22 de nov de 2007

sem problemas.

Silêncio! Nem dói e nem se vê nada. Diante daquela superfície plana, laminada e perfeita.
Sentemos.
E, tentando tocar a imagem da mãe, sem causar-lhe danos irreversíveis, não impede que ela fique deformada. O choro é inevitável, assim como o sentimento de culpa. Culpa. Pois é aquilo o que aquela superfície plana, refletora de suas angústias maiores, revela a ele: a mãe destorcida; o amor carnal sufocado. Tenta-se, em vão, concertar o erro, o erro descabido! Ora, menino...Todo erro é descabido. E esse é o nosso problema: não sabemos onde colocar nossas falhas: tentamos, novamente em vão, escondê-las em algum lugar. Mas essas falhas, esses erros, sempre estão às nossas vistas. Cobrando-nos, cobrando-nos...Vão no fundo do mar de esquecimentos de nossa memória: mas sempre retornam à superfície, como que para pegar ar.

Um olho da mãe já está quase no queixo. Mas não está. Porque é só imagem. O menino, não têm motivos para se desesperar. E acho que vale o mesmo para nós todos.

4 comentários:

Max disse...

E pela primeira vez em anos eu sei do que o Bruno fala no texto.

Gi Montemurro disse...

mto bom Bruno. Mto bom mesmo.

Bruno de Pierro disse...

aeee, Max!!!!!

Bruno de Pierro disse...

ah..e valeu, Gi... :)