.



Extra: Fotinhos sobre as espanholas aqui (tem que caçar no meio das outras fotos do evento).

O franciscano é muito honesto




Cartaz afixado na sala de computadores do prédio anexo da FADUSP.

10 de jun de 2010

It's time to bet. Or not.


Mega-Sena? Coisa de amador que nao sabe apostar...

Do correspondente internacional

Conhecidos por seus hábitos estranhos, como tomar chá as cinco da tarde ou serem os idealizadores de dois dos esportes mais praticados ao redor do mundo, mas raramente vencer suas competições mundiais, os ingleses gostam – e muito – de apostar.


Nas ultimas eleições gerais, por exemplo, as principais casas de aposta estamparam em letras garrafais os ratios das inúmeras apostas possíveis, como quem seria o primeiro ministro, qual tipo de Parlamento o Reino Unido teria e quais seriam as primeiras palavras que o primeiro ministro diria a nação em seu discurso de posse.


Com o inicio da decima nona Copa do Mundo marcada para amanha, 11 de junho, as 15h30 horário londrino, uma nova febre parece ter apanhado todos os apostadores ingleses: como lucrar com o maior evento desportivo do planeta.


As apostas, para variar, são muitas. Logicamente existem algumas apostas tradicionais, como quem vai vencer a Copa ou quais serão os times que chegarao as finais. Contudo, os ratios para essas apostas “clássicas” são muito pequenos e não chamam a atenção dos apostadores tradicionais.

Outras, por exemplo, parecem ser a tipica aposta aonde você ganha ou ganha, como a aposta que garante que Rooney marcara ao menos um gol na primeira fase. Caso ela se prove correta a cada libra apostada você ganha seis de volta. Outra com um ratio um pouco pior e se o Brasil marcara ao menos três gols na primeira fase do torneio. E uma com um ratio péssimo, mas com chances de 99,9% de chance de você acertar e se o Brasil estará na segunda fase. A cada 10 libras apostada, você recebe uma libra de volta por essa ultima "bet".

Contudo, os “peixes grandes” estarão de olho em outras apostas, com ratios na ordem de cinco mil libras de retorno a cada apostada, como que jogador recebera o primeiro cartão amarelo e quantas disputas de pênalti serão disputadas durante todo o torneio.
E para os chegados em uma aposta, mas não tem coragem de apostar suas poucas finanças por não colocar um dedo no fogo por qualquer time, uma dica e fazer as simulações de quanto você ganharia (ou perderia) se apostasse de verdade em uma casa inglesa por meio deste site: http://sports.williamhill.com/bet/en-gb/betting/t/347/World-Cup-2010.html

9 de jun de 2010

Leveza, peso e Kundera

Alex Kundera já observara, em A insustentável leveza do ser, que os dramas da vida podem ser explicados pela metáfora do peso. Carregamos um fardo. Ou estamos leves diante de uma situação. A barra está pesada. Ou as implicâncias apenas se equilibram com uma pluma.
Mas talvez o “fardo” maior, aquele que determina aquilo que consideramos pesado na vida, seja a insistência que há, em cada um de nós, em realizarmos o eterno retorno. O mito segundo o qual um dia tudo o que vivemos poderá ser repetido. Kundera:

“Se a Revolução Francesa devesse repetir-se eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre”.

Assim, aquilo que não mais voltará, não passa de palavra, memória, é registro; não causa mais medo: é leve. “As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia, inclusive a guilhotina”. Ora, ao entrar no âmbito do efêmero, as coisas parecem perder-se diante daquilo que realmente são; sequer uma guilhotina pode ser condenada.

Kundera:

“Não há muito tempo, eu mesmo fui dominado por este fato: parecia-me incrível, mas, folheando um livro sobre Hitler, fiquei emocionado diante de algumas de suas fotos; elas me lembravam o tempo de minha infância; eu a vivi durante a guerra; diversos membros de minha família foram mortos nos campos de concentração nazistas; mas o que era a morte deles diante dessa fotografia de Hitler que me lembrava um tempo passado de minha vida, um tempo que não voltaria mais?”.

Não é raro, lembramo-nos de situações desagradáveis do passado, pelas quais, não sabemos explicar, sentimos um desejo de retorno, mesmo que, à época, jamais pensaríamos de tal maneira. A eternidade tende à leveza que, por sua vez, é uma idéia perigosa. Cristo foi pregado à cruz apenas uma vez, mas aquele instante da crucificação pertence à eternidade; perdeu o sentido.

Fica mais leve que o ar. Os movimentos se distanciam da terra. De tão livres, tornam-se insignificantes.
A dificuldade está em perceber que o eterno retorno é o mais pesado dos fardos. Mas o peso é ruim e a leveza é boa? Kundera: “Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino”.
Daí que: “o fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital”.

Mais do que meras digressões filosóficas, estamos diante de questões que merecem atenção, simplesmente por tratarem do absurdo da existência humana.

Aldenete nos causa inveja




Aldenete teria idade para casar e engravidar. Morar com seu marido à beira de uma estrada de barro, no interior do Ceará, numa casinha simples, mas cômoda e confortante. Ou teria idade para ir ao baile de forró do centro da cidade, e, com as primas de idades parecidas, faria os rapazes mais tímidos corarem só de lançar a eles um sorriso arquitetado pela vontade de provocar. A idade já lhe começaria a ser preocupação a média prazo, pois estaria se aproximando daquelas crises estúpidas que acometem qualquer moça que se afasta de seus vinte e poucos anos e encosta nos quarenta e tantos. Mas Aldenete, de 29 anos, aprendeu a dizer “mamãe” a pouco mais de um mês. Risonha, a moça, de 12 quilos e quase quarenta centímetros, é, também, uma criança de pouco mais de um ano de idade.
Entre a infância enjaulada num corpo cansado, rechonchudo, e a maturidade fantasmagórica, Aldenete não pode ser definida, a não ser com a condição de que, diante de sua magnífica existência, aceitemos o preceito de que tempo cronológico e tempo psicológico são coisas distintas. Quem está diante de Aldenete está diante do paradoxo da coexistência de duas contagens de tempo antagônicas.
Despercebido, na fase inicial, seu hipotiroidísmo, coube à família criar a menina que jamais será adulta. Desde 1981, Aldenete está rodeada de bonecas, chocalhos e chupetas. Na sua carteira de identidade, a foto, atual, impulsiona qualquer um a acreditar que se trata de um engano. Afinal, é a foto do bebê que está no documento errado, ou a data é que foi impressa com dígitos errados? Mais do que um caso especial da medicina mundial, Aldenete é apenas um bebê que está encostado numa pedra. E, tanto um - pedra - como o outro - Aldenete -, não podem ir além do que são. E isso não é desesperador; pelo contrário. Uma vida acomodada na eterna infância; quem negaria tal oferta, acaso nos fosse dada a chance de evitar o enfadonho ritmo do amadurecimento?

8 de jun de 2010

Lost in Translation

Não sei exatamente há quanto tempo está no ar, mas descobri agora pouco: o Youtube tem uma opção de colocar legendas nos vídeos. Além disso, ele permite que a legenda seja traduzida em uma porção de línguas.

Na hora da transcrição, o próprio site avisa: "Transcrever áudio é um serviço experimental que usa as tecnologias de reconhecimento de fala do Google para fornecer legendas automatizadas para o vídeo". Por isso mesmo, a coisa ainda não funciona muito bem. Se a ferramenta ainda não serve para ajudar na compreensão de vídeos em outras línguas, pelo menos é um bocado engraçado.

Pra testar, é só clicar no símbolo "CC" vermelho, mais à direita. Daí, clique em "transcrever áudio" e "traduzir legendas".

7 de jun de 2010

Central de Previsões Androcêuticas – Brasil x Transânia, o último Grande Desafio antes do mundial





Alguns palpites para a difícil jogo de preparação de amanhã, contra a Tanzânia:

- Mesmo sem fazer grande esforço, o Brasil vai vencer com dois gols de diferença, ou mais;

- Na coletiva pós-jogo, Dunga irá se irritar com a imprensa e dizer que todo mundo ali torce contra;

- Jorginho irá acompanhar a lógica do chefinho e fará um discurso sobre patriotismo, ou algo do gênero;

- Felipe Melo ficará irritado em algum lance bobo com algum jogador coadjuvante da forte seleção rival;

- Depois que algum jogador fizer um gol de fora da área, mandando a bola mais ou menos à velocidade da luz, ninguém mais irá reclamar da Jabulani;

- “Tanzânia” e os nomes dos autores dos gols irão ocupar todo o espaço nos trending topics do twitter;

- A vitória por dois gols ou mais contra o poderoso rival – que jogou hoje (é, HOJE, domingo) e perdeu para Ruanda – fará com que milhares de brasileirinhos se sintam extremamente otimistas com o desempenho da seleção na Copa;

- A CBF vai ganhar uns bons cobres levando Dunga e toda a turma para aumentar sua bagagem cultural em mais outro rincão longínquo deste nosso vasto mundão – isso sem contar na coleção de vistos no passaporte dos craques.

Bem, essa última não é exatamente uma previsão.


Vai lá, Felipe, e mostra pra esses Transarianos que tu é GUERRÊRO!

5 de jun de 2010

Vai uma torta ai?



 Ah o humor ingles...

Todo ano de Copa e a mesma coisa. Dezenas de companhias de alimentos aproveitam o “maior espetáculo da Terra” para lançar campanhas publicitarias trazendo o melhor – ou mais estranho – da culinária de cada nação.
Aqui em Londres a situação não e muito diferente do que acontece no Brasil. As principais redes já apresentaram suas armas. A única exceção, por hora, e o McDonald que lançou a campanha Taste of America aonde cada sanduíche remete a um estado americano. Porem, o que mais me chamou a atenção foi a Copa do Mundo de Tortas.
Idealizada pela Square Pie, uma companhia que acredita que o mundo precisa de tortas melhores para ser feliz, a Copa do Mundo de Tortas perguntava a seus clientes: qual seleção possuía a melhor torta do mundo. E aproveitando o clima da Copa fazia seus embates gastronômicos acontecerem no mesmo dia dos embates ludopédicos.
Em 2002 e 2006, o Brasil foi representado pela Feijoada's Pie, que era uma mistura de carne de porco, galinha, feijão e pimenta. Não e a toa que foi a torta lanterninha de seu grupo nas duas copas anteriores. Para essa edição, a torta canarinha teve sua receita modificada e agora homenageia nossos maiores políticos: Brazil Beef Esfihas.
Sim! Sai a feijoada e entra a gloriosa torta baseada na tradicionalíssima (???) espinha de carne como nossa representante na competição. Contudo essa não e a única novidade da edição: em um momento de profunda sabedoria, os gerentes resolveram dar mais tempo para as disputas. Então cada confronto irá durar uma semana e não apenas um dia.
Sendo assim, o slogan dessa edição será: Sete campeões do Mundo, sete tortas para você escolher qual e a melhor. Cada torta da competição custara 3 libras e cinquenta com 8 cm de diâmetro, ou seja, para os padrões londrinos não pode ser considerado um prato caro.
Na primeira semana, a torta argentina enfrenta a francesa. Na segunda semana temos um clássico: a torta de coelho inglesa enfrenta a torta de Goulash germânica. Na terceira semana deve acontecer um massacre italiano, já que o pais do calcio vem representado com sua torta a bolonhesa que enfrentara a torta vegetariana uruguaia e a já citada brasileira.

2 de jun de 2010

As diferentes coberturas da seleção brasileira

Ontem, antes de ir com a seleção para o Zimbábue, Robinho deu uma entrevista coletiva na concentração da seleção. Falou do seu relacionamento com Elano, disse que quer ser o melhor do Mundial e que vai fazer dancinhas. Criticou a bola oficial da Copa e também cometeu alguns deslizes com relação ao adversário de hoje do Brasil: parecia não lembrar com quem ia jogar, e reconheceu que pouco sabe sobre o Zimbábue, até esquecendo o fato de que jogou com um atacante nascido lá, quando esteve no Manchester City.
A coletiva com o Robinho foi muito boa para avaliar a cobertura dos diferentes modos de visão da imprensa brasileira.
A Espn Brasil faz um tipo de jornalismo esportivo mais crítico e questionador. Algo que, convenhamos, é meio raro na cobertura esportiva - geralmente o pessoal acha que ser crítico é falar mal do técnico ou daquele jogador que não foi lá muito bem. É, declaradamente, o oposto do que faz a Globo. Tanto que o slogan da emissora dos Marinho para a Copa é "Nosso esporte é torcer pelo Brasil", que soa até como provocação ao da Espn, "Informação é o nosso esporte", que vem sendo usado há algum tempo.
No Sportscenter de ontem, na edição do almoço, deram destaque à pouca memória (e, porque não, inteligência) de Robinho. Parece que até mesmo um repórter da casa, André Kfouri, foi quem lembrou ao craque da seleção de seu companheiro esquecido de Manchester City. E ainda deram uma cutucada com relação às críticas sobre a bola, que Robinho afirmou que "quem fez a bola não entende de futebol", lembrando que um dos caras que ajudaram no desenvolvimento da redonda foi, ninguém mais, ninguém menos que Kaká.
No Globo Esporte, também no horário do almoço, o VT sobre a coletiva se focou no relacionamento dos dois jogadores formados no Santos. "Ele é meu irmão branco", disse Robinho sobre Elano. Falou-se um pouco também das dancinhas, e sobrou até um espacinho ali para encaixar o "Zimbábua" que o santista soltou.
A Folha, que também costuma fazer um jornalismo esportivo mais crítico e analítico, mas igualmente gosta de pautas meio mirabolantes, publicou em seu caderno de Esportes: "Com estilo falastrão, meta de ser o melhor da Copa e promessa de fazer a seleção festejar gols à la Santos, Robinho atrais mais patrocínios e engorda a conta". Os enviados do jornal falaram da coletiva como um geral, pouco comentando sobre os deslizes. O foco da matéria era, principalmente, os contratos de patrocínio de Robinho, tanto que foi incluída até uma declaração de Carlos Werner, diretor de marketing corporativo da Samsung, uma das marcas que tem o rapazinho das pedaladas como garoto-propaganda.
Tem muita gente que não gosta do jeito de fazer jornalismo da Espn, especialmente em relação à seleção. Dizem que só sabem torcer contra, que são ranzinas e até mesmo que seriam anti-patriotas ou coisa do gênero - como se fosse muito patriótico torcer para seleção de quatro em quatro anos. Já os jornalistas da casa não cedem, batem no peito e dizem "jornalista é pago para informar, não para torcer".
Até eu, que não vou com a cara do Robinho e gosto muito da Espn, fiquei pensando que talvez eles tivessem pegado pesado demais. Que talvez tenha sido desnecessário, meio exagerado até.
Mas eu concordo com a Espn. Primeiro, porque, dos três meios citado aí em cima, a cobertura da Espn foi a que trouxe a informação mais completa sobre a coletiva, independente do jeito que foi veiculada. Isso é o mínimo que se espera de um canal que é especializado em esportes.
Além disso, é bem saudável, aliás, é quase necessário, que um canal pago traga informações diferentes e sobre outros pontos de vista do assunto que todo mundo está falando. Não fosse assim, se fosse para trazer a mesma notícia que a tv aberta, e do mesmo jeito que é veiculada pela tv aberta, qual seria o sentido de pagar por esse canal?
Ademais, a gente tem que parar de tolerar essa burrice crônica dos jogadores. Alguém pode dizer que, coitado, ele veio de uma família pobre, não teve condições de estudar, pobrezinho. Mas não é disso que estou falando. Saber o nome da seleção que você vai enfrentar não requer estudo. Lembrar que você jogou em uma equipe com um sujeito desse mesmo país também não - só necessita de um mínimo interesse por aquelas pessoas que fazem parte do mesmo ambiente de trabalho que você.
Trocando em miúdos: não quero que os convocados da seleção tenham Mestrado. Mas eles também não tem necessidade de ser umas completas toupeiras.