29 de ago de 2008

Resposta a Alan: Público gay descobre a zona leste (mas...)

(mas... esses bairros estão longe de desbancar higienópolis)

Dia 6 de julho acontece em Itaquera a terceira edição da Parada da zona leste. A manifestação será realizada no bairro de Itaquera, com concentração na estação do Metrô Corinthians-Itaquera. Além, é claro, de todo o teor de luta pela causa GLS, a festa e, de certo modo, brincadeiras que envolvem a celebração. Há muito negócio envolvendo a data.A Parada Gay que ocorreu recentemente na Avenida Paulista é o maior evento desse tipo no mundo e a segunda arrecadação em turismo da cidade. Na zona leste, guardadas as devidas proporções, deve mexer também positivamente com o comércio local.Afora isso, a região, nos últimos anos, foi “descoberta” pelo público homossexual. Empreendimentos lançadas no Tatuapé e Anália Franco atraem consumidor gay em razão da localização, infra-estrutura, qualidade, facilidades e em quase todos os nichos. Por terem muito perto todas as facilidades como prédios comerciais, shoppings, estrutura de lazer e esportes e acesso às principais regiões da cidade, esses bairros acabaram sendo eleitos por esse público. Estão longe de desbancar bairros como Vila Buarque e Higienópolis, mais centrais e preferido desse comprador, mas o consumidor gay já começa a ser visto como importante em um lançamento.De alto poder aquisitivo, culto e seletivo são sinônimos muito empregados pelo mercado para esses compradores. E os bairros próximos também já sentem os reflexos, como Vila Formosa e Penha.Até mesmo por causa disso, a zona leste vive uma interessante expansão de serviços e lugares voltados para o público GLS, principalmente na área de entretenimento, com o sucesso de points como bares em bairros como São Mateus e o próprio Tatuapé. Outro ponto de convivência da região é o shopping Metrô Tatuapé, em que um dia da semana é reservado para o encontro do que pode ser chamada de uma tribo.

Mc Dia da Obesidade é amanhã!


Amanhã é o dia de fazer caridade para a rede Mcdonalds. Nada como engordar um pouco os clientes e obter lucros fabulosos em imagem. De quebra ajudam a aumentar os índices de obesidade. Para comemorar mais esta fábula do mundo fabril e febril, indico um ótimo game sobre o Mcdonalds: www.mcvideogame.com. O game é idealizado pelo grupo ativista Molleindustria.

28 de ago de 2008

Cena de um divórcio

Pegou-o nos braços, e ele, que não era criança, foi o bebê mais adorável que podia existir naquela hora.

Depois, cobriu o seio que acabara de usar para amamentá-lo. E nunca mais voltou.

OAEM

E a mais importante Olimpíada do ano chega próxima ao seu final. Resta apenas um mês, mas o campeão já está declarado. Max Fischer, o herói israelense, mandou ver cinco medalhas de ouro, tornando o Israel na grande potência androcêutica. O francês Bruno de Pierro não pode segurar seu adversário, mesmo com dois meses de greve por parte de Max. Nesses meses, Carlitos ameaçou uma disputa, mas era só pela ausência do já campeão Max. Bruno conseguiu reunir forças para conquistar sua terceira medalha de ouro, após poucos resultados positivos após suas duas medalhas de ouro iniciais, que não foram suficientes para parar Fischer.

João completa a lista dos medalhistas de ouro, com uma medalha suada, após duas pratas que tiraram suas forças rumo ao título. Carlitos fez duas de ouro, uma de prata e duas de bronze, mantendo uma média que deverá deixá-lo em terceiro na tabela geral, colocando o Uruguai em uma boa posição do pódio do geral. Depois, Mario foi o rei das pratas, com três ao total, ficando em quarto lugar. Fica também marcada a medalha de prata de Luis em seu primeiro mês de disputas, próxima ao final das competições. Fica claro que ele deverá ser um dos favoritos para a nova disputa, já tendo início em Setembro.

Gustavo e Thomas não conquistaram medalhas. Gustavo teve um quinto lugar como melhor posição durante as competições, a mesma que Thomas, que a conseguiu por duas oportunidades. Alan conquistou dois bronzes e pôs o Israel ainda mais a frente. Teve o país ao total cinco medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze. Uma lavada. Fica abaixo as tabelas com as medalhas a uma rodada do final.

1. Max Fischer (5, 2, 2) - (9)
2. Bruno de Pierro (3, 2, 2) - (7)
3. Carlos Massarico (2, 1, 2) - (5)
4. João Caldeira (1, 2, 1) - (4)
5. Mario Bucci (0, 3, 2) - (5)
6. Luiz Mendes (0, 1, 0) - (1)
7. Alan Mariasch (0, 0, 2) - (2)
8. Gustavo Silva (-)
9. Thomas Pacheco (-)

Parabéns a todos os participantes, espera-se uma competição ainda mais acirrada no ano que vem (afinal Max dominou tudo mesmo). Parabéns aos medalhistas, que colocam cada vez mais o Blog Androceu como uma referência mundial para as agências de notícias bestas do mundo. Para o próximo mês, um texto comemorativo sobre as OAEM. Fica o convite para uma entrevista com todos os candidatos para um post especial. Muito obrigado e boa sorte para a nova temporada.

27 de ago de 2008

Resposta tardia

Alguns meses atrás, se não me engano em março, postei um texto que eu escrevi para a aula do Wladyr. Neste texto, contava a respeito das boates-puteiro da Rua Augusta, um pequeno panorama da prostituição no Brasil. Quem leu o texto com atenção entendeu, especialmente nos dois últimos parágrafos, que o objetivo do texto é questionar e atacar a exploração sexual da mulher. Porém, hoje, ao ler textos antigos e seus comentários, me deparei com a seguinte crítica:


Meu nome não vou revelar, mas trabalho em uma dessas boates na Rua Augusta e acredito que você critica pois tem um emprego, já que perde tempo da sua vida escrevendo em blogs sobre um emprego assim como outro. Não trabalho com isso por opção, aliás ninguém trabalha com programa porque gosta de ser arrombada. Acho que em vez de você criticar um modo de sobreviver nesse mundo injusto, deveria criticar a falta de emprego do nosso país. Você não acha? Nesse mundo capitalista em que vivemos, essa foi a única solução que encontrei, não posso contar com o governo, você pode? Então, pense duas vezes antes de postar em sua blog, algo tão preconceituoso, e comece a fazer sua parte pra mudar o mundo, escreva com respeito.
Aposto que você vai na Rua Augusta todo dia, pra falar assim com tanta convicção. E se não vai, você não tem o direito de falar de uma coisa que você nem conhece. Obrigado pela atenção, e pense nisso.

11 de Junho de 2008 10:55


Gostaria de responder este comentário, apesar do atraso:


Não sei seu nome, uma vez que você não se identificou, o que poderia ter feito sem medo nenhum. Escrevi o texto justamente para criticar um sistema de lenocínio que se aproveita de um país injusto, de poucas ou nenhuma oportunidade e vende suas mulheres como produtos. Não estou criticando você de maneira nenhuma, aliás, em meu texto chamei as garotas de programa de vítimas, mais de uma vez. Não sou preconceituoso, pensava ter deixado isso claro no texto. Não critico o modo que você encontrou de sobreviver e tenho certeza que nenhuma de vocês gosta disso. Minha crítica é a um modo de governo e um sistema que leva mulheres a isso. Espero muito sinceramente que você leia esta resposta e entenda que meu objetivo não era atacá-las, mas defendê-las.

26 de ago de 2008

Sala 51 - Para Natália

Ele é como o cara que senta do seu lado em uma viagem de ônibus. Uma viagem cansativa por uma estrada esburacada. Uniforme de colégio, faz terceiro de manhã, cursinho de tarde, deve chegar em casa cansado paca. A maioria da sala está no terceiro colegial, quase todo mundo de uniforme. Um ou outro tem cara de mais velho, deve fazer faculdade, trabalhar ou então é aquela turma da pós-graduação pré-vestibular, quarto vestibular pra Medicina. A sala, parece um auditório, deve ter umas cem pessoas, todo mundo quer, precisa passar no vestibular.

Eu me faço de CDF, mas não é só o vestibular, lógico. Tem a festa do Santa, na casa do Tchelo, a balada do Rio Branco e a Hotel no final de semana - de qualquer forma, são todos iguais, uns caras meio bichas, garotas vulgares (pinta de puta, tá me entendendo?), uma gente que não ia fazer a menor falta. Do meu lado, meu companheiro de viagem não tá nem aí. Coça a cabeça, vira a página do caderno universitário e continua escrevendo. Os óculos refletindo as folhas, a lapiseira indo e vindo, só pára pra dar uma conferida na lousa e continuar a anotar.

A parte de trás das poltronas – de madeira, com aquele assento dobrável, que nem um cinema antigo – tá toda rabiscada, desenho, caricatura, palavrão e assinatura, que nem uma pintura das cavernas, feita de liquid paper, caneta esferográfica, marcador permanente e canivete. Na poltrona da minha frente tá escrito “O Theo é broxa” e “GAVIÕES DA FIEL”, na poltrona do lado “czar Nicolau Romanoff 2, ed. fisica, 1918”.

Três horas, de segunda a quinta, eu sento nessa mesma poltrona e três horas, de segunda a quinta ele senta do meu lado. Sempre a lapiseira indo de lá pra cá bem rápido, o caderno universitário vai abrindo e fechando, conforme ele vira as folhas. Pára pra conferir a lousa, ajeita os óculos, coça a cabeça e volta pro caderno. Quem é esse cara? Quatro meses e nem o nome de alguém que senta do seu lado todos os dias você aprende. E a sala sempre fechada, eu, ele e todo o resto na luz branca do teto, as janelas pintadas e com cortina.

A lapiseira dá uma folga, ele tira os óculos e esfrega os olhos, eu aproveito pra esticar as pernas e dar uma olhada no celular, muda o professor. Professor de cursinho, sempre a mesma desgraça. Ou uma múmia tarada, saída de um conto do Nelson Rodrigues ou aquele garotão com jeito de recém-formado da Letras ou da Sociais, camiseta do Che Guevara, barba de Los Hermanos, recitando poesia, morando no Centro e, por que não, comendo aquelas alunas mais atiradas. No geral, uma mistura de líder escoteiro, sargento e instrutor de academia, um saco. Professora (gostosa ou não) de cursinho ninguém nunca viu.

Segunda, depois da pré-formatura do Dante, começou a inscrição pro vestibular. E todo mundo foi pro balcão comprar o manual. Do meu lado, a lapiseira vai e volta na ficha de inscrição. Ele confere o manual e volta pra ficha, confere o RG e volta pra ficha, dobra a ficha e coloca na mochila. Agora ele só precisa colocar o número do ENEM (domingo, depois tem um churras na casa do Tchelo). Devia ter aproveitado pra ver o nome dele na ficha.

Será que no ano que vem a lapiseira vai continuar escrevendo daquele jeito, se ele passar? Direito, engenharia, ADM, comunicação...no que será que ele se inscreveu? Que nem o professor (meninão, deve morar no Copan) falou, ele não é meu amigo, é meu concorrente...será que eu vou disputar uma vaga com ele? Daqui a uns dias, ele (meu concorrente?) e eu vamos ser dois números em duas folhas diferentes.

Ninguém é assim tão diferente.

Sala 51

Eles são como companheiros de uma viagem de ônibus. Uma viagem longa e cansativa, por uma estrada esburacada. A maioria está no ensino médio, alguns acabaram de sair da escola, outros fazem faculdade e uma minoria trabalha; pelo menos durante a tarde é assim. A sala, em forma de auditório, deve ter cerca de 100 estudantes que têm trabalhos, lições de casa e coisas assim pra entregar, mas acima de tudo querem, precisam passar no Vestibular. Bem vindo a uma sala de cursinho.

As maiores preocupações são os vestibulares da USP, PUC, GV, Mackenzie e Cásper Líbero. Mas há ainda as festas do Santa, na casa do Tchelo, a balada do Rio Branco e a Hotel no final de semana (de qualquer forma, são todos iguais). A não ser pela turminha, as pessoas não conversam muito umas com as outras. Afinal, como um professor ressaltou no primeiro dia, esta pessoa a seu lado não é sua amiga, ela é sua concorrente. Clima saudável, ambiente amigável está se vendo.

Na parte posterior dos encostos das poltronas – de madeira, com assento dobrável, como em um cinema antigo – anos e anos de assinaturas, palavrões, tiradas engraçadinhas e declarações sacanas de amor, um mural tão diverso no tema quanto na técnica, composta por liquid paper, caneta esferográfica, marcador permanente e o sempre eficiente canivete.

Durante três horas, de segunda a quinta, os quase 100 estudantes ocuparão uma das poltronas de assentos dobráveis, sentados lado a lado com seus concorrentes e copiarão com zelo de maníaco os esquemas e resumos que um grupo de professores treinados ditará ou anotará em uma lousa, que é apagada com uma toalha molhada, para que o pó do giz não se espalhe pela sala; uma sala cujas janelas ocultas por cortinas têm os vidros pintados, iluminadas por lâmpadas fluorescentes e refrigeradas por um sistema implacável de ar-condicionado.

Quem são os professores? Talvez um misto de professor, treinador e apresentador de auditório, armados de microfones, aulas minuciosamente planejadas, resumos e piadas para descontrair os alunos e facilitar a memorização de fórmulas, nomes e datas. Em geral são mais velhos, mas há também professores até bastante novos, normalmente vêm de colégios particulares. Há pouquíssimas mulheres dando aulas, por alguma razão ainda desconhecida.

E começam as inscrições para os vestibulares. E todos correm a um balcão para comprar seus manuais e fichas de inscrição, se se entregarem a uma prova em que, acreditam, estarão depositados seu futuro, sua carreira, sua vida, seus sonhos e esperanças. Tudo isso transformado em um código, que será arquivado por um computador e lido por uma máquina no momento certo, marcado em tinta preta sobre uma folha de papel. Então, estes sonhos, estas esperanças, estas carreiras e estes futuros estarão publicados nos jornais e impressos em folhas intermináveis de papel afixadas em um mural, como ex-votos de uma igreja. E os encostos das cadeiras terão recebido mais um ano de sinais e marcações.

Hoje cedo.

Hoje cedo, tomei meu rumo.
Sem açúcar e frio.
 
O rumo era de ontem, e fazia tempo que não virava coisa tão amarga num gole só.
 
 


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O motivo do bronze

Como todo brasileiro sabe (incluindo as bestas vadias que não sabem o que é um escanteio), o Brasil nunca conquistou uma medalha de ouro no futebol masculino. As esperanças do futebol Alegre (ou alguém acha que ganhar centenas de milhares de dólares por ano deixa alguém infeliz?) estavam depositados nele: Ronaldinho Gaúcho. Assim como Ronaldinho que renasceu em 2002, Ronaldinho Gaúcho (ou Dentuço) queria ser uma fênix e trazer o ouro de Pequim. Porém um outro 10 mostrou que a pegada era outra, ta ligado Mano. Mas quem foi ele? Riquelme da albiceleste hermana, Giovinco da Azzurra ou Isaac, o judeu mais negro da Nigéria?
Não. Nenhum deles conseguiu parar nosso gênio agora bife milanês (o meu mal passado, por favor). O, ou melhor, a responsável pelo baixo futebol de Ronaldinho se chama Johanna Almgren.

Quem?


Johanna Almgren. Camisa 10 da seleção sueca de futebol feminino. O número não foi a única atração entra ela e Ronaldinho Gaúcho. Segundo a ( bela) jogadora, o craque pediu sua mão em casamento na concentração das equipes em Shenyang.



A mocinha que nos tirou o ouro


De acordo com a armadora, ela pediu um autógrafo a Ronaldinho, que respondeu com um beijo em sua mão. Depois, o craque teria ligado para a jogadora e a convidado para ir no seu quarto.
- Alguém com o inglês ruim me ligou dizendo que o Ronaldinho estava me chamando para ir no seu quarto. Infelizmente, o Ronaldinho não falava inglês muito bem (lembra algum androceutico?). Eu também não falo bem espanhol e português. A conversa foi mais por sinais (imaginem outro androceutico tentando se comunicar com ela por sinais)
Em seguida, a jogadora revelou o pedido de casamento: “O intérprete disse que a Mônica... desculpem, o Ronaldinho perguntou se eu queria casar com ele. Fiquei chocada e respondi imediatamente que aceitaria somente se ele fizesse um tratamento nos dentes e no cabelo. Como ele se recusou eu dei um fora nele.

Ronaldinho ficou desolado. E no dia seguinte deu no que deu.

25 de ago de 2008

Agra desenvolve loteamento em Sorocaba voltado ao público gay

Recentemente, foi inaugurado em Buenos Aires um hotel para o público GLS. São geralmente pessoas com poder aquisitivo elevado e sem filhos.
A tendência agora chegou ao interior paulista.







(Gazeta Mercantil - Amarilis Bertachini)



Seg, 25 Ago, 07h41

São Paulo, 25 de Agosto de 2008 - Em busca de um público ainda pouco atendido pelo mercado imobiliário e com alto poder aquisitivo, a Agra Loteadora lança esta semana um condomínio residencial dirigido ao público gay, o Season, na região de Sorocaba, interior do estado de São Paulo. O empreendimento terá 151 lotes de 1 mil a 1,2 mil m por um preço de R$ 95,00 o m - valor médio de R$ 100 mil por lote - e cada proprietário construirá sua própria casa.

O projeto direcionado aos clientes LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) - nova denominação para a antiga sigla GLBT - vai priorizar três conceitos principais: a oferta de serviços, as áreas de convívio social e o aproveitamento das belezas naturais do local. Entre os serviços, o condomínio contará com uma central de concièrge 24 horas, com sistema de pay per use, ou seja, serviços pagos, através da qual os moradores poderão fazer as mais diversas e exclusivas solicitações como personal trainer, camareira, serviço de lavanderia, pequenos reparos residenciais, pet care para cuidar de seus bichinhos de estimação, passeios de balão e até contratar um chefe de cozinha para um jantar mais sofisticado.

As áreas sociais vão abrigar dois clubes: o Living Club, planejado para atividades relaxantes, com uma sala de leitura, salão gourmet com horta anexa para os amantes da culinária poderem colher os temperos cultivados no local e espaço externo reservado para um ambiente ao ar livre com fogueira à noite; e o Club House, um lounge em estilo toscano que será erguido no canto oposto do terreno para não incomodar os que querem sossego e que concentrará as atividades mais agitadas como sala de fitness, bilhar, ofurô e piscina com borda infinita.

Para aproveitar as belezas naturais, além de muitas áreas verdes foi projetada uma clareira em meio à mata nativa preservada que será um Espaço Zen para meditação, contemplação e que poderá servir também para celebrações ecumênicas. Haverá ainda um lago e uma trilha ecológica para caminhada em meio à mata. O projeto paisagístico está sendo desenvolvido por Cláudio Mariutti e o projeto arquitetônico é assinado pelo arquiteto Rene Fernandes Filho.

Público exigente "É um público exigente e de bom gosto", afirma Arthur Matarazzo Braga, presidente da Agra Loteadora. Segundo Braga, a equipe da empresa que trabalha com inteligência de mercado identificou que o segmento GLBT não estava sendo atendido e o terreno de Sorocaba, que já fazia parte do estoque de terrenos da loteadora, mostrou-se ideal para esse empreendimento. "É um embrião que se der certo vai abrir um novo nicho de mercado", afirma ele, acrescentando que já foram feitas cerca de 25 reservas verbais por potenciais compradores. A área, de 300 mil m, fica a cerca de três quilômetros do início da cidade de Sorocaba e a aproximadamente uma hora de São Paulo pela rodovia Castelo Branco.

O investimento já feito no Season soma R$ 7 milhões (sem o valor do terreno) e o valor potencial de vendas está estimado em R$ 17 milhões. A Agra Loteadora é uma empresa de capital fechado - sócia da Agra Incorporadora, detentora de 55% da empresa loteadora - que atua nas áreas de planejamento, implantação e administração de empreendimentos urbanos, residenciais, comerciais e industriais. O loteamento será entregue com portarias de controle de entrada, vias de acesso, sistema de segurança e infra-estrutura básica como luz e água.

Todo o material de marketing e divulgação do Season é requintado e faz alusão ao mundo GLBT com chamadas como: "A liberdade de ser como você quiser" ou "Estação onde convivem todas as possibilidades". Os lotes serão comercializados pela Sotheby''s do Brasil, braço imobiliário da casa de leilões norte-americana Sotheby''s, que atua no segmento de alto padrão. O pagamento poderá ser parcelado em até 100 meses, com uma entrada de 20%, diretamente com a Agra. Para administrar o condomínio foi contratada a empresa Itambé.

Semelhança na Bahia Na opinião de André Fischer, diretor do grupo Mix Brasil e criador de um dos maiores portais do Brasil dirigidos ao público GLBT, esse tipo empreendimento deve despertar mais interesse no público mais velho, a exemplo do que já acontece nos Estados Unidos onde foram feitos alguns condomínios direcionados ao público gay da terceira idade. Os mais jovens, segundo ele, preferem abrir as opções ao invés de se fecharem em um condomínio , convivendo sempre com as mesmas pessoas. Para os mais velhos, que não formaram família, Fischer vê mais sentido na busca por conforto, apoio e suporte em comunidade.

Há cerca de dois anos, a Plena Empreendimentos e Participações lançou uma iniciativa semelhante na praia de Arembepe, na Bahia, o Aldeia de Saint Sebastien, um condomínio de casas com um, dois e três dormitórios, voltado para o público homossexual. Segundo Iranildo Machado, gerente da empresa, foram vendidas 40 das 68 unidades, sendo a metade para o público gay e o restante para heterossexuais e investidores. O preço de cada unidade varia de R$ 120 mil a R$ 200 mil.

Estímulo da CDHU A compra de imóveis por casais do mesmo sexo ganhou um novo estímulo, há cerca de um mês, com a decisão da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo, que reviu o conceito de família e passou a conceder financiamento imobiliário para casais homossexuais, ou melhor, para "uniões conjugais do mesmo sexo". Segundo comunicado da CDHU, "a mudança no conceito incorporado pela política habitacional do Estado é decorrência da dinâmica nas configurações familiares na sociedade atual". Para fundamentar a medida, a CDHU tomou como base os princípios da Dignidade e da Igualdade da Pessoa Humana, expressos na Constituição de 1988.

De acordo com Fischer, essa era uma reivindicação antiga dos casais homossexuais para regularizar a compra do imóvel desde o início em nome do casal e evitar futuros problemas de herança no caso de morte ou separação.

24 de ago de 2008

Cena de bar

"Tira as mãos dela, cara!", ordenou o homem de chapéu.

"Tire você os olhos de cima dela!", contrariou o rapaz de óculos quebrados.

"Saiam os dois de perto dela, viu!", interveio um terceiro.

Naquela zona toda do bar, o clima era de marcação de território entre os três amigos. Enquanto a única fêmea do bando saía para o banheiro, na cabeça de cada um a bela colega era despida daqueles trajes moderninhos. Cada um tinha a convicção de que, no fim da noite, a levaria para aquele banheiro sujo dos fundos e a tomaria nos braços e a beijaria.

Demora. A competição deu lugar à preocupação comum. Ela não voltava do banheiro sujo.

"Eu vou lá ver", prontificou-se o homem de chapéu.

"Não. Deixa que eu vou...", disse educadamente o de óculos quebrados.

"Eu já ia pegar outra cerveja...eu vejo o que aconteceu", sugeriu o terceiro.

Era a vez mesmo do terceiro catar a próxima cerveja. Na volta, fez o prometido e passou no banheiro feminino. Voltou à mesa e estava mais gelado do que a garrafa que trazia na mão direita.

"E aí?", perguntaram os dois outros.

"Tá...Não, tá tudo bem. Ela tava na fila.", disse visivelmente deprimido.

Os outros dois perceberam a derrota no rosto do terceiro. Levantaram e foram checar. Ambos voltaram tão gelados quanto a cerveja que não traziam.

Na porta do banheiro sujo, o quarto competidor marcou seu território silenciosamente. A garota se enroscava, com fome, com uma outra, que também estava usando trajes moderninhos.

Os três permaneceram em silêncio, na mesa, olhando para os lados. As mãos do rapaz de óculos quebrados nunca mais tocaram a garota. Os olhos do homem de chapéu não olharam mais daquele jeito para a menina. E o terceiro do grupo nunca mais precisou pedir para que outros rapazes ficassem longe dela. Porque eles compreenderam, naquele instante, que a obediência de um não se deveu à autoridade do outro. A caça acabara lá no banheiro sujo, sem leões por perto.

22 de ago de 2008

Rebeldia

vou aproveitar e também postar algo do meu trabalho - não da minha autoria, mas que apareceu na minha caixa de mensagens agora há pouco.

CI - Passeata - RBD

+ Fãs da banda mexicana Rebeldes realizam manifestação amanhã.

+ Os fãs da banda pretendem fazer uma passeata que vai ter início do vão do MASP e deve percorrer a Avenida Paulista a partir das três horas da tarde de amanhã.

+ Para participar da passeata, os fãs estão pedindo um quilo de alimento e cinco reais, que serão revertidos para instituições de caridade.

+ O protesto, que espera receber DOIS MIL participantes, é contra o fim da banda, anunciado na última sexta-feira.

+ A estudante Bárbara Moreira, uma das fãs do RBD que vai participar da manifestação, disse que uma das coisas que aprendeu com a banda foi "nunca deixar de lutar", e por isso apóia o protesto.



se alguém quiser se filiar ao fã-clube, eu tenho o telefone das mocinhas.

21 de ago de 2008

FW: Jornalismo de Rascunho

Desde que comecei a trabalhar no ramo do jornalismo, percebi que, de fato, o jornalista é um contador de histórias. Parecido com aqueles velhos nomes da anedota clássica, como Ari Toledo, o jornalista precisa apenas que a coisa aconteça para que ele recorra ao seu vasto repertório de notas, notas cobertas, off's, etc. Ao piadista se dá uma palavra: sogra, por exemplo. E pronto; ele, no caso o brilhante Ari Toledo (mestre em arquivamento de piadas), vai lá e lança umas boas sobre sobra. O mesmo acontece com os repentistas e aqueles caras que fazem batalhas de rap. Nem tudo que reluz é improviso! Há sempre por trás um repertório de apoio, um modelo.

Não falo aqui do uso do improviso no jornalismo, ou da simples consideração do acaso, mas de como a linguagem, o discurso em si, é uma questão muitas vezes sonegada pelos jornalistas.

Sendo assim, a partir de hoje, começarei a publicar o meu rascunho. Como assim?
Durante o trabalho, percebi que os fatos mudam, mas, ao mesmo tempo, são os mesmos, do ponto de vista jornalístico. Um avião que cai, uma bomba que explode, um atropelamento que acontece... O texto já está pronto, sendo o fato real apenas uma atualização desse texto. As palavras já são conhecidas, assim como o são as rimas dos repentistas.
Quando vou escrever uma nota para o jornal, olho para os dados que coloquei no meu rascunho, uma ou mais folhas em branco, e vejo que a notícia estará pronta assim que eu fizer a atualização. Monto a história que, na verdade, é tão sólida e previsível quanto uma velha piada sobre loira ou papagaio...

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Hoje, consta no rascunho:

(aviso que transcrevo aqui literalmente o que foi escrito)

[ .atualizar: ver se ainda há gente em estado grave, etc...
. 32 pessoas. 14 mortos. 18 internados.
.belo horizonte, enterro trabalhadores.
.apreensão animais.
dano do circo?
.ordem dos animais: girafas, camelos, zebras e pôneis.
.entre Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul.
.falta 1 gol do São Paulo
.37 e 40! ]

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20 de ago de 2008

Faz falta

Faz tempo que não chove uma tempestade de pregos daquelas em meus sonhos!

Conheça já o Windows Live Spaces, o site de relacionamentos do Messenger! Crie já o seu!

19 de ago de 2008

Não era pra menos

O que começa errado só pode acabar errado”, defende minha mãe em mais uma de suas teses matriarcais – ela diz, inclusive, ter uma bola de cristal. Hoje pude crer que minha mãe está certa, pois a seleção brasileira de futebol terminou sua participação nas Olimpíadas com um melancólico três a zero frente à sempre rival Argentina.

A começar pela escola do treinador, tudo começou errado. E deu errado, como preconizava minha mãe. Ricardo Teixeira, há muito no comando da CBF, apostou na fórmula alemã que legou o terceiro lugar na Copa de 2006. Mas Klismam e o então auxiliar, hoje treinador, Joaquim Low não são comparáveis a Dunga. E a Alemanha não é comparável ao Brasil. Ora, pois. Dunga nunca foi treinador.

Mesmo a preparação para Pequim foi um fracasso. Aliás, nem houve preparação. Cingapura, Vietnã e um pitoresco combinado do Rio de Janeiro (de terceiro escalão, leia-se) parecem factóides para tapear o torcedor. Em muito, tais ilusões (Vai lá Brasil! O sonho do ouro e efemérides semelhantes) foram reverberadas pela turma do Jardim Botânico e seu sempre caricato porta-voz Galvão Bueno.

Se as patriotadas da imprensa brasileira tivessem o mínimo de prudência, os torcedores não estariam mais uma vez desolados. Não bastasse 2006, ano em que o Jornal Nacional desrespeitou o torcedor, e os amantes do futebol, com suas divertidas entrevistas com jogadores pelas madrugadas, não se disse uma linha sobre o despreparo do treinador e a falta de treinamentos e amistosos relevantes.

Ah, se a imprensa ouvisse minha mãe! O que começa errado só pode acabar errado. Cobertura ufanista só pode terminar errado. E agora, Ricardo? Não quer passear? Leva o Dunga com você! O futebol brasileiro agradece.
Em tempo.
Chamada de capa do Lancenet: “Dunga admite: ‘O momento da seleção é delicado’”. Demorou!

Crédito da foto: (© Alexandre Battibugli); site da Placar.

Crianças britânicas serão multadas por jogar bola na rua

O Alborghetti teria orgulho....




19/08/2008 - 16h00
da Folha Online

Crianças de vilarejos no condado de Nottinghamshire, na Inglaterra, receberão multas de até R$ 300 se forem pegas jogando futebol na rua. As autoridades da administração regional de Newark e Sherwood dizem que estão dando um aperto em jovens que "aborrecem" moradores.

Os oficiais dizem ter identificado duas áreas --a rua Highfield, no vilarejo de Clipstone, e The Brambles, no vilarejo de Walesby-- onde os jogos de bola nas ruas estariam "perturbando a ordem". "Recebi várias reclamações de moradores que se sentem intimidados e ameaçados pelo comportamento de alguns jovens que jogam bola perto de suas casas", disse a coordenadora para comportamento anti-social na região, Lynn Pallett.

"Alguns moradores sentem que a linguagem ofensiva, a invasão de propriedade e os danos aos jardins foram longe demais e pediram providências". "A administração regional e a polícia vão considerar processos em circunstâncias extremas, onde advertências sobre comportamento futuro forem ignoradas", acrescentou.

Mas um morador disse que a multa é "maluca". "Crianças jogando na rua não me perturbam um nada. Tenho 77 anos e, se pudesse, eu jogaria na rua", disse Barry Heath. Outra residente, Margaret Gayson, disse que a idéia "parece ridícula".

14 de ago de 2008

Jornalismo: eleição e futurologia

Ou como as pautas podem seguir a mesma mediocridade.

Acabo de ler um artigo* de Luiz Eduardo Magalhães, editor de política do DCI e, ao mesmo tempo, membro do conselho editorial do jornal Brasil de Fato.

O texto, por sinal, é muito bom – e óbvio. Magalhães traça um perfil das eleições presidenciais de 2010. Trabalha em cima de três hipóteses, ambas ancoradas na atual situação econômica mundial. No primeiro cenário – e não quero pensar que cenário é teatro - os países emergentes, como o nosso arguto Brasil, serão afetados pela crise do sub-prime e efemérides á semelhança dos modelos econômicos. Numa crise como essa, o presidente Lula “não moveria uma palha para mudar a legislação e disputar um eventual terceiro mandato” – e a possibilidade de Lula nunca ter pensado em terceiro mandato? Tentaria fazer seu sucessor, rezando para que a crise não deixe má impressão de seu governo.

Outra hipótese é a de a crise descolar dos emergentes. Neste caso, eu paro por aqui – me recuso a mais paráfrases. O artigo é bom – e óbvio, ou seja, não é a primeira vez que fazem prognósticos para 2010. Mas que importância tudo isso tem?

O jornalismo, ao dar exclusividade à eleição de 2010, transforma-se numa ficção com aparência de verdade. Conforma-se, e desloca sua função, passando a atuar como elemento de futurologia. Indica os cenários pomposos, demonstra sua erudição e capacidade óbvia de ver o que está posto. Parece ser sério. As previsões do jornalismo são previsíveis. Não foge. Não pede mais. Nosso jornalismo torna a eleição uma vedete. Esquece que, ao analisar demais, não proporá novas pautas e, finalmente, as previsões se consolidarão. E se consolidarão porque o jornalismo não serviu de espaço de debates.

O consenso entre os analistas de política faz das coisas sempre assim, ruins, desiguais. Depois, é fácil dizer “eu acertei”. Claro, você nunca permitiu outra pauta, outro jornalismo. Que diabos!

* http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2181/49/

10 de ago de 2008

Uma decisão

Voltando para casa, decidiu que, assim que chegasse, iria correndo para seu quarto e lá ficaria trancado por um bom tempo.
_ Uma semana ou mais! - falava para si mesmo.
A madrugada lhe exigia uma aventura. O frio impedia qualquer ato de revolta. E tudo o que bebera desde tarde não era suficiente para se fazer calar os gritos que o atormentavam. Não conseguia entender os motivos de sua paralisia diante dos fatos e repetia tropeçando nos buracos:
_ Mas simplesmente as coisas são assim! Tudo caminha para isso! Então, por que nada acontece assim?
O primeiro encontro, os olhares, as descobertas. Rir daquilo que não tem graça. Era isso! Sentia falta de tudo o que acompanha um casal, ou seja, das coisas efêmeras e passageiras, bobas e superficiais, mas que, regidas pelo amor, tornam-se marcantes. Seus olhos haviam se acostumado com as cores das paredes daquela casa que visitava toda semana. Seus ouvidos não se importavam com as obras ao lado. Não precisava abrir o jornal para se sentir no mundo.
_ Quando se perde o rumo, nem mesmo o caminho de que se tanto precisa é importante.
Depende. Primeiro se perguntou: quero voltar mesmo para casa? Depois, optou pela saída: quero a liberdade de não poder sofrer jamais!
Uma semana no quarto. Ou algo melhor? Dispensar aquela madrugada? Como quem o dispensara havia pouco tempo? Não! Nunca!
O céu estava tornando-se vinho, quando, lá de cima, ele se atirou. Antes que passasse mal, novamente, e vomitasse tudo.
Sujeira por sujeira, melhor fazer aquela que nos livra de uma próxima atitude igualmente nojenta.

Representando a Nação

Eis aí, coleguinhas, um legítimo exemplar de um espécime mui comun em nossas terras: o jeca.

8 de ago de 2008

NOVO QUADRO - Carlitos em: Lá vai bomba

Bombardeado do mês: Blog Androceu


Inicialmente, o objetivo deste quadro é escolher assuntos que sejam polêmicos e mandar bomba. Aqui talvez seja um dos poucos lugares onde não haverá censura (não vou fazer plebiscito para pedir voz livre). Nada pessoal e nada que seja uma análise teórica e com bases de grandes autores. Nada disso. É nitroglicerina pura e gratuita. Claro, haverá uma contextualização sobre os assuntos e essa brutalidade na “tacação” de bombas será contida.

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Viveu o Blog Androceu sua grande fase em seu ano de fundação. Em 2006, todos seus integrantes eram ainda apenas jornalistas aspirantes. As energias estavam carregadas ao máximo e prontas para o empenho em uma empreitada gratuita proporcionada pelos Blogs. Vivíamos todos uma fase do “não tínhamos o que fazer de tarde”, fase essa que dominava boa parte dos estudantes de nossa sala naqueles dois primeiros semestres.

Em sua pedra fundamental, Mario, Bruno, João, Thomas, Gustavo, Max e Otávio. Uma equipe que tocou o Blog em seu momento mais áureo. Comentários, postagens, tudo era algo que parecia vivo. Dava a impressão de que todos liam o Blog, comentavam durante as aulas e o Androceu era muito mais vivo como um Blog e não como hoje, mais no imaginário de um tempo que já se foi. Não faço uma apologia do término do Blog. Creio que ele chegará ao fim somente com a formatura de nossa sala.

Nesse mesmo ano, boa parte da “metade de cá” da sala, tinha esse costume de visitar o Blog Androceu. Brigas homéricas vieram a ser realizadas em 2006, idas e vindas, muita discussão, muitos textos. Ainda hoje, esse número de textos existe, entretanto vejo que não existe mais o “costume” de se visitar o Androceu antes. Houve um momento em que entre os sites visitados naturalmente por nossos amigos, o Androceu estava incluído. Não vejo isso agora. Tenho a impressão que apenas esporadicamente isso ocorre. Bruno foi o que mostrou mais empenho em relação ao Blog. Mesmo sem ser um participante oficial, fui um não-oficial, um mero coadjuvante em um tempo em que todos os integrantes eram protagonistas.

Era o Androceu uma rotina do primeiro ano, tal como o jogo de cartas, os campeonatos de video-game, as aulas do JC e outras coisas que compõem nosso imaginário. Entendo que muitos hoje têm o mesmo sentimento que eu: passou rápido. Também foi assim o auge do Androceu. Nunca pensei que este Blog fosse ser eterno e que todos postariam para sempre e visitariam para sempre. Usar meios como um grande número de visitas e novas empreitadas não foram suficientes para causar, até mesmo nos integrantes, uma recarga das energias que o Blog precisava.

Hoje em dia, não há boas perspectivas para o Blog. Ele acabará logo, algo que pode assustar alguns integrantes. Com o fim do Blog (que prevejo para o fim da PUC-SP para nós), acaba uma fase de nossa vida que parece que “foi ontem”. Temos que arrumar empregos, nossas atividades e sem dúvidas nos desligarmos do Androceu. Acredito ser muito importante pensarmos sim no momento em que o Blog irá “fechar”.

Para mim, o caso “Hacker” que deu fim do Blog antigo, não foi o causador dessa grande queda das ações do Androceu. O fato de termos que trabalhar, a perda de leitores e uma própria defasagem do Androceu próprio colocaram a “redação” em uma ilha. Há dois anos atrás, até aquela porcaria do Ajev tinha leitores, comentários e textos periodicamente postados. Hoje em dia, para mostrar como o Androceu, o gigante comunista, um dia chegará a morte, basta olhar o enfraquecimento/falência dos blogs de nossos amigos. Vai demorar mais que nos outros casos, mas também chegará a nós. Há dois anos, fazer a camisa do Androceu era um objetivo do grupo todo, hoje em dia seria apenas uma lembrança. Ninguém mais quer fazer a camisa do Androceu, ninguém mais liga muito assim para o Androceu.

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Síntese: essa crise que estou inventando (ou não), está velada e não desrespeita a nenhum membro em si. O objeto que está próximo da falência é mesmo o Blog Androceu, como todos os Blogs que surgiram em nossa sala. Nada que não estivesse dentro do previsto. Esse é um texto para adiantar o fato de que o Androceu acabará, no máximo, até nossa formatura. Não existe mais um grande número de comentários, nem de postagens. Não temos mais grandes séries como Pulp Merda e A História de um Cirilo. Enfim, o Androceu era um Blog baseado em nosso excesso de ócio, que não temos mais. Nem nós, nem os que liam. Estamos próximos do Apocalipse Androcêutico.

TV ANDROCEU

O Blog Androceu está quebrando barreiras.
A idéia que começou com uma simples reunião de amigos em 2006 resultou numa das maiores sensações da internet brasileira: um espaço online democrático e divertido.
Já atuamos na mídia impressa, com o lançamento em 2007 da Revista Androceu (procuramos patrocínio para publicar mais números dessa publicação).
E agora, no segundo semestre de 2008, está no ar a TV Androceu:

http://www.mogulus.com/androceu


Será um canal de variedades. A programação inicial já está com quase 2 horas. Já temos três principais programas: humor, música e esportes. E esse é só o início....
Todos os membros do Androceu estão convidados a dar sugestões, incluir novos vídeos, etc.

Em obras

Não. O Androceu não acabou, entrou de férias ou qualquer coisa que o valha. Estamos em obras e trabalhando em dois projetos que serão bem legais se saírem do papel e virarem realidade.
E já que estamos fazendo uma reforma completa, não custa perguntar a quem interessa agradar, você nosso leitor que com tanta coisa para fazer na vida gasta preciosos momentos visitando essa humildade casa virtual. O que você colocaria ou tiraria no Androceu?