23 de dez de 2009

Z/L News: Maior papai noel do país está na Mooca!


ho, ho, ho... cazzo

Não só está na Mooca, como, melhor ainda, na frente do cervejazul!


O dono do local e os músicos que costumam se apresentar por lá estão com a previsão de 0% no aumento dos frequentadores, já que o lugar vai ficar fechado nas festas de final de ano.

20 de dez de 2009

Feliz Natal, seus nerds!




É Natal mais uma vez, época de paz, alegria, união e daquele seu tio bêbado enchendo seu saco na hora da ceia. Saiba como nasceu essa celebração que une os homens em fraternidade e manguaça ao redor do globo, contada pelo Fantasma Cibernético do Natal Passado:

"Há milhares de anos, antes do aparecimento do homem como nós conhecemos, havia o senhor Papai de Noel. Uma macaca com cara de bicha barbuda que fazia brinquedos vagabundos e inúteis com ossos de dinossauros e sobras de comida e atirava em criaturas parecidas com chimpanzés com mão cagadas de cocô. Um bando de pederastas com mãos peludas. E esses supostos brinquedos eram enterrados como bruxas, e cagavam neles. E eram jogados em predadores que eram acordados pelos gritos insuportáveis dos mais novos. Foi um natal de merda aquele ano, porque teve gente que morreu pra dedéu.

Uma raça hostil de gnomos do planeta vermelho aterrisou na Terra coberta de gelo e foi imediatamente escravizada pelo não-evoluído Papai Macaco e obrigada a fazer seus brinquedos confusos usando a tecnologia galática de gnomos. Uma viadagem qualquer que inventaram lá. Os brinquedos passaram a ter uma forma conhecidos e receberam nomes como: trem.

Mas esses brinquedos também eram jogados em predadores, e cagavam neles, porque eram uns merdas. O natal continuava, com o perdão da má palavra, uma grande bosta. Há milhares de anos o gelo havia tornado a Terra inavegével.

O Papai Macaco não sabia o que era pólo norte. Como é que ia saber? Burro pra cacete. Ele nasceu antes da ciência existir. Então, na cagada, ele montou sua oficina aqui. Muito antes de se sindicalizarem. E o Natal era comemorado a cada lua cheia, diante da imagem da bichona, o grande Macaco Vermelho."

14 de dez de 2009

Um brinde à falta de transparência da FUVEST

Na última terça-feira (8/12), recebi com felicidade a notícia de que a nota de corte do curso de medicina havia caído para 74 pontos – em 2008, o corte foi 77. Felicidade porque minha irmã, que acertou 72 questões no vestibular realizado no último mês de novembro, conseguiria a vaga para disputar a segunda fase do concorrido curso de medicina da USP.

Antes que alguém estranhe minha matemática, devo esclarecer que além dos 72 pontos (ou questões) conseguidos, minha irmã teria acrescido 6% em sua nota por ter estudado o ensino médio inteiro numa escola pública, e mais alguns pontos devido a seu desempenho no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp), em 2008. Descontado o bônus do Pasusp, que eu confesso não saber calcular, minha irmã alcançaria 76,32 pontos, suficientes para a realização da segunda fase.

Acontece que a Fuvest divulgou nesta segunda-feira (14/12) a lista com os nomes dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que vai acontecer na primeira semana de janeiro de 2010. Para minha surpresa e desolamento de minha mãe, o nome de minha irmã não estava lá.

Tenho algumas pistas para o ocorrido. 1) Minha irmã pode ter passado as questões erradas para o gabarito. 2) Ela pode ter se enganado na correção da prova. Estou consciente de que algo do tipo pode ter acontecido.

Contudo, salta aos olhos uma atitude no mínimo estranha da Fuvest, que é o fato de não liberarem os pontos atingidos na primeira fase. É uma falta de transparência e respeito ao vestibulando sem igual. Eu não teria dúvidas da lisura do vestibular caso pudesse encontrar no site da fundação um link com o desempenho individual de minha irmã, mostrando quantas questões ela acertou oficialmente e por quantos pontos ela ficou de ir para a segunda fase.

Não bastasse o processo desumano do vestibular, em especial para um curso de medicina, e a brutal desigualdade entre aqueles que têm condições financeiras para pagar um colégio privado e aqueles que têm como consolo a precariedade de uma escola pública – um processo no qual gente com condição de pagar universidades toma o lugar de quem só poderia estudar numa instituição pública como a USP – vemos numa situação em que o maior vestibular do país flerta com o obscurantismo e a falta de transparência.

É simplesmente lamentável.

Deixo este texto como forma de protesto à estrutura do vestibular da USP e a todos os outros vestibulares, que insistem em reproduzir a lógica capitalista, o darwinismo social descarado, o esquizofrênico conceito de meritocracia presentes nos vestibulares Brasil afora. Protesto, em especial, contra a falta de transparência da Fuvest.

Declaro aqui minha desconfiança. A lisura do vestibular está sob suspeita. Desfazer esta desconfiança me parece simples. Basta a Fuvest liberar o desempenho de cada estudantes no vestibular. Terão coragem? Ou existe alguma maracutaia engendrada para favorecer alguém?

Como cidadão, exijo transparência!

No frigir dos ovos, meu voto é pelo fim dos vestibulares!

13 de dez de 2009

EM NOVA FASE, MASP DIALOGA COM GRAFITE E EXPÕE ARTE DE RUA

Fora do espaço de onde costumam partir - as ruas -, mas de maneira alguma distantes do ambiente urbano, as obras que compõem a exposição “De dentro para Fora, De Fora para Dentro” parecem não pertencer a lugar algum especificamente. Quando expostos no subsolo do Masp (Museu de Arte de São Paulo), os grafites “lá de fora” encontram outros suportes para sobreviverem “dentro” do espaço do museu.

Mostrar que o “grafiteiro” que utiliza o contexto urbano como suporte para seu trabalho é, também, o artista que expõe telas e instalações dentro dos limites de um museu, é o principal mote da exposição. Aproximadamente 1500 m2 da galeria subterrânea do Masp foram tomados por obras de Ramon Martins, Titi Freak, Carlos Dias, Stephan Doitschinoff, Zezão e Daniel Melim, cujas referências se relacionam com a cultura pop, o hip hop, o punk etc. Livres do rótulo de “grafiteiros”, os artistas mostram que, tanto o espaço público das cidades, quanto as galerias de arte, são ambientes capazes de receber novas formas de intervenção artística.

Em entrevista à reportagem do Androceu, Baixo Ribeiro, dono da galeria Choque Cultural – representante dos seis artistas – e um dos curadores da exposição, afirmou que muitos críticos de arte ainda não entendem a proposta e acabam reduzindo a exposição a “grafiteiros no Masp”. “Fazer grafite é trabalhar na cidade, no espaço público, mas o artista usa o suporte que quiser”. E em “De Dentro para Fora...” o que ocorre é isto mesmo. O contexto urbano acaba não entrando no museu, mas sim o artista e sua arte. “O nosso interesse foi recepcionar o público com um trabalho novo, envolvente, porém é uma exposição de pintura, quase crua, mas com muita emoção”, explica Baixo.

A falta de artifícios, no entanto, permite com que as obras ganhem uma autonomia com relação ao espaço que as abriga. Segundo baixo, a música foi descartada, pois com ela as pessoas tendem a se sensibilizar facilmente, diferente da pintura, que é “mais sofisticada e sugestiva”. Exemplos são os painéis de Ramon Martins, com referências ao psicodelismo. Em um deles, a pintura “vaza” do mural e escorre pelo chão, manchando com inúmeras cores o cimento do pavilhão. Já Stephan Doitschinoff usa o spray para opor o sagrado e o profano, em uma instalação que dificilmente veríamos na rua.

Mas, após o último dia de exposição, os grandes painéis, cerca de 17, serão apagados, intencionalmente. De acordo com os curadores, a efemeridade desses trabalhos é justamente para fazer com que as pessoas visitem a exposição. “Só a presença permite ao visitante sentir o que o artista fez, como em um show ao vivo”, afirma Baixo.

Serviço

DE DENTRO PARA FORA, DE FORA PARA DENTRO


Onde: Masp – Museu de Arte de São Paulo (av. Paulista, 1.578, telefone: (11) 3251-5644) Quanto: 15 reais (meia: 7 reais)
Quando: de ter. a dom., das 11h às 18h, e qui., das 11h às 20h; até 5/2

11 de dez de 2009

Meu Samba da Benção ou Carta ao Androceu 09

Tenho muito orgulho de meus amigos de PUC com os quais convivi nos últimos quatro anos. Tenho mais orgulho ainda da sorte que tive em encontrar pessoas que fossem, acima de qualquer outra virtude, humanas. Lamento apenas não ter conhecido cada um deles da mesma forma que conheci outros tantos que vieram a se tornar meus colegas por tanto tempo, pessoas com as quais estive durante praticamente todos os dias até hoje. Temo me distanciar desses seres comédias e inteligentes que como eu serão jornalistas e que, a maioria deles sem dúvida, estão meio perdidões sem saber para onde correr.

No final, vai ficar tudo bem. Todo mundo um dia se ajeita, quanto a isso não tenho dúvidas. Na impossibilidade de falar sobre todos, falo sobre esses que compuseram um Blog que significou muito mais que apenas um local para postar textos. Esse Androceu, que é apenas um pontinho praticamente inexistente fora de nossos domínios puquianos, significou muito para todos nós. Não uso o passado para mais uma de minhas piadas “nostradamianas” sobre seu fim, mas fico tranquilo ao dizer que com o final da faculdade tudo será diferente por aqui. Isso não é algo ruim de se imaginar, afinal ele foi criado pela nossa união na Universidade, com o final dela talvez haja mesmo um sentimento de que ele será jogado para escanteio frente a nossas responsabilidades. Mas aproveito esse espaço para pregar (pela primeira vez, assumo, mas dessa vez falando sério) uma perspectiva otimista sobre a relação que talvez tenhamos daqui em diante.

Quando me mudei para São Paulo e estive distante de minhas raízes sorocabanas, percebi, refleti sobre minhas origens, pela primeira vez ser sorocabano era algo exótico. Esse reflexão me levou a valorizar muito as nostalgias de meu passado, a valorizar tudo aquilo que abdiquei para apostar em um sonho de ser alguém além dos limites de minha cidade. Sinto que essa ligação pode acontecer com nós e espero sinceramente que ela não seja ligada apenas à figura deste Blog Androceu. Amigos que na PUC encontrei serão figuras que para mim não morrerão com o final da faculdade: espero que exatamente com o fim dela, nossas relações sejam estreitadas.

Daqui em diante poderemos seguir carreiras fantásticas, vejo que todos provaram nos TCC's que algo que não falta é talento e criatividade. O Alan, analisando em ordem alfabética, fez um trabalho extremamente racional e certeiro, próximo do perfeccionismo que estamos acostumados a ver nele. Um trabalho muito bom, inegavelmente. O Bruno dispensa comentários, afinal só o Eugênio e o Arbex estavam em sua banca e disseram que era uma tese de mestrado (parabéns também a Eli, que isso fique claro, óbvio). O Gustavo fez uma viagem para a Bósnia para também fazer um trabalho que levou 10 e não foi à toa (estou curiosíssimo para lê-lo, Guss). O Joãozinho e o Marião provaram de fato que a PUC faz a diferença e fizeram um documentário fantástico, o qual tive o prazer de assistir pessoalmente (às vezes parece pouco para nós que fazemos, mas para quem assiste foi um trabalho riquíssimo de todos os pontos de vista, formidável como disse E. Suplicy). O Luiz foi com a cara e a coragem para pegar a estrada com um caminhoneiro e também escrever um trabalho maravilhoso, que me desperta muita curiosidade – a pauta também foi muito boa). O Max fez um dos vídeos mais engraçados que assisti na minha vida, uma criatividade que merece aplausos (não se preocupe, ami-go, se o Wainer é um chato e não gosta de humor de qualidade aliado a um programa super leve – você, ao lado da Renata, ficarão ricos um dia com um programa desses). Eu fui o primeiro a quebrar a invencibilidade de 10 aí da turma, mal aí pessoal). E por fim o Tavião, que também teve coragem de sobra para falar sobre um tema que é mal visto na PUC pelo conservadorismo imbecil de alguns sujeitos (e chamar o Darth Walter pra banca foi a atitude mais roots e androcêutica da História – merece 10 com louvor).

Não me esquecerei também de André e Paulinha, membros novos aos quais peço um Samba da Benção e um parabéns imenso (criatividade aliada a coragem e qualidade – trabalhos de primeira). Enfim, o que quero dizer com tudo isso é que não devemos nos perder, pessoal. Conseguimos manter uma amizade que não é qualquer um que consegue não. Amadurecemos todos e conseguimos unir nossas forças para fazer um curso que ultrapassou as barreiras do aspecto técnico: nos ajudamos para nos fazermos jornalistas. Isso não há boleto que pague. Desejo que todos se deem muito bem, encham o cu de dinheiro ou simplesmente façam aquilo que lhes dê prazer nessa profissão tão cheia de leques e tão escassa em oportunidades. Que nós não percamos o contato e façamos pelo menos uma reuniãozinha mensal para colocarmos o papo em dia. Que a formatura signifique apenas a primeira das festas que iremos fazer juntos. Enfim, Saravá para todos.

Eu por exemplo, o capitão do mato, Carlos Massarico
Poeta e diplomata, o jornalista mais PUC do Brasil
Na linha direta de São Guimarães Max, saravá!
A benção, André Cintra,
o mais criativo e inovador dos jornalistas jovens que conheço
A benção, Alan Mariasch,
tu que cuidaste dos conflitos esquecidos da África
A benção, Bruno de Pierro,
gênio contemporâneo e candidato a Habermas brasileiro
A benção, Gustavo Silva,
guerreiro bósnio que há de vibrar guitarras e jornais
A benção, João Caldeira,
menino parceiro de risadas, cigarros e de todos os momentos
A benção, Luiz Mendes,
politicamente incorreto na inteligência mais sublime da política
A benção, Mario Bucci,
sabe-tudo no melhor sentido que brilha muito na San Fran
A benção, Max Fischer,
Guimarães, mito eterno da Comfil, parceiro e amigo querido
A benção, Otávio Silvares,
capitão do mato como eu que desbrava a capital
A benção, Thomas Pacheco,
companheiro de bares, jogos e parceiro cem por cento
Ó minha PUC de todos os santos
Inclusive meu São Bento
Saravá! A benção que vou partir
Eu vou ter que dizer adeus...

Porque o Carlitos nasceu lá como Ombudsman
E se hoje ele é puquiano na poesia,
Ele é androcêutico demais no coração.

Porque o Androceu é pobreza que balança
E a pobreza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais pobre não!

Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão

Uma singela homenagem a todos os que, assim como eu, fizeram seu tcc em vídeo.

9 de dez de 2009

Morre o apresentador e ex-deputado Luiz Carlos Alborghetti

Apresentador morreu em casa, de acordo com assessor.
Velório deve ocorrer na Assembleia Legislativa do Paraná.



09/12/09 - 16h04 - Atualizado em 09/12/09 - 16h35
Do G1, em São Paulo

Morreu nesta quarta-feira (9) o apresentador e ex-deputado estadual paranaense Luiz Carlos Alborghetti, informou o assessor Ricardo Alexandre Mianes. De acordo com ele, Alborghetti estava com câncer de pulmão e morreu em casa, em Curitiba, por volta das 13h.



O apresentador do extinto programa policial "Cadeia", da CNT, descobriu a doença em março e, logo depois, começou o tratamento. Segundo o assessor, ele tinha 64 anos, nasceu em Andradina (SP) e morava há 22 na capital paranaense. Depois de ficar internado em hospitais de Curitiba, ele passou a receber acompanhamento médico em sua residência. Alborghetti morava com a esposa, Maria Auxiliadora, e uma filha.



Alborghetti foi deputado estadual por 16 anos, além de vereador por cinco anos na cidade de Londrina. Alborghetti foi apresentador por 30 anos de programas de rádio, na TV e na internet. Trabalhou nas emissoras CNT e na RIP TV, afiliada da Rede Record. Até iniciar o tratamento da doença, em março deste ano, ele apresentava um programa na Rádio Colombo.



O apresentador de programas policiais ficou famoso por frases polêmicas, como "Cadeia neles!", "Tá no colo do capeta", quando se referia a morte de criminosos, ou ainda "bandido bom é bandido morto".



Alborghetti foi um dos responsáveis por lançar o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, que trabalhava como um dos repórteres policiais do programa "Cadeia". A assessoria de Ratinho divulgou um comunicado sobre a morte. "A grande obra do Alborghetti em vida foi a assistência social e o que fica é o grande número de pessoas que ele ajudou através dos seus programas de TV e rádio."



Polêmico

Há cerca de dois anos, Alborghetti apresentava o programa “Cadeia Alborghetti”, de segunda a sexta, na Rádio Colombo. Segundo Rosaldo Pereira, editor de jornalismo da rádio, Alborghetti se afastou do trabalho há alguns meses para se dedicar ao tratamento.



Segundo Pereira, em outubro, os dois conversaram, e o radialista afirmou que logo voltaria ao trabalho e que estava bem. “Era uma pessoa maravilhosa, muito alegre, bem disposto. Se alguém estava chateado ele cutucava, brincava. Uma alma maravilhosa.”

“Ele fez o que tinha que fazer na época dele, com os termos que usava, os palavrões que falava, tentava expressar o que sentia no momento. É uma perda muito grande.”



fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1409247-7084,00-MORRE+O+APRESENTADOR+E+EXDEPUTADO+LUIZ+CARLOS+ALBORGHETTI.html

5 de dez de 2009

Como o ..... pede uma cerveja.

"Um país não pode ser um país de verdade senão tiver ao menos uma cerveja e uma empresa aérea. Ajuda se tiver uma equipe do futebol, ou armas nucleares, mas o mais importante é a cerveja."
Frank Zappa


Image a cena. Você está fazendo uma reportagem em Budapeste e quer tomar uma cerveja. A menos que você tenha sorte de achar algum garçon que entenda inglês você terá que pedir na língua do lugar. Pensando nisso selecionamos a frase mais dita entre jornalistas com menos de 30 anos ao redor do mundo em várias línguas: "Garçon, uma cerveja, por favor".

Com a ajuda de @priscilaplo

Africâner: A beer, ah-suh-bleef!
Alemão: Un beer, ahls-yer-bleeft!
Alemão: Ein Bier, bitte!
Árabe: Waheed beera, meen fadleek!
Basco: Garagardo bat, mesedez!
Bengali: Eka handoiya, doya koray!
Búlgaro Edna beerra, molya!
Catalão: Una cervesa, si us plau!
Checo: Pee-vo, pro-seem!
Cheyenne (língua dos índios norte-americano): Nok hee-sevo-tamah-peh, mas-eh-met-ah-no!
Chinês: Ching gay woh ee bay pee joh!
Coreiano : Mayk-joo hahn-jahn, joo-se-yoh!
Croata: Yed-no pee-vo, mo-lim!
Curdo: Dan min yek bire!
Egípcio: Wekha henqet!
Esloveno: Eno pee-vo, pro-seem!
Espanhol: Una cerveza, por favor!
Esperanto: Unu bieron, mi petas!
Finlandês: O-loot moolek kee-tos!
Francês Une bière, s'il vous plait!
Grego: Mee-a beer-a paraka-loh!
Húngaro: Edj pohar shurt kayrek!
Inglês americano: Brewski here, please!
Irlandês: Byohr awoyn, lyeh doh hull!
Italiano: Una birra, per favore!
Japonês: Bee-ru ip-pon, ku-da-sai!
Lakota (Sioux) Wan-jee m'nee-pee-gah, ee-yo-kee-pee!
Lituano Pra-shau vie-na, al-lows!
Noroegues: Ehn url, tahk!
Português: Uma cerveja, por favor!
Romano antigo (vai saber...): Oh beh-reh ver rohg!
Turco: Beer beer-ah, luht-fen!

3 de dez de 2009

Quatro anos depois

Ninguém melhor que Galvão Bueno para narrar esse momento de nossas vidas.
A faculdade acabou.


26 de nov de 2009

Calar

Sentou-se do meu lado, enquanto eu desembrulhava uma bala.

_ Precisamos entender que a palavra constrói é nada! Ela destrói, isso sim! Acaba com o que é dado e deve ser somente dado.

Coloquei a bala na boca.

_ Ao invés de configurar, ela acaba com as realidades. A realidade está aí, mas não a vemos, porque a palavra nos impede.

A bala era horrível.

_ E ela não me entende, cara! Ela acha que meu silêncio me faz mal, que é coisa ruim dentro de mim! Mas não é, pelo contrário! Eu não digo aquilo que simplesmente não tem como dizer, simples!

Joguei a bala fora.

_ Eu sei que deve ser difícil olhar pra minha cara e ter de se conformar com...a minha cara, apenas. Mas o fato é que minha realidade precisa existir! Nem que por instantes; precisam saber que não sou feito de discurso!


A bala estava de fato, comprovadamente, estragada. Uma das experiências mais fascinantes do mundo contemporâneo.

25 de nov de 2009

Nova temporada de Hermes e Renato- Top hits

Para quem ainda não viu.










1- Emofrodita- Mamadeira de Carne




2- Artesanation- Joelhinho no queixo




3- Massacration- The Bull

Em resposta ao companheiro Luiz Mendes

Com a palavra, o Jânio de Freitas das charges brasileiras, Maurício Ricardo.


24 de nov de 2009

Ao companheiro Max Fischer

Na Folha de S. Paulo de hoje, Janio de Freitas fala da visita do presidente Ahmadinejad:

O visitante


Problemas personificados por Ahmadinejad dão à conversa com Lula utilidade promissora, por mais remota que seja

AS CRÍTICAS feitas a Lula por receber a visita já há meses pedida pelo presidente Ahmadinejad, sem se excluírem sequer as que fazem a associação de razões religiosas e razões políticas, são convencionais e contraditórias.
O que justifica as conversas entre os dois presidentes é aquilo mesmo que as críticas tomam como motivos para repudiar a presença de Ahmadinejad. Os encontros de dirigentes que representam países sem desacordos entre si mal passam, quando passam, de recepções festivas e congraçamentos óbvios. E, se passam, muitas vezes é para entendimentos marotos, em que o mais dotado para os negócios amarra o outro em compromissos como gastos de dezenas de bilhões com submarinos e aviões que não são os melhores nem os menos custosos, e, ainda, com ilegalidades que repassam bilhões para uma empreiteira.
Os problemas personificados por Ahmadinejad, como política do Irã e como atitude pessoal, é que dão à conversa com Lula uma utilidade promissora, por mais remota que seja. E tornada mais perceptível pelo próprio Ahmadinejad, com sua "convicção de que o presidente Lula pode ter um papel importante na intermediação" no Oriente Médio. A visita que comporta a discussão das posições iranianas e das concepções de Ahmadinejad só pode ser positiva, no mínimo por levar esse presidente fechado em seu extremismo a ouvir uma voz que, se a procura, é por lhe atribuir alguma significação.
Com o propósito de antecipar-se a Ahmadinejad, aqui esteve o presidente Shimon Peres, de Israel. Maior expressão de estadista israelense nos últimos 30 anos, e por isso mesmo sempre combatido pela direita e pelo fundamentalismo religioso em seu país, Peres esteve em recepções muito simpáticas, mas não consta que promissoras em sentido algum. Ao contrário, o único reflexo dado por Lula, de suas conversas políticas com Shimon Peres, é de contrariedade: "O presidente de Israel me disse aqui que não haveria mais assentamentos em terra palestina, e já houve".
Era referência ao fato de que, apenas 48 horas passadas da afirmação de Shimon Peres, em resposta à reiterada opinião de Lula de que assentamentos impedem até conversa de paz, o primeiro-ministro belicoso Binyamin Netanyahu autorizou novo assentamento com cerca de 1.000 moradias. Contra, inclusive, o recente acordo feito com o governo Obama. Melhor seria que aqui viesse discutir o primeiro-ministro da insensatez israelense, se dado a admitir opiniões contrárias às suas.
Nem se sabe, e não é provável que venhamos a saber, o que de fato Ahmadinejad fez questão de vir dizer, em pessoa, a Lula. Mas ajuda para agravar os tremores no Oriente Médio não há de ser, porque o Irã dela não necessitaria, nem o Brasil teria como dá-la. Ainda bem.

Isto mesmo
O ministro Carlos Ayres Britto continua explicando os seus interessantes votos no Supremo Tribunal Federal, um decidindo pelo que chama de "extraditibilidade" de Cesar Battisti, outro passando do STF para Lula a obrigação de decidir sobre a "extraditibilidade". Recorre agora o ministro a outro caso de extradição, há dois meses, do qual foi relator:
"As notas da sessão mostram como tudo que se passa agora já estava lá. O ministro Marco Aurélio perguntou se a decisão resultaria no "pedido de imediata entrega formulado pelo governo requerente". Eu respondo claramente "imediata entrega, não; imediato cumprimento do acórdão'".
Ou seja, segundo a resposta de Ayres Britto invocada pelo próprio, a decisão estava no acórdão do STF, e não transferida para o presidente da República, ao qual cabia só o seu "imediato cumprimento".
Ayres Britto invoca ainda a transcrição da palavra do colega Eros Grau naquele julgamento: "O ministro Eros Grau diz claramente: "A execução compete ao presidente'".
A execução, só. Não a decisão de executar ou desconsiderar o acórdão do STF, como votaram no caso Battisti os dois ministros. A diferença entre executar e decidir continua resistindo muito bem.

15 de nov de 2009

Geisy: Behind the Mask




Estas são as curvas escondidas por debaixo do vestido mais polêmico do Brasil. A opinião do autor (não necessariamente endossada pelo blog Androceu) a respeito do objeto de análise:



13 de nov de 2009

7 de nov de 2009

Ficha de RH: Paula Cabral Gomes

Breve perfil:

Paula Cabral Gomes nasceu em 5 de fevereiro de 1986. Pequena em tamanho, mas grande em coração (momento clichê: on), a moça já está com um pé fora da faculdade de Jornalismo com um TCC sobre um assunto delicioso: restaurantes antigos. Conquistou muito dentro da PUC, incluindo o coração de vários colegas de classe, por seu empenho, animação e por sempre dar atenção aos que precisam de uma conversa.

(Escrito por Débora Cestare)

Ficha técnica

Nome: Paula Cabral Gomes
Apelido: Paulinha, Paulete (em francês), Paulitcha, Pauleta, Paulita (em espanhol)
Idade: 23 anos, 8 meses, 25 dias e algumas horas
Nascimento: 05/02/1986 (uma semana antes do carnaval, não que isso interesse – sou aquariana de verdade)
Time: Palestra Itália, Palmeiras, Alviverde Imponente
Som: Rock ‘n’ Roll, Pop, Eletrônica, Brasileira (ex: Los Hermanos, Maria Rita, Maysa etc.), de tudo um pouco menos Calypso, Tecno Brega e Funk
Animais: cachorrinhos lindos, pequenos e pentelhos (tipo eu – sim, tenho uma pinscher chamada Atena)
Trabalho: Estou atrás de um que eu realmente ame
Drogas: Até que ver novela de vez em quando dá um barato
Um medo: Palhaços e Papais Noéis
Uma alegria: Conseguir o que eu quero
Um homem: Johnny Depp
Uma mulher: Natalie Portman
Um sonho: Ser Paula Cabral Gomes até morrer
PUC: Amor e ódio
Jornalismo: Amor e ódio
Androceu: Um orgulho
Uma memória: RAM (hahaha, na verdade sou um peixe de aquário)
Uma frase: “Keep on with the force, don’t stop ‘til get enough” (Michael Jackson)
Perfume: Kriska ou qualquer outro com essência de baunilha
Bebida: Chá mate natural
Lugar favorito: Minha cama
Posição favorita: Atacante
Religião: uma inventada por mim, sou da Igreja das Libélulas soltas na mente

Redação de admissão:

Por que quero ser do Androceu?

Desde meus cinco anos de idade, ando de bicicleta. Antes tinha rodinha, mas agora já sei assoviar sozinha. Nunca foi fácil ser baixinha, ainda mais quando se precisa falar alto para se fazer ser entendida. Adoro tubaína e cinema então, nem se fala. É sempre bom saber que tem dias que a noite é foda e que a qualquer momento posso tomar um sorvete de coco em algum lugar. Eu costumava cantar quando tomava banho, porém meus óculos são vermelhos e o cheiro é de baunilha. O Twitter é uma ferramenta incrível quando bem usada, por meio dele até Deus se comunica com seus seguidores. Mas não acredito nisso. Ter fanzine é o que há! Sou alviverde imponente e amo de paixão a feirinha da Liberdade, além de ter o sonho de andar de patins no Ibirapuera todos os finais de semana. Não tenho vícios e fui criada pelos meus avôs até os seis anos. Minha maior qualidade é escrever coisas que fazem sentido e mandar e-mails numa velocidade nunca dantes vista. Tenho a sensação de ter vivido no reino de Arthur, de ter sido uma sacerdotisa de Avalon, mas isso durará até o livro acabar, depois posso me transformar numa elfa que conhece Smeagol ou numa bruxinha de sangue-ruim filha de trouxas. Ainda não aprendi a jogar videogame. Guitar Hero só no easy e perco jogando tênis no Wii com minha prima de sete anos. Lorem. Manter quatro blogs não é fácil, por isso que três estão abandonados, oras. Alguns dizem que tenho login em todas as coisas que a internet oferece, mas é mentira. Não me cadastrei para receber o newsletter da Igreja Universal do Reino de Deus. Aliás, queria abrir uma igreja para não pagar imposto e essas coisas. Sinto falta do Los Hermanos e queria ver um show do Silverchair e do Slipknot. Ainda bem que os Backstreet Boys e o Damien Rice já vieram para o Brasil. Graças aos deuses! Quem sabe um dia não aprenda latim e possa conversar com aqueles que morreram. Posso solicitar a ajuda de Chico Xavier (ah, ele já se foi!) e da Zíbia Gaspareto. Melhor falar com o Paulo Coelho, ele que manja. Ipsum. Hoje é dia de faxina, mas nunca limpo direito. A poeira é mais forte que o ser humano e sempre me vence. As pombas também dominarão o mundo, junto com as canetas BIC. O Michael Jackson morreu e todos já sabem disso. Beat it é a melhor... Você sabia que os elefantes rolam na lama para se refrescar? Se eu fizesse isso ninguém ficaria muito tempo ao meu lado, por mais que eu estivesse fresca e sem calor. O Gineceu não deu certo porque muita mulher junta não rola. Vira caso de vida ou morte, por mais que ninguém tenha matado ninguém ainda. Pelo menos na PUC-SP não, na USP é diferente. To falando de matar amigos e não os pais, é bom reforçar. “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem”. Deu vontade de cantar essa música da Maria Rita. Chama-se Pagu! Falando nisso, tem uma exposição em algum lugar sobre ela e o Oswald. Não posso perder! Na verdade, posso, mas se eu falar assim, quando eu perceber que acabou ficarei chateada. Só arranjei mais um motivo para me odiar. Não mandei vídeo para o CQC. Minhas piadinhas são “boas” demais e eu não tenho jeito para stand-up comediante. Sempre fico “ocupada” no MSN para não ficar subindo aquelas janelinhas chatas e fazendo aquele barulhinho irritante. O do ICQ era melhor. Poxa, esqueci o número do meu. Será que alguém ainda usa? Amizade é o que há de melhor nessa vida! Não preciso pagar a fatura no final do mês. Até que escrever num estilo semi Saramago foi divertido. Parágrafo para quê? Melhor ver como andam os restaurantes mais antigos de São Paulo. Eita pega! O sapo não lava o pé! Não lava porque não quer! Mas se ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer, tem um chulé! Amet. Odeio o politicamente correto. Ninguém é assim! Eu sou uma fraude! Falo inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, japonês, chinês, miguxês fluente e um pouquinho da língua dos anjos e das fadas. Sei mexer no Windows e Paint, porém não jogo mais paciência. Sou aquariana e ansiosa para caramba e me dou bem com meu perfeccionismo. Roxo é lindo! Acho que passei dos 140 caracteres. Ups... Minha mãe sempre quis que eu fosse alguém na vida, que me reconhecessem na rua, me chamassem pelo nome, e minha oportunidade chegou. Chama eu, Androceu!
Beijomeliga
Paulinha Cabral Gomes

Ficha de RH: André Cintra

Breve Perfil:

“André Cintra é uma pessoa dupla devido as diferentes perspectivas pelas quais é conhecido. O que o deixa de mal-humor? Palmeiras. De bom-humor? Palmeiras. Se ele pudesse nadar em uma piscina, seria uma piscina de coca-cola. Se ele fosse meia laranja, Juju seria a outra metade. Se o ano fosse 2006, ele tomaria no café da manhã sete colheres de Nescau, mas como estamos em 2009, ele toma sete colheres de Toddy
O jovem não se importa com nada, apenas com o Palmeiras e Juju. Se perguntassem ao André o que ele levaria para uma ilha deserta, ele diria: Juju, jujuba e coca-cola. Isso porque tendo jujuba e coca-cola ele estaria bem alimentado e tendo Juju ele estaria feliz, e tendo Juju haveria alguém com quem conversar sobre o Palmeiras.
Quem quisesse conhecer bem o André, morreria querendo. Quem quisesse conhecer o não-André, poderia entrar em seu blog ou então digitar no Google “A bunda” de Chico Buarque e leria sobre coisas que supostamente são André.
Mas biologias, escatologias e gostos à parte. O André pode ser definido em uma palavra. O André é um cuzão. E como todo grande buraco negro, tudo nele pode ser engolido e modificado em um instante. Afinal, não é só o Nescau que é efêmero.”

(Retirado do perfil escrito por Mariana Osone)

Ficha técnica:

Nome: André
Apelido: Rodolphinho, Harolldinho e John Lemon.
Idade: 23 anos
Nascimento: 26/04/1987
Time: Palmeiras, Palestra, Inter.
Animais: Sobre cães, posso falar de meu amigo e finado Cafu, e de Wolvi e Logan que me fazem companhias aos finais de semana. Sobre gatos, tem meu Jaiminho, que tem um defeito nas patas traseiras, o Lulu e a Fatinha, que sumiram. O Cacildo, que tem o rabo quebrado.
Trabalho: É para os pobres. Felizmente, meu pai é rico e não preciso disso.
Drogas: São a cara do Max
Um medo: Cair no vão do metrô.
Uma alegria: Palmeiras 3 x 0 Corinthians (Obina, Obina e Obina).
Um homem: Valdívia, Bruno Aleixo, meu sobrinho Guillermo e meu cachorro Cafu.
Uma mulher: Juliana.
PUC: É a cara do Max.
Jornalismo: É a cara do Max.
Androceu: É a cara do Max.
Uma memória: Eu me lembro de quando tinha 5 anos e planejei como passaria as tardes do ano seguinte, quando seria velho demais para ter tempo para pensar no que fazer.
Uma frase: "Se sua careca não brilha, não tente roubar a minha!" Ewerton Clides
Bebida: Coca-Cola.
Lugar favorito: Santos.
Posição favorita: Meio-campo.
Religião: Católica.

Redação de admissão:

Por que eu quero entrar no Androceu

Eu sempre quis fazer parte de um blog composto por homens inteligentes, criativos, bem humorados e donos de ótimo texto. Mas um convite de um blog desse tipo ainda não veio, por isso vejo com bons olhos a possibilidade de entrar no Androceu. Pode ser o primeiro passo.
Mas não é só por isso. Pelo menos não deveria ser, já que é minha obrigação prestigiar algo que meus colegas de sala, em especial o Max, se esmeram tanto em fazer. É pelo Max que começarei a enumerar meus motivos. E é por isso que eles serão os últimos motivos – por serem relativos o Max. E também por serem relativos ao Max, desculpem a repetição, é que serão os primeiros. Espero que me entendam – seria horrível começar minha participação no blog com redundâncias.
O sétimo motivo que me leva a entrar neste blog é poder falar sempre do Corinthians quando o Max não quiser ouvir. Para quem não sabe, o Max não fala comigo quando o Corinthians perde do Palmeiras, quando o Corinthians perde do Náutico, do Fluminense, do Santos, do Mogi Mirim, do Barueri, do Bahia, e de todos aqueles times que o Corinthians e o Max se habituaram a jogar na segunda divisão.
O sexto motivo é para poder me comunicar com o Max pela internet. Ele me bloqueou no MSN em outubro do ano passado e até hoje não desbloqueou – não sei se ele esqueceu, ou se ainda está virtualmente bravo comigo.
O quinto motivo é bastante interesseiro. Ter a minha imagem associada a algo que é do Max pode me levar longe. Tenho certeza que a partir de agora terei a chance de conseguir os melhores estágios não remunerados em assessoria de imprensa de todo o mercado paulistano!
Mas não convém falar só do Max. Além de deixar os outros meninos enciumados, o próprio Max poderá se deixar levar pelos elogios, e não é prudente embebedar o Max de elogios. (Está vendo, Max? É por isso que nunca te elogiei.)
O quarto motivo que me aproxima do Androceu é que pude constatar, depois de algumas pesquisas, que o Renê não faz parte do blog. E isso pode me ser muito útil, já que não haverá a chance de textos meus serem retirados do ar por alguém da minha idade. Já passei isso por uma vez, e minha auto-estima reclama até hoje.
O terceiro motivo é geográfico. Na geografia do design deste blog, percebo que os blogs próprios de gente que não faz parte do Androceu ficam em posição menos privilegiada do que os blogs daqueles que fazem parte. E como entra muita gente neste espaço, uma simples modificação como esta será capaz de levar milhares de pessoas ao meu blog Eu não sou virgem, Maria!
O segundo motivo é que ocuparei meu tempo depois de sair de meu estágio. Entrando no Androceu, espero nunca mais ouvir de ninguém que eu estou desempregado ou desocupado. Se alguém me chamar assim a partir de agora, eu posso responder com a seguinte palavra: invejoso.
O primeiro motivo, rapaz, é que fiquei absolutamente encantado após ver meu nome escrito, embora no plural, em um blog de tamanha repercussão. A minha mãe está com um sorriso diferente até agora, e ela jura que dessa vez não é cárie!
Eu teria outros motivos, mas minha soberba não me permite contar. Espero que tenha sido claro o bastante, caso contrário, você que leia duas vezes.

Agradecidamente,
André Cintra

30 de out de 2009

PUC é multada pela 2ª vez por fumo no câmpus

Instituição tem de pagar R$ 1.585 e pode ser fechada na próxima vez

Sexta, 30 de Outubro de 2009, 00h00
Fernanda Aranda
Estado de S. Paulo

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) foi multada pela segunda vez por descumprir a lei antifumo. Ontem, em comunicado oficial feito pela reitoria da instituição a todos os alunos matriculados, a pró-reitoria da unidade solicitou colaboração dos estudantes já que, entre as sanções previstas pela legislação paulista, a unidade da zona oeste da capital paulista pode ser fechada, caso reincida pela terceira vez. A reportagem do Estado não conseguiu contato com a Assessoria de Imprensa da PUC nem com representantes da universidade na noite de ontem. Mas no site da Divisão de Comunicação Institucional da universidade, no dia 7 de outubro, foram postadas informações sobre a primeira infração, flagrada no dia 18 de setembro por fiscais do Procon. No texto foi explicado que a PUC-SP foi multada em R$ 792,50 após agentes terem flagrado pessoas fumando no câmpus Monte Alegre na frente das salas 109, 222-E, 316 e 502 do Prédio Novo. "A maioria dos fumantes respeita a lei. A universidade pagou o preço da falta de cidadania de alguns integrantes da comunidade. A responsabilidade de zelar para que nossa universidade não fique vulnerável a novas sanções é de todos", afirmou ao portal Hélio Deliberador, pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias.Pelas regras estaduais em vigência há mais de dois meses no Estado de São Paulo, o estabelecimento que permitir o fumo ou o fumódromo em espaço interno e fechado é penalizado em R$ 792, valor que dobra no segundo flagrante e pode render suspensão de atividades por 48 horas na terceira infração. A partir da quarta vez, a interdição é por até 30 dias. Estudantes da PUC informaram que o último comunicado da reitoria foi feito ontem por e-mail. Além de ressaltar a ameaça de fechamento da universidade, a pró-reitoria de Cultura e Relações Comunitárias informou que o "serviço Médico da PUC-SP está à disposição para aqueles que pretendam deixar de fumar, para auxiliá-los e orientá-los nessa difícil tarefa de largar o vício". Assim que a lei antifumo passou a vigorar em SP, a PUC informou que iria repassar o valor da multa ao estudante identificado como infrator das normas. A Universidade de São Paulo (USP) também adotou discurso semelhante.Segundo balanço divulgado no início do mês pelas secretarias estaduais de Saúde e Justiça - responsáveis pela fiscalização da legislação, as lanchonetes são os tipos de estabelecimentos que mais aparecem entre os multados - 51 das 145 multas aplicadas. Porém, entre as queixas feitas ao disque-denúncia, as universidades ganham destaque. Englobam 11% das queixas; as casas noturnas respondem por 8%.

fonte: http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,puc-e-multada-pela-2-vez-por-fumo-no-campus,458751.htm

27 de out de 2009

Separados no nascimento (3)

Gargamel, dos Smurfs





Ricardo Gomes, técnico do São Paulo






Ou seria o contrário (3)?

22 de out de 2009

Entrevista: Fabinho Geléia, o traficante.

Em um ato de ousadia e coragem, a reportagem do Blog Androceu estabeleceu contato com um dos mais sanguinários traficantes do Rio de Janeiro. Conhecido pela frieza com que manda executar integrantes de facções rivais a sua, de nome "Taturana F-7", e apontado pela própria mãe como "um menino dos mais mal-criados", Fabinho "Geléia" concedeu rápida entrevista ao blog, na qual discorreu sobre a cultura do morro, o problema das drogas e corrupção.

Blog Androceu: Seu tempo é curto?
Geléia: Estreitíssimo.
BA: Por que?
G: Só nos corre...
BA: Cansa muito né?
G: Tem uns momento relax.
BA: O que você faz quando não está trabalhando?
G: Solto uns pipa.
BA: Lembrar dos tempos de olheiro?
G: Bate uma nostalgia à vera.
BA: E a família, tem tempo pro filhão?
G: Garoto firmeza!
BA: Lula é cuzão?
G: De boa ele.
BA: Mas e os ladrões de Brasília?
G: Cuzão, véio.
BA: Cuzão, né?
G: Tudo cuzão!
BA: Tudo nóia mesmo?
G: Vixi, matar tudo lá.
BA: Cuzão, então?
G: Cuzão, sem dúvida!
BA: Joga bola?
G: Chuto umas cabeça aí (risos).
BA: Rio 2016?
G: Prefiro o mengão.
BA: Topa jogo rápido pra fechar?
G: Canta aí, véio!
BA: Uma palavra.
G: cú.
BA: Um perfume.
G: álcool.
BA: Bebida.
G: Fanta gelada.
BA: Um sonho.
G: Menino crescendo com os pipa no alto.
BA: Som.
G: Demorô uns funkão fudido!
BA: Mulher.
G: Com bunda larga.
BA: Drogas.
G: Dollar...
BA: Rio de Janeiro.
G: Só cuzão.
BA: Religião.
G: Budista.
BA: Uma frase.
G: X-9 é tudo pau no cú que tem que morrer no microondas.

20 de out de 2009

Acabando com o esputacho

CONVITE

No próximo dia 4 de novembro, horário ainda a ser definido, estarão dando um fim ao Trabalho de Conclusão de Curso este quase jornalista que escreve e sua fiel companheira de pesquisa, Elisangela F. Silva.
O título do livreto é Telerrealidade - o cotidiano editado e a banca avaliadora será composta pelos jornalistas José Arbex Jr., Eugênio Bucci e Marcos Cripa. A presença do jornaleiro Ricardo Sampaio, que possui uma banca de jornais próxima à casa de um dos autores do trabalho, ainda não foi confirmada.

Após a apresentação, seguida de calorosa discussão teórico-epistemológica, os anfitriões levarão seus convidados para apreciar dose da mais requintada pinga do bar do Paraty.

Contamos com a presença silenciosa de todos que, mal-e-mal, se interessam por jornalismo, televisão, telejornalismo, pornografia e anticoncepcionais.



Um abraço,


Bruno de Pierro.

16 de out de 2009

Musa da semana: Paloma Tocci


É com muita alegria que anunciamos o retorno da seção "Musa da semana" ao nosso blog.
A escolhida dessa vez é a jornalista esportiva Paloma Tocci. Ela tem 27 anos e trabalha na Band.

9 de out de 2009

Éisshxtra



Nada mal essa capa do carioquíssimo e popularzão Jornal Extra:



(retirado do blog do Juca Kfouri)


É claro que, em quesito capa estrambólica, ninguém ganha do Meia Hora. Procurem por "capa meia hora" no google imagens e vocês verão a clássica "Luana não tem mais (foto do Dado Dollabella) em casa", e também coisas como "PM sacode Cidade de Deus e pega espada do He-Man" e "Ma-ma-mataram o ga-ga-gaguinho"...

3 de out de 2009

Rio dois mil e dezesseis



Em 2016, vou realizar meu sonho: pintar meu carro de amarelo e ir morar no Rio

Se eu fosse jornalista esportivo, seria contra Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil. Quer dizer, se eu fosse um daqueles jornalistas esportivos fodões mesmo, que cobrem in loco esse tipo de evento. Convenhamos, o Rio é um lugar muito bacana e tudo mais, mas não é sempre que você pode ir pra Chicago, Tóquio ou Madrid com a grana da firma. Qualquer reporterzinho de campo mequetrefe da Rádio Itatiaia vira-e-mexe vai pro RJ cobrir um Botafogo x Atlético Mineiro(ou vai nas férias mesmo, já que Minas não tem praia). Agora, qualé a vantagem, pra mim, suposto jornalista esportivo fodão, de ir cobrir um jogo de Copa em Curitiba ou as Olimpíada no Rio? É mais ou menos como se esses coisas grandiosas acontecessem em Monte Alto ou Orlândia.

Além do mais, Olimpíada é um troço chato pra cacete, e acho que não sou o único a pensar assim. Até onde sei, brasileiro só gosta e se importa com futebol. Bem, mas se querem comemorar, à vontade; depois agüenta a disputa da medalha de bronze de Badminton – que espero que aconteça depois do almoço e com narração do Cléber Machado, vai ser da ora pra tirar uma siesta.



2 de out de 2009

Enquanto o texto que presta não é escrito...

O blog Androceu manda os parabéns à Cidade Maravilhosa pela conquista do direito de sediar os jogos de 2016. E aproveita para mandar o aviso: Pode gelar a cerveja, pois estamos voltando...

25 de set de 2009

Woofer: o anti-Twitter


Prolixos do mundo, uni-vos! Não foi com essa frase, mas deve ter sido algo muito parecido que um funcionário da LLC Company, uma pequena empresa localizada na capital americana, definiu seu novo projeto. Fundada no começo de 2005, a empresa ianque tem o hábito de incentivar seus funcionários a gastarem parte de sua sexta-feira em projetos próprios com o intuito de transformarem a Internet em um lugar mais divertido.
Foi assim que nasceu o Woofer, o primo desconhecido do Twitter. Os dois “primos” apesar de perguntaram “o que você está fazendo agora?”, possuem uma diferença fundamental: enquanto o Twitter oferece, no máximo, 140 caracteres, o Woofer obriga seus usuários escrevem posts com, no mínimo, 1400 caracteres.
E haja texto para tanto espaço! Acostumados a escreverem textos curtos para o Twitter, os brasileiros ainda sofrem para se adaptar a nova mídia. Tanto que o mais comum é uma postagem em torno de 300 caracteres e para atingir a meta mínima ou se repete a postagem por várias e várias vezes ou adicionando uma música qualquer.

Então, Bruno e companhia limitada, não se esqueça, quando você quiser analisar ou escrever algo mais sério e fazer todos os seus seguidores do Twitter saberem é só postar no Woofer (http://woofertime.com/) e linkar no Twitter depois.

Curiosamente, esse texto não poderia ter sido publicado no Woofer, já que possui apenas 1348 toques.

Outra curiosidade é o Squeaker, outro site free da LLC. O sistema também é baseado no Twitter, mas dessa vez você possui somente 14 caracteres para dizer ao mundo o que você está fazendo.

23 de set de 2009

Curiosidades do Androceu

Semana passada o @andreursipedes me apresentou uma maravilha chamada Google Analytics que nada mais é do que um programinha free que faz análises do seu site, como o número de visitantes, tempo gasto, como chegou nele e etc.
Enfim, hoje eu tava olhando os primeiros dados e entre algumas boas surpresas (em torno de 60 visitas únicas por dia) e outras nem tanto, descobri que 105 pessoas já entraram aqui por causa de um texto do Bruno.
"Meu Deus! Que texto deve ser esse", me pergunta o leitor. O mais engraçado nessa história que não é um texto clássico do Bruno, mas sim uma ótima tirada que ele teve em 2008. Segue o link para matar a saudade: http://blogandroceu.blogspot.com/2008/04/oportunidade-de-estgio-sbt.html

Sim! Mais de 100 pessoas já entraram no Androceu (com média de dois minutos e 34 segundos) devido a esse texto. Graças a essa quantidade estamos em primeiro lugar no Google em todos os quesitos estágio + SBT. Pode conferir lá.

Mais uma prova que estamos transformando a Internet do NOSSO jeito.

20 de set de 2009

androceu 2009






ANDROCEU.


FAZENDO A HISTÓRIA
DO NOSSO JEITO.
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crédito foto: Paulinha Cabral Gomes.

18 de set de 2009

14 de set de 2009

Descolados do mundo

Confesso que senti medo hoje, medo do que assistia na TV, tanto medo que precisei correr para o pc e escrever qualquer coisa que fosse, ao som de Slayer, para me sentir seguro da médiocridade. Só para esclarecer, acabo de inventar essa palavra, assim mesmo com acento agudo, ainda que saiba que algum purista chato e o corretor do word vão pegar no meu pé, afinal a moda agora é padronizar e corrigir nosso amado-idolatrado-salve-salve-idioma.
É que pensei nessa palavra por causa da nossa amada-idolatrada-salve-salve-classe-média, mas especificamente a classe média jovem. Através daquele programa de televisão – cuja emissora não citarei o nome mas só posso adiantar que é feita por jovens moderninhos e descolados – tive uma visão apocalíptica do futuro, descobri uma faceta alarmante da nossa classe média, percebi que talvez esse papo todo de fascismo não seja só papagaiada dos barbudos que vestem vermelho. Realmente o que eu vi ali foi um convite ao militarismo e a xenofobia. Sim, é isso mesmo, segue minha explicação.
Estava eu assistindo, já pela metade, o tal programa que estava sendo reprisado, foi ao ar no dia do jogo do Brasil com o Chile, a apresentadora ia passando os tópicos de discussão na tela. A coisa funciona assim: ela chega de kombi colorida com as cores e letras da emissora; estaciona em alguma parte da cidade onde adolescentes modernos e descolados se reúnem; e fica rodeada de meninos e meninas, conversando com a turminha, discutindo com eles os tópicos do dia. Com comentários ultra abalizados ela introduz o tema, pede opinião para seus amiguinhos e, em seguida, chama matérias sobre o negócio, é mais ou menos isso aí.
O assunto geral do dia era patriotismo, e aí começou a se descortinar toda a médiocridade. O que vi primeiro foi um repórter de campo que estava no estádio de futebol onde jogavam Brasil e Chile, ia falando com as pessoas e transeuntes. Perguntava, “você é patriota só em jogos da seleção?”, ou algo como, “você acha que o brasileiro só é patriota de quatro em quatro anos?”. Não preciso nem dizer que eram pessoas modernas e descoladas já que estavam no jogo do Brasil e pagaram caro por isso. Todos ali sorrindo e repetindo que amavam o Brasil, que o patriotismo devia ir além do futebol, meninas que eu não vejo nem nas festas da psicologia comemoravam, entre um canapé e um carpacio, os golaços de Nilmar.
Isso não diria nada sem o que veio em seguida, uma matéria sobre o serviço militar, e não acreditei no número de moleques que querem realmente entrar para o exército, deviam estar drogados ou exageraram no anti-depressivo, mas enfim, cada um com sua loucura. Outros, que tinham prestado o serviço militar, diziam que achavam que a coisa ia ser casca grossa mas acabaram gostando da nova experiência. Um coronel, tenente, marechal, sei lá eu, também dava uma palavrinha para encorajar os jovens, dizendo que lá ninguém apanha, a convivência é super saudável, todo brasileiro tem que se preocupar com sua pátria, e por aí vai. Só faltava uma propaganda, daquelas do governo, que mostra o exército do mesmo ângulo que mostra uma faculdade, dessas universidades que surgem de repente por aí, uma Uniforme-se-logo-e-ganhe-mais-dinheiro da vida. Venha para o exército você também, e acelere sua carreira!
Comentários da apresentadora: “vocês viram, gente! Talvez as pessoas tenham uma imagem errada do serviço militar!”, e logo em seguida retorna o repórter de campo, direto do jogo do Brasil, comentando que vestir uma farda era a mesma coisa que vestir a camisa da seleção (garanto que ele escolheria a da seleção).
Sim, eles não paravam de tentar me convencer a me alistar, mas agüentei firme para ver o próximo tópico: xenofobia, e daí ficou pesado. Não me lembro do que alguns garotos disseram ali no palco mas me lembro bem da matéria, mostrava vários jovens que nem sequer sabiam o que a palavra significava. Quem se salvou foi uma menina que disse que xenofobia são, tipo assim, as pessoas que, tipo, não curtem as pessoas que são, tipo assim, de outros, tipo, países. Mas um outro nunca ouviu falar na tal palavra; outro lá me manda que xenofobia para ele era medo da Xena (pra quem não conhece, é uma princesa guerreira de um seriado aí). Resumindo, aquilo foi uma aula de estupidez pra quem ainda não conseguiu ficar estúpido.
Voltando para o palco nossa apresentadora já estava com uma camiseta com a frase “xenofobia é medo da Xena” estampada, já tinha também uma foto da própria Xena usando a peça de roupa, bela metalinguagem. Ela deve ter uma estamparia e um fotoshop naquela kombi pra fazer isso tão rápido, e já distribuindo pra moçada a camiseta com o slogam genial, acabava assim com qualquer comentário minimamente aceitável sobre xenofobia. Seria melhor se dissesse logo de uma vez: “nossa, como é legal ser burro!”.
Mas daí veio a salvação da interatividade, pois no programa existe um quadro que se chama “chora”, onde qualquer jovem descolado pode dar sua opinião ou desabafar sobre qualquer assunto, pode reclamar da mãe que não o deixa sair a noite, da amiga que roubou o namorado, do cachorro que ama, é quase como uma terapia televisionada. Rezando para que alguém falasse algo um pouco menos tapado do que as palavras da apresentadora, eu escutei o rapazola que subia num palanquinho e falava ao microfone. Não adiantou, o cara começa a reclamar da paparicação aos gringos quando eles vêm ao Brasil, “só falta estenderem um tapete vermelho”, dizia, e continuava a falar que na Europa os brasileiros são mau tratados e por isso não deveríamos pegar leve com nossos gringos também. Gritos da torcida jovem ali presente, se bem que eles gritariam até para uma imitação do Tiririca.
Não sei se esse cara que falou ao microfone acha isso realmente; não sei se ele viu uma notícia no Jornal Nacional; não sei se ouviu de orelhada quando seu pai falava ao celular, mas me assustei com um discurso desses vindo de alguém tão jovem. Era sim um fascista adolescente, e agora até eu já estou usando o termo que muitos barbudos repetem por aí e me deixa irritado. Percebi que não era só o programa que nutria esse tipo de sentimento.
O tópico seguinte - estrangeirismos na língua portuguesa - mostrava uma matéria com dois professores de português, um contra e outro a favor do uso de palavras estrangeiras, parecia um debate em estilo twiter, onde ambos expõem suas opiniões em poucos caracteres. A professora do contra dizia que um idioma tão rico como a português não demandava novas palavras de outros idiomas; o professor a favor explicou que isso é um fenômeno natural, não daria pra imaginar o português sem palavras estrangeiras como “pizza”. E realmente eu não consigo imaginar um país sem pizzas, seria o inferno dos solteiros que não sabem cozinhar. Mas o problema foi a gravidade que atribuíram ao tema, tratado com a mesma importância que tem minha carreira de jornalista.
O programa acaba e logo em seguida começa um outro que, vejam só, passa clipes com legendas. A idéia é agente entender a letra das musicas cantadas em inglês, que ironia! Deviam passar a letra de “Americam Idiot” do Green Day, ou “Americam Jesus” do Bad Religion, ou alguma do Public Enemy, por que não?
Mas antes que começasse a chorar, finalmente desliguei a TV, e cá estou eu agora relatando essa minha impressão medonha da nossa juventude, e por que não da nossa programação de TV? cheguei a me perguntar se não estava vendo coisas, achando pêlo em ovo. Comecei a imaginar um conflito na Amazônia, que surgiu sabe-se lá de onde, contra guerrilheiros maconheiros, uma iminente guerra que ainda permanece top secret; forças armadas brasileiras posicionando-se estrategicamente, e dá-lhe apoio militar dos Estados Unidos; somas vultuosas em dinheiro usadas pelo Estado brasileiro pra convencer as emissoras a propagandearem o sentimento patriótico. Enfim, eclode o conflito e nossos jovens, já devidamente patriotizados, seguem aos montes para as fronteiras de arma na mão, a opinião pública se revolta às vésperas da matança mas algum maluco já deu um golpe, tomou o poder e censurou os jornais.
Pô! Fui bem pra longe agora, mas talvez tudo isso não passe mesmo de um devaneio maluco, afinal isso nunca aconteceu na história da humanidade, foi só um sonho ruin. Xenofobia? Guerras? Ditaduras? Sarney? Nunca ouvi falar! Devo é estar ficando velho, careta, devo estar totalmente out desse mundo dos adolescentes descolados, talvez até ainda morda a língua quando eles fizerem algo notável no futuro. Preciso mesmo é tomar minha pílula e assistir uma TV.

Açúcar

Estavam os dois de bobeira naquele sábado, depois de uma conversa sobre uns setenta e cinco temas diferentes nada mais achavam pra falar. Um inseto, uma dessas formigas com asas, seja lá como chamam, caminhava no chão do quarto, devia ter entrado pela janela, o fato é que estavam no décimo quinto andar e um deles se divertia em pensar como o rapazinho chegara ali. Um verdadeiro exemplo de superação, afinal era um inseto brasileiro e não desistia nunca, ou alguma nova espécie, super potente e resistente, fruto de mutações genéticas acarretadas pelas mudanças climáticas da metrópole.
De qualquer forma tiveram que matá-lo, a princípio um deles se opôs à idéia mas seu companheiro ali já empunhava o tênis e descia a lenha no bichinho, e o inseto não morria. Sapatadas uma atrás da outra e ele continuava se remexendo, agonizando, e o desespero pelo martírio daquele artrópode se manifestava no outro moleque em forma de gargalhadas. “O bicho é imorrível”, gritava em meio às risadas, e seguiam-se os golpes até que o animal começou a ceder, “já deve estar vendo um túnel de luz com seus parentes insetos estendendo as patinhas”, disse o expectador enquanto enxugava as lágrimas. Era mesmo uma espécie selecionada, e os dois acabaram com ela ali mesmo naquele circo.
Subitamente uma secura na boca, uma fome desgraçada. Não imaginavam de onde teria vindo aquela seca, aquela ânsia de mastigar um alimento, senti-lo dissolvendo-se levemente na boca, mas aproveitaram a situação pra ter a idéia genial de visitarem uma doceria que abrira a pouco em sua rua, ali logo em frente ao prédio. Ficava numa espécie de microshopping a céu aberto, com um estacionamento largo na frente e em seguida as lojas em um patamar mais alto, eram uma farmácia, uma loja sei lá do que, uma outra que não tinha nada, e a tal doceria. Pingaram um colírio e partiram.
Ambiente familiar, belas crianças bem nutridas e rosadas sentadas com suas mães; umas meninas bonitinhas e arrumadas no melhor estilo “malhação”; algum carrinho de bebê, e agora dois carinhas entrando de chinelo havaianas. Estavam se achando meio deslocados ali, pensavam que todos olhavam-nos e viam que não estavam muito, vamos dizer assim, a caráter. Mas quando entraram no recinto perceberam que toda essa nóia não valia de nada, uma vez lá dentro se é um deles, contanto que se compre algo.
Era uma loja com seu interior totalmente branco; alguns detalhes nas paredes em rosa, uns morangos e pirulitos e alcaçus grandes pendurados; mesinhas circulares cor de madeira que lembravam castanhas ou biscoitos daqueles cookies; vitrines com várias prateleiras mostravam as tortas e bolos e bombas que pareciam dançar uma valsa. Sentiram-se como formigas em um pote de açúcar, ou como personagens de um jogo de videogame dos anos oitenta, achavam que iam morder alguma parte daquele imóvel, arrancar um pedacinho da parede e prová-lo, passando em seguida para a mesa, as cadeiras, o piso. Joãozinho e Maria teriam saído de lá correndo, aos prantos, recordando aquele traumatizante episódio da casa comestível que quase acabou mal. Mas para aqueles dois ali, ora, não viam bruxa ou caldeirão em parte alguma, eram sim bombardeados por estímulos que diziam sempre a mesma coisa: coma e seja feliz agora! Ali só o açúcar lhe saltava aos olhos famintos, escorria de toda aquela brancura mal lavada.
Repararam, em uma das vitrines, numa espécie de sorvete cheio de coberturas e camadas, algo como um bolo gelado, achavam finalmente uma parte do lugar para mastigarem. Após provarem um pouco de quase todos, escolheram seus sabores. Um pediu um belo pedaço de chocolate com calda de chocolate, sorvete de chocolate, bolo de chocolate, chocolate picado e uns bombons em cima; o outro pediu um de coco com sorvete de coco, coco ralado, bolo de alguma coisa que provavelmente tinha coco, coco queimado, e algo por cima que devia ser leite condensado.
E que espera maldita foram aqueles minutinhos até receberem as tigelas de plástico com as guloseimas, atacaram a coisa com ferocidade, como cães famintos sobre um naco de carne. Nem bem chegaram na metade e já estavam cheios, tiveram de largar o resto todo ali e resolveram pagar a conta, cerca de treze ou quatorze reais para cada. Um deles, indignado, não entendeu como pagara tão caro por uma experiência tão frívola, e o outro lhe explicou que o preço era por quilo e que ele devia ter pedido, já hipnotizado, bem mais do que podia comer. Ouviu, no entanto, que ele também havia pedido muito já que pagaram quase a mesma coisa.
Emfim, não entenderam bem de onde viera toda aquela fome, todo aquele ímpeto de mastigação, mas naquela noite um deles sonhou que o bichinho que mataram, aquele naturalmente selecionado, ressuscitava em tamanho gigantesco, entrava na doceria e destruía tudo, devorava as pessoas, e depois sentava-se e pedia um pedaço de torta holandesa.

Androview – Eduardo Moreira, o Homem dos 1001 podcasts


Habitante de Araçatuba, cidade do interior do estado de São Paulo, consultor de informática, regente de canto coral e torcedor do São Paulo Futebol Clube. Essas são apenas algumas características de Eduardo Moreira, o Homem dos 1001 podcasts. Em entrevista marcada via Twitter, o podcaster fala sobre como conheceu a mídia, seu início e a importância dos comentários dos leitores na vida de um podcaster. Veja a entrevista abaixo:



Androceu: Como foi a descoberta da mídia podcast?

Eduardo Moreira: Eu descobri o podcast navegando pela internet, buscando novas formas de entretenimento e informação. Nas buscas por antigos arquivos de áudio de programas de rádio, me deparei com o termo podcast, no já finado podcast da MTV. Gostei muito do que ouvi e resolvi consumir este tipo de mídia de forma mais frequente.



A: Como foi o processo de se transformar em um podcaster?

E.M: Isso se deu após três meses ouvindo outros podcasts. Fui percebendo que o processo de criação de um podcast era viável para mim, que já estava inteirado sobre como funcionava os programas de edição. Levei algum tempo lendo sobre o processo de hospedagem dos podcasts no feed RSS e, em abril de 2008, estava gravando meu primeiro episódio. Óbvio que com uma qualidade ainda muito abaixo do desejado, mas foi um início.



A: Segundo muitas pessoas, você, junto com o Jovem Nerd e Maestro Billy, formam a santíssima trindade do Podcast brasileiro. Você concorda com essa afirmação?

E.M: Eu recebo esta afirmação com surpresa, pois o Billy (ADD), o Alexandre e o Deive (membros do Nerdcast) são, efetivamente, verdadeiras celebridades da mídia, entre os ouvintes regulares de podcast, e entre os podcasters efetivamente. Aliás, nem sabia que os ouvintes me consideravam assim. Bom, respondendo sua pergunta, eu acho que tem muita gente muito boa no papel de podcaster. Alguns deles conseguem atuar nesta função até melhor do que eu, como Eduardo Sales Filho (Papo de Gordo), Jabour_Rio (Piratacast), Gustavo Vanassi (Depois das 11), Pablo de Assis (Nerd Express), Jurandir Filho, Maurício Saldanha e PH Santos (Rapaduracast), Gustavo Guanabara (Guanabara.info), entre outros. E não podemos nos esquecer de alguns que vieram antes de nós, como o pessoal do PapoTech, Gui Leite e a Bia Kunze, que foram alguns do que ouvi no começo. Tem muita gente boa e inteligente fazendo podcast hoje no Brasil.



A: Como surgiu a ideia de gravar um podcast solo?

E.M: Surgiu naturalmente, como uma opção. Quando entrei no mundo do podcast, estava efetivamente sozinho, pois não originei meus podcasts de comunidades de internet ou de algumas parcerias no mundo offline. Por isso, como não conhecia ninguém no meio (e muito menos na minha cidade) com disposição e coragem para gravar, resolvi enfrentar o desafio com a cara e a coragem.



A: E no caso do Spin-Off?

E.M: No caso do Spin-Off, que é feito em conjunto com outros podcasters, meio que surgiu de um projeto do Filecast chamado Jabacast, onde estes podcasters se reuniram para fazer um podcast único e promocional. A idéia deu certo, a ponto de criarmos um podcast sobre séries, onde teríamos sempre a participação de vários outros podcasters.



A: Quantas horas por semana você gasta editando?

E.M: Para quem grava podcasts sozinho, é muito mais fácil e rápido o processo de gravação e edição do que quando se grava em conjunto, via Skype, pois o tempo de perda do podcast é menor. Isso precisa ser ressaltado. Em média, cada podcast leva aproximadamente de 3 a 4 horas de edição. Mais uma hora gravando (exceto o M2List, que é 15 minutos aproximados, e o Spin-Off, que pode ter até duas horas de gravação), e outra hora subindo o podcast para o servidor e criando o post no blog, resultam no tempo médio de 6 horas totais no processo. A cada semana, eu dedico, pelo menos, 30 horas de podcasts (nos cinco programas que tenho), dividindo sempre em turnos, para que não atrapalhe minhas outras atividades.



A: Como você grava, por exemplo, uma edição do M2List?

E.M: O M2List é o podcast que menos levo tempo para gravar. As playlists do M2List são criadas com, pelo menos, duas semanas de antecedência, dependendo do tema escolhido. Uma vez a playlist pronta, se necessário, faço uma pesquisa com informações sobre o tema da playlist, e já faço a gravação. Em virtude dele ter mais músicas do que falatórios, a gravação das falas do M2List levam, em média, de 10 a 15 minutos apenas. Feito isso, aí é a parte de edição: eliminar os tropeços na fala, eliminar ruídos externos (quando eles acontecem), fazer a trilhagem do podcast, e pronto.



A: Você já chegou a cancelar algum compromisso para gravar ou terminar de editar algum podcast?

E.M: Mais os compromissos familiares. Os profissionais e os compromissos do coral eu nunca cancelei. Neste aspecto, a família (ou mais a minha esposa) precisa ser muito paciente e entender que, com o tempo, cria-se um compromisso do podcaster com quem está ouvindo seu programa. Para todo podcaster é muito prazeroso saber que seu programa é ouvido por alguém. Logo, acaba sendo natural esta entrega e abnegação em querer colocar o podcast no ar, na data programada.



A: Qual é a importância de um feedback para um podcaster?

E.M: No meu entender, o feedback dos ouvintes é peça fundamental para que um podcast continue. Não podemos nos esquecer que vivemos num momento de web 2.0, ou seja, não apenas consumimos a informação, mas criamos a informação, através de uma via dupla entre quem produz a informação e quem a recebe. Neste aspecto, a Internet mesmo possibilita que seus usuários possam ter um intercâmbio rápido e direto com quem produz a informação, no caso, o podcaster.

Eu já vi muitos ouvintes reclamando que alguns podcasters sequer se importam com e-mails e comentários feitos nos posts do podcast. Por outro lado, os que comentam no post do podcast, em muitos casos, não chegam a 1% daqueles que escutaram o episódio. Levando-se em conta que, no Brasil, as pessoas ainda ouvem e baixam seus podcasts direto do blog (segundo a Podpesquisa, 60,8% dos ouvintes escutam no próprio site), o feedback é, para mim, o mínimo que o ouvinte pode fazer por nós. Afinal de contas, o programa é feito para eles, e queremos saber onde estamos acertando ou errando, para poder produzir programas melhores.



A: Além do feedback, o que mais motiva você a continuar gravando?

E.M: A possibilidade de interagir e conhecer outras pessoas. Isso foi uma das coisas que o podcast me deu de volta. Conheço pessoas muito interessantes, que me ajudaram a me desenvolver como podcaster. É claro que não vou ser hipócrita a ponto de não dizer que receber alguma compensação financeira, pois isso é sempre muito bom. Felizmente, consigo fazer com que os blogs “se paguem” através de ações promocionais vinculadas aos blogs e aos podcasts, e acho que, se continuar assim, está ótimo. Porém, vejo isso como uma conseqüência do trabalho empregado, e não apenas uma motivação única e imediata. Para mim, o podcast rende muito mais do que ganhos materiais: rende boas amizades, conhecimento, maiores possibilidades profissionais, etc.



A: Você já pensou em abandonar o podcast em algum momento?

E.M: Abandonar a mídia podcast, em si, não. Tive vontade de encerrar o Feedback News Podcast por falta de comentários dos ouvintes, mesmo sendo um podcast com um bom número de downloads por episódio. Porém, um detalhe importante que todo podcast deve fazer quando sentir que o programa não está mais fluindo como antes: renovação. Mudar o formato, acrescentar elementos novos em termos de pauta ou edição é fundamental para se dar uma sacudida, para despertar algum tipo de reação nos ouvintes. Bom, falo isso pela minha experiência pessoal, e não que isso seja uma regra, mas ajuda a evitar que o programa caia em um efeito do tipo “ouvinte passivo, podcast que passa alheio às pessoas”, etc.



A: De 1 a 10, que importância você coloca o Podcast na sua vida?

E.M: Nota 8. Pelo seguinte: neste período de mais de um ano e meio como podcaster, passei por muitas experiências que me mostraram que, por mais que a gente goste do processo de fazer o programa, publicar e ver o resultado do mesmo ecoando pela internet, esta mesma atividade não pode interferir a ponto de você deixar tudo de lado para apenas ficar gravando e editando. Hoje, para mim, o podcast é como uma atividade profissional, encaro ele como minha “pequena empresa”, e procuro focar meu tempo dedicado à ele como um compromisso sério. Mas, na frente disso, tenho minha esposa, meus corais, minha profissão como consultor de tecnologia, meus familiares, os meus momentos de lazer. Mesmo porque, são coisas na minha vida que chegaram antes da mídia podcast.



A: Atualmente você escuta quantos podcasts?

E.M: Tenho em torno de 35 podcasts assinados em meu RSS, fora alguns programas que ouço quando são publicados em seus blogs. Bom, citando alguns deles: Depois das 11, Papo de Gordo, Nerd Express, Nerdcast, ADD (Mastro Billy), Piratacast, Pod Sem Fio (Bia Kunze), Bola nas Costas, Bola nas Costas Iscuitantes, Radio OnBoard, Endzone, Rapaduracast, Metacast, Guanabara.info, Monacast, PapoTech, SOS Hollywood...



A: Saindo um pouco de Araçatuba, a mídia Podcast já é uma realidade no Brasil?

E.M: O podcast ainda tem muito para crescer no Brasil, como um todo. De forma proporcional ao número de pessoas conectadas em território nacional, o podcast ainda tem uma longa jornada pela frente. No meu ver, falta o podcast nacional se apresentar efetivamente para as outras mídias (rádio, TV, jornais, etc), e mostras que é uma mídia complementar, que vem para adicionar mais informação e entretenimento para os ouvintes. O podcast é uma forma prática de se receber um conteúdo exclusivo de notícias, variedades, tecnologia, humor, etc.



A: Como é a relação entre os podcasters brasileiros?

E.M: A grande maioria dos podcasters pensam da mesma forma: são solidários, colaborativos, parceiros mesmo na idéia de se ajudar. É claro que, como em todo segmento de mídia, existem aqueles que não estão tão sintonizados com certos aspectos e pensamentos sobre como devemos proceder com o podcast no Brasil. Porém, isso não impede que a produção de programas continue e que aqueles que estão sintonizados nos mesmos objetivos continuem se ajudando, fazendo suas produções e ajudando outros podcasters a prosperarem. Mas, de um modo geral, a maioria dos podcasters são gente muito boa de se conviver.



A: Que dica você pode dar para quem gostaria de começar hoje o seu podcast?

E.M: A primeira coisa a dizer é: comece. Parece meio óbvio, mas é fundamental fazer, se experimentar no processo de falar, de ler a informação e de escrever sobre a informação ao montar um roteiro para o cast. Além disso, procure falar sobre algo que realmente goste e que tenha alguma afinidade ou conhecimento. Vai ter erros no começo? Claro que vai, mas certas melhorias vão se desenvolvendo com o tempo e a prática. Não desanime com as críticas que você vai receber, mas também não ature os “xiitas”, que te atacam por aspectos pessoais. Mandem os doentes pastarem e siga em frente. E o mais importante: faça um podcast com a sua cara, com a sua identidade. O grande barato da mídia é a variedade de programas, estilos de edição, bordões, etc. Quanto maior a variedade, mais rica a mídia do podcast será, e maiores são as possibilidades dela prosperar no Brasil.



A: Para finalizar, gostaria de acrescentar algo?

E.M: Conheçam o podcast, pois é uma mídia prática, moderna e divertida, além de ser muito barata e para todos os gostos e idades. E o mais importante: é uma mídia independente por excelência, pois é feito por pessoas que amam os assuntos que falam, e que se dedicam de forma exemplar para repassar o que sabem para outras pessoas.





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