8 de jul de 2010

A Copa do Mundo da solidariedade

Pouca gente sabe, mas a Fifa não e responsável apenas pela organização do mundial futebol. Entre seus propósitos, a manda chuva do futebol mundial tem como objetivo ajudar as pessoas através do esporte. E enquanto o mundo devera parar para assistir a disputa do terceiro lugar entre Uruguai e Alemanha, no sábado, centenas de pessoas não viam o embate entre o tricampeão europeu e o bicampeão sul-americano, mas sim a final da segunda edição do Hope Festival em Joanesburgo.
O torneio segue uma formula simples: cada pais manda um representante (normalmente uma ONG que já trabalha com a relação futebol/cidadania) depois de uma eliminatória nacional. Após isso, os 32 times são organizados em grupos e jogam entre si. Os dois melhores se classificam para a fase final e a partir dai e o tradicional playoff. Para conhecer mais sobre o torneio, veja aqui.
O Brasil esta representado pela EPROCAD. Para quem não e iniciado no terceiro setor, a EPROCAD e uma ONG no norte do pais que lutando contra a fome, pela igualdade entre sexos e diminuir a mortalidade infantil. O futebol, no caso, e a ferramenta utilizada para ensinar os jovens a trabalhar melhor em equipe por um bem maior.
O caso, porem, que chamou mais a atenção desse aprendiz de jornaleiro e o time Israelense/Palestino. O "The Peace Team", como e chamado, e o produto do projeto "Twinned Peace Football Schools" feito pela ONG palestina Al Quds Association for Democracy e o centro israelense The Peres Center for Peace.
Nessa parceria, o futebol e utilizado como pontapé inicial para uma serie de atividades visando uma educação para se formarem ativistas capazes de trazer a paz para a região. Para quem e ligado ao circuito undergraund esse projeto e mostrado rapidamente no documentário Promessas de um Novo Mundo. Enfim vale a pena entrar aqui e conhecer os outros projetos. Tem ate um time com um projeto semelhante na Bósnia liderado por uma ONG da Suécia!

Um comentário:

João Paulo Caldeira disse...

É muito legal saber que a Fifa se dá ao trabalho de fazer algo que preste ao invés de só achar encher o saco de países subdesenvolvidos para construírem estádios ridiculamente caros. Belo post!