8 de mai. de 2008
7 de mai. de 2008
Pesado
"Eu tive pai e mãe. E os perdi cedo, conheço essa dor. Para mim, a perda do seu pai dói muito diferente. Ele não era de onde eu vim. Era para onde eu ia."
http://parafrancisco.blogspot.com/
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6 de mai. de 2008
cena de romance de sala de aula
A vida está quebrada. Só nos resta catar os cacos:
_ Eu... / _ Eu... (falam ao mesmo tempo)
_Não, fala você.
_Fala você primeiro!
_Pode falar!
_Fala aí...hehe.
_ Eu... / Eu...
_ ...
_ ...
_ HAHAHA / HAHAHA (riem ao mesmo tempo)
_Tá...Vou falar!
_Ok!
_ ...bem...
_ ...
_ Eu te amo!
_ !
_Aiii...agora fala você!
_Hum...er...eu só ia vê com você se você anotou quais os textos pra ler pra prova de amanhã...porque eu perdi minha anotação.
_ !
_ ...
_ ...
_ ...
_ ...
_ ...............Seu insensível!
_ ...
_ ...
_...desorganizado!
_ Sou mesmo, e daí!
E nunca mais se falaram.
_ Eu... / _ Eu... (falam ao mesmo tempo)
_Não, fala você.
_Fala você primeiro!
_Pode falar!
_Fala aí...hehe.
_ Eu... / Eu...
_ ...
_ ...
_ HAHAHA / HAHAHA (riem ao mesmo tempo)
_Tá...Vou falar!
_Ok!
_ ...bem...
_ ...
_ Eu te amo!
_ !
_Aiii...agora fala você!
_Hum...er...eu só ia vê com você se você anotou quais os textos pra ler pra prova de amanhã...porque eu perdi minha anotação.
_ !
_ ...
_ ...
_ ...
_ ...
_ ...............Seu insensível!
_ ...
_ ...
_...desorganizado!
_ Sou mesmo, e daí!
E nunca mais se falaram.
3 de mai. de 2008
Ainda sobre a cerveja...
*Da Folha de S. Paulo de hoje, 3 de maio de 2008
Trecho do artigo O Brasil deve restringir a propaganda de cerveja?
"O consumo abusivo de álcool custa caro à sociedade e ao Sistema Único de Saúde, em tratamento de doenças, atendimentos em prontos-socorros, internações psiquiátricas, faltas no trabalho, além dos custos humanos com a diminuição da qualidade de vida dos usuários e de seus familiares. Atualmente, mais de 10% dos brasileiros podem ser considerados dependentes do álcool. E o mais alarmante: diversos estudos confirmam que a idade com que adolescentes começam a beber está caindo no Brasil, e a freqüência, aumentando. Por não ser regulada -as propostas de auto-regulação são risíveis-, a propaganda de cerveja dirige-se ostensivamente aos jovens, valoriza o consumo em grandes quantidades e o associa ao bom êxito social e sexual. A penetração da publicidade no mundo das crianças e dos adolescentes, sua receptividade e recordação estão ligadas à iniciação do consumo. A propaganda de cerveja é ato puramente comercial, tem a função exclusiva de venda e, por isso, não é razoável reduzi-la, como defendem alguns, a simples expressão do livre pensamento. Como fez acertadamente o Parlamento brasileiro ao proibir a propaganda de cigarro, isso não significa censura ou qualquer outra forma de atentado ao Estado democrático de Direito. A publicidade é lícita, mas não configura, por óbvio, direito absoluto. É, aliás, a própria Constituição Federal brasileira que admite a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas, entre outros produtos com potencial lesivo à saúde e ao meio ambiente. Por isso, pedimos aos senhores deputados federais que não se deixem levar somente pela campanha desesperada e pelo lobby agressivo da indústria da cerveja, das grandes emissoras de TV e das agências de publicidade. Afinal, estão movidos unicamente pelo temor da queda de faturamento e pela perda de parte da capacidade de convencer novos consumidores. Fiquem conosco, com a saúde e a vida de nossos jovens".
autores:
HENRIQUE CARLOS GONÇALVES, 60, é médico pediatra e presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. MARILENA LAZZARINI, 59, é coordenadora-executiva do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e ex-presidente da Consumers International. RONALDO LARANJEIRA, 51, é médico psiquiatra, professor e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Trecho do artigo O Brasil deve restringir a propaganda de cerveja?
"O consumo abusivo de álcool custa caro à sociedade e ao Sistema Único de Saúde, em tratamento de doenças, atendimentos em prontos-socorros, internações psiquiátricas, faltas no trabalho, além dos custos humanos com a diminuição da qualidade de vida dos usuários e de seus familiares. Atualmente, mais de 10% dos brasileiros podem ser considerados dependentes do álcool. E o mais alarmante: diversos estudos confirmam que a idade com que adolescentes começam a beber está caindo no Brasil, e a freqüência, aumentando. Por não ser regulada -as propostas de auto-regulação são risíveis-, a propaganda de cerveja dirige-se ostensivamente aos jovens, valoriza o consumo em grandes quantidades e o associa ao bom êxito social e sexual. A penetração da publicidade no mundo das crianças e dos adolescentes, sua receptividade e recordação estão ligadas à iniciação do consumo. A propaganda de cerveja é ato puramente comercial, tem a função exclusiva de venda e, por isso, não é razoável reduzi-la, como defendem alguns, a simples expressão do livre pensamento. Como fez acertadamente o Parlamento brasileiro ao proibir a propaganda de cigarro, isso não significa censura ou qualquer outra forma de atentado ao Estado democrático de Direito. A publicidade é lícita, mas não configura, por óbvio, direito absoluto. É, aliás, a própria Constituição Federal brasileira que admite a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas, entre outros produtos com potencial lesivo à saúde e ao meio ambiente. Por isso, pedimos aos senhores deputados federais que não se deixem levar somente pela campanha desesperada e pelo lobby agressivo da indústria da cerveja, das grandes emissoras de TV e das agências de publicidade. Afinal, estão movidos unicamente pelo temor da queda de faturamento e pela perda de parte da capacidade de convencer novos consumidores. Fiquem conosco, com a saúde e a vida de nossos jovens".
autores:
HENRIQUE CARLOS GONÇALVES, 60, é médico pediatra e presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. MARILENA LAZZARINI, 59, é coordenadora-executiva do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e ex-presidente da Consumers International. RONALDO LARANJEIRA, 51, é médico psiquiatra, professor e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
2 de mai. de 2008
Publicidade, cerveja, informação*
* Reproduzo aqui um post muito bom do Marcelo Coelho, retirado de seu blog.
Assim de chofre, pensei que era algum poema de Mário Quintana dedicado ao Dia das Mães. Não. Apesar da organização em estrofes e versos, era um texto da Associação Brasileira das Agências de Publicidade, a favor dos anúncios de cerveja. Saiu há alguns dias no jornal, mas não dá para passar batido. Transcrevo e comento.
QUEREM PROIBIR
A PUBLICIDADE
DE CERVEJAS NO BRASIL.
É O MESMO QUE PROIBIREM
A FABRICAÇÃO DE ABRIDORES
DE GARRAFAS NO BRASIL.
[eles não tiveram jeito de dizer: “é o mesmo que proibir a fabricação de cervejas no Brasil”, porque correriam o risco de alguém achar uma boa medida. Mas a comparação ficou estranha, porque abridores de garrafa abrem outras coisas além de cerveja, como suco de uva e groselha, por exemplo. De resto, por que tanta preocupação? Proibida a publicidade de cerveja, nada impede que surjam novas contas e novas batalhas publicitárias envolvendo, por exemplo, Maguary e Superbom.]
Nem a propaganda,
nem o abridor são a motivação
para irresponsáveis dirigirem embriagados.
[“motivação”, eis a palavra capciosa. Um abridor não “motiva” ninguém. A propaganda sim. Mas “motivação” aqui foi usado como sinônimo de “causa”, inocentando obviamente o abridor e, de contrabando, a propaganda.]
A propaganda ou o abridor
não são os culpados pela venda criminosa
de bebidas alcoólicas a menores.
[mas a propaganda,ao contrário do abridor, pode dar vontade em menores de beber cerveja]
Abridores e propaganda
não são incentivadores dos covardes
que praticam a violência doméstica.
[quem disse, aliás, que esses covardes bebem cerveja...? A julgar pela propaganda, os bebedores de cerveja são em geral solteiros e têm ótimo relacionamento com mulheres].
Essas são questões que só a educação,
a democratização da informação
e o rigor no cumprimento das leis podem resolver.
[entra de contrabando aqui outra palavra mágica, “informação”, cercada de conotações positivas, para depois ser reutilizada.]
Por isso,
proibir a publicidade de cervejas
não vai mudar em nada esse quadro.
[gosto do plural aqui: “cervejas”. O texto, para se mostrar neutro e isento, zela pelo pluralismo do produto, reconhecendo subliminarmente que há cervejas e cervejas, boas ou más, e que compete, claro, ao leitor escolher entre elas.]
A não ser tirar de você o direito
de gostar ou não gostar desta
ou daquela publicidade.
[Eis um direito novo no mercado. Naturalmente, eles não conseguiriam ir tão longe a ponto de dizer que a lei tiraria o direito de tomar cerveja, porque isso não ocorre. Então, é a própria publicidade que se apresenta como produto a ser usufruído, apreciado... sem moderação.]
De se informar e de formar a sua opinião.
[Opinião sobre o quê? Sobre a qualidade de determinado anúncio? Era isso o que prenunciava a estrofe anterior. Mas é claro que aqui a opinião se refere a tomar ou não cerveja, desta ou daquela marca; opinião que será “formada”, segundo o raciocínio do texto, vendo-se o maior número de anúncios possíveis, para julgar com plenitude de informação o que fazer com o abridor na mão.]
Um direito tão sagrado,
quanto o que você tem de comprar ou não
um abridor de garrafas.
[de novo, não tiveram coragem de dizer que o direito de tomar cerveja é sagrado. Entra então o álibi do abridor de garrafas]
E decidir o que fazer com ele.
Obrigado, mas posso decidir sozinho o que fazer com ele. Sem ninguém me martelando na cabeça que cerveja é alegria, corpo atlético, potência sexual etc.
Como sempre, esse tipo de defesa invoca a “liberdade de informação”. Mas não se trata de informar ninguém: trata-se de induzir pessoas a um comportamento que se quer que elas tenham.
Em resumo, uma droga.
---------------------
Coelho ainda dá uma dica: Clique aqui e veja algumas bizarrices da Publicidade.
Assim de chofre, pensei que era algum poema de Mário Quintana dedicado ao Dia das Mães. Não. Apesar da organização em estrofes e versos, era um texto da Associação Brasileira das Agências de Publicidade, a favor dos anúncios de cerveja. Saiu há alguns dias no jornal, mas não dá para passar batido. Transcrevo e comento.
QUEREM PROIBIR
A PUBLICIDADE
DE CERVEJAS NO BRASIL.
É O MESMO QUE PROIBIREM
A FABRICAÇÃO DE ABRIDORES
DE GARRAFAS NO BRASIL.
[eles não tiveram jeito de dizer: “é o mesmo que proibir a fabricação de cervejas no Brasil”, porque correriam o risco de alguém achar uma boa medida. Mas a comparação ficou estranha, porque abridores de garrafa abrem outras coisas além de cerveja, como suco de uva e groselha, por exemplo. De resto, por que tanta preocupação? Proibida a publicidade de cerveja, nada impede que surjam novas contas e novas batalhas publicitárias envolvendo, por exemplo, Maguary e Superbom.]
Nem a propaganda,
nem o abridor são a motivação
para irresponsáveis dirigirem embriagados.
[“motivação”, eis a palavra capciosa. Um abridor não “motiva” ninguém. A propaganda sim. Mas “motivação” aqui foi usado como sinônimo de “causa”, inocentando obviamente o abridor e, de contrabando, a propaganda.]
A propaganda ou o abridor
não são os culpados pela venda criminosa
de bebidas alcoólicas a menores.
[mas a propaganda,ao contrário do abridor, pode dar vontade em menores de beber cerveja]
Abridores e propaganda
não são incentivadores dos covardes
que praticam a violência doméstica.
[quem disse, aliás, que esses covardes bebem cerveja...? A julgar pela propaganda, os bebedores de cerveja são em geral solteiros e têm ótimo relacionamento com mulheres].
Essas são questões que só a educação,
a democratização da informação
e o rigor no cumprimento das leis podem resolver.
[entra de contrabando aqui outra palavra mágica, “informação”, cercada de conotações positivas, para depois ser reutilizada.]
Por isso,
proibir a publicidade de cervejas
não vai mudar em nada esse quadro.
[gosto do plural aqui: “cervejas”. O texto, para se mostrar neutro e isento, zela pelo pluralismo do produto, reconhecendo subliminarmente que há cervejas e cervejas, boas ou más, e que compete, claro, ao leitor escolher entre elas.]
A não ser tirar de você o direito
de gostar ou não gostar desta
ou daquela publicidade.
[Eis um direito novo no mercado. Naturalmente, eles não conseguiriam ir tão longe a ponto de dizer que a lei tiraria o direito de tomar cerveja, porque isso não ocorre. Então, é a própria publicidade que se apresenta como produto a ser usufruído, apreciado... sem moderação.]
De se informar e de formar a sua opinião.
[Opinião sobre o quê? Sobre a qualidade de determinado anúncio? Era isso o que prenunciava a estrofe anterior. Mas é claro que aqui a opinião se refere a tomar ou não cerveja, desta ou daquela marca; opinião que será “formada”, segundo o raciocínio do texto, vendo-se o maior número de anúncios possíveis, para julgar com plenitude de informação o que fazer com o abridor na mão.]
Um direito tão sagrado,
quanto o que você tem de comprar ou não
um abridor de garrafas.
[de novo, não tiveram coragem de dizer que o direito de tomar cerveja é sagrado. Entra então o álibi do abridor de garrafas]
E decidir o que fazer com ele.
Obrigado, mas posso decidir sozinho o que fazer com ele. Sem ninguém me martelando na cabeça que cerveja é alegria, corpo atlético, potência sexual etc.
Como sempre, esse tipo de defesa invoca a “liberdade de informação”. Mas não se trata de informar ninguém: trata-se de induzir pessoas a um comportamento que se quer que elas tenham.
Em resumo, uma droga.
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Coelho ainda dá uma dica: Clique aqui e veja algumas bizarrices da Publicidade.
Preparem as malas. O JUCA vem aí.

Depois de muita conversa fiada e especulação, a cidade do JUCA 2008 foi decidida: Guaratinguetá.
Localizada a 176 quilômetros de São Paulo, a cidade conta com 125 mil habitantes e já recebeu as edições de 2002 e 2003 do JUCA. E a primeira boa notícia já é essa: Em vez de enfrentar a esburacada e perigosa Régis Bittencourt, o provável caminho será pela BR-116, a popular Via Dutra, ou seja, mais segurança e menos tempo na estrada. E as novidades não param por aí...
Lendo sobre as edições anteriores a cidade parece ser melhor que a boa e velha Registro com seus ferros-velhos com nomes de desenhos japoneses e suas ruas de nomes simpáticos. Para se ter uma idéia, Registro é considerada uma das piores cidades do Estado de São Paulo, enquanto Guará é uma das melhores. A diferença entre os PIB e IDH também é enorme, ou seja, se em Registro a coisa foi boa, em Guará a coisa só tende a melhorar.

Vamos sentir sua falta, Registro. Mas tudo que é bom tem que acabar um dia
Fora os dados oficiais, Guará tem duas coisas que Registro não têm: um Kartódromo que fica na zona leste da cidade, e várias faculdades instaladas em suas cercanias.
A PUC ainda não divulgou os preços desse ano, mas olhando nos sites das outras atléticas o preço deve se manter em torno dos 200-250 reais no pacote completo (busão + caneca+ camisa + três baladas + alojamento).
E não sendo pessimista ou alarmista, mas do jeito que a atlética puquiana é amadora em inúmeros aspectos, esse talvez seja o último JUCA que a PUC pode passar na elite. Então não perca tempo e segunda mesmo garanta seu ingresso para o maior evento de comunicação do Brasil.
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