29 de mar de 2010

Androceu.com: ou vai, ou racha


Tudo ainda não passa apenas de um emaranhado de ideias. De concreto, temos apenas a certeza de que poderemos utilizar o domínio www.androceu.com, de que deveremos usar a plataforma Blogger e que alguns androcêuticos já se propuseram a publicar um número razoável de posts para dar liga ao projeto. Isso que nem precisa de tanto assim. Somos tantos que talvez se conseguissemos pelo menos uns cinco posts de cada um já teríamos um bom número de publicações mensais. Nada de UOL, Terra ou IG, seremos bem mais modestos, mas eu espero que pelo menos sejamos algo de fato, não apenas nesse emaranhado intenso de ideias.

Meu sonho, que talvez convirja com o de mais androcêuticos, é o de fazer desse nosso Androceu algo que contemple nossa maturidade, nossa evolução após esses três, quase quatro longos anos que passaram tão rapidamente. Não nos deve importar a postagem de milhares de posts por dia, semana ou mês, acredito piamente que o Androceu possa ser uma plataforma para nós. Um espaço livre para postarmos assuntos interessantes, com a cara do Androceu: um qualificado humor, uma linguagem livre e com as nossas caras. Muitos de nós não temos nada a fazer de tarde, por que não investirmos nesse projeto?

Chega de pensar em questões banais e que nunca chegarão a uma conclusão, tais como o design ou as editorias. Isso tudo é o de menos. Nosso portal deve possuir algo muito maior que isso: conteúdo. Temos sim muito conteúdo para oferecer, mesmo que aos ventos em um primeiro momento. No futuro acredito na possibilidade de um avanço, de sermos uma referência na internet. Vejo tantos blogs mequetrefes que fazem sucesso, tantos projetos sem criatividade ou inovação que são premiados nos Top Blogs da vida.

Quero saber quem está com a gente, quem está disposto a postar, pelo menos, cinco vezes por mês. Não há como mantermos um sonho desses sem textos. Sem falsa modéstia, somos sim muito talentosos, sabemos escrever muito bem, somos criativos, engraçados. Cansei de ver humor jornalístico na TV, no Rádio, mas alguém conhece algum blog que possua nosso tipo de humor? Escrachar pode não ser uma novidade, mas na internet, não vejo tanto espaço para esse tipo de comunicação. Essa é nossa chance. Com esse portal, não decreto a morte do blog, pelo contrário.

Podemos acertar os últimos detalhes e inaugurar esse portal em junho, para começar bombando. Nesse período tudo deve estar acertado com o design e com as editorias e o caralho a quatro. Vamos sair do campo do futuro e vir ao presente? Quem está comigo nesse projeto? Vamos à luta, filhos da pátria!

23 de mar de 2010

Eu podia estar roubando

Caros colegas, um grave problema mundial aflige o nosso mundo. Todos os anos, milhares de criaturas desprotegidas e desprovidas de proteção são soltas, anualmente, em um ambiente revolto, agitado e muito irritadinho, cheios de problemas como a fome, a miséria e tsunamis.
É por esta razão que o Blog Androceu, preocupado com as causas sociais e o futuro deste planeta - e também do capitão planeta, onde caralhos ele foi parar? - resolveu aderir a tão nobre campanha.
Porque nós entendemos que, se cada um fizer um pouco, muito pode ser mudado.
Entendemos também que, apesar de um tanto quanto feios, estranhos, mal-trapilhos e disléxicos, estas criaturas também são filhas de Deus.
Entre também nessa campanha, participando do show beneficente e comprando os ingressos antecipadamente, além de chamar todos os seus amigos(ou inimigos).
Participe. Você pode fazer a diferença.

Ajude um jornalista a arranjar um emprego decente.

Muito obrigado então.

The Kobovs no Open Bar! (ou a volta dos que não foram)

Dia 3 de abril, sábado, a partir das 16h
Ingressos antecipados a $10 ou na porta a $15
O Open Bar fica na Henrique Schaumann, perto da esquina com a Cardeal Arcoverde.

Quem quiser comprar antecipado (e tomaram que queiram!) é só me falar comigo e eu reservo seu lugarzinho neste fantástico evento beneficente.


Dia

_ Um dia sem nos vermos?
_ Sim!
_ Mas por que?
_ Porque tem que ser assim.
_ Mas você não está sendo espontâneo! Não se deve impor restrições às vontades...Não é vontade sua me ver?
_ Mas é só um dia!
_ A vida é curta; em um dia muita coisa acontece...em tão pouco tempo.
_ Não sabemos nada sobre o que ocorre por aí...só de nós! E é isso... por que importa, a nós, apenas nós mesmos?
_ A resposta é porque nós só podemos ser importantes a nós mesmos.
_ Um dia, não faz tanto vento assim...
_ Para mim é um vendaval!
_ Pois bem, amor...mas vendavais nunca precisaram de mais de poucas horas para destruirem lares.

21 de mar de 2010

Run London, it`s a f*** trap


- AEOW!
- What?
- AEOW!
- What the hell do you are saying man?

Nao foi assim, mas poderia ter sido. Finalmente estou aqui. Com o sagrado manto androceutico ainda na mala, logicamente, afinal o elemento surpresa e um otimo ingrediente e nao queremos criar panico antes da hora da invasao. Mas ela vai chegar, nao se precupem...
Aqui em Londres faz calor. Isso e o povo aqui chama de calor, mas estou andando com dois casacos por enquanto enquanto os relogios de Deptford Park, que e na frente da minha casa, marcam 12 graus de temperatura e a populacao nativa anda de shorts e camisa regata(!!!!)
Por hora nao posso dizer muito sobre a cidade, pois estou tentando entender como funciona o conceito de zonas aqui antes de escrever algo a respeito.
 Para falar a verdade nem tive tempo de entrevistar a rainha e tomar um cha com algum brasileiro, ou vice-versa. Uma coisa que esse correspondente de terceira categoria aqui ja percebeu e que existem centenas de brasileiros em Londres e eles se dividem em duas classes: os que estao aqui para ganhar dinheiro e sonham em voltar para a Terrinha o mais breve possivel e os que se apaixonaram tao violentamente pelo estilo britanico de se viver que vao dando um jeito de se manterem aqui trabalhando por um salario de merda pros padroes europeus - 5,80 libras que da em torno de 15 reais por hora.
Outra coisa que merece ser destacada e que chama muito a atencao do nao-europeu e a pontalidade do sistema publico de transporte. Se o site do metro, ou melhor, do Tube, diz que o metro vai passar as 2333, ele vai passar as 2333. A mesma coisa vale para os Onibus, trens e quaisquer outros meios de transportes coletivos. Uma coisa que tambem chama a atencao e o bilhete unico ingles: ele se chama Oyster ( ostra, no dialeto local) e funciona tanto para o metro como para o onibus. O que e brilhante e que se voce pagar £ 25 (75 dinheiros brazukas) voce pode andar quantas vezes te der na telha em qualquer transporte publico no centro e na area 2, aonde vivo, por uma semana.
Por hora vou terminando esse primeiro relatorio, ou reportagem ou qualquer coisa que alguem da redacao principal decida. That`s all folks!

Max Fischer e o atual correspondente internacional do Androceu. E sabe que o Oyster e o melhor amigo do londrino.

18 de mar de 2010

God save the queen! Max is comming!





Já posso visualizar. Neste exato momento, Max Fischer, co-fundador deste blog, está assinando as papeladas do check-in, no guichê da companhia aérea, no Aeroporto Internacional de Guarulhos – Governador André Franco Montoro, com aquele sorriso de quem acaba de se lambuzar, perversamente sozinho, com uma panela de brigadeiro gigante. Provavelmente, seus pais, orgulhosos de verem o filho mais velho - educado nos melhores colégios da capital paulista, sob a moral e os bons costumes - tiveram algum estresse, ao fazê-lo, mais de uma vez, voltar atrás e pegar a mala, tranqüilamente esquecida sobre um daqueles carrinhos para transportar bagagens. Posso até ouvir senhor Fischer, “filho, cadê sua mala?”; e o filho, “d’oh!”. Posso visualizar, pois, há pouco mais de quinze minutos, falei com o próprio por telefone.

A felicidade é tão grande de saber que está preste a embarcar para o país onde Pete Best* nunca quis estar, que nem deve ter penteado os cabelos e colocado uma roupa suficientemente “ok” para viajar. A camiseta número 18 do Androceu, ou sua segunda pele, como queiram, está mais do que bom. Sim, o Max diz que será nosso correspondente em Londres. Não duvido.

Os imensuráveis “projetos androcêuticos”, como sempre faz questão de sublinhar nos e-mails que nos manda quase que semanalmente, atravessarão o Atlântico, pousarão no aeroporto em Londres, enfrentarão o frio fora do comum que assola a Europa, arriscarão um inglês sem identidade, dormirão mal em algum albergue, enfim, sobreviverão na mente do ícone-MAXímo da ex-Comfil. Na terra onde nasceu o trump de Chaplin, o nosso vagabundo, ou melhor, o nosso praticante do jornalismo vagabundo dará um jeito de fazer com que, aqui, o staff todo do Androceu continue na mais perfeita desordem, como tem que ser.

E já posso também sonhar com a rainha tomando seu chá, embalada por um Contraponto lido por algum interprete real, que terá acesso à publicação após conhecer nosso repórter judeu em algum pub... “Aeow, do you want a Contraponto?”.

Max já voa. E logo mais chega algum post dele, com inusitadas inserções do termo "Corinthians" em um texto sobre, sei lá, batatas. Aguardemos.

Shalom, amigo.




- Na foto, Max com a mesma descontração que levará durante sua viagem à Europa.
*Não sabe quem é Pete Best? Por isso mesmo ele não devia ter ido a Londres.

17 de mar de 2010

"Futebol dos Filósofos" ganha nova versão

“Quem precisa de Beckham e do Brasil quando se tem Platão e Kant?”. A frase, em ano de Copa do Mundo, só poderia ter sido dita por um P.I.M.B.A (Pseudo-Intelectual Metido à Besta Associado). Contudo é a frase de abertura de um texto bem-humorado que promove o remake depois de quase 40 anos, um dos enquetes mais famosos do grupo humorístico britânico Monty Python. Trata-se do clássico “futebol dos filósofos” onde a seleção grega, que contava com Sócrates, Platão e cia, enfrentava o selecionado alemão, que possuia em sua relação jogadores como Heidegger, Hegel e Marx.


Veja o enquete clássica feita em 1972.





Fazer adaptações, remakes e reboots parece ser a palavra de ordem no mundo do entretenimento. Nos últimos anos, vimos várias personagens que fizeram sucesso nos anos 60/70 voltarem à vida. Doctor Who, por exemplo, a série de ficção científica que fez muito sucesso nos anos 70, voltou à vida em 2005 e deve ganhar sua quinta temporada ainda este ano.
O novo encontro entre “Socrates Wanderers” e “Nietzsche Albion” conta com o apoio de alguns dos próprios membros do Monty Python. A iniciativa de se realizar o jogo partiu do The Philosophy Shop, um grupo que ensina filosofia para crianças de cinco a 11 anos no território britânico.
“Usamos esquetes do Monty Python em muitos dos nossos treinamentos para tratar assuntos sérios de uma forma divertida, e o jogo é uma extensão desta ideia. Os membros do Monty Python estudaram filosofia e sabem da importância desta ciência, mas ao mesmo tempo pensam de forma criativa sobre ela – o que é o coração da filosofia”, afirma Emma Worley, diretora do The Philosophy Shop.
O jogo será disputado em 9 de maio no estádio Wingate & Finchley’s Harry Abrahams, na região norte de Londres e representante androceutico para assuntos britânicos já está correndo atrás de um ingresso para o embate.

14 de mar de 2010

Domingo de Brasil no pódio

GP do Bahrein

Ainda não há como se ter um diagnóstico efetivo sobre os rumos da Fórmula 1 em 2010, mas se as coisas não mudarem, teremos um ano de corridas bem chatas. Com o fim do reabastecimento, a FIA conseguiu efetivar seu plano de impedir que as ultrapassagens fossem restritas ao momento do pit stop, mas o tiro pode ter saido pela culatra. Na pista, com carros pesados e razoavelmente equilibrados em termos técnicos, ultrapassagens devem ser bem raras na categoria. Agora nem mesmo as voltas antes do pit stop terão alguma emoção.

Se analisado friamente, o Grande Prêmio do Bahrein apenas teve alguma emoção (mesmo que pouca), quando o motor Renault da Red Bull de Vettel começou a perder potência e o jovem alemão se tornou presa fácil das Ferraris de Alonso e Massa. Com isso, temo que voltemos aos tempos de corrida no qual Schumacher fazia a pole, disparava na liderança e só deixava o primeira colocação, às vezes, quando tinha que reabastecer e trocar pneus. Depois da largada, tudo ficou na mesma. Massa vacilou, Vettel segurou a primeira colocação e Alonso ganhou uma posição que se transformaria fatalmente em duas mais tarde.

Schumacher, tão falado e esperado, fez o arroz com feijão e esse ano não poderá se valer dos reabastecimentos para ganhar várias das posições que Brawn arranjava pra ele. Rosberg deve se manter mais rápido por algum tempo, mas logo o alemão deve, infelizmente, retornar triunfal para os pódios e para o caminho das vitórias. Vale também citar o inexistente confronto britânico na McLaren, que só tem um piloto com condições reais de incomodar as Ferraris nesse início de ano. Button foi mal na classificação e simplesmente não apareceu na corrida. Péssimo, como já era de se esperar. Vettel só não venceu por problemas no carro e com toda certeza se mostra como o melhor piloto da categoria atualmente, pois conseguiu tirar leite de pedra em um Red Bull que certamente não é tudo isso que parece.

Destaque para as Lotus, que conseguiram terminar a prova e para Bruno Senna, que conseguiu levar seu pangaré chamado Hispania por mais de trinta voltas, até que o carro quebraria. Comédia foi o repórter da Globo perguntando se ele estava feliz por ter corrido e o Bruno respondendo algo do tipo: "Claro que não, eu queria terminar a corrida". Legal foi o Galvão cantando a vitória do Alonso no final da corrida, só não contava que faltava ainda uma volta. Ele passou metade da última volta tentando entender o que acontecia, botou a culpa nos outros, pra variar, mas incrivelmente assumiu mais um de seus incontáveis erros.

No duelo particular da Ferrari, Alonso fez seu primeiro ponto, mas se Massa quiser ser campeão, terá que fazer alguma coisa logo. Quanto antes o Massa abrir os olhos de que agora a corrida é de sábado, melhor. Há uns vinte anos pelo menos não era tão fundamental largar na frente. Sem ultrapassagens e sem reabastecimentos para mudar posições, largar na frente já é 90% de vitória, salve alguma falha técnica do carro.


São Paulo Indy 300

Tava na cara. Todo mundo parecia secar a São Paulo Indy 300 e não deu outra. Choveu durante a corrida e o Anhembi, que já estava um sabão, com algumas caixas d'água que caíram do céu virou uma arena de curling. Não bastasse aos americanos viajar para São Paulo, correr em um circuito não-oval e ainda por cima de rua, choveu para que as coisas piorassem ainda mais. Pode se dizer sim: bem feito. Pior foi o Luciano do Valle falando que já era possível a corrida voltar e algum operador de imagem dos caras da Band selecionar uma câmera que mostrava uma dúzia de cidadãos desesperados com rodos nas mãos para jogar fora alguns caminhões de água em poça. Vá puxar saco assim no inferno.

Os brasileiros foram muito mal e ao contrário do que acontece na Fórmula 1 (quando vários pilotos brasileiros já passaram, treinaram e conhecem Interlagos como a palma de suas mãos), correr no Sambódromo não dá qualquer tipo de vantagem para os nascidos no Brasil. Era como correr em um circuito neutro. Kanaan largou apenas em sexto, Castroneves em nono. Eram as maiores esperanças brasileiras. Mas Helinho já se ferrou logo na largada, o Tony virou retardatário depois de ser tocado e o Raphael Matos, coadjuvante que se tornou a maior esperança de Luciano do Valle, ficou apenas em terceiro. Aliás, por falar no narrador da Band, ele ficou a corrida toda rezando pra não dar nenhuma cagada. Na relargada ele até soltou um "Graças a Deus não aconteceu nada no 'S do Samba'". Sem comentários.

Mas amadorismo mesmo foi que uma das curvas do circuito não estava molhada, estava encharcada e os caras que comandam a parada ainda permitiram a relargada mesmo com uma poça gigantesca no local. Não deu pra acreditar. Bia Figueiredo ainda se mostrou mais segura que os outros brasileiros, mas também fez a grande besteira de continuar com pneus para chuva quando o sol já estava escaldante, como a Danica Patrick que rodou e ficou pra trás. Outra coisa que me impressionou foram as câmeras de dentro do carro, pois acho que nunca tinha visto uma suspensão trabalhar tanto na Indy quanto nessa prova de São Paulo. Essa pista tava mais pro Mundial de Rali que pra uma competição de monoposto.

Nas últimas voltas a Indy provou mesmo que é a “Fórmula da emoção”. Briscoe vencia há alguns minutos do final e mostrou que a Penske é uma equipe forte, mas fez cagada, escorregou e saiu da prova de mão abanando. Hunter-Reay se aproveitou e há menos de cinco minutos do final perderia a liderança para outro piloto da Penske, Power, que venceu quando ninguém apostava suas fichas nele. Os melhores brasileiros foram Vitor Meira, em terceiro e Raphael Mattos em quarto. Até que foi uma boa participação brasileira, afinal os favoritos nacionais sempre amarelam, então os dois coadjuvantes deram conta do recado com seus carrinhos mequetrefes.

12 de mar de 2010

Óbivio Tanakara Entrevista: repórter VS boleiro

Não perca a entrevista exclusiva que o Androceu fez com um dos grandes craques do Androceu FC, Juninho Alagoano, que fala coisas que nunca havia dito antes para imprensa sobre sua última partida, para a possibilidade de ele ir para o banco de reservas, sobre a tão sonhada final da Copa Libertadores e sobre seu sonho em jogar com a amarelinha!

E agora, Juninho? Está feliz pelos três gols de bicicleta?
Graças a Deus, com certeza, a gente entra com muita humildade e respeitando o adversário pra buscar esses três ponto que são muito importante, porque a vitória é muito importante pra dar sequência no nosso trabalho e pra dar alegria pra esse torcida maravilhosa. A artilharia é segundo plano, o que importa mesmo são os três ponto, fico feliz por ter ajudado esse elenco voluntarioso.

E agora, Juninho? Você pode voltar para o banco para o próximo jogo?
Não, com certeza, isso é com o professor, ele que escala o time e se eu tiver que ficar no banco ainda vou dar 100% pra entrar e ajudar nosso time a sair com a vitória que é muito importante pra gente. Nosso grupo tá fechado e se o professor decidir por outro jogador vou continuar trabalhando pra reconquistar meu espaço no grupo.

E agora, Juninho? Esse gol no final do primeiro tempo abalou o time?
Não, com certeza, a gente sabe que nosso adversário tem qualidade e agora a gente tem que correr atrás do prejuízo. Não vamo abaixar a cabeça porque ainda tem 45 minutos pra gente reverter esse placar. Vamo conversar com o professor e ver o que a gente pode fazer pro segundo tempo pra conquistar esse resultado positivo.

E agora, Juninho? Já estão com a cabeça na final da Libertadores?
Não, com certeza, nossa cabeça tá no jogo de domingo do Alagoano que é muito importante pra gente dar sequência no trabalho. Só vamo pensar na final da Libertadores depois desse jogo que vai ser muito difícil, mesmo a gente estando já classificado para fase seguinte do estadual.

E agora, Juninho? Essa camisa pesa? Pensa em jogar pela Seleção?
Graças a Deus, com certeza, vir pra esse time que tem essa torcida maravilhosa é um grande passo que eu dou na carreira e o importante é agora é ganhar ritmo de jogo e mostrar pro professor que eu tenho condições de disputar uma vaga aí no time. Eu chego para agregar a esse elenco maravilhoso.

Chego apenas a uma conclusão (que nem é uma conclusão) depois de constatar que 99% dos jogadores falam assim, com exceção apenas do genial Marcão: quem é o pior? O jornalista ou o jogador? Sinceramente, eu acho que seja o jornalista, que deveria ser muito mais preparado que o jogador para comandar uma entrevista, seja ela qual for, em um nível superior a esse.

O colunista nipo-brasileiro Óbivio Tanakara escreve sua coluna quando dá na telha, ele é costas quentes.

O retorno do Rei do anti-esporte


Schumacher volta para o delírio de pelo menos um androceutico. E raiva dos demais.

O cenário é o GP do Brasil de 2006. Rubens Barrichello fechava um dos piores anos em seus quase 20 anos de F-1, mas foi o responsável pela melhor frase sobre a principal personagem do final da semana. E não estou falando de Felipe Massa que terminaria o domingo consagrado como primeiro piloto brasileiro desde Senna a vencer no Brasil: “Schumacher não fará falta à F-1”.
Corte de três anos. Nesse meio tempo o Circo viu um finlandês beberrão e dois ingleses, sendo um deles o Button (!!!) levantaram o caneco de melhor piloto da temporada. Enquanto isso Shummy, como Michael Schumacher é chamado por sua enorme legião de fãs, descansou, dirigiu um táxi a 120 quilômetros por hora na Alemanha para não perder um avião, tentou dirigir profissionalmente uma motocicleta e visitou o paddock da Ferrari em algumas corridas, mas parecia que algo faltava em sua vida.
E na inter-temporada 2009-2010, o mundo da F-1 foi abalado um terremoto sem antecedentes: Michael Schumacher, o maior campeão da categoria com sete canecos, estava de volta.
A partir desse momento os fanáticos pelo esporte entraram em contagem regressiva. Contagem que acabou na manhã dessa sexta-feira quando às 4h08 da manhã (horário de Brasília), quando uma flecha prateada com capacete vermelho acelerou e incendiou o público que compareceu ao GP do Bahrein. O rei estava de volta.
Contudo, na opinião de merda deste eterno aprendiz de repórter, não estava de volta o piloto com 1369 pontos que esteve presente em 154 pódios e único piloto em toda história da F-1 a ir para o pódio em todas as corridas de uma temporada (2002). Quem voltou, de fato, foi o Rei do anti-esporte na F-1 e para provar isso, segue abaixo algumas “historinhas” do Shummy durante sua primeira passagem na F-1.

A primeira delas aconteceu no saudoso ano de 1994, quando ainda dirigia pela Benetton. Shummy liderava o campeonato por um ponto e para não ter dúvidas que levaria o título para casa, fez a seguinte coisa:


Três anos depois, ele tentou fazer a mesma coisa. Porém, Villeneuve, a vítima da vez, foi mais esperto, conseguiu driblar o alemão e conquistou seu único título na categoria.

Em 2006, Shummy literalmente parou no meio da pista após garantir a pole-position do GP de Mônaco, pois ouviu no rádio que Fernando Alonso vinha mais rápido e poderia atrapalhar seus planos na corrida. Contudo, a direção da prova descobriu o logro e colocou Shummy na última fila. Acabaria chegando na quinta posição.

E para finalizar com chave de ouro, ou de merda, o famoso caso do GP da Áustria de 2002, quando Michael ultrapassou Rubinho nos últimos metros causado inúmeras vaias em todo o circuito de A1-Ring, localizado em Spielberg. Contudo, nada melhor que o filósofo do Jornalismo Esportivo brasileiro para narrar à cena.

11 de mar de 2010

O que é isso, brasileiro?



Não tem Boca, não tem River. Acabaram as desculpas para os brasileiros que estão perdendo todas na Libertadores nos últimos anos? Nada disso. Dessa vez se algum clube brasileiro não for campeão, será por causa de um problema recorrente nessa competição: falta de qualidade. Tá faltando bola pros times brasileiros. Seria esse ano uma oportunidade de bi para nosso inesquecível Once Caldas?

Acabo de ver o jogo Nacional do Paraguai e São Paulo e tive a nítida impressão de que o clube paraguaio é pior que muito time que joga a A2 do Paulistão. “Até o São Bento ganharia desse Nacional”, soltei para o meu pai, sãopaulino que estava arrancando os cabelos com cada um dos inúmeros erros de passe de Hernanes e cia. Ver o São Paulo na Libertadores dá até sono, nem parece aquele time que o Galvão cansou de dizer que tem uma “química com a Libertadores”. Papo furado. Na Libertadores, se não fosse Washington, o São Paulo teria só dois pontos.

Até o Inter penou para vencer o coitado do Emelec. Acho que o Naviraiense conseguiria vencer o Emelec. Isso que o jogo foi no Beira Rio. Dá até dó. Que tal o Cruzeiro que já começou perdendo para o Avaí da Argentina? Não tenho dúvidas que o Vélez foi Chilavert e ponto final, mas tem time mineiro aí que tenta reviver esses clubezinhos mortos. Quanto ao Flamengo, venceu duas e parece estar jogando bem, mas todos sabem que logo vai tomar de três para algum time mexicano e vai ser eliminado.

Outro que demonstra que logo, logo vai começar a tropeçar é o tão esperado Corinthians, que penou para vencer o pobre Racing (com gols de um volante) e só não saiu derrotado de Bogotá por um milagre do banco. Só tem time ruim nessa Libertadores e nem assim os brasileiros estão fazendo suas partes. Olhem que até agora o Corinthians pegou os dois mais fáceis de seu grupo, pois o Cerro é líder no paraguaio e vai complicar, apesar de estar na lanterninha. Abre o olho e ganha o Paulista enquanto há tempo, Centenada.

Senador quer fazer boêmia ficar mais cara

Fã de boteco, prepare sua carteira. Corre nos corredores do Senado um projeto de lei que permite que bares, restaurantes e similares deixarem de cobrar os tradicionais 10% facultativos para assaltarem os amantes da noite cobrando 20% fixos nas contas encerradas após as 23 horas.
Segundo o mentor da lei, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a intenção é beneficiar garçons e outros trabalhadores de bares e restaurantes que exercem atividade tarde da noite e na madrugada. O excelentíssimo representante do povo só esqueceu de um pequeno detalhe: os garçons raramente ficam com as gorjetas e o mais tradicional são os trocados irem para o bolso do dono do lugar.
Porém não é só isso que muda na lei. O Blog Androceu teve acesso a projeto de lei, que será encaminhado à câmara dos senadores ainda essa semana. O que chamou a atenção e que ao contrário do decreto anterior, que estabelecia a cobrança facultativa de 10% no total, a nova lei permite que o bar adicione 20% na cara dura. E o melhor: sem dar chance do cliente decidir se paga ou não o valor extra.

Complemento às 15h30: Marcelo Bezerra Crivella não é apenas senador pelo estado fluminense. Ele é, entre outras coisas, escritor, líder religioso brasileiro, cantor gospel e sobrinho de Edir Macedo, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Fica a pergunta: apenas os boêmios serão obrigados a pagar os 20% ou as outras seitas também terão que pagar mais para utilizar de seus respectivos pontos de encontro?

8 de mar de 2010

Bendita És Tu, Entre as Mulheres do Brasil

O relógio marca exatamente onze da noite quando começo escrever este post atrasado. Durante todo o dia o assunto não foi o machucado no braço do Adriano, as seis estatuetas para o Guerra ao Terror no Oscar ou a mudança de direção na Bovespa, mas sim o centenário do Dia Internacional das Mulheres.

Passeatas no mundo islâmico foram feitas, reportagens sobre o feminismo foram produzidas, rosas foram entregues nos locais de trabalho e alguém deve ter feito a velha piada que hoje é o dia da mulher pois todos os outros são dias do homem. Ufa! Foi um dia intenso pelo visto e ainda bem que está acabando...

Contudo, um membro original do Blog Androceu não poderia deixar esta data tão maravilhosa passar em branco (ainda não vi se Paulinha ou Dé deram o ar de sua graça e postaram a visão de uma androceutica mulher sobre o dia...). Para tal, reeditamos o Androcast sobre o Dia Internacional das mulheres que já está disponível para ser baixado no Itunes, além de selecionar três vídeos que estão logo aí embaixo.

O vídeo aí de cima é o clipe oficial do "Eu gosto de mulher" do Ultraje a Rigor. Vale a pena ouvir pois a música é boa (além de uma ótima letra do Roger) ou para dar risada dos video clipes semi-amadores da década de 80. O segundo vídeo aí embaixo é a minha (mas acho que posso dizer nossa, talvez...) de fato. Na voz dos Demônios da Garoa, a música de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Se todos fossem iguais a você.

E para finalizar com chave de ouro, e limpar a minha barra com a Dé que deve estar pedindo a minha cabeça em algum canto de São Paulo, Erasmo Carlos com "Mulher" que também fica como homenagem para a minha mãe já que eu esqueci de comprar o presente pra ela hoje...

7 de mar de 2010

Cuidado, blog em obras



Nos próximos dias o Blog Androceu estará em obras, então não perca a cabeça se no meio da tarde figuras começarem a aparecer e sumir ou o blog não entrar nem com ordem celestial. O motivo da reforma é deixar o blog com uma cara mais leve facilitando a leitura além de servir como pedra fundamental de outros projetos que estão para sair do papel. Segundo Fax Mischer, o engenheiro responsável pela obra, o novo design deverá estar pronto até o dia 18 de Março. Até lá pedimos desculpas por qualquer inconveniente.

4 de mar de 2010

Update

Ainda sobre a crise palmeirense, saiu no blog do PVC uma boa entrevista com Fábio Raiola, ex- diretor financeiro do clube. O que ele afirma, e o que o PVC fez questão de destacar, é que o problema não é a falta de dinheiro, e sim como ele foi gasto.


PVC – Na saída, o Toninho Cecílio disse que faltava dinheiro, por causa do corte de orçamento de 30%. Faltava?

RAIOLA – Não houve corte de 30%, nem de 20%. É só observar quanto estão pagando agora pelos novos jogadores que chegaram e você vai ver que o problema é o dinheiro mal empregado. Desde 2007, foram muitos os jogadores contratados que não serviram e isso sim tem sido um problema.(...)

3 de mar de 2010

CRISE!!!!

Bem, agora eu gostaria MUITO de saber aonde é que estão aquela turma da imprensa esportiva paulista que, mal o Ronaldo solta um peido mais alto, estampa nas capas:

CRISE NO PARQUE SÃO JORGE!

Aonde estão vocês, caros urubus, para encherem o saco da turma da polenta?
Desde que voltei de viagem, o Palmeiras tomou um sabugo, mandou um técnico embora, ganhou um clássico, perdeu para chuva e agora, outro sabugo prum time do ABC.
Se quiserem, eu posso facilitar vosso trabalho e adiantar algumas manchetes:
CRISE no Palmeiras! CRISE no Parque Antártica! CRISE no Palestra Itália! CRISE NA ITÁLIA!
Berlusconi estuda intervenção dos carabinieri - Família Corleone desmontra indignação em Nova York etc.

Deixando a palhaçada de lado, tenho uma suspeita do que seria o problema do Palmeiras. Não que tudo que já não tenham falado a respeito da diretoria e das divisões internas da política palestrina não esteja correto. Mas, no fundo, acho que tem mais coisa.
Acho curioso que, ao longo de 2009, nenhum dos jogadores contratados com nome de peso ou uma boa aposta não tenham vingado. Keirrison, Vágner Love, e, vá lá(com muita boa vontade) Obina, todos saíram pela porta dos fundos - que, se não me engano, fica ali perto da Francisco Matarazzo.
Uma boa aposta, um jogador de renome, outro com mais mística do que futebol de fato - todos atacantes, e que, caso dessem certo, fariam uma baita sombra em outros bons jogadores do elenco.
Me parece que tem alguém que não está nem um pouco afim de perder o posto de queridinho da torcida.

Ou não. É uma questão pontual, mas também estrutural.