29 de set. de 2007

Hitler cai no samba!


A coluna do Ancelmo, no Globo On Line de hoje, fez uma denúncia sobre uma fantasia do enredo da escola de samba Estácio de Sá para o próximo carnaval( Foto acima). A acusação é a existência de suásticas no peito da alegoria, algo proibido no regulamento das escolas de Samba carioca. Com o tema “A história do futuro”, a escola deve alegar que é suástica pode representar energia para algumas culturas orientais.
Não é a primeira vez que o nazismo da o ar de sua (des)graça no maior show da terra. Em 2006, por exemplo, jovens saíram com a imagem do Hitler segurando uma metralhadora. Melhor que serem presos por apologia ao nazismo foi a desculpa. Juraram que nunca ouviram falar de Adolf Hitler e desconheciam o significado da suástica. Foto dos “gênios” mais abaixo
A Federação Israelita do Rio de Janeiro tentou entrar em contato com a escola, mas os telefones divulgados não foram atendidos. O departamento jurídico da FIERJ já está iniciando os procedimentos cabíveis neste caso.


twist and shout, baby

Depois de muito, muito, muito, mas muito tempo mesmo, o baterista da minha banda resolveu tomar vergonha na cara e colocou alguns vídeos de um show nosso que foi gravado, lá pelos idos de novembro/dezembro do ano passado.
No caso a gente tá tocando Killing In The Name, do Rage Against The Machine, música que já deu no meu saco, mas que sempre funciona muito bem. A galera curte pacas, sabe como é.
Essa é a legendária apresentação que resolvemos tocar no chão, pertinho da platéia(e correndo todos os riscos físicos/mentais/psicológicos que esta escolha poderia acarretar) e dá pra ver umas figuras mitológicas, como o Tana, o cara que a bunda tem o próprio cep, alguns integrantes do androceu(eles estão lá, é só reparar) e uns outros caras que pareciam estar se divertindo pra caralho, mas que eu não sabia de onde tinham saído e que eu nunca mais vi. Provalvelmente foram varridos no final do show e jogados em alguma caçamba de entulho.
Pra quem nunca foi em um dos meus shows, aí está o que você perdeu:




se derem uma procurada, vão achar outro vídeo do mesmo show. e umas outras coisas bem ridículas também.

um abraço, meus queridos

28 de set. de 2007

Complexo de vira-lata


Sou o maior pereba no futebol. Escrevo mal e cada vez menos. Toco baixo porcamente. Não consigo perder peso. E, como se não bastasse, também não como ninguém.

Cazzo, será que eu não sei fazer nada direito?

Sei, sei sim. Sei ficar um tempão na Internet, e sei beber um bocado de cerveja. Sem contar o cigarro, mas aí já são outros quinhentos. Se me pagassem pelo tempo que fico sentado na frente do computador e pela quantidade de cerveja ingerida, eu tava feito. Ia ter um futuro profissional brilhante, uma carreira bem-sucedida, uma família cheia de pimpolhos, uma casa de campo bem maneira e um monte de processos de ex-mulheres. Aí, quando tivesse com uns setenta anos, um dos meus netinhos me perguntaria “vovô, vovô, como é que você conseguiu ser tão rico e comer um monte de mulher gostosa?” e eu diria “filho, é tudo uma questão de saber o caminho a se trilhar. Você, por exemplo, pode se dar muito bem fazendo faculdade de cinema”.

E aí eu poderia morrer em paz.

Ando lendo bem pouco e em geral são sempre os mesmo livros. Já tentei jogar basquete e foi aquele fiasco. Adoro falar que minha vida é um saco e nunca faço nada pra mudar. Nem punheta anda me divertindo ultimamente.

Arranjei um estágio. Uma espécie de, digamos assim. Escrevo em um jornal de bairro, mensal, e o cara me paga 15 reais por matéria. E eu não vou escrever mais que quatro ou cinco por mês. Mas olha só que coisa maravilhosa: estou sendo pago pra escrever. Fantástico, né?

Aliás, estou não, eu vou ser pago, porque já entreguei uma matéria e até agora nada.

Hoje mesmo recebi um e-mail da nestlé. Mamãe separou uns papéis de programa de estágio e me inscrevi. Responderam, falando pra fazer uma prova virtual, etc, etc. Pelo que entendi na hora da inscrição, tem uma porção de fases de seleção. Eu parei por aqui. Essas empresas me dão calafrio. Não é uma questão de não me vender pro sistema - até porque eu me vendo e, se quiser, passo recibo – mas a coisa é que o precinho precisa ser legal.

Aliás, agora mesmo descobri um negócio que sei fazer muito bem. Deixar textos pela metade.

Manhê, cadê meus quinze mangos?

27 de set. de 2007

Musa da Semana – O melhor do Rio Grande do Sul é a gaúcha...




Essa gaúcha, oriunda da cidade de Santa Maria, se chama Rafaela Zanella e foi vencedora do prêmio Miss Brasil 2006. Dona de um sorriso único, representa perfeitamente as belezas do sul brasileiro. Rafaela foi considerada uma das 20 mulheres mais belas do mundo em votação popular do Miss Universo de 2006. Recebe o prêmio de Musa Androceu dessa semana e declarou que é o prêmio de maior prestígio em sua carreira de musa.
Mas é uma pena que os "machos" de sua tera natal preferem fazer churrasco e jogar capoeira do que ver as belas mulheres que passam. Sorte dos outros estados.

25 de set. de 2007

Dia Mundial Sem Carro rivaliza com grande evento musical

No último sábado a cidade de São Paulo participou do movimento internacional “Dia Mundial Sem Carro”, que pretende fazer o pessoal andar de ônibus, metrô, bicicleta e patinete. O evento contou até com o apoio do prefeito Kassab. “Vou com a minha Caloi Ceci ver o jogo do São Paulo na Bambineira”, afirmou o prefeito, saudando os jornalistas com a buzina de seu veículo. Apesar dos esforços e das diversas atividades programadas, um show com duas das maiores bandas de toda a história da humanidade frustou os planos de quem queria ver uma cidade sem carros e com mais calois Ceci.

Kassab, meio tristonho depois que o pneu de sua Caloi Ceci furou e ele não tinha nenhum chiclete ploc disponível

Centenas de milhares de dezenas de unidades de fãs apaixonados se deslocaram dos rincões mais longínquos da cidade só para ver seus ídolos em ação.
- Cara, eu amo os Bokovs e a Jack Black! – gritava um fã emocionado – Vim de City Lapa só pra ver esses caras tocar. Foram cinco dias de peregrinação com minha mobilete, mas vai valer a pena!
Especialistas em arqueologia afirmam que City Lapa, apesar de não aparecer no mapa e de muitos creditarem sua existência à uma lenda urbana, está localizado em algum lugar entre Parelheiros e Ermelino Matarazzo, mais precisamente “lá pa puta que o pariu”, segundo um músico de rua que faz cover de David Coverdale na região onde ocorreu o show.
A CET registrou um congestionamento de mais de 124 km na via expressa Morumbi-Cervejazul. Como nossa reportagem conseguiu apurar, tudo culpa do deslocamento de fãs. Números semi-não-oficiais dizem que cerca de 82 ônibus, 113 carros, 44 motos, 77 bicicletas, 36 bicicletas, 5 caloi cecis, 3 patinetes, 2 segways e 1 kombi vieram para o local do evento, todos em uma grande caravana vindo do longíssíssíssissimo distrito do Morumbi(especialistas não-arqueólogos dizem que fica quase do lado de City Lapa) somente para prestigiar os maiores talentos que este país já teve.
- E não só isso, vim pra encher o rabo de cachaça também – ironizou um dos fãs, que não pôde ser identificado porque estava muito ocupado lavando a calçada com uma mistura de suco de laranja, vodca, sanduíche de pernil, arroz e macarrão.
- Saímos de casa às 3 e meia da manhã e chegamos agora(22h30, horário de Brasília) – dizia efusivamente o presidente do fã-clube do Morumbi – Cacete! Eu nem acredito que os Kobots vão tocar junto com o Black Flag! – afirmou um outro integrante do fã-clube, com sérios problemas de audição e/ou dicção e/ou analfabetismo.
Como bons, talentosos, simpáticos e humildes músicos que são, os integrantes de ambas as duas bandas nos atenderam atenciosamente. J.K., 20, quando indagado a respeito do Dia Mundial Sem Carro, disse:
- Legal pra caralho. Eu mesmo tô participando, não sai com meu carro, só peguei carona – acrescentou, momentos antes de subir ao palco para mais uma legendária apresentação.
Depois do show, o mesmo musicista foi procurado novamente por nossa equipe de reportagem. Ele parecia bastante feliz com o show e com o dia como um todo, só que com um pouco de pressa. Ao ser interrogado sobre o que achou dos resultados do Dia Sem Carro, J.K., pouco antes de entrar em um táxi, mandou nossa equipe enfiar o dia no meio de algum lugar que nenhum de nós achou no mapa. Especialistas suspeitam que seja perto de City Lapa.


Estes são os Bokovs(da esq p/ direita: Miguel, Bola(depois da cirurgia de redução do estômago), Taira, Goya, e J.), pouco antes da fabulosa apresentação do último sábado. O show no mundialmente famoso Galinhazul foi o último da turnê mundial, e agora eles entram em férias por tempo indeterminado.




informações verdadeiras sobre o dia mundial sem carro, kassab, kobovs, black jack, city lapa, caloi ceci e sua mãe aqui

Para Dualib, título de 2005 do Corinthians foi "roubado"

25/09/2007 - 09h11

da Folha de S.Paulo



Para Alberto Dualib, o título do Corinthians no Brasileiro-2005 é "de fato e de direito" do Internacional que, na opinião do agora ex-presidente do clube alvinegro, foi "roubado".
A declaração do cartola, que renunciou ao cargo na última sexta-feira, foi feita a Renato Duprat, seu antigo braço-direito, e interceptada pela Polícia Federal nas investigações da parceria Corinthians/ MSI.
O diálogo ocorreu em 10 de outubro do ano passado. Na conversa, Dualib reclama da parceira, que parou de enviar dinheiro e, em atrito com a empresa, tenta desqualificar o título ganho sob a gestão da MSI.
Na ocasião, o Corinthians lutava contra o rebaixamento no Brasileiro e o cartola preparava uma cobrança à parceira.
"Você avisa, fala o seguinte: com esse time, não vamos ganhar nada. Vamos perder dinheiro. Vamos afundar o Corinthians. A gente tem que achar uma solução", disse Dualib a Duprat.
"O técnico que não conseguiu ganhar nada no Corinthians [Geninho] já ganhou oito jogos em outro time [Goiás] que foi bem montando", prosseguiu o dirigente.
"Isso desmoraliza ele [Kia Joorabchian]. Ele vai falar: mas como ganhou no ano passado? Ganhou, mas se não tivesse aquela merda daquela anulação de 11 jogos, nós estávamos fora. Porque o campeão de fato e de direito seria o Internacional. E porque nos últimos cinco jogos tínhamos 14 pontos na frente e chegamos, entendeu, um ponto só, roubado", falou Dualib, referindo-se ao Brasileiro de 2005, que teve 11 jogos refeitos por conta do escândalo de manipulação de resultados envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho.
Na verdade, o Corinthians terminou com três pontos a mais que o Internacional.
"Esse argumento para você é muito positivo. Estou te dando um argumento arrasador", finalizou Dualib.
Ontem, ao saber do teor da conversa, o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, que é conselheiro do Corinthians, pediu um relatório ao procurador do tribunal esportivo, Paulo Schimtt.
"Eu vou preparar o relatório, mas adianto que esse diálogo é coisa meio incipiente", disse.
Segundo ele, não há provas de que o clube alvinegro tenha vencido o torneio utilizando métodos ilegais.
"Se tivesse um fato novo, como por exemplo o Dualib tentando comprar o Márcio Rezende de Freitas, mas não há nada", analisou Schimtt.
Ele se referiu ao duelo entre Corinthians e Internacional em que o árbitro não marcou pênalti claro sobre o volante Tinga. A partida terminou 1 a 1.
"O fato é que o caso Edílson já se encerrou na esfera esportiva. O que tinha de ser anulado já foi", disse o procurador, descartando, nessa hipótese, a possibilidade de anulação do título.Schimtt classificou o diálogo de Dualib como "conversa de bar" e disse que ela até evidencia que o clube paulista não participou de esquema ilegal.
"[A conversa] É até uma certa prova do que diziam, que o Corinthians tinha se beneficiado."
O procurador do STJD também afirmou que entregará a Approbato um outro relatório que apura se o uso de dinheiro ilícito favoreceu o time alvinegro. Ele ressaltou, porém, que não há como afirmar isso, já que não houve condenação no processo em que Kia e Dualib, entre outros, são réus na Justiça por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

23 de set. de 2007

Morumbi nunca mais

Escrevo essa crônica ainda com a ressaca do jogo. Os fatos podem não ser verdadeiros. Os sentimentos sim.
Clássico é clássico é vice-versa. A mitológica frase de Vicente Matheus pode resumir os sentimentos de Corinthians e Palmeiras. O clássico, apelidado de Derby, é recheado de histórias. Qual palestrino não irá lembrar dos duelos legendários nas Libertadores? E qual alvinegro poderá esquecer da conquista do Paulista de 99? Isso para ficar nos jogos mais atuais da maior rivalidade do estado e quiçá do Brasil.
O dia estava perfeito para o clássico. O sol brilhava e não havia uma mísera nuvem no firmamento paulistano. Olhava no relógio a cada cinco minutos e a expectativa crescia na mesma medida.
Saímos de casa, eu e meu pai, ás duas e trinta. O caminho para o estádio estava vazio. Uma pena. Gosto do estádio cheio de gente torcendo pelo seu time. O palco escolhido para o duelo foi o Morumbi. Terceira vez que alvinegros e alviverdes iriam duelar na casa tricolor. Os palestrinos haviam levado a melhor no Paulista e na primeira rodada do Brasileiro, mas a esperança de terminar o placar do ano fazendo pelo menos um gol neles animava a torcida e porque não sonhar com a vitória sobre o arqui-rival?
Estacionamos o carro e corremos para o estádio. Portão quinze e arquibancada amarela. Entramos e lá estava a Fiel Torcida já fazendo o carnaval nas arquibancadas.
Começa o jogo. Sobe bandeira. Gritos e mais gritos de incentivo. O time joga pior, mas mostra raça. A esperança pela vitória transbordava de cada olhar e mais uma vez meu espírito saiu do corpo para se juntar a massa alvinegra, que em menor número, gritava e empurrava os mosqueteiros na batalha campal.
Mas o que fazer se os jogadores não se doam em campo? Se o meio campista não acerta um passe e o lateral sempre chega atrasado na dividida. Não há santo que agüente. E se São Jorge deu as caras no jogo deve ter abandonado no intervalo porque o show de horrores só piorou no segundo tempo.
E logo no começo sai o gol. Momento mágico de uns e tristeza de tantos outros. Esse me fez chorar de tristeza enquanto outros tantos choravam de alegria. Era hora de gritar mais alto. Era hora de jogar com raça. Era hora de honrar a camisa. Era hora de ser Corinthians porra!!!
O tempo passou e nada mudou. Até tiveram um ou outro lance que merecesse destaque. O juiz apita e lá vai à terceira vitória no ano para os palestrinos. E no auge da dor da derrota uma maldição foi jogada no estádio: Morumbi nunca mais enquanto esse time não for campeão. Plágio descarado do Juca, mas fazer o que?
Sei que maldições não devem ser jogadas a esmo. Mas uma vez jogadas não há volta. A temporada esportiva chega ao fim com um gosto amargo. É hora de pensar na PUC, na vida e em outro assunto qualquer. Resta apenas rezar pelo menor pior aconteça para continuar a cantar aos alviverdes: “PQP... segunda o Corinthians nunca viu (e nem vai ver).
Perder faz parte da vida (e do jogo) e não podemos ver a derrota como algo ruim como eu escrevi em um texto antigo.
Agora é pagar os prejuízos e agüentar a gozações. Mas citando Cartola: O mundo é um moinho.