31 de dez de 2007

Mensagem de começo/fim de ano para todos vocês


yé, apesar de gaúcho, não dá pra discordar desse tal de allan sieber.
feliz ano novo, muita sabedoria, felicidade, bebidas alcoólicas e carros financiados em 72 vezes neste ano que se inicia.

Abraço, meus queridos!

REVÉILLON ANDROCEU 2008

2007 chega ao fim, termina mais um ano de grandes conquistas e realizações para o Androceu. para não deixar passar em branco, a Androceu Eventos vem convidar a todos para a nossa festa de final de ano. A comitiva se encontrará chez moi, entre à meia noite e a uma da manhã, de onde partirá rumo ao Caribe, sito á rua Dona Antônia de Queirós, 112. Lá, será servido um churrasco acompanhado de cerveja Skol de garrafa gelada á vontade. A todos e todas que se interessarem, fica o convite. Feliz 2008.

Em atitude suspeita

No último horário, o plantão não tem fim. Entra as cinco da tarde e a meia-noite, a impressão que dá é que tem umas mil horas. Citando Ítalo, você espera miliduca e a meia-noite não chega. Some-se a isso o "Sem Jeito" coçando o saco na FM sem fazer nada que preste (e você carregando ele nas costas) e o Giro de Estradas - Projeto Verão Bandeirantes, e você terá aquilo que os antigos chamavam de saco cheio. Pelo menos eu recebo hora-extra.

Bom, mas vamos ao que interessa. Saí da Band por volta da meia-noite, temperatura agradável e sem previsão de chuva. Um Corsa Sedan Classic preto, muito limpo, com rodas originais e todo o jeito de ser novo estava parado no meio da rua, com um sujeito novo e bem-vestido no volante. O cara pôs a cabeça pra fora e me perguntou se eu era ator da Band. Falei que não e fui em passo acelerado para a rua de cima, onde sempre deixo meu Escort. A rua estava deserta, meio escura como sempre e só meu carro estava lá. Entrei e liguei o motor e já ia acelerar quando um carro com dois faróis de Corsa entrou na rua. Achei prudente esperar o cara passar e de repente ele emparelhou comigo.

Ele estava com o vidro do carona aberto, eu baixei o meu. O mesmo Sedan Classic, o motorista de regata preta e o passageiro de camiseta branca e cabelo espetado com gel. O motorista olha pra mim e pergunta onde é a Band, e de repente começa a rir e fala, ô véio, e aí? Achei aquilo meio estranho, "os dois indivíduos estavam em atitude suspeita" e possivelmente "iam efetuar a abordagem" ou talvez tivessem "uma fita pronta pra fazer". Falei que a Band era lá do lado, onde eles estavam e o carona e o da regata riram, e o da regata falou que eles tavam perdidos e perguntou como fazia pra ir na Band e ver o programa do Otávio Mesquita. Falei que não tinha a menor idéia e que não tinha mais nada rolando lá, só tava o pessoal do plantão. O carona, da camiseta branca, começou a dar uma risada meio imbecil e eu fui ficando meio nervoso. Fodeu, pensei, vão me seqüestrar, roubar todo o meu dinheiro (logo agora que eu tava conseguindo economizar um pouquinho todo mês), me levar prum matagal e me currar. Só me fodo nessa merda. O motorista me perguntou como fazia pra entrar lá e se eu podia dizer o nome de alguém pra eles conseguirem conhecer a Band. Aquela situação não estava nem um pouco agradável. Depois de quase oito horas na redação, de agüentar o incapaz da Band News e fazer ligação pro DER, aqueles dois ficavam me alugando. Falei pra eles irem na portaria e pedir pra entrar e o imbecil disse que eles estavam perdidos. Perguntei de onde eles eram, o cara me responde que é de Campinas. Puta merda, além de tudo o cara é veado, pensei mas não falei.

Doido pra acabar com aquilo (e completamente cagado de medo) falei que a Band era do lado, era só virar à direita e à direita. O motorista dá risada, o carona pergunta se eu não posso ir na frente e mostrar pra eles o caminho. Falei que tudo bem. Saí bem devagar e fui mais devagar ainda. Depois de dobrar a primeira à direita, acelerei bastante, freei com força e encostei na esquina. O Corsa estava rápido, não ia conseguir frear à tempo, só me ultrapassou e virou à direita. Apaguei os faróis, entrei a esquerda e fui acelerando por dentro do Morumbi, já no Jardim Guedala, o mais rápido que eu podia. Peguei uma rua que eu subo para chegar até a Band, uma rua de mão única, desci ela na contramão e cheguei na Francisco Morato. Lembrei de acender o farol, não desgrudei mais o olho do retrovisor até chegar em casa. Liguei pra portaria lá da Band e "dei a fita" pro pessoal da segurança, vai saber. A última coisa que eu quero pra 2008 é participar do "Brasil Urgente".

27 de dez de 2007

2007: Um ano para (quase) se esquecer.

Final de ano é tempo de presentes. Tempo de férias, de folga e lazer. Hora de pensar nos novos e velhos amores. Momento de passar tardes e tardes com as pessoas que você gosta conversando sobre as agradáveis futilidades da vida em vez das banalidades acadêmicas que pautam as discussões do resto do ano. E também é hora de “fechar para balanço” e pensar no ano que termina e começa outra vez...
A idéia desse texto surgiu depois de uma formatura. Um dos leitores irá me acusar de saudosismo, outro irá dizer que eu desisti de sonhar e o terceiro leitor irá procurar uma latinha de cerveja antes de continuar a ler.
Foram tantos fatos. O maior acidente aéreo da história do Brasil deixou mais de duzentos corpos estendidos no chão. Marta Suplicy mandou o povo brasileiro relaxar e gozar. Tropa de Elite é o filme do ano e Capitão Nascimento se tornou ídolo da nação do eterno futuro. Pizzas e pizzas no Congresso e a população continuou a morrer de fome nos sertões tupinanquins.
O ano sem Schumacher, o ano de Hamilton, de Raikkonen, do surgimento de Vettel, da contratação de Nelsinho e mais pizzas na F-1. O Pan veio e foi e o carioca sentiu falta da segurança que teve por um mês “para americano ver”. Medalhas e mais medalhas pesaram nos pescoços canarinhos para a Glória do Esporte e dopings e mais dopings para desonraram o mesmo Esporte.
O São Paulo ganhou mais um Brasileiro. O Santos, até tentou, mas caiu na semifinal da gloriosa e ingrata Libertadores. O Palmeiras amargou mais um ano na fila e para o desespero da metade da nação e alegria da outra metade, o Corinthians foi rebaixado no Brasileiro.
Mas fatos como estes podem ser encontrados em qualquer retrospectiva barata. Sobra apenas fazer uma retrospectiva do pequeno universo puquiano que este blog faz parte.
Fazer toda a retrospectiva seria chato e cansativo. Mas pensando sobre o que escrever que a ficha caiu. 2 anos já se foram. Faltam apenas 4 semestres para a formatura (5 ou 6 para alguns). Parece que foi ontem que “escalei” pela primeira vez a João Ramalho e descobri que a Comfil não era bem o prédio grande e sim o “Singapura” da PUC. O trote, os primeiros amigos, as tardes nos bares e os primórdios do Androceu, que viria a ganhar corpo mais tarde. Faro e seus mil comentários e textos. Rachel e suas delegacias de polícia, os gritos de “Fora Maura” e os funks da greve. E para fechar o semestre como chave de ouro veio o que se tornaria um marco na vida da nata do curso: O JUCA.
O Brasil não ganhou a Copa. Mas os almoços e churrascos organizados como desculpa para ver o jogo valeram (e muito) a pena. E o tempo vai passando. E como não esquecer do imortal trabalho sobre Futurismo?
Quanto tempo se passou. E isso apenas em seis meses. E parece que foi ontem tudo isso.
O tempo foi passando. Amores feitos e desfeitos. A turma de bar foi sumindo aos poucos. Guerras de e-mails travadas, algo adventício ontem, hoje e amanhã. Trabalhos, trabalhos, provas, provas e quando tudo isso não parecia ter fim demos conta que as férias, algo que parecia tão longe e irreal, se tornaram reais. Dois meses depois era o começo de um novo ano. 2006 até que havia sido um bom ano. A dúvida era o que o Destino, esse senhor que adora pregar peças, iria aprontar em 2007.
São frases soltas (e talvez sem sentido), eu sei, mas é a melhor maneira que eu encontrei para resumir o ano puquiano de 2007.
Encontros e desencontros. Traição, perdão e remorso. JUCA veio e foi. Positivo para alguns, ressaca e reprovação para outros e uma semana de hospital para os perdidos. Teatros, festas, bares e Caribes. Ataques contra o patrimônio intelectual e pessoal. Justiça feita em alguns casos e a espera em outros. A troca da vadiagem pelo estágio. Novos rostos, amigos e paixões.
De resto sobram as coisas pessoais. Coração partido com razão e sem razão. Lágrimas de alegria e tristeza. Vitórias na pura Raça Puc e derrotas que deixaram marcas infindáveis. Mas tudo isso são ninharias perto do que outros sofreram calados durante todo o ano.
Somando umas coisas com as outras, qualquer leitor desatento achará que o saldo anual acabou sendo negativo. E pensará certo se nada mudar, mas a lavoura ainda pode ser salva nessas últimas horas e as atitudes tomadas aos 48 do segundo tempo ainda podem render bons frutos e salvar a plantação.

E o ano termina. E começa outra vez.

Que 2008 seja melhor que 2007 e pior que 2009.

Amém.

23 de dez de 2007

Feliz Natal



E uma bênção:

"Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos."


(Bênção Irlandesa de Ano Novo)

21 de dez de 2007

A notícia mais inesperada do ano

Quinta-feira. 11 da manhã. Um telefonema estranho. E uma notícia inacreditável.



- É verdade isso????
- Sim. Foi ontem de noite.
- Mas como que foi???
- Não sabemos ainda. Ele apenas se foi.



E.B., 20 anos.
Saudades dos amigos e família.

Max Centenário

No mês de Dezembro, a Era Moderna do Androceu chegou a uma marca histórica. Max Fischer, atingiu a marca centenária nos comentários com seu texto Pizza a la Pierro. Em contrapartida, Bruno de Pierro continua como o maior artilheiro do Blog, com 28 textos, além de ser o maior candidato a atingir pela próxima vez a marca centenária, contendo 81 comentários até o momento, contra 105 do israelense Max.

Logo atrás, com apenas 14 textos, vem Carlitos, com 71 comentários, na luta pela marca centenária de repercussão do Blog, tendo ultrapassado o incansável Mário Bucci, que com 20 textos (terceiro maior artilheiro da história do Blog), tem 66 comentários. Alan Mariasch vem logo atrás com 60 comentários em 11 textos, uma média incrível de quase 6 comentários por texto. João, mantêm a média de quase 4 comentários por texto, com 40 comentários em 11 textos. Depois, vêm os que estão muito longe da contagem centenária.

Gustavo tem 2 textos apenas e 6 comentários. Sua assessoria de imprensa revela que ele quer o bicampeonato no Troféu Ombudsman Carlitos de menos participações. Dado em vista que Thom, com apenas 4 comentários em 1 texto, entrou na disputa tardiamente, Gustavo já está bem próximo da marca.

16 de dez de 2007

Musa da Semana - "Você já se esqueceu dela?"


BRUNA TAVARES - EX-BBB
Bruna Maria Tavares nasceu em Taió, interior de Santa Catarina, em 25 de maio de 1984.
A loira, de olhos verdes e face expressiva, costuma traçar seus objetivos e persegui-los até o fim. Aos quinze anos, após participar de vários desfiles e concursos locais e regionais, Bruna teve a oportunidade de morar por seis meses em São Paulo, a fim de trabalhar como modelo. Fez alguns trabalhos por lá, mas não conseguiu manter-se, tendo que retornar a sua terra natal para tristeza dos paulistas. Retomou os estudos, sempre aguardando e perseguindo outra oportunidade de modelar, seu maior sonho. Morou em Florianópolis por dois anos onde fez alguns trabalhos e em setembro de 2006, após três tentativas consecutivas, Bruna foi chamada para o Big Brother Brasil 7, onde ganhou fama em todo Brasil ao garantir o terceiro lugar.
E PARA SEMANA QUE VEM UMA PEQUENA ENQUETE NO POST: QUEM DEVERÁ SER A MAMÃE NOEL DO BLOG ANDROCEU PARA ESSE NATAL? DEIXE SUA OPINIÃO AKI EMBAIXO.

15 de dez de 2007

Escrever bêbado é arranjar problema à toa

Eis que, lá pelas cinco e tanta da tarde, entre uma cerveja e outra, entre um bolinho de carne e outro, entre um copo de chá verde e outro, recebo um sedoso email. Dizia a respeito de um fulano de tal que era comentado por outro siclano de tal. O destinatário declamava poeticamente sobre uma "verdadeira aula" de uma merda qualquer.
Em suma, caros amigos androcêuticos, era um texto do Sr. Merda falando mal do texto do Sr. Bosta, coisa que eu prefiro manter distância e deixar minha saúde o.k., só cerveja e cigarro já bastam.
Punhetas intelectuais a parte, essa discussão entre o texto do Sr. Merda e o texto do Sr. Bosta não me incomoda. Incomoda o fato de que o Sr. Merda ser mucho más vangloriado que el señor Pau Pequeno, porque o sr. Merda dá aula melhor, que o sr. Merda é mais legal, que o sr. Merda é mais bonito. Cazzo, o señor Pau Pequeno, apesar de suas ridículas proporções, tinha ao menos um pingo de culhão, coisa que o tal senhor merda terá que comer muito arroz com feijão pra ter. E, convenhamos, o señor pau pequeno ao menos sabia se vestir como GENTE.

de qualquer modo, dizem por aí que talvez um cara vá morrer de fome.

cara, não esquenta a cabeça: se der, te mando uns bolinho de carne.

12 de dez de 2007

Por Detrás das Escutas Inimigas


O rádio-escuta não é um repórter, ele é um especialista em checagem! Se alguma coisa aconteceu, ele descobre; se não estiver certo, ele confirma! Se tiver sorte, vai morrer aos 22 anos em cima do teclado e isso é o mais perto que vai chegar de ser um jornalista! Eu não sei por que alguém ia querer ser rádio-escuta! Agora apresente-se nesse computador, 971!

Dois Dias

Eu estava desligando o computador para ir embora quando um telefone tocou no fundo da redação e eu puxei da minha mesa. Atendi e Zé Américo pediu para falar comigo. Ele pareceu meio tenso e eu perguntei o que era:
- O vô morreu...acabou de morrer. A Nicinha que avisou.
Senti uma fraqueza e sentei na minha cadeira, sem conseguir falar nada. Vovô, morto. Meu Deus. Eu tinha ficado de ir pra fazenda no feriado. Tinha mais de 3 meses que a gente não se via.
- Foi de repente, hoje de tardinha. O doutor Armando acha que foi um derrame. Não sei, eu e o pai vamos pra lá de manhã, você vem com a gente?
Dali a dois dias eu ia pra fazenda ver o vovô. O doutor Armando acha que foi um derrame. O vô morreu.
- Vou hoje mesmo, Zé. Saindo daqui, o tempo de passar lá em casa e eu vou. A Nicinha tá sozinha lá?
- Não, o doutor Armando e o pessoal vão ficar lá hoje. Olha, você tem certeza que não quer ir com a gente amanhã? Você tá aí enfurnado direto sem dormir.
- Não dá, Zé. Preciso ir hoje.
- Tá bom, vai hoje então...mas descansa um pouco, Candinho. Por favor, descansa um pouco e depois vai.
- Descanso sim, não precisa se preocupar.
Nem vi aonde eu fui direito. Desliguei o telefone e saí. Andei, andei, andei até lembrar que meu carro estava na outra garagem. Voltei e fiquei zanzando até encontrar. Sentei e fiquei parado um tempão. O vigia perguntou se estava tudo bem, eu falei que sim, só precisava lembrar de umas providências.
O vô morreu. E dali a dois dias a gente ia estar junto na fazenda. O Zé Américo e o pai tinham me chamado no último fim de semana e eu fiquei lá feito barata tonta, de plantão. Nicinha naquela casa sozinha, coitada. E de repente, de tardinha, o vô teve um derrame.
Procurei uma mala e comecei a colocar tudo que eu achei que fosse precisar. Estava procurando meu canivete quando lembrei que não ia mais pescar. Não depois que o vô tinha morrido. Peguei meu terno também, e quando fui pegar a minha gravata vermelha, com o nó já feito, não consegui mais parar de chorar. Vovô fez aquele nó no Natal, já tinha uns anos.
- Que feio, Candinho. Desse tamanhão e ainda não consegue amarrar a gravata...o que eles te falam lá no jornal?
- Ninguém mais usa gravata lá não, vô. Iam estranhar é se eu usasse.
E vovô, achando aquilo muito divertido, me respondeu:
- Pois fique sabendo o senhor que nos meus tempos de estudante, estudante, veja lá, não se assistia à aula sem gravata, seu Candinho.
Não desfiz o nó depois daquele Natal. Acho que nem cheguei a usar gravata depois daquela noite. O nó ainda estava firme. Um nó italiano, o único que o vô sabia fazer. Nicinha estava junto com a gente naquela noite, morrendo de rir da nossa conversa. Ia precisar ligar pro meu chefe. Avisar que ia sumir, ou não, sumir e ser demitido de uma vez daquela porcaria de emprego.
Ainda não tinha jantado, estava morto de fome. O Daniel foi legal. Quando avisei que ia precisar viajar antes ele nem perguntou nada. Falou que eu podia ficar fora o quanto precisasse, só pra ligar avisando quando voltava, se eu pudesse. Falei que ligava pra me livrar daquilo rápido, peguei minha mala abarrotada e fui embora. E acho que deixei as luzes todas acesas. Mas agora eu só pensava em chegar depressa, com luz acesa e com fome, que seja, mas tinha que chegar logo.
Acabei parando a 200 quilômetros da fazenda. A gasolina estava no fim, não tinha lembrado de abastecer antes. Encostei em um BR, enchi o tanque e entrei no bar pra ver se tinha alguma coisa para enganar a fome. O vô morreu. Quando eu era menor e ia com o pai, o Zé Américo, o vô, os outros tios e os primos todos pescar, a gente parava em um posto que ficava perto da fazenda pra comprar gelo pro isopor. O vô sempre comprava picolé, que ele falava que era pros meninos, mas que quem gostava mesmo era ele. E a Nicinha ficava emburrada porque não podia ir com a gente. E agora o vô morreu, de repente, de tardinha.
O doutor Armando acha que foi um derrame. Noite fechada já, o caminho é depois de passar a cidade, antes de uma árvore grande que eu nunca soube qual era. O vô falava que era um jatobá, e eu sempre acreditei, mas um dia alguém falou que era uma outra qualquer, mas nem lembro mais quem foi que falou nem qual árvore que era. Foi bom que não tenha chovido esses dias, que aí eu ia ter que desatolar o carro sozinho.
A porteira ficou aberta, o Damião não deve estar aqui hoje. Bem capaz de ter ido até a cidade, levar o vô pra funerária. A casa inteira aberta, as luzes acesas, só a varanda do lado escura. Muito carro estacionado perto, todo mundo veio hoje. Estaciono junto da caminhonete e desço, pertinho da varanda do lado. Não quero encontrar ninguém ainda. Não agora. Daqui a dois dias eu ia ter parado o carro e entrado pela varanda da frente. Mas de repente, de tardinha, o vô morreu.

2008 já começou. Pelo menos na F-1.

E a novela acabou com o final previsível: Alonso volta para a Renault e Nelsinho foi confirmando como segundo piloto da escuderia francesa. Faltam poucas vagas na temporada 2008. A grande duvida reside agora em quem será o companheiro de Lewis Hamilton na McLaren, mas questões menores como a provável aposentadoria de Ralf Schumacher e quem serão os dois pilotos da Force Índia.
Briatore referiu-se a Alonso como alguém que “já mostrou suas habilidades como piloto e como líder”. Nelsinho, para ele, é um dos “jovens talentos mais promissores do automobilismo”.

Papéis bem definidos, portanto. Como era de se esperar. Mesmo com Piquet pai afirmando que Nelsinho nunca será escudeiro de ninguém. Será que a rivalidade Piquet-Mansell poderá ser revivida na próxima temporada? Só o tempo dirá, mas que seria muito engraçado Celsinho deixando Alonso maluco seria.

O ano será difícil para os dois. Para Alonso, porque caberá a ele recolocar a Renault onde a havia deixado, no fim de 2006, ou seja, no topo do mundo. E não será fácil, porque o carro deste ano era bem ruinzinho. Será uma prova de fogo para o príncipe das Astúrias.

Por sinal, alguém aí sabe a duração exata do contrato do Alonso?

Para a agência alemã DPA, que cita uma “fonte na equipe”, e para o espanhol “Marca”, dois anos.
Na Inglaterra, “Times” e “Independent” cravam três anos, mas o “Daily Mail” fala numa cláusula que pode devolver o piloto ao mercado já em 2009 (quando vence o contrato do Kimi na Ferrari).

O “Mundo Desportivo”, da Espanha, escreve que o acordo é de um ano e por fim, O “As” concorda, mas cita cláusulas de renovação automática de ambos os lados, dependendo do desempenho em 2008.

E Para Nelsinho também, porque ele terá que controlar o ímpeto na maioria das oportunidades oportunidades. Desde a chegada de Emerson na Lotus, lá pros idos de 1970, que um brasileiro nãp estreava em uma equipe de ponta. Senna, por exemplo, começou na Toleman-Hart e Massa, que larga como um dos favoritos ao titúlo na minha opinião, iniciou-se na Sauber.

E infelizmente a vaga de piloto de teste não será do brasileiro Lucas Di Grassi e sim do suiço Romain Grosjean. Mas Di Grassi ainda sonha em correr na mais nobre categoria do automobilismo.

Mas as novidades não param por aqui. Em 2008 teremos o primeiro GP noturno da história. O estreante circuito de rua de Cingapura, que será disputado no dia 28 de setembro, será iniciado ás 20:00 (equivalente ás 9 da manhã no Brasil).

No blog do Fábio Seixas tem um post bem interresante sobre isso: Leia
aqui

Com tudo isso, a temporada 2008 deverá ser marcante. E quem sabe o Massa não vence novamente no Brasil?

9 de dez de 2007

O que li no jornal, hoje, e que levarei para o resto da minha vida:

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Gêmeos: "Foco total nas suas relações estáveis, nas pessoas que você consulta, naquilo que tem (ou que deseja) dividir com elas, por causa da lunação em Sagitário. Por ser seu signo oposto, ele é o que lhe traz mais percepção e consciência. Os enfrentamentos e diferenças se tornarão mais claras e o seu entendimento também". (Folha de S. Paulo)




Sim, no horóscopo podemos confiar. Pois mesmo que erre, sabemos que é apenas o horóscopo.

5 de dez de 2007

Carícias

_ela está com a cabeça cheia de coisas.

...

-Por isso não tem tempo pra nada.

...

_Não liga, não dá satisfação...

...

_Nunca está em casa, nunca me atende!

...

_Acho que até nem pensa mais em mim!

(Pensa sim, cara)

_Não, não pensa.

...

_Provavelmente já tem outro...E eu aqui, sem vida, só por causa dela!

(Não, não é bem assim...Veja bem...)

_Veja bem o que?

(Nada, nada...Você é um babaca mesmo.)

Pizza a la Pierro

- Mussarela?

- Abobrinha!

Silêncio. E risos na mesa do lado.

Trabalho Voluntário.

Volta Androcêutica com um bom exemplo de trabalho voluntário realizado no Chile:


Prostituta chilena vende o corpo por 27 horas para ajudar criancinhas

Uma prostituta chilena de luxo resolveu doar o lucro de 27 horas de seus serviços (!) para um evento beneficente a favor das crianças carentes.

María Carolina, que diz cobrar US$ 300 (cerca de R$ 540) por 90 minutos (!!) de serviços, disse que um de seus clientes habituais já comprou suas "horas de amor" (!!!) para ajudar as criancinhas.

A presidente do sindicato das prostitutas, Marcia Poblete, apoiou a iniciativa, mas disse que muitas outras sindicalizadas já colaboram com a campanha, mas anonimamente.

FONTE: EFE



Resta a pergunta: Será que a Débora ajuda criancinhas?








O verdadeiro fundo do poço

Depois do tsunami nuclear e a queda para a segundona, muitos torcedores do Corinthians acham que chegaram no fim de tudo e que nada mais pode piorar. Pois estão muito enganados....

Em 1998, o "FRUMINENSE", considerado por alguns um time grande, caiu para a Terceira Divisão (sendo que no ano anterior tinha caído pra segunda). Após um pouco de investimento e algumas viradas de mesa, o clube retornou à elite do nacional.

Mas o Fluminenese será sempre lembrado por esse ridículo rebaixamento. O vídeo abaixo conta tudo.


3 de dez de 2007

Éramos felizes e sabíamos disso.




Sabe, fim de ano é uma droga. Já em outubro, você começa e se estressar (bem, eu comecei a me estressar assim que o médico me tirou de dentro da minha mãe, mas aí digo que é um estresse típico da minha personalidade) e vai indo assim durante todos os dias até o natal. Aí no natal, todo mundo deve desestressar-se; é lei. É feio, né?, ficar bravo no natal. É até um pecado, dizem. Tá. Mas ainda bem que entre o natal e o ano novo, você tem uns cinco dias pra ficar puto novamente, com aquela velha e boa cara de bosta, ranzinza e totalmente tolerância zero com tudo e todos. Aí é ano novo. Você tem que ficar "de boa"; felizão, de branco, champanhe na mão, “feliz ano novo” pra lá, “adeus ano velho" pra cá...
Uma vez, num ano novo aí, que agora já está tão velho que nem me lembro qual foi, resolvi me trancar no meu quarto. Ah, simplesmente porque vi que não fazia sentido aquele “auê” todo. Meus primos correndo pra todo lado, minhas avós relembrando que na época delas era tudo melhor, tudo era melhor! Meus tios contando piadas e causos...As comidas nada a ver (pra quem não come carne, é nessas horas que você vê que comida só serve mesmo pra TE alimentar). Então, peguei e me tranquei no quarto; ninguém percebeu. Liguei o computador e escrevi qualquer coisa; abri a janela e desejei estar em outro lugar. Mas só entrou vento.

Nunca estamos em outro lugar quando queremos realmente não estar onde se está.

Tudo bem...na época ainda andava de skate direto. Pelo MSN, falei com uns amigos que também haviam se trancado no quarto, para fugir de seus demônios particulares. Marcamos de descermos (todos moram ou no mesmo prédio, ou no prédio vizinho). Reunidos, começamos a fazer a bagunça; agora sim eu estava feliz! Porque, finalmente, estava fazendo algo verdadeiro, e não seguindo aquele velho script de fim de ano, que parece que recebemos com uma certa antecedência. Sim, porque chega no dia do natal, ou do ano novo, você já sabe o que vai acontecer! É um absurdo! Me responda: você já se surpreendeu com o quê nessas datas? Ah, ganhou um presentinho? Ora, abra lá na página 21: lá diz que à meia-noite você receberá presentes e, possivelmente, algum deles será cuecas.

Lembro que naquele dia, 31 de dezembro de não sei o que, andei tanto de skate com meus amigos, até na madrugada do dia 1 de janeiro de também não sei o que, que até nos esquecemos de desejarmo-nos “feliz ano novo”.

Ora, pra que desejar a felicidade, quando se já a tem, nem que por pouco tempo.

No ano novo, o que vejo são pessoas desesperadas por felicidade. Mas elas não sabem que ela, a felicidade, mesmo momentânea, não precisa de script e nem de roupas brancas para existir. Apenas de sinceridade.

Olimpiadas Androcêuticas da Era Moderna



Olá espectadores das Olimpíadas Androcêuticas da Era Moderna. O mês de novembro revelou novas emoções na competição e um dos grandes favoritos ao título no ano que vem enfim conquistou uma medalha de ouro. Max “O Sofredor”, conseguiu enfim manter a vantagem conquistada já na metade do mês e não teve surpresas como no mês passado, no qual Bruno “O Filósofo”, ultrapassou seu principal rival na reta final.

Logo no começo das disputas, Max começou o mês a todo o vapor e parecia que mesmo assim teria trabalho, uma vez que Mario “O Cafetão”, também deu mostras de empenho, chegando a liderar a competição nos primeiros quilômetros da maratona. Já o bi-campeão Bruno, pareceu se poupar e não chegou em nenhum momento a ameaçar a disputa pelos primeiros lugares.

Em um sprint arriscado, logo no começo do mês, Mario abriu boa vantagem, mas Alan “O Paranã”, em apenas um momento da prova já ultrapassou tanto Max, quanto Mario. Durante o mês, Max se recuperou de maneira incrível, não perdendo jamais o ritmo. Entretanto a grande surpresa do mês ficou para a medalha de prata. Na metade da prova, Carlitos “O Raçudo”, não tinha ainda sequer ameaçado a disputa pelo sexto lugar, quando em sprints arrasadores conseguiu ultrapassar até mesmo os fortes candidados que estavam a sua frente, chegando ao pódio nos últimos quilômetros. Confira o resultado final de Novembro:

1. Max Fischer (44 comentários, 7 posts)
2. Carlos Massarico (30 comentários, 5 posts)
3. Alan Mariasch (24 comentários, 3 posts)
4. Mario Bucci (24 comentários, 4 posts)
5. Bruno de Pierro (20 comentários, 7 posts)
6. João Caldeira (12 comentários, 3 posts)
7. Gustavo Silva (2 comentários, 1 post)

Detalhe para novamente o fato de Mario “O Cafetão”, bater na trave e ficar por muito pouco na zona dos que não pontuaram, no uso do critério de desempate contra Alan “O Paranã”. Gustavo não terminou o mês sem participar, mas não pode evitar novamente o sétimo lugar com seu post único. Agora é esperar as emoções de dezembro, o primeiro mês de férias dos participantes. Confira o quadro geral de medalhas:

1. Bruno de Pierro (2 de ouro)
2. Max Fischer (1 de ouro, 1 de prata, 1 de bronze)
3. Carlos Massarico (1 de prata, 1 de bronze)
4. João Caldeira (1 de prata)
5. Alan Mariasch (1 de bronze)

Quem levará a medalha de ouro em dezembro?

2 de dez de 2007

Do céu ao inferno em apenas um post




Parabéns ao São Paulo, campeão brasileiro de 2007! O primeiro pentacampeão do Brasil! Destaques: a incrível defesa, disparada a melhor da competição. Comandada por Rogério Ceni, contou com o seguro Miranda, o espetacular Alex Silva e a incrível revelação Breno. O meio-campo foi bastante coeso e os volantes Richarlysson e Hernanes substituíram os saudosos Mineiro e Josué. A raça de Leandro, a habilidade de Dagoberto a experiência de Aloísio completaram o sensacional elenco, comandado pelo melhor técnico do país na atualidade, Muricy Ramalho.

Enquanto isso, no extremo leste da capital paulista.....

Um tsunami nuclear sem precedentes atingiu a região. Não há relatos de sobreviventes.