26 de nov de 2009

Calar

Sentou-se do meu lado, enquanto eu desembrulhava uma bala.

_ Precisamos entender que a palavra constrói é nada! Ela destrói, isso sim! Acaba com o que é dado e deve ser somente dado.

Coloquei a bala na boca.

_ Ao invés de configurar, ela acaba com as realidades. A realidade está aí, mas não a vemos, porque a palavra nos impede.

A bala era horrível.

_ E ela não me entende, cara! Ela acha que meu silêncio me faz mal, que é coisa ruim dentro de mim! Mas não é, pelo contrário! Eu não digo aquilo que simplesmente não tem como dizer, simples!

Joguei a bala fora.

_ Eu sei que deve ser difícil olhar pra minha cara e ter de se conformar com...a minha cara, apenas. Mas o fato é que minha realidade precisa existir! Nem que por instantes; precisam saber que não sou feito de discurso!


A bala estava de fato, comprovadamente, estragada. Uma das experiências mais fascinantes do mundo contemporâneo.

25 de nov de 2009

Nova temporada de Hermes e Renato- Top hits

Para quem ainda não viu.










1- Emofrodita- Mamadeira de Carne




2- Artesanation- Joelhinho no queixo




3- Massacration- The Bull

Em resposta ao companheiro Luiz Mendes

Com a palavra, o Jânio de Freitas das charges brasileiras, Maurício Ricardo.


24 de nov de 2009

Coming Soon!


E PARABÉNS A TODOS OS MEUS COLEGAS DE BLOG E DE SALA QUE JÁ DERAM E AINDA DARÃO MUITO SHOW NAS BANCAS DA VIDA! VOCÊS MERECEM!

Ao companheiro Max Fischer

Na Folha de S. Paulo de hoje, Janio de Freitas fala da visita do presidente Ahmadinejad:

O visitante


Problemas personificados por Ahmadinejad dão à conversa com Lula utilidade promissora, por mais remota que seja

AS CRÍTICAS feitas a Lula por receber a visita já há meses pedida pelo presidente Ahmadinejad, sem se excluírem sequer as que fazem a associação de razões religiosas e razões políticas, são convencionais e contraditórias.
O que justifica as conversas entre os dois presidentes é aquilo mesmo que as críticas tomam como motivos para repudiar a presença de Ahmadinejad. Os encontros de dirigentes que representam países sem desacordos entre si mal passam, quando passam, de recepções festivas e congraçamentos óbvios. E, se passam, muitas vezes é para entendimentos marotos, em que o mais dotado para os negócios amarra o outro em compromissos como gastos de dezenas de bilhões com submarinos e aviões que não são os melhores nem os menos custosos, e, ainda, com ilegalidades que repassam bilhões para uma empreiteira.
Os problemas personificados por Ahmadinejad, como política do Irã e como atitude pessoal, é que dão à conversa com Lula uma utilidade promissora, por mais remota que seja. E tornada mais perceptível pelo próprio Ahmadinejad, com sua "convicção de que o presidente Lula pode ter um papel importante na intermediação" no Oriente Médio. A visita que comporta a discussão das posições iranianas e das concepções de Ahmadinejad só pode ser positiva, no mínimo por levar esse presidente fechado em seu extremismo a ouvir uma voz que, se a procura, é por lhe atribuir alguma significação.
Com o propósito de antecipar-se a Ahmadinejad, aqui esteve o presidente Shimon Peres, de Israel. Maior expressão de estadista israelense nos últimos 30 anos, e por isso mesmo sempre combatido pela direita e pelo fundamentalismo religioso em seu país, Peres esteve em recepções muito simpáticas, mas não consta que promissoras em sentido algum. Ao contrário, o único reflexo dado por Lula, de suas conversas políticas com Shimon Peres, é de contrariedade: "O presidente de Israel me disse aqui que não haveria mais assentamentos em terra palestina, e já houve".
Era referência ao fato de que, apenas 48 horas passadas da afirmação de Shimon Peres, em resposta à reiterada opinião de Lula de que assentamentos impedem até conversa de paz, o primeiro-ministro belicoso Binyamin Netanyahu autorizou novo assentamento com cerca de 1.000 moradias. Contra, inclusive, o recente acordo feito com o governo Obama. Melhor seria que aqui viesse discutir o primeiro-ministro da insensatez israelense, se dado a admitir opiniões contrárias às suas.
Nem se sabe, e não é provável que venhamos a saber, o que de fato Ahmadinejad fez questão de vir dizer, em pessoa, a Lula. Mas ajuda para agravar os tremores no Oriente Médio não há de ser, porque o Irã dela não necessitaria, nem o Brasil teria como dá-la. Ainda bem.

Isto mesmo
O ministro Carlos Ayres Britto continua explicando os seus interessantes votos no Supremo Tribunal Federal, um decidindo pelo que chama de "extraditibilidade" de Cesar Battisti, outro passando do STF para Lula a obrigação de decidir sobre a "extraditibilidade". Recorre agora o ministro a outro caso de extradição, há dois meses, do qual foi relator:
"As notas da sessão mostram como tudo que se passa agora já estava lá. O ministro Marco Aurélio perguntou se a decisão resultaria no "pedido de imediata entrega formulado pelo governo requerente". Eu respondo claramente "imediata entrega, não; imediato cumprimento do acórdão'".
Ou seja, segundo a resposta de Ayres Britto invocada pelo próprio, a decisão estava no acórdão do STF, e não transferida para o presidente da República, ao qual cabia só o seu "imediato cumprimento".
Ayres Britto invoca ainda a transcrição da palavra do colega Eros Grau naquele julgamento: "O ministro Eros Grau diz claramente: "A execução compete ao presidente'".
A execução, só. Não a decisão de executar ou desconsiderar o acórdão do STF, como votaram no caso Battisti os dois ministros. A diferença entre executar e decidir continua resistindo muito bem.

19 de nov de 2009

Uruguaios! Soltem o grito da garganta!

Guerra!

Washington Sebastian El Loco Abreu Gallo Eterno!

Celeste Imortal!

Centenário Monumental!

15 de nov de 2009

Geisy: Behind the Mask




Estas são as curvas escondidas por debaixo do vestido mais polêmico do Brasil. A opinião do autor (não necessariamente endossada pelo blog Androceu) a respeito do objeto de análise:



13 de nov de 2009

12 de nov de 2009

Relações do ontem e do hoje


Por Carlos Eduardo Massarico

Certamente a empreitada de Antonio Hohlfeldt em fazer um parâmetro histórico da enciclopédia e de suas origens necessita de uma contextualização com aquilo que de mais contemporâneo existe nessa busca do ser humano pelo registro de todo o conhecimento que acumulou durante sua História. Como ponto inicial de minha análise sobre essa relação entre a enciclopédia e a wikipedia, que se autoconsidera como a enciclopédia livre, coloco algo pessoal que jamais deixei de acreditar: ambas são instintamente distintas, desde seus marcos sociais às intenções que procuravam atingir em suas fundações.

Entendo que a enciclopédia francesa, dirigida por d'Alembert e Diderot, teve como objetivo marcar a evolução tecnológica e biológica conquistada pela humanidade, porém de um determinado ponto de vista pré-definido. Apenas certa parcela desse conhecimento é colocado como importante à uma empreitada tão audaciosa.

Para exemplificar essa situação, lembro que as ciências classificadas para compor esse projeto foram, inicialmente, filtradas por um crivo muito parcial, no qual houve um europocentrismo muito forte. As culturas classificadas como válidas para esse projeto foram, boa parte deles, vindas da sociedade europeia.

Todos nós sabemos que milhares de outras culturas das mais diversas sociedades tiveram e têm grande importância nesse aglomerado de conhecimento conquistado pela Humanidade e isso não se transfigurou na enciclopédia. Antonio Hohlfeldt não ignora esse fato e fala sobre a influência da Igreja Católica em sobrepôr interesses próprios à perspectiva dos valores considerados importantes ou não.

A ausência desse conhecimento dos povos da América Pré-colombiana é um dos mais fortes exemplos disso. Já a enciclopédia hoje mais popular daqueles que têm acesso à internet, a Wikipedia, ao menos não demonstra exercer um determinante crivo sobre seu conteúdo. Claro, mesmo que em um contexto distinto, no qual se aparenta uma liberdade de expressão muito maior que a existente no Século XVIII, esse aspecto não pode, ao meu ver, ser ignorado.

Outro ponto fundamental que distoa a Enciclopédia dessa reunião de informações compartilhadas pela Wikipedia, se define na participação social na construção do conhecimento. Nos tempos da enciclopédia colocada no papel, era muito evidente uma certa imposição do que seria certo ou errado, uma espécie de manequeísmo do conhecimento, algo que a Wikipedia não transforma em realidade. Pelo menos é o que se espera dessa interatividade.

Ao abrir espaço a qualquer um de alterar suas informações (e ser beneficiada por seu formato incompleto, ou seja, um caráter de não completude pela internet), não fica configurada essa imposição do correto. Uma frase de Darnton se encaixa bem nesse contexto, utilizada por Hohlfeldt em sua análise: Um filósofo que tentasse remarcar as fronteiras do mundo do conhecimento, mexeria com o tabu.

Dessa forma, discordo daqueles que consideram a permissidade da interatividade entre o processo de construção do conhecimento e as pessoas, através da internet no caso da Wikipedia, como um ponto negativo, que teoricamente distorceria as verdades de fatos concretos, afinal se a própria ideia de enciclopédia é o registro do conhecimento humano e sabe-se que não existe um limite para as descobertas da Humanidade, logo não deve existir parâmetros do que está certo ou errado nas informações divulgadas.

O que existe é a involuntária (ou não) distorção dos fatos já tidos como finalizados quanto ao conhecimento, como obras literárias, filosóficas ou até mesmo algumas descobertas quanto à ciência ou biologia, porém seria ingênuo afirmar que esses erros possam simplesmente não existir nas enciclopédias tradicionais, afinal seus processos de concretização (e não de construção), são sim semelhantes.

Se entendermos essas mediações (enciclopédia e wikipedia) como construções do ser humano, devemos assumir que pontos de vista foram incorporados em ambas. Não deve existir uma dicotomia de valores para julgar esses processos de alcance do conhecimento, ao menos nesse parâmetro, pois ambas possuem uma enorme carga de subjetividade em seus conteúdos.

Ao meu ver entendo que, em síntese, a enciclopédia contemporânea, a wikipedia, possui um espaço de mudança de valores muito mais importante para um aspecto de revisão do conhecimento humano que as enciclopédias tradicionais – posto que defendo a ideia de que as descobertas da Humanidades não podem ser colocadas como finalizadas. Também vejo que a participação das mais diversas culturas e de suas respectivas descobertas encontra um espaço mais livre em uma esfera como a wikipedia frente às enciclopédias, que definem seu ponto de vista desde os seus primeiros passos de construção e não no momento de sua concretização.

11 de nov de 2009

Ricardo Gomes fala da liderança no Cartão Verde

Foto: Jair Bertolucci / Divugação - TV Cultura

Treinador do São Paulo, novo líder do Brasileirão, falará sobre as dificuldades do atual tricampeão para se segurar no topo da tabela nas últimas quatro rodadas da competição

De vilão a herói. Assim pode ser descrita a história do técnico Ricardo Gomes com o São Paulo. Convidado do programa Cartão Verde desta quinta (12/11), transmitido ao vivo pela TV Cultura, às 22h, o ex-jogador substituiu justamente o experiente Muricy Ramalho, um dos grandes ídolos da torcida são-paulina e hoje principal adversário do São Paulo na luta pelo título nacional.

Há pouco menos de cinco meses, Ricardo Gomes chegou ao São Paulo como um homem de confiança de Juvenal Juvêncio e ninguém apostou em um bom trabalho do jovem treinador. Mas, restando apenas quatro rodadas para o término de um dos campeonatos mais acirrados dos últimos anos, poucos são os que se lembram das críticas do passado.

Como jogador e técnico, Ricardo teve boa parte de sua carreira ligada a clubes do exterior, principalmente da França. Revelado no Fluminense, o zagueiro foi campeão nacional em 1984 e tricampeão carioca em 1983, 1984 e 1985, o que lhe abriu as portas da Europa. Fez grandes temporadas no Benfica, mas entraria para a história do Paris-Saint Germain, clube que lhe deu o cargo de treinador na mesma temporada de sua prematura aposentadoria, aos 31 anos.

Voltaria ao Brasil apenas em 1999 para treinar o Sport Recife e passou por inúmeras equipes antes de voltar a França. Ficou marcado em 2004 pelo fracasso com a Seleção Olímpica na busca por uma das vagas para as Olimpíadas de Atenas.

Chegou ao São Paulo depois de modestas campanhas no Monaco e seu último título foi o da Copa da Liga Francesa em 2007, pelo Bordeaux, clube pelo qual chegou ao vice-campeonato nacional na temporada 2005-2006.

Cartão Verde

Pela primeira vez ao ar em março de 1993, o programa Cartão Verde passou a fazer parte do universo dos apaixonados por esporte. Apresentado atualmente por Vladir Lemos, a mesa ainda conta com o jornalista Vitor Birner, o colunista da Folha de S. Paulo, Xico Sá e o ex-jogador Sócrates. Uma rara oportunidade de se encontrar na televisão aberta uma discussão de alta qualidade sobre a maior paixão nacional, e sem merchandising.

9 de nov de 2009

espaço musical brasileiro: Nara

Certa vez comecei a devanear sobre grandes nomes da Bossa Nova. Para quem aprecia de verdade esse estilo musical absolutamente fascinante, alguns nomes surgem facilmente em mente, como os difundidos por aí como João Gilberto, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Baden Powell, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, Marcos Valle, Roberto Menescal, João Donato e tantos outros. Natural, foram realmente grandes nomes e talvez os mais destacados de uma música de extrema qualidade.

Mas tenho claro em minha mente que um nome não está na lista dos mais discutidos quando se fala hoje de Bossa Nova. Nara Leão não passa de uma figurante nas análises mais rasas. Conhecida apenas como a mulher que oferecia o apartamento para os encontros dos boêmios, as pessoas que se arriscam a falar da música carioca dos anos dourados costumam focar todos seus esforços nesses ícones, que certamente merecem reconhecimento, mas não todo ele.

Baixei um disco chamado Um cantinho, um violão, do ano de 1985, dividido entre Nara Leão e Roberto Menescal. Posso não ter escutado a Bossa Nova por completo e assumo isso com muito naturalidade, afinal esse riquíssimo gênero não se resume às músicas das aberturas de novelas do Manoel Carlos, mas de tudo aquilo que havia ouvido, nada me tocou mais que a voz da conhecida Musa da Bossa Nova. Aquilo que Elis foi para a MPB (atentem que na minha opinião Elis foi a mais sensacional cantora brasileira), Nara foi para a Bossa Nova.

Do mesmo jeito que Elis foi capaz de encontrar o ponto mais próximo da essência de todos os sentimentos existentes em Atrás da porta, Nara Leão traduziu o que significava de fato a Bossa Nova em sua suavidade surpreendente. Não entendo que a mitificação de músicos como João Gilberto e Tom Jobim na Bossa e Chico Buarque na MPB sejam questões de machismo. Acredito que as pessoas apenas conhecem muito pouco a voz dessa moça que, ao meu ver, fez as músicas mais singelas e fidedignas à proposta de um estilo profundamente ligado a um Rio de Janeiro maravilhoso, perfeito.

Na voz de Tim Maia no programa Ensaio da TV Cultura, conheci uma de suas músicas mais maravilhosas e que chega a ser infantil, assim como seu espírito e sentimento, chamada A Rã. Sempre recordo que uma música de Nara Leão fez de Tim Maia um cantor completamente diferente de tudo aquilo que já estamos acostumados a assistir e ouvir. Um Tim Maia que no fim de sua vida viveu aquilo que chamo de sua terceira fase, a Bossa Nova. Para quem o conhece bem, sua primeira fase foi extremamente ligada à música preta brasileira e a segunda ficou muito conhecida entre os fãs como a fase brega. Por incrível que pareça sua fase mais difundida é a brega.

Outro ponto extremamente positivo para Nara foi um álbum que tive o grande prazer em baixar. Sapo vira rei vira sapo. Na minha opinião um trabalho absolutamente estupendo e voltado para crianças. Se trata de uma história sonorizada, vendida em LP antigamente (não sei como isso foi parar na internet e melhor, consegui ainda todas as imagens da história). Esse é o nome do livro escrito pela fabulosa Ruth Rocha, com ilustrações de Walter Ono, vendido junto do discão. As músicas são Chico Buarque com Nara Leão. Um verdadeiro achado, pura sorte mesmo.

Apenas uma vez que seja, aconselho a todos vocês, caros amigos: ouçam essa voz abençoada. Nara não necessita de imagens para ser fascinante: basta ouví-la. Está entre os dez maiores cantores brasileiros certamente, ao lado claro de Chico, Simonal, Tim e tantos outros cantores fundamentais. Então fecho esse texto com duas dicas musicais: Um cantinho, um violão, de 1985 e Sapo vira rei vira sapo, de 1982. Para quem puder conhecer a fase Bossa Nova de Nara também é demais.

7 de nov de 2009

Ficha de RH: Paula Cabral Gomes

Breve perfil:

Paula Cabral Gomes nasceu em 5 de fevereiro de 1986. Pequena em tamanho, mas grande em coração (momento clichê: on), a moça já está com um pé fora da faculdade de Jornalismo com um TCC sobre um assunto delicioso: restaurantes antigos. Conquistou muito dentro da PUC, incluindo o coração de vários colegas de classe, por seu empenho, animação e por sempre dar atenção aos que precisam de uma conversa.

(Escrito por Débora Cestare)

Ficha técnica

Nome: Paula Cabral Gomes
Apelido: Paulinha, Paulete (em francês), Paulitcha, Pauleta, Paulita (em espanhol)
Idade: 23 anos, 8 meses, 25 dias e algumas horas
Nascimento: 05/02/1986 (uma semana antes do carnaval, não que isso interesse – sou aquariana de verdade)
Time: Palestra Itália, Palmeiras, Alviverde Imponente
Som: Rock ‘n’ Roll, Pop, Eletrônica, Brasileira (ex: Los Hermanos, Maria Rita, Maysa etc.), de tudo um pouco menos Calypso, Tecno Brega e Funk
Animais: cachorrinhos lindos, pequenos e pentelhos (tipo eu – sim, tenho uma pinscher chamada Atena)
Trabalho: Estou atrás de um que eu realmente ame
Drogas: Até que ver novela de vez em quando dá um barato
Um medo: Palhaços e Papais Noéis
Uma alegria: Conseguir o que eu quero
Um homem: Johnny Depp
Uma mulher: Natalie Portman
Um sonho: Ser Paula Cabral Gomes até morrer
PUC: Amor e ódio
Jornalismo: Amor e ódio
Androceu: Um orgulho
Uma memória: RAM (hahaha, na verdade sou um peixe de aquário)
Uma frase: “Keep on with the force, don’t stop ‘til get enough” (Michael Jackson)
Perfume: Kriska ou qualquer outro com essência de baunilha
Bebida: Chá mate natural
Lugar favorito: Minha cama
Posição favorita: Atacante
Religião: uma inventada por mim, sou da Igreja das Libélulas soltas na mente

Redação de admissão:

Por que quero ser do Androceu?

Desde meus cinco anos de idade, ando de bicicleta. Antes tinha rodinha, mas agora já sei assoviar sozinha. Nunca foi fácil ser baixinha, ainda mais quando se precisa falar alto para se fazer ser entendida. Adoro tubaína e cinema então, nem se fala. É sempre bom saber que tem dias que a noite é foda e que a qualquer momento posso tomar um sorvete de coco em algum lugar. Eu costumava cantar quando tomava banho, porém meus óculos são vermelhos e o cheiro é de baunilha. O Twitter é uma ferramenta incrível quando bem usada, por meio dele até Deus se comunica com seus seguidores. Mas não acredito nisso. Ter fanzine é o que há! Sou alviverde imponente e amo de paixão a feirinha da Liberdade, além de ter o sonho de andar de patins no Ibirapuera todos os finais de semana. Não tenho vícios e fui criada pelos meus avôs até os seis anos. Minha maior qualidade é escrever coisas que fazem sentido e mandar e-mails numa velocidade nunca dantes vista. Tenho a sensação de ter vivido no reino de Arthur, de ter sido uma sacerdotisa de Avalon, mas isso durará até o livro acabar, depois posso me transformar numa elfa que conhece Smeagol ou numa bruxinha de sangue-ruim filha de trouxas. Ainda não aprendi a jogar videogame. Guitar Hero só no easy e perco jogando tênis no Wii com minha prima de sete anos. Lorem. Manter quatro blogs não é fácil, por isso que três estão abandonados, oras. Alguns dizem que tenho login em todas as coisas que a internet oferece, mas é mentira. Não me cadastrei para receber o newsletter da Igreja Universal do Reino de Deus. Aliás, queria abrir uma igreja para não pagar imposto e essas coisas. Sinto falta do Los Hermanos e queria ver um show do Silverchair e do Slipknot. Ainda bem que os Backstreet Boys e o Damien Rice já vieram para o Brasil. Graças aos deuses! Quem sabe um dia não aprenda latim e possa conversar com aqueles que morreram. Posso solicitar a ajuda de Chico Xavier (ah, ele já se foi!) e da Zíbia Gaspareto. Melhor falar com o Paulo Coelho, ele que manja. Ipsum. Hoje é dia de faxina, mas nunca limpo direito. A poeira é mais forte que o ser humano e sempre me vence. As pombas também dominarão o mundo, junto com as canetas BIC. O Michael Jackson morreu e todos já sabem disso. Beat it é a melhor... Você sabia que os elefantes rolam na lama para se refrescar? Se eu fizesse isso ninguém ficaria muito tempo ao meu lado, por mais que eu estivesse fresca e sem calor. O Gineceu não deu certo porque muita mulher junta não rola. Vira caso de vida ou morte, por mais que ninguém tenha matado ninguém ainda. Pelo menos na PUC-SP não, na USP é diferente. To falando de matar amigos e não os pais, é bom reforçar. “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem”. Deu vontade de cantar essa música da Maria Rita. Chama-se Pagu! Falando nisso, tem uma exposição em algum lugar sobre ela e o Oswald. Não posso perder! Na verdade, posso, mas se eu falar assim, quando eu perceber que acabou ficarei chateada. Só arranjei mais um motivo para me odiar. Não mandei vídeo para o CQC. Minhas piadinhas são “boas” demais e eu não tenho jeito para stand-up comediante. Sempre fico “ocupada” no MSN para não ficar subindo aquelas janelinhas chatas e fazendo aquele barulhinho irritante. O do ICQ era melhor. Poxa, esqueci o número do meu. Será que alguém ainda usa? Amizade é o que há de melhor nessa vida! Não preciso pagar a fatura no final do mês. Até que escrever num estilo semi Saramago foi divertido. Parágrafo para quê? Melhor ver como andam os restaurantes mais antigos de São Paulo. Eita pega! O sapo não lava o pé! Não lava porque não quer! Mas se ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer, tem um chulé! Amet. Odeio o politicamente correto. Ninguém é assim! Eu sou uma fraude! Falo inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, japonês, chinês, miguxês fluente e um pouquinho da língua dos anjos e das fadas. Sei mexer no Windows e Paint, porém não jogo mais paciência. Sou aquariana e ansiosa para caramba e me dou bem com meu perfeccionismo. Roxo é lindo! Acho que passei dos 140 caracteres. Ups... Minha mãe sempre quis que eu fosse alguém na vida, que me reconhecessem na rua, me chamassem pelo nome, e minha oportunidade chegou. Chama eu, Androceu!
Beijomeliga
Paulinha Cabral Gomes

Ficha de RH: André Cintra

Breve Perfil:

“André Cintra é uma pessoa dupla devido as diferentes perspectivas pelas quais é conhecido. O que o deixa de mal-humor? Palmeiras. De bom-humor? Palmeiras. Se ele pudesse nadar em uma piscina, seria uma piscina de coca-cola. Se ele fosse meia laranja, Juju seria a outra metade. Se o ano fosse 2006, ele tomaria no café da manhã sete colheres de Nescau, mas como estamos em 2009, ele toma sete colheres de Toddy
O jovem não se importa com nada, apenas com o Palmeiras e Juju. Se perguntassem ao André o que ele levaria para uma ilha deserta, ele diria: Juju, jujuba e coca-cola. Isso porque tendo jujuba e coca-cola ele estaria bem alimentado e tendo Juju ele estaria feliz, e tendo Juju haveria alguém com quem conversar sobre o Palmeiras.
Quem quisesse conhecer bem o André, morreria querendo. Quem quisesse conhecer o não-André, poderia entrar em seu blog ou então digitar no Google “A bunda” de Chico Buarque e leria sobre coisas que supostamente são André.
Mas biologias, escatologias e gostos à parte. O André pode ser definido em uma palavra. O André é um cuzão. E como todo grande buraco negro, tudo nele pode ser engolido e modificado em um instante. Afinal, não é só o Nescau que é efêmero.”

(Retirado do perfil escrito por Mariana Osone)

Ficha técnica:

Nome: André
Apelido: Rodolphinho, Harolldinho e John Lemon.
Idade: 23 anos
Nascimento: 26/04/1987
Time: Palmeiras, Palestra, Inter.
Animais: Sobre cães, posso falar de meu amigo e finado Cafu, e de Wolvi e Logan que me fazem companhias aos finais de semana. Sobre gatos, tem meu Jaiminho, que tem um defeito nas patas traseiras, o Lulu e a Fatinha, que sumiram. O Cacildo, que tem o rabo quebrado.
Trabalho: É para os pobres. Felizmente, meu pai é rico e não preciso disso.
Drogas: São a cara do Max
Um medo: Cair no vão do metrô.
Uma alegria: Palmeiras 3 x 0 Corinthians (Obina, Obina e Obina).
Um homem: Valdívia, Bruno Aleixo, meu sobrinho Guillermo e meu cachorro Cafu.
Uma mulher: Juliana.
PUC: É a cara do Max.
Jornalismo: É a cara do Max.
Androceu: É a cara do Max.
Uma memória: Eu me lembro de quando tinha 5 anos e planejei como passaria as tardes do ano seguinte, quando seria velho demais para ter tempo para pensar no que fazer.
Uma frase: "Se sua careca não brilha, não tente roubar a minha!" Ewerton Clides
Bebida: Coca-Cola.
Lugar favorito: Santos.
Posição favorita: Meio-campo.
Religião: Católica.

Redação de admissão:

Por que eu quero entrar no Androceu

Eu sempre quis fazer parte de um blog composto por homens inteligentes, criativos, bem humorados e donos de ótimo texto. Mas um convite de um blog desse tipo ainda não veio, por isso vejo com bons olhos a possibilidade de entrar no Androceu. Pode ser o primeiro passo.
Mas não é só por isso. Pelo menos não deveria ser, já que é minha obrigação prestigiar algo que meus colegas de sala, em especial o Max, se esmeram tanto em fazer. É pelo Max que começarei a enumerar meus motivos. E é por isso que eles serão os últimos motivos – por serem relativos o Max. E também por serem relativos ao Max, desculpem a repetição, é que serão os primeiros. Espero que me entendam – seria horrível começar minha participação no blog com redundâncias.
O sétimo motivo que me leva a entrar neste blog é poder falar sempre do Corinthians quando o Max não quiser ouvir. Para quem não sabe, o Max não fala comigo quando o Corinthians perde do Palmeiras, quando o Corinthians perde do Náutico, do Fluminense, do Santos, do Mogi Mirim, do Barueri, do Bahia, e de todos aqueles times que o Corinthians e o Max se habituaram a jogar na segunda divisão.
O sexto motivo é para poder me comunicar com o Max pela internet. Ele me bloqueou no MSN em outubro do ano passado e até hoje não desbloqueou – não sei se ele esqueceu, ou se ainda está virtualmente bravo comigo.
O quinto motivo é bastante interesseiro. Ter a minha imagem associada a algo que é do Max pode me levar longe. Tenho certeza que a partir de agora terei a chance de conseguir os melhores estágios não remunerados em assessoria de imprensa de todo o mercado paulistano!
Mas não convém falar só do Max. Além de deixar os outros meninos enciumados, o próprio Max poderá se deixar levar pelos elogios, e não é prudente embebedar o Max de elogios. (Está vendo, Max? É por isso que nunca te elogiei.)
O quarto motivo que me aproxima do Androceu é que pude constatar, depois de algumas pesquisas, que o Renê não faz parte do blog. E isso pode me ser muito útil, já que não haverá a chance de textos meus serem retirados do ar por alguém da minha idade. Já passei isso por uma vez, e minha auto-estima reclama até hoje.
O terceiro motivo é geográfico. Na geografia do design deste blog, percebo que os blogs próprios de gente que não faz parte do Androceu ficam em posição menos privilegiada do que os blogs daqueles que fazem parte. E como entra muita gente neste espaço, uma simples modificação como esta será capaz de levar milhares de pessoas ao meu blog Eu não sou virgem, Maria!
O segundo motivo é que ocuparei meu tempo depois de sair de meu estágio. Entrando no Androceu, espero nunca mais ouvir de ninguém que eu estou desempregado ou desocupado. Se alguém me chamar assim a partir de agora, eu posso responder com a seguinte palavra: invejoso.
O primeiro motivo, rapaz, é que fiquei absolutamente encantado após ver meu nome escrito, embora no plural, em um blog de tamanha repercussão. A minha mãe está com um sorriso diferente até agora, e ela jura que dessa vez não é cárie!
Eu teria outros motivos, mas minha soberba não me permite contar. Espero que tenha sido claro o bastante, caso contrário, você que leia duas vezes.

Agradecidamente,
André Cintra