23 de dez de 2009

Z/L News: Maior papai noel do país está na Mooca!


ho, ho, ho... cazzo

Não só está na Mooca, como, melhor ainda, na frente do cervejazul!


O dono do local e os músicos que costumam se apresentar por lá estão com a previsão de 0% no aumento dos frequentadores, já que o lugar vai ficar fechado nas festas de final de ano.

21 de dez de 2009

Mistério


Nem tô afim de entrar com um processo na PUC para avisá-los que o Julio me deu 9,5 no TCC. Seja lá quem errou e postou errado: meus sinceros agradecimentos.

NOVIDADES PARA 2010!


Não perca nos primeiros meses de 2010! Novidade na área! TROFÉU OMBUDSMAN ESPECIAL 3 ANOS com os melhores de todos os tempos! THE SPOTTACIOS, série inédita produzida no principado de Sorocaba!

20 de dez de 2009

Feliz Natal, seus nerds!




É Natal mais uma vez, época de paz, alegria, união e daquele seu tio bêbado enchendo seu saco na hora da ceia. Saiba como nasceu essa celebração que une os homens em fraternidade e manguaça ao redor do globo, contada pelo Fantasma Cibernético do Natal Passado:

"Há milhares de anos, antes do aparecimento do homem como nós conhecemos, havia o senhor Papai de Noel. Uma macaca com cara de bicha barbuda que fazia brinquedos vagabundos e inúteis com ossos de dinossauros e sobras de comida e atirava em criaturas parecidas com chimpanzés com mão cagadas de cocô. Um bando de pederastas com mãos peludas. E esses supostos brinquedos eram enterrados como bruxas, e cagavam neles. E eram jogados em predadores que eram acordados pelos gritos insuportáveis dos mais novos. Foi um natal de merda aquele ano, porque teve gente que morreu pra dedéu.

Uma raça hostil de gnomos do planeta vermelho aterrisou na Terra coberta de gelo e foi imediatamente escravizada pelo não-evoluído Papai Macaco e obrigada a fazer seus brinquedos confusos usando a tecnologia galática de gnomos. Uma viadagem qualquer que inventaram lá. Os brinquedos passaram a ter uma forma conhecidos e receberam nomes como: trem.

Mas esses brinquedos também eram jogados em predadores, e cagavam neles, porque eram uns merdas. O natal continuava, com o perdão da má palavra, uma grande bosta. Há milhares de anos o gelo havia tornado a Terra inavegével.

O Papai Macaco não sabia o que era pólo norte. Como é que ia saber? Burro pra cacete. Ele nasceu antes da ciência existir. Então, na cagada, ele montou sua oficina aqui. Muito antes de se sindicalizarem. E o Natal era comemorado a cada lua cheia, diante da imagem da bichona, o grande Macaco Vermelho."

14 de dez de 2009

Um brinde à falta de transparência da FUVEST

Na última terça-feira (8/12), recebi com felicidade a notícia de que a nota de corte do curso de medicina havia caído para 74 pontos – em 2008, o corte foi 77. Felicidade porque minha irmã, que acertou 72 questões no vestibular realizado no último mês de novembro, conseguiria a vaga para disputar a segunda fase do concorrido curso de medicina da USP.

Antes que alguém estranhe minha matemática, devo esclarecer que além dos 72 pontos (ou questões) conseguidos, minha irmã teria acrescido 6% em sua nota por ter estudado o ensino médio inteiro numa escola pública, e mais alguns pontos devido a seu desempenho no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp), em 2008. Descontado o bônus do Pasusp, que eu confesso não saber calcular, minha irmã alcançaria 76,32 pontos, suficientes para a realização da segunda fase.

Acontece que a Fuvest divulgou nesta segunda-feira (14/12) a lista com os nomes dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que vai acontecer na primeira semana de janeiro de 2010. Para minha surpresa e desolamento de minha mãe, o nome de minha irmã não estava lá.

Tenho algumas pistas para o ocorrido. 1) Minha irmã pode ter passado as questões erradas para o gabarito. 2) Ela pode ter se enganado na correção da prova. Estou consciente de que algo do tipo pode ter acontecido.

Contudo, salta aos olhos uma atitude no mínimo estranha da Fuvest, que é o fato de não liberarem os pontos atingidos na primeira fase. É uma falta de transparência e respeito ao vestibulando sem igual. Eu não teria dúvidas da lisura do vestibular caso pudesse encontrar no site da fundação um link com o desempenho individual de minha irmã, mostrando quantas questões ela acertou oficialmente e por quantos pontos ela ficou de ir para a segunda fase.

Não bastasse o processo desumano do vestibular, em especial para um curso de medicina, e a brutal desigualdade entre aqueles que têm condições financeiras para pagar um colégio privado e aqueles que têm como consolo a precariedade de uma escola pública – um processo no qual gente com condição de pagar universidades toma o lugar de quem só poderia estudar numa instituição pública como a USP – vemos numa situação em que o maior vestibular do país flerta com o obscurantismo e a falta de transparência.

É simplesmente lamentável.

Deixo este texto como forma de protesto à estrutura do vestibular da USP e a todos os outros vestibulares, que insistem em reproduzir a lógica capitalista, o darwinismo social descarado, o esquizofrênico conceito de meritocracia presentes nos vestibulares Brasil afora. Protesto, em especial, contra a falta de transparência da Fuvest.

Declaro aqui minha desconfiança. A lisura do vestibular está sob suspeita. Desfazer esta desconfiança me parece simples. Basta a Fuvest liberar o desempenho de cada estudantes no vestibular. Terão coragem? Ou existe alguma maracutaia engendrada para favorecer alguém?

Como cidadão, exijo transparência!

No frigir dos ovos, meu voto é pelo fim dos vestibulares!

13 de dez de 2009

EM NOVA FASE, MASP DIALOGA COM GRAFITE E EXPÕE ARTE DE RUA

Fora do espaço de onde costumam partir - as ruas -, mas de maneira alguma distantes do ambiente urbano, as obras que compõem a exposição “De dentro para Fora, De Fora para Dentro” parecem não pertencer a lugar algum especificamente. Quando expostos no subsolo do Masp (Museu de Arte de São Paulo), os grafites “lá de fora” encontram outros suportes para sobreviverem “dentro” do espaço do museu.

Mostrar que o “grafiteiro” que utiliza o contexto urbano como suporte para seu trabalho é, também, o artista que expõe telas e instalações dentro dos limites de um museu, é o principal mote da exposição. Aproximadamente 1500 m2 da galeria subterrânea do Masp foram tomados por obras de Ramon Martins, Titi Freak, Carlos Dias, Stephan Doitschinoff, Zezão e Daniel Melim, cujas referências se relacionam com a cultura pop, o hip hop, o punk etc. Livres do rótulo de “grafiteiros”, os artistas mostram que, tanto o espaço público das cidades, quanto as galerias de arte, são ambientes capazes de receber novas formas de intervenção artística.

Em entrevista à reportagem do Androceu, Baixo Ribeiro, dono da galeria Choque Cultural – representante dos seis artistas – e um dos curadores da exposição, afirmou que muitos críticos de arte ainda não entendem a proposta e acabam reduzindo a exposição a “grafiteiros no Masp”. “Fazer grafite é trabalhar na cidade, no espaço público, mas o artista usa o suporte que quiser”. E em “De Dentro para Fora...” o que ocorre é isto mesmo. O contexto urbano acaba não entrando no museu, mas sim o artista e sua arte. “O nosso interesse foi recepcionar o público com um trabalho novo, envolvente, porém é uma exposição de pintura, quase crua, mas com muita emoção”, explica Baixo.

A falta de artifícios, no entanto, permite com que as obras ganhem uma autonomia com relação ao espaço que as abriga. Segundo baixo, a música foi descartada, pois com ela as pessoas tendem a se sensibilizar facilmente, diferente da pintura, que é “mais sofisticada e sugestiva”. Exemplos são os painéis de Ramon Martins, com referências ao psicodelismo. Em um deles, a pintura “vaza” do mural e escorre pelo chão, manchando com inúmeras cores o cimento do pavilhão. Já Stephan Doitschinoff usa o spray para opor o sagrado e o profano, em uma instalação que dificilmente veríamos na rua.

Mas, após o último dia de exposição, os grandes painéis, cerca de 17, serão apagados, intencionalmente. De acordo com os curadores, a efemeridade desses trabalhos é justamente para fazer com que as pessoas visitem a exposição. “Só a presença permite ao visitante sentir o que o artista fez, como em um show ao vivo”, afirma Baixo.

Serviço

DE DENTRO PARA FORA, DE FORA PARA DENTRO


Onde: Masp – Museu de Arte de São Paulo (av. Paulista, 1.578, telefone: (11) 3251-5644) Quanto: 15 reais (meia: 7 reais)
Quando: de ter. a dom., das 11h às 18h, e qui., das 11h às 20h; até 5/2

11 de dez de 2009

Meu Samba da Benção ou Carta ao Androceu 09

Tenho muito orgulho de meus amigos de PUC com os quais convivi nos últimos quatro anos. Tenho mais orgulho ainda da sorte que tive em encontrar pessoas que fossem, acima de qualquer outra virtude, humanas. Lamento apenas não ter conhecido cada um deles da mesma forma que conheci outros tantos que vieram a se tornar meus colegas por tanto tempo, pessoas com as quais estive durante praticamente todos os dias até hoje. Temo me distanciar desses seres comédias e inteligentes que como eu serão jornalistas e que, a maioria deles sem dúvida, estão meio perdidões sem saber para onde correr.

No final, vai ficar tudo bem. Todo mundo um dia se ajeita, quanto a isso não tenho dúvidas. Na impossibilidade de falar sobre todos, falo sobre esses que compuseram um Blog que significou muito mais que apenas um local para postar textos. Esse Androceu, que é apenas um pontinho praticamente inexistente fora de nossos domínios puquianos, significou muito para todos nós. Não uso o passado para mais uma de minhas piadas “nostradamianas” sobre seu fim, mas fico tranquilo ao dizer que com o final da faculdade tudo será diferente por aqui. Isso não é algo ruim de se imaginar, afinal ele foi criado pela nossa união na Universidade, com o final dela talvez haja mesmo um sentimento de que ele será jogado para escanteio frente a nossas responsabilidades. Mas aproveito esse espaço para pregar (pela primeira vez, assumo, mas dessa vez falando sério) uma perspectiva otimista sobre a relação que talvez tenhamos daqui em diante.

Quando me mudei para São Paulo e estive distante de minhas raízes sorocabanas, percebi, refleti sobre minhas origens, pela primeira vez ser sorocabano era algo exótico. Esse reflexão me levou a valorizar muito as nostalgias de meu passado, a valorizar tudo aquilo que abdiquei para apostar em um sonho de ser alguém além dos limites de minha cidade. Sinto que essa ligação pode acontecer com nós e espero sinceramente que ela não seja ligada apenas à figura deste Blog Androceu. Amigos que na PUC encontrei serão figuras que para mim não morrerão com o final da faculdade: espero que exatamente com o fim dela, nossas relações sejam estreitadas.

Daqui em diante poderemos seguir carreiras fantásticas, vejo que todos provaram nos TCC's que algo que não falta é talento e criatividade. O Alan, analisando em ordem alfabética, fez um trabalho extremamente racional e certeiro, próximo do perfeccionismo que estamos acostumados a ver nele. Um trabalho muito bom, inegavelmente. O Bruno dispensa comentários, afinal só o Eugênio e o Arbex estavam em sua banca e disseram que era uma tese de mestrado (parabéns também a Eli, que isso fique claro, óbvio). O Gustavo fez uma viagem para a Bósnia para também fazer um trabalho que levou 10 e não foi à toa (estou curiosíssimo para lê-lo, Guss). O Joãozinho e o Marião provaram de fato que a PUC faz a diferença e fizeram um documentário fantástico, o qual tive o prazer de assistir pessoalmente (às vezes parece pouco para nós que fazemos, mas para quem assiste foi um trabalho riquíssimo de todos os pontos de vista, formidável como disse E. Suplicy). O Luiz foi com a cara e a coragem para pegar a estrada com um caminhoneiro e também escrever um trabalho maravilhoso, que me desperta muita curiosidade – a pauta também foi muito boa). O Max fez um dos vídeos mais engraçados que assisti na minha vida, uma criatividade que merece aplausos (não se preocupe, ami-go, se o Wainer é um chato e não gosta de humor de qualidade aliado a um programa super leve – você, ao lado da Renata, ficarão ricos um dia com um programa desses). Eu fui o primeiro a quebrar a invencibilidade de 10 aí da turma, mal aí pessoal). E por fim o Tavião, que também teve coragem de sobra para falar sobre um tema que é mal visto na PUC pelo conservadorismo imbecil de alguns sujeitos (e chamar o Darth Walter pra banca foi a atitude mais roots e androcêutica da História – merece 10 com louvor).

Não me esquecerei também de André e Paulinha, membros novos aos quais peço um Samba da Benção e um parabéns imenso (criatividade aliada a coragem e qualidade – trabalhos de primeira). Enfim, o que quero dizer com tudo isso é que não devemos nos perder, pessoal. Conseguimos manter uma amizade que não é qualquer um que consegue não. Amadurecemos todos e conseguimos unir nossas forças para fazer um curso que ultrapassou as barreiras do aspecto técnico: nos ajudamos para nos fazermos jornalistas. Isso não há boleto que pague. Desejo que todos se deem muito bem, encham o cu de dinheiro ou simplesmente façam aquilo que lhes dê prazer nessa profissão tão cheia de leques e tão escassa em oportunidades. Que nós não percamos o contato e façamos pelo menos uma reuniãozinha mensal para colocarmos o papo em dia. Que a formatura signifique apenas a primeira das festas que iremos fazer juntos. Enfim, Saravá para todos.

Eu por exemplo, o capitão do mato, Carlos Massarico
Poeta e diplomata, o jornalista mais PUC do Brasil
Na linha direta de São Guimarães Max, saravá!
A benção, André Cintra,
o mais criativo e inovador dos jornalistas jovens que conheço
A benção, Alan Mariasch,
tu que cuidaste dos conflitos esquecidos da África
A benção, Bruno de Pierro,
gênio contemporâneo e candidato a Habermas brasileiro
A benção, Gustavo Silva,
guerreiro bósnio que há de vibrar guitarras e jornais
A benção, João Caldeira,
menino parceiro de risadas, cigarros e de todos os momentos
A benção, Luiz Mendes,
politicamente incorreto na inteligência mais sublime da política
A benção, Mario Bucci,
sabe-tudo no melhor sentido que brilha muito na San Fran
A benção, Max Fischer,
Guimarães, mito eterno da Comfil, parceiro e amigo querido
A benção, Otávio Silvares,
capitão do mato como eu que desbrava a capital
A benção, Thomas Pacheco,
companheiro de bares, jogos e parceiro cem por cento
Ó minha PUC de todos os santos
Inclusive meu São Bento
Saravá! A benção que vou partir
Eu vou ter que dizer adeus...

Porque o Carlitos nasceu lá como Ombudsman
E se hoje ele é puquiano na poesia,
Ele é androcêutico demais no coração.

Porque o Androceu é pobreza que balança
E a pobreza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais pobre não!

Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão

Uma singela homenagem a todos os que, assim como eu, fizeram seu tcc em vídeo.

9 de dez de 2009

Morre o apresentador e ex-deputado Luiz Carlos Alborghetti

Apresentador morreu em casa, de acordo com assessor.
Velório deve ocorrer na Assembleia Legislativa do Paraná.



09/12/09 - 16h04 - Atualizado em 09/12/09 - 16h35
Do G1, em São Paulo

Morreu nesta quarta-feira (9) o apresentador e ex-deputado estadual paranaense Luiz Carlos Alborghetti, informou o assessor Ricardo Alexandre Mianes. De acordo com ele, Alborghetti estava com câncer de pulmão e morreu em casa, em Curitiba, por volta das 13h.



O apresentador do extinto programa policial "Cadeia", da CNT, descobriu a doença em março e, logo depois, começou o tratamento. Segundo o assessor, ele tinha 64 anos, nasceu em Andradina (SP) e morava há 22 na capital paranaense. Depois de ficar internado em hospitais de Curitiba, ele passou a receber acompanhamento médico em sua residência. Alborghetti morava com a esposa, Maria Auxiliadora, e uma filha.



Alborghetti foi deputado estadual por 16 anos, além de vereador por cinco anos na cidade de Londrina. Alborghetti foi apresentador por 30 anos de programas de rádio, na TV e na internet. Trabalhou nas emissoras CNT e na RIP TV, afiliada da Rede Record. Até iniciar o tratamento da doença, em março deste ano, ele apresentava um programa na Rádio Colombo.



O apresentador de programas policiais ficou famoso por frases polêmicas, como "Cadeia neles!", "Tá no colo do capeta", quando se referia a morte de criminosos, ou ainda "bandido bom é bandido morto".



Alborghetti foi um dos responsáveis por lançar o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, que trabalhava como um dos repórteres policiais do programa "Cadeia". A assessoria de Ratinho divulgou um comunicado sobre a morte. "A grande obra do Alborghetti em vida foi a assistência social e o que fica é o grande número de pessoas que ele ajudou através dos seus programas de TV e rádio."



Polêmico

Há cerca de dois anos, Alborghetti apresentava o programa “Cadeia Alborghetti”, de segunda a sexta, na Rádio Colombo. Segundo Rosaldo Pereira, editor de jornalismo da rádio, Alborghetti se afastou do trabalho há alguns meses para se dedicar ao tratamento.



Segundo Pereira, em outubro, os dois conversaram, e o radialista afirmou que logo voltaria ao trabalho e que estava bem. “Era uma pessoa maravilhosa, muito alegre, bem disposto. Se alguém estava chateado ele cutucava, brincava. Uma alma maravilhosa.”

“Ele fez o que tinha que fazer na época dele, com os termos que usava, os palavrões que falava, tentava expressar o que sentia no momento. É uma perda muito grande.”



fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1409247-7084,00-MORRE+O+APRESENTADOR+E+EXDEPUTADO+LUIZ+CARLOS+ALBORGHETTI.html

5 de dez de 2009

Como o ..... pede uma cerveja.

"Um país não pode ser um país de verdade senão tiver ao menos uma cerveja e uma empresa aérea. Ajuda se tiver uma equipe do futebol, ou armas nucleares, mas o mais importante é a cerveja."
Frank Zappa


Image a cena. Você está fazendo uma reportagem em Budapeste e quer tomar uma cerveja. A menos que você tenha sorte de achar algum garçon que entenda inglês você terá que pedir na língua do lugar. Pensando nisso selecionamos a frase mais dita entre jornalistas com menos de 30 anos ao redor do mundo em várias línguas: "Garçon, uma cerveja, por favor".

Com a ajuda de @priscilaplo

Africâner: A beer, ah-suh-bleef!
Alemão: Un beer, ahls-yer-bleeft!
Alemão: Ein Bier, bitte!
Árabe: Waheed beera, meen fadleek!
Basco: Garagardo bat, mesedez!
Bengali: Eka handoiya, doya koray!
Búlgaro Edna beerra, molya!
Catalão: Una cervesa, si us plau!
Checo: Pee-vo, pro-seem!
Cheyenne (língua dos índios norte-americano): Nok hee-sevo-tamah-peh, mas-eh-met-ah-no!
Chinês: Ching gay woh ee bay pee joh!
Coreiano : Mayk-joo hahn-jahn, joo-se-yoh!
Croata: Yed-no pee-vo, mo-lim!
Curdo: Dan min yek bire!
Egípcio: Wekha henqet!
Esloveno: Eno pee-vo, pro-seem!
Espanhol: Una cerveza, por favor!
Esperanto: Unu bieron, mi petas!
Finlandês: O-loot moolek kee-tos!
Francês Une bière, s'il vous plait!
Grego: Mee-a beer-a paraka-loh!
Húngaro: Edj pohar shurt kayrek!
Inglês americano: Brewski here, please!
Irlandês: Byohr awoyn, lyeh doh hull!
Italiano: Una birra, per favore!
Japonês: Bee-ru ip-pon, ku-da-sai!
Lakota (Sioux) Wan-jee m'nee-pee-gah, ee-yo-kee-pee!
Lituano Pra-shau vie-na, al-lows!
Noroegues: Ehn url, tahk!
Português: Uma cerveja, por favor!
Romano antigo (vai saber...): Oh beh-reh ver rohg!
Turco: Beer beer-ah, luht-fen!

3 de dez de 2009

Quatro anos depois

Ninguém melhor que Galvão Bueno para narrar esse momento de nossas vidas.
A faculdade acabou.


O Triste Fim de Corlas Mossiraca

(Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros)

Corlas Missoraca era um jornalista exemplar. Um cidadão que estava acima de qualquer suspeita. Recém formadoem uma profissão da qual tinha muito orgulho, ele iniciou uma busca pelo mercado de trabalho, mas ainda sem saber ao certo seu destino. Carregava debaixo do braço um documento que tratava como uma verdadeira Bíblia profissional, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (ou o popular Código dos Subversivos).

Pereirinha, um gestor de um grande jornal da metrópole de Soa Poula não sabia disso e deu a es-se rapaz com aparência inocente uma oportunidade nos obituários. “Esse pivete se enquadra perfeitamente em nossa linha editorial! Logo, logo vai escrever só o que queremos! Ah, já estava me esquecendo que hoje é o dia de soltar aquele release da empresa do Nogueira na capa!”, dizia contente o chefe de redação, em uma tarde como todas as outras de sua vida.

Quando soube da editoria que trabalharia, Corlas ficou muito triste. Não queria escrever sobre os mortos e para resolver seu problema, tratou de chamar seu chefe logo no segundo dia de batente para uma reunião. Na redação, todos riam muito de Corlas, mas relutante, ele insistiu em seu desejo de conversar com o temido Pereirinha.

- Chefe, é o seguinte, quero fazer algo no jornal que permita o acesso por parte da população de informações de relevante interesse! Prometo que farei isso sempre escrevendo as matérias de maneira precisa e correta, sempre checando a veracidade dos fatos.

- Está ficando maluco, moleque? Está querendo me impôr o que vai fazer por aqui?

- Não, senhor, quero apenas ter a liberdade de imprensa, a qual tenho direito, para que concretize meu compromisso com a responsabilidade social, inerente à minha promissão!

Confuso, Pereirinha começou a sorrir e disse:

- Está bem, está bem. Vejo que é um funcionário exemplar, caro Carlos... - dizia ele até que foi interrompido pelo audacioso menino.

- Corlas, senhor. Corlas.

- Sim, Carlos, Corlas, foda-se. Enfim, vou transferi-lo para a editoria de Celebridades, certo? Agora suma daqui antes que eu me canse de você.

No dia seguinte, Corlas estava mais feliz, mas logo se deparou com mais um problema quando escrevia sobre um romance entre Reinaldo Gianequiini (foda-se o nome desse maluco) e Rixarlison (outro foda-se). Todos diziam que ele tinha dado um grande furo e Pereirinha, que tudo ouvia, disse muito contente:

- Tomei, como sempre, a decisão correta ao transferi-lo. Esse menino é um talento! Mas para essa matéria ficar perfeita, vamos escandalizar! Diga-me quem foi sua fonte, Carlos.

- Corlas, porra! (Não, ele não disse isso – volta a fita). Corlas, senhor. Corlas. Mas não posso dizer, é direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.

- Diga logo, porra!

- Não posso senhor. E lembre-se que é meu dever me opor ao arbítrio, ao autoritarismo e a opressão, bem como defender princípios expressos na Declaração... - falava ele, cortado sumariamente pelo Pereirinha, que já estava ficando ainda mais puto da sua cara.

- Olha, pivete, eu só não te demito agora porque vai me custar mais que deixá-lo cobrindo o que há de menos importante em um jornal: o futebol. Vá com os boêmios vagabundos, vá.

Lá se foi mais uma vez o menino Corlas. Pensou que teria paz enfim, dado em vista que o futebol era a coisa mais importante dentre as menos importantes apenas. Foi então que um telefone veio infelizmente a tocar e ele puxou a ligação. Era Marreco, presidente da TODOPEPE, a temida Torcida Organizada Dois Pé do Peito.

- Aè, maluco, firrrmeza? Tô ligano pa avisá que nóis da TODOPEPE vai apavorá no Poco contra os carrrnero, Vai tê porradaria federal, mano. Pesca aí a data!

Novamente infelizmente o telefone dele estava no viva-voz e todos na redação ouviram aquilo Ficaram chocados e disseram:

- Porra, meu, onde você senta vem pauta quente!

Mas Corlas respondeu:

- Não posso usar o Jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime! Além do que também estaria expondo pessoas ameaçadas, exploradas e sob risco de vida!

- Tá louco? Usa essa pauta pra subir na vida, rapaz!

Apesar do incentivo, Corlas disse:

- Valer-se da condição de jornalista para obter vantagem pessoal é contra minha conduta! A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade!

Pereirinha, que tudo ouvia, ficou vermelho de raiva e estava prestes a gritar algo do tipo:

- Suma daqui, seu leproso desgraçado! Vá tomar no meio do seu cu lá na casa do caralho!

Porém foi interrompido por um alto falante que soava por toda a redação. Era a turma do Sindicato mostrando que o jornal estava em greve. Só não entraram com a kombi porque ela só pegava em terceira marcha e seria difícil demais subir as escadarias do prédio com ela.

- Companheiros e companheiras do jornal Falho do Estoda de Soa Poula! Estamos em greve pelos direitos dos jornalistas oprimidos e escravizados (...) e lutaremos pelos nossos direitos!

Corlas ficou radiante, era sua primeira greve logo no segundo dia de trabalho e logo estava ao lado de novos companheiros, afinal:

- É meu dever respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria!

Pereirinha, agora mais que puto da vida, gritou para que todos pudessem ouvir (e sem alto falante nenhum):

- Você é um lixo! Onde estava com a cabeça quando te contratei?

Corlas ainda sem notar a gravidade da situação, permitiu o direito pleno a liberdade de expressão de seu chefe (ouviu com o cu na mão todas as merdas que o velho tinha para dizer) e guardou o seu maior golpe para o final:

- Tenho o direito de denunciar as práticas de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza. Vou encaixá-lo na de qualquer outra natureza hein, chefe!

Corlas vestiria sua camisa do MST-PSTU-MYKWST, mas não antes de ser chutado da redação.

Enfim, Corlas Missoraca era um jornalista exemplar, seguia a risca todos os artigos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Isso até ele ter que aceitar trabalho remunerado em desacordo com piso e carga horária fixados pela entidade da classe. Seu motivo foi a necessidade de subsistência por razão famélica. Mas depois ele se daria bem. Atualmente dá aulas na Pantofácia Unavirsededa Cotílaca de Soa Poula, ao lado de sua companheira Rechal Belsolabra.

1 de dez de 2009

espaço musical brasileiro: Hermeto

Para mim Hermeto Paschoal é o segundo maior músico brasileiro de todos os tempos. Perde para um mestre sem igual, unânime: Heitor Villa-Lobos. Claro, tudo em minha modesta opinião. Quem acha que é Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque ou quem quer que seja, também estaria com toda a razão. Mas para mim Hermeto é alguém em meu imaginário como um senhor capaz de não apenas fazer som com tudo e sim música com tudo.

Imagine um cigarro e um tubo da pasta de dentes. Pode crer que se você lançar o desafio para esse fantástico músico, você deve sair perdendo. Tudo bem, tudo bem, acho que chutei o balde, eu penso em um primeiro momento. Mas no fundo é bem capaz que ele se saia muito bem dessa cilada. Para muitos um loucão, um desconhecido. Quantas vezes não ouvi de alguns amigos musicais que aqui no Brasil Hermeto pode não ser um herói digno de honras e mais honras, mas no exterior, ele é mais que adorado por sua musicalidade intrínseca.

Nascido em Lagoa da Canoa, o alagoano é para mim o maior instrumentista depois de Villa-Lobos não somente por quesitos óbvios como genialidade, virtuosidade, composições espetaculares e entre outros: ele é um multinstrumentista de primeiríssima qualidade. Acordeão, flauta, piano, saxofone, trompete, bombardino, escaleta, violão, viola, garrafa de vidro, isqueiro, máquina de lavar roupas, além de mil instrumentos mais. Sua história simplesmente fascina. Ficaria horas falando sobre suas primeiras inspirações com todo tipo de objeto que virava música em suas mãos, mas prefiro dar as dicas musicais de uma vez. Se carrego um projeto ambicioso para o ano que vem, certamente é o de escutar sua vasta obra em estúdio.

Cronologicamente, já ouvi todo o cd Quarteto Novo, grupo que reuniu além de Hermeto, Theo de Barros, Heraldo Monte e Airto Moreira. Só gente de primeiro escalão. Diz a lenda que foi um grupo formado para acompanhar Geraldo Vandré e isso tem grandes chances de ser mesmo verdade, mas quero ainda assistir ao Mosaicos da TV Cultura para comprovar essa suspeita. Em 1967 gravariam eles um álbum instrumental que levava o mesmo nome do grupo. Perfeito e ponto final. Já em 1973 viria A Música Livre de Hermeto Paschoal. Na ponta dela um de seus maiores clássicos, Bebê, mas todo o álbum seria inesquecível, com interpretações inigualáveis de Carinhoso e Asa Branca. Isso só nas interpretações.

Ao Vivo em Montreux Jazz Festival, gravado em 1979, foi também outro marco absoluto de plena musicalidade. Não há música ruim, pode acreditar. Claro, todos os ouvidos que quiserem ouvir esse velhinho pegador de ar devem ser treinados por um pessoal mais leve, tipo Jorge Ben e Gilberto Gil em Ogum Xangô. Já no ano seguinte, em 1980, um álbum de estúdio que evidenciou o auge de uma carreira brilhante, que dura até hoje em shows internacionais com grande frequência. Aquele álbum de nome Cérebro Magnético já me impressionava por sua capa estupenda, mas ouví-lo foi uma das grandes experiências musicais que pude contemplar nos últimos tempos.

Quebra de ritmo, atonalidade e um jeito virtuose de tocar não bastam para definir Hermeto. Ele fez da música instrumental popular brasileira um objeto de adoração para o mundo inteiro. Se o maestro Heitor Villa-Lobos é o pai de nosso erudito, posso dizer sem medo de errar que Paschoal é o nosso pai do instrumental popular. Tanto um quanto o outro jamais precisaram abrir a boca para fazer com que o mundo inteiro ficasse de boca aberta.