7 de abr de 2009

Quinhão nunca mais.

Ia começar a escrever minhas memórias póstumas aqui de Cuba e publicá-las em meu blog, o Quinhão. Mas não posso mais. As Memórias Póstumas de Bruno em Cuba * jamais serão publicadas no meu amado blog.


Nunca mais. Decreto, assim, de maneira fria e direta, que meu blog, o Quinhão, não existe mais. Ou melhor, existe, ta lá, mas para ele não produzirei mais. Perdi minha conta do Blogger.com.br devido a uma nova política da Globo.com, dona do Blogger,ao determinar que só pode postar quem for assinante do portal da Globo na internet. Meu login foi cancelado. Não podendo mais fazer, portanto, a manutenção, torna-se um blog paralisado desde o dia 01 de dezembro do ano passado.

Comecei a escrever o Quinhão em 2003, quando cursava o segundo colegial. Bobo, coisa de nerd, “meio” gay, confuso, bonitinho... Na época ouvi de tudo a respeito dele, afinal, era o único dos meus amigos (e talvez da sala) que tinha um blog. E também creio que era o único que lia blogs, principalmente o do Bruno Medina e o do Anônimo. Esses dois blogueiros me inspiraram. O Quinhão nasceu fruto do mais puro tédio somado à mais pura vontade de dizer algo.
O primeiro texto era uma reclamação, um “chilique” contra o verão. O último, foi isso:

A SALA
dispostos, sofás, mesa, cadeiras, luminária. Também discos, livros.

Neste quarto:

dispostos: a poeira. e nada mais.


não tem volta. daqui pra frente, seremos aquilo que mais temíamos ser: incapazes.

de nos olharmos, de nos tolerarmos, de seguirmos.

Eu parei. E você?
BRUNO DE PIERRO // Segunda-feira, Dezembro 01, 2008

...
O Quinhão, que significa, grosso modo, parte de um todo, foi parte da minha vida, representada em textos. O blog fica pálido, sem vida, mas, como disse, está lá. E o que virá será igualmente parte deste que escreve.



*Trocadilho patrocinado por um cara que não é mais virgem.

2 comentários:

carlitos disse...

LA-MEN-TÁAA-VEL

mas eu tenho experiencia nisso, ajev tb já era

Zine Qua Non disse...

Uma fase termina, outra se inicia. É assim que funciona.
Tenho quatro blogs, um super vivo, um meio morto, outro muito morto e um quase defunto. Nem conto o Gineceu, porque sabe como é, durou pouco e é símbolo de algo mais do que triste: patético.

Beijocas