31 de out de 2008

Mandioca agridoce

Foi no primeiro ano. Sem estágio ou outras pressões do gênero, nossos maiores problemas eram organizar churrascos e seminários e achar um local para fazer hora extra na faculdade após o término da aula do dia.
Enquanto a mandioca frita, também conhecida como macaxeira para alguns e capixaba para alguns puquianos que acompanham as aventuras androceuticas desde seu primórdio, íamos bebendo nossa cerveja e discutindo algum tema de importante relevância para aquele momento em que a universidade passava: Egon, nosso professor de C.E.V era ou não era um espião dos ursinhos carinhosos dentro da PUC?
Quase uma hora depois, o tão famigerado prato chegou a nossa mesa e junto com ele uma cestinha com pacotinhos de Zero Cal e sal. Era o começo do desastre.
Tomado por um princípio de embriaguez, um dos membros da mesa acabou se confundindo e abrindo um pacote de Zero Cal e começa a despejá-lo sobre as pobres mandiocas fritas. Quando alertado sobre seu erro, todo o conteúdo do saquinho já havia sido despejado, fazendo que todos tivessem que comer uma mandioca agridoce.
Por que estou me lembrando disso? É que a história se repetiu recentemente. Não foi nos arredores da PUC e os atores eram outros, mas mais uma vez alguém confundiu um saquinho de sal com de adoçante fazendo que todos tivessem que experimentar essa iguaria gastronomia brasileira.
História velha, mas merece ser relembrada de vez em quando...

5 comentários:

bruno disse...

não sei como a ana maria braga, ou mesmo a centenária Palmirinha, não convidaram o max pra ensinar essa receita às donas de casa do Brasil.

Alan disse...

Max, dê nome aos bois.

Max disse...

Aquele mais a esquerda é o Pintado e o mais a direita é o Juvenal.

Juh disse...

Max, seus textos são os mais fáceis de serem indentificados, toda vez que começo a ler o seus textos já sei de cara q são seus! isso é bom ou ruim?

Érica Saboya disse...

É com muito orgulho que envio meu primeiro comentário ao Androceu. E minha palavras não podiam ser outras senão PARABÉNS MENINOS!É brilhante a maneira como vocês conseguem casar discussões densas, como o podcast da crise, com textos bem humorados, como este do Max figuraça. Adoro isso!