Talvez os Beatles não seriam a grande banda que foram se não fosse pela perfeita combinação dos seus integrantes. Uma modificação apenas poderia ter mudado a história – ou talvez ela nem acontecesse. Durante a semana especial de Paul McCartney aqui no Androceu, muito se leu sobre o baixista, mas e os outros três?
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5 de dez. de 2010
4 de dez. de 2010
Conspiração?
Conhecidos por saberem vender muito bem a própria imagem, os Beatles brincaram com teorias da conspiração melhor do que qualquer outra banda do mundo. Músicas que deveriam ser ouvidas de trás para frente e apologia às drogas são só algumas delas.
Mas talvez a mais divertida e que garantiu a venda de muitos LPs foi o boato de que Paul McCartney teria morrido em um acidente de carro e quem os fãs idolatravam agora não passava de um sósia. Diversas músicas também possuem letras que fazem referência à morte de Paul.
3 de dez. de 2010
Não são Beatles
O rock não seria o rock se não fosse pelos Beatles. Riffs marcantes, solos de guitarra, vocais combinados, estrutura instrumental, figurino, estratégias de marketing, entrevistas, alcançar o público feminino, declarações polêmicas. Tudo começou com eles.
Não são apenas anônimos que querem prestar homenagens. Os famosos também o fazem e alguns deles merecem destaque. Aqui vão dicas de tributos aos Beatles que não decepcionam:
29 de nov. de 2010
Tudo bem in the rain?
Estádio do Morumbi, 22 de novembro de 2010
Os Beatles são praticamente uma unanimidade musical e, naquela segunda-feira chuvosa, fui uma fã até maior do que imaginava ser.
Up And Coming Tour
Os Beatles são praticamente uma unanimidade musical e, naquela segunda-feira chuvosa, fui uma fã até maior do que imaginava ser.
13 de jul. de 2010
Improvável identificação
(ou Depoimento no Dia Internacional do Rock)
Todo mundo tem uma história de como começou a gostar de sua banda preferida e o que a levou a esse status. A primeira música que ouvi do Alice In Chains não foi Man In The Box. Mas It Ain’t Like That, em uma participação especial de Jerry Cantrell em um show do Nickelback. Uma década atrasada, é verdade. Mas foi a primeira banda que gostei por conta própria, sem ser dica de ninguém.
Fiquei absolutamente encantada com o guitarrista e, ao procurar informações, uma notícia triste: o vocalista Layne Staley havia falecido um ou dois anos antes e a banda estava parada.
Mas como nada disso nunca impediu nenhum roqueiro, dias depois estava na Galeria do Rock para comprar todos os CDs lançados até então: Facelift, SAP, Dirt, Jar Of Flies, Alice In Chains e Unplugged. O vendedor me contou que existiam projetos paralelos, mas decidi levar só aqueles, para ver se eu realmente gostava.
Comecei a curtir o som que tinha em mãos e que me deixava cada vez mais impressionada. A guitarra de Cantrell era a coisa mais bonita que já havia escutado e parecia que falava comigo. É até difícil explicar o que sinto ao ouvi-la. As músicas variam do country ao heavy metal e as letras são obscuras, mas de uma sensibilidade sem comparação.
Mais tarde, adquiri dois DVDs, o acústico e uma compilação de videoclipes. Minha admiração crescia tanto, que costumava assistir com a guitarra na mão, dublando tudo que o guitarrista fazia. Cheguei a pegar seu jeito enquanto aprendia a tocar as músicas. Ele se tornou minha maior influência.
Semanas depois, voltei à Galeria e comprei os solos de Cantrell: Boggey Depot e Degradation Trip, um álbum duplo, importado e caríssimo. O músico consegue ser cínico e forte em um momento e, logo em seguida, poético, com delicadeza na voz, de uma forma que só ele faz.
Ninguém poderia medir minha alegria ao ver a banda de volta em um show beneficente para as
vítimas do tsunami. E, em 2009, saiu o tão esperado álbum novo, Black Gives Way To Blue, com William DuVall nos vocais. Ele não é Staley, mas chega perto: duas belas vozes, daquelas que não cansam nunca. Uma raridade. Eu poderia ouvi-los cantar o dia inteirinho.
Este novo CD volta às origens da banda, com um rock pesado e riffs impactantes, mas conta também com músicas que desaceleram e emocionam. A faixa-título é uma homenagem a Staley e conta com a participação de Elton John no piano, o que é uma coincidência maravilhosa. Foi dele o primeiro show de Staley e um dos primeiros CDs de Cantrell. Surpreendente obra prima, do começo ao fim.
É praticamente impossível para uma fã como eu destacar apenas algumas músicas entre tantas. Até porque, adoro todas, sem exceção. E seria fácil demais falar sem parar sobre a banda. Sei demais sobre todos os integrantes. Como sei que ouvir música é melhor do que ler sobre, fica aqui o incentivo para quem se identificar com a história.
DC recomenda que todos tenham uma banda preferida. E convida os roqueiros de plantão a também darem seus depoimentos sobre o dia de hoje.
Todo mundo tem uma história de como começou a gostar de sua banda preferida e o que a levou a esse status. A primeira música que ouvi do Alice In Chains não foi Man In The Box. Mas It Ain’t Like That, em uma participação especial de Jerry Cantrell em um show do Nickelback. Uma década atrasada, é verdade. Mas foi a primeira banda que gostei por conta própria, sem ser dica de ninguém.Fiquei absolutamente encantada com o guitarrista e, ao procurar informações, uma notícia triste: o vocalista Layne Staley havia falecido um ou dois anos antes e a banda estava parada.
Mas como nada disso nunca impediu nenhum roqueiro, dias depois estava na Galeria do Rock para comprar todos os CDs lançados até então: Facelift, SAP, Dirt, Jar Of Flies, Alice In Chains e Unplugged. O vendedor me contou que existiam projetos paralelos, mas decidi levar só aqueles, para ver se eu realmente gostava.
Comecei a curtir o som que tinha em mãos e que me deixava cada vez mais impressionada. A guitarra de Cantrell era a coisa mais bonita que já havia escutado e parecia que falava comigo. É até difícil explicar o que sinto ao ouvi-la. As músicas variam do country ao heavy metal e as letras são obscuras, mas de uma sensibilidade sem comparação.
Mais tarde, adquiri dois DVDs, o acústico e uma compilação de videoclipes. Minha admiração crescia tanto, que costumava assistir com a guitarra na mão, dublando tudo que o guitarrista fazia. Cheguei a pegar seu jeito enquanto aprendia a tocar as músicas. Ele se tornou minha maior influência.
Semanas depois, voltei à Galeria e comprei os solos de Cantrell: Boggey Depot e Degradation Trip, um álbum duplo, importado e caríssimo. O músico consegue ser cínico e forte em um momento e, logo em seguida, poético, com delicadeza na voz, de uma forma que só ele faz.
Ninguém poderia medir minha alegria ao ver a banda de volta em um show beneficente para as
vítimas do tsunami. E, em 2009, saiu o tão esperado álbum novo, Black Gives Way To Blue, com William DuVall nos vocais. Ele não é Staley, mas chega perto: duas belas vozes, daquelas que não cansam nunca. Uma raridade. Eu poderia ouvi-los cantar o dia inteirinho.Este novo CD volta às origens da banda, com um rock pesado e riffs impactantes, mas conta também com músicas que desaceleram e emocionam. A faixa-título é uma homenagem a Staley e conta com a participação de Elton John no piano, o que é uma coincidência maravilhosa. Foi dele o primeiro show de Staley e um dos primeiros CDs de Cantrell. Surpreendente obra prima, do começo ao fim.
É praticamente impossível para uma fã como eu destacar apenas algumas músicas entre tantas. Até porque, adoro todas, sem exceção. E seria fácil demais falar sem parar sobre a banda. Sei demais sobre todos os integrantes. Como sei que ouvir música é melhor do que ler sobre, fica aqui o incentivo para quem se identificar com a história.
DC recomenda que todos tenham uma banda preferida. E convida os roqueiros de plantão a também darem seus depoimentos sobre o dia de hoje.
25 de jun. de 2010
Fuga feminina na música

Meu primeiro texto para o blog poderia ser sobre qualquer assunto. Não porque sou sábia ou inteligentíssima. Até porque estou longe de ser qualquer uma dessas opções. Mas porque o Androceu permite essa liberdade.
Porém escolhi falar sobre um tema que gosto muito. Lenny Kravitz diria que a música salvou a vida dele. Eu posso dizer ela mudou e melhorou a minha. Portanto, este texto é muito mais um tributo a ela do que qualquer outra coisa.
Decidido isto, o mais difícil foi escolher sobre quem falar. Sobre os Beatles, a maior banda de todos os tempos? Alice In Chains, a minha preferida? Rush, o melhor power trio?
Depois de muito pensar, optei por colocar as mulheres em evidência. Afinal, é uma das primeiras postagens femininas do blog, então, por que não fazer essa pequena homenagem? Fora que, nada me impede de voltar aqui e falar sobre essas outras, certo?
Em agosto deste ano, será lançado aqui no Brasil um filme chamado The Runaways, biografia da banda norte-americana da década de 1970 que revolucionou o rock – pelo menos para as mulheres. O filme é baseado no livro Neon Angel, escrito pela vocalista do grupo, Cherie Currie, que hoje é – pasmem – escultora com motosserra.
Além dela, faziam parte da banda as guitarristas Lita Ford e Joan Jett, a minha preferida. Ela é considerada a 87ª melhor guitarrista pela Rolling Stone.
A banda durou apenas quatro anos, mas conseguiu impressionar. Eram cinco garotas adolescentes fazendo música de homens. Seu primeiro grande sucesso foi Cherry Bomb, cujo clipe levava os marmanjos à loucura: era novo, diferente e atraente ver meninas fazendo rock n’ roll.
A banda acabou por conta de diversas trocas de integrantes e desentendimentos nas preferências musicais, além de problemas externos, como a crítica. Mas esse não foi o fim delas. Algumas procuraram outras carreiras, outras ficaram com a música e tiveram seu sucesso. Você pode encontrar mais detalhes individuais na internet.
Meu destaque pessoal é Joan Jett, que foi a primeira mulher a fundar uma gravadora. Jett gravou seu primeiro álbum solo em 1980, que foi rejeitado por 23 gravadoras, até que ela abriu o selo Blackheart Records, junto com o compositor e produtor Kenny Laguna. É dela a versão mais conhecida de I Love Rock N’ Roll, além de outros fantásticos hits, como Do You Wanna Touch Me, I Hate Myself For Loving You, Bad Reputation, Everyday People, Little Lier, Fake Friends, Crimson And Clover, entre muitas outras.
O filme sobre a banda, já lançado nos Estados Unidos, ganhou grande repercussão por conta das atrizes que interpretam as musicistas. As estrelas da saga Twilight, Kristen Stewart e Dakota Fanning, são Jett e Currie, respectivamente. Elas foram inclusive treinadas pelas próprias e tiveram que aprender a cantar e tocar como as originais.
Os fãs esperam que a banda não vire modinha só por causa disso, mas seja um reconhecimento da importância destas garotas talentosas, que compunham e tocavam sem inibições. E que ainda hoje fazem música de qualidade, o que é um grande incentivo para quem gosta da verdadeira arte, seja você homem ou mulher.
DC é tímida com relação às críticas. Mas resolveu se arriscar depois de ser incentivada por João e Mario no último final de semana. Obrigada, meninos. Vem mais (e melhores) por aí... E ainda, recomenda os leitores a procurarem também outras roqueiras das antigas, como Suzi Quatro e Heart.
Porém escolhi falar sobre um tema que gosto muito. Lenny Kravitz diria que a música salvou a vida dele. Eu posso dizer ela mudou e melhorou a minha. Portanto, este texto é muito mais um tributo a ela do que qualquer outra coisa.
Decidido isto, o mais difícil foi escolher sobre quem falar. Sobre os Beatles, a maior banda de todos os tempos? Alice In Chains, a minha preferida? Rush, o melhor power trio?
Depois de muito pensar, optei por colocar as mulheres em evidência. Afinal, é uma das primeiras postagens femininas do blog, então, por que não fazer essa pequena homenagem? Fora que, nada me impede de voltar aqui e falar sobre essas outras, certo?
Em agosto deste ano, será lançado aqui no Brasil um filme chamado The Runaways, biografia da banda norte-americana da década de 1970 que revolucionou o rock – pelo menos para as mulheres. O filme é baseado no livro Neon Angel, escrito pela vocalista do grupo, Cherie Currie, que hoje é – pasmem – escultora com motosserra.
Além dela, faziam parte da banda as guitarristas Lita Ford e Joan Jett, a minha preferida. Ela é considerada a 87ª melhor guitarrista pela Rolling Stone.
A banda durou apenas quatro anos, mas conseguiu impressionar. Eram cinco garotas adolescentes fazendo música de homens. Seu primeiro grande sucesso foi Cherry Bomb, cujo clipe levava os marmanjos à loucura: era novo, diferente e atraente ver meninas fazendo rock n’ roll.
A banda acabou por conta de diversas trocas de integrantes e desentendimentos nas preferências musicais, além de problemas externos, como a crítica. Mas esse não foi o fim delas. Algumas procuraram outras carreiras, outras ficaram com a música e tiveram seu sucesso. Você pode encontrar mais detalhes individuais na internet.
Meu destaque pessoal é Joan Jett, que foi a primeira mulher a fundar uma gravadora. Jett gravou seu primeiro álbum solo em 1980, que foi rejeitado por 23 gravadoras, até que ela abriu o selo Blackheart Records, junto com o compositor e produtor Kenny Laguna. É dela a versão mais conhecida de I Love Rock N’ Roll, além de outros fantásticos hits, como Do You Wanna Touch Me, I Hate Myself For Loving You, Bad Reputation, Everyday People, Little Lier, Fake Friends, Crimson And Clover, entre muitas outras.
O filme sobre a banda, já lançado nos Estados Unidos, ganhou grande repercussão por conta das atrizes que interpretam as musicistas. As estrelas da saga Twilight, Kristen Stewart e Dakota Fanning, são Jett e Currie, respectivamente. Elas foram inclusive treinadas pelas próprias e tiveram que aprender a cantar e tocar como as originais.
Os fãs esperam que a banda não vire modinha só por causa disso, mas seja um reconhecimento da importância destas garotas talentosas, que compunham e tocavam sem inibições. E que ainda hoje fazem música de qualidade, o que é um grande incentivo para quem gosta da verdadeira arte, seja você homem ou mulher.
DC é tímida com relação às críticas. Mas resolveu se arriscar depois de ser incentivada por João e Mario no último final de semana. Obrigada, meninos. Vem mais (e melhores) por aí... E ainda, recomenda os leitores a procurarem também outras roqueiras das antigas, como Suzi Quatro e Heart.
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