Duas moças, agorinha...
_Homem não presta...
_Ah, até que têm uns que prestam, vai!
_Ah, até tem. Mas os que prestam ou estão comprometidos, ou são gays, ou não prestam...
Reflexão Pós-Baque: (Se fazem parte do grupo de homens que prestam aqueles que não prestam, então os homens que formam o grupo dos que não prestam são, de fato, a escória do gênero masculino humano, o lixo, a podridão, a inutilidade em sua materialização)
30 de mai. de 2008
Jânio de Freitas
Artigo de hoje (30/05).
STF consagra uma concepção de liberdade que ataca aos poucos os conservadorismos que fizeram a história do país
ÀS 16H40 encerrou-se ontem o percurso de três anos de esperanças e temores, reações e grupos de pressão em torno do destino a ser dado, pelo Supremo Tribunal Federal, à ação contra a lei de liberdade de uso das células-tronco para pesquisa e, com seu esperável êxito, tratamento médico de males hoje insanáveis. Ainda antes de concluídos os votos individuais dos 11 ministros, o Supremo consagrou uma concepção de liberdade que não se restringe ao direito de pesquisa, mas que vai aos poucos perfurando a armadura de conservadorismos, preconceitos e dominações que fez a história do Brasil.Alguns ministros registraram, com clareza, a fenda larga que se abre, com o reconhecimento da liberdade de pesquisas com células-tronco, para que o futuro retome ou abra, sem grande tardança, o debate e a decisão sobre questões próprias dos avanços no mundo contemporâneo, como o direito à interrupção da gravidez indesejada e o direito a preferir a morte ao sofrimento final sem alívio.É lugar-comum o reconhecimento da lentidão com que a humanidade segue no seu caminho sinuoso e acidentado. No Brasil que figurou entre os mais retardatários do Ocidente, por força de circunstâncias externas mas sobretudo das internas, o julgamento de agora significou a contraposição enfim decisória, porque nos termos e instância adequados, que há anos ocorre só por sua própria conta. Por exemplo, entre defensores em geral e adversários religiosos da difusão ampla de preservativos contra a Aids. Como se deu antes com a licença de produção das pílulas anticoncepcionais.As sessões de julgamento proporcionaram exposições de erudição para todos os gostos e todas as necessidades, com um curso completo de embriologia, reflexões epistemológicas sobre a ciência, fundamentos e métodos da biociência, premissas da escola filosófica de Frankfurt e, dada a origem da divergência básica, não faltariam alguns fundamentos teológicos. Foi um espetáculo bonito. Como o julgamento se encerrou em três sessões, não cheguei a me tornar intelectual. O que me leva a admitir que uma pergunta pouco ou nada percebida iria, por si só, ao centro da questão posta. Formulou-a, sem se deter convenientemente nesse expressivo ponto que lhe ocorreu, o ministro Joaquim Barbosa: se negada a liberdade de pesquisa, em nome da vida dos embriões recolhidos à inutilidade no congelamento, "aceitaremos os tratamentos criados por pesquisas com células-tronco de outra nacionalidade?"Se a vida que se perderia com a célula-tronco em pesquisa é razão absoluta para a recusa à pesquisa, a resposta só pode ser a recusa aos tratamentos criados no exterior com células-tronco. Mas que ser humano recusaria, sem se tornar um monstro, o tratamento reparador de um paraplégico, de um cego, de uma cardíaca ou muda ou de outras vítimas de condições trágicas?A pergunta feita pelo ministro Joaquim Barbosa dispensa extensões além de uma resposta simples, ou, até menos que isso, simplesmente intuída.Uma observação à parte do julgamento propriamente foi a preocupação, de vários ministros, de louvar a legitimidade e o proveito do "pedido de vista" com que o ministro Carlos Alberto Menezes Direito sustou, há quase três meses, o julgamento então iniciado. Ninguém, no entanto, contestou a validade regimental do pedido. Contestada, e razão de vasto descontentamento e decepção, foi a oportunidade do pedido, depois de seis meses disponíveis para preparação do seu voto pelo ministro Menezes Direito.Seis a cinco, resultado técnico. Em relação à pesquisa com células-tronco, porém, pode-se entender que foram nove ou dez os votos favoráveis, nem todos computados na maioria vitoriosa por incluírem condicionamentos para autorização e prática das pesquisas.
STF consagra uma concepção de liberdade que ataca aos poucos os conservadorismos que fizeram a história do país
ÀS 16H40 encerrou-se ontem o percurso de três anos de esperanças e temores, reações e grupos de pressão em torno do destino a ser dado, pelo Supremo Tribunal Federal, à ação contra a lei de liberdade de uso das células-tronco para pesquisa e, com seu esperável êxito, tratamento médico de males hoje insanáveis. Ainda antes de concluídos os votos individuais dos 11 ministros, o Supremo consagrou uma concepção de liberdade que não se restringe ao direito de pesquisa, mas que vai aos poucos perfurando a armadura de conservadorismos, preconceitos e dominações que fez a história do Brasil.Alguns ministros registraram, com clareza, a fenda larga que se abre, com o reconhecimento da liberdade de pesquisas com células-tronco, para que o futuro retome ou abra, sem grande tardança, o debate e a decisão sobre questões próprias dos avanços no mundo contemporâneo, como o direito à interrupção da gravidez indesejada e o direito a preferir a morte ao sofrimento final sem alívio.É lugar-comum o reconhecimento da lentidão com que a humanidade segue no seu caminho sinuoso e acidentado. No Brasil que figurou entre os mais retardatários do Ocidente, por força de circunstâncias externas mas sobretudo das internas, o julgamento de agora significou a contraposição enfim decisória, porque nos termos e instância adequados, que há anos ocorre só por sua própria conta. Por exemplo, entre defensores em geral e adversários religiosos da difusão ampla de preservativos contra a Aids. Como se deu antes com a licença de produção das pílulas anticoncepcionais.As sessões de julgamento proporcionaram exposições de erudição para todos os gostos e todas as necessidades, com um curso completo de embriologia, reflexões epistemológicas sobre a ciência, fundamentos e métodos da biociência, premissas da escola filosófica de Frankfurt e, dada a origem da divergência básica, não faltariam alguns fundamentos teológicos. Foi um espetáculo bonito. Como o julgamento se encerrou em três sessões, não cheguei a me tornar intelectual. O que me leva a admitir que uma pergunta pouco ou nada percebida iria, por si só, ao centro da questão posta. Formulou-a, sem se deter convenientemente nesse expressivo ponto que lhe ocorreu, o ministro Joaquim Barbosa: se negada a liberdade de pesquisa, em nome da vida dos embriões recolhidos à inutilidade no congelamento, "aceitaremos os tratamentos criados por pesquisas com células-tronco de outra nacionalidade?"Se a vida que se perderia com a célula-tronco em pesquisa é razão absoluta para a recusa à pesquisa, a resposta só pode ser a recusa aos tratamentos criados no exterior com células-tronco. Mas que ser humano recusaria, sem se tornar um monstro, o tratamento reparador de um paraplégico, de um cego, de uma cardíaca ou muda ou de outras vítimas de condições trágicas?A pergunta feita pelo ministro Joaquim Barbosa dispensa extensões além de uma resposta simples, ou, até menos que isso, simplesmente intuída.Uma observação à parte do julgamento propriamente foi a preocupação, de vários ministros, de louvar a legitimidade e o proveito do "pedido de vista" com que o ministro Carlos Alberto Menezes Direito sustou, há quase três meses, o julgamento então iniciado. Ninguém, no entanto, contestou a validade regimental do pedido. Contestada, e razão de vasto descontentamento e decepção, foi a oportunidade do pedido, depois de seis meses disponíveis para preparação do seu voto pelo ministro Menezes Direito.Seis a cinco, resultado técnico. Em relação à pesquisa com células-tronco, porém, pode-se entender que foram nove ou dez os votos favoráveis, nem todos computados na maioria vitoriosa por incluírem condicionamentos para autorização e prática das pesquisas.
27 de mai. de 2008
legado
Esse menino! Esse menino!! Pô, Esse Menino!!!! Que queria passar as férias de julho de 1968 lá nesse interiorzão de meu deus, ao lado de quem ama, e correndo por nada e cantarolando alguma coisa bem obra-prima do Renato e seus blue caps, usando calças largas e de flanela, sem transpirar, graças a uma tão sonhada cirurgia igual a que se submeteu Bruce Lee. Esse menino, que um dia vai crescer e ter a cara do pai; que vai ser dono de um restaurante chamado La Conspiracion, que vai viajar pro Congo e descobrir, após uma consulta a um psiquiatra conguense, que queria matar seu pai, inconscientemente, e que aí, quando for grande, vai se olhar no espelho e ver a cara cuspida do pai em si. E aí vai chorar ao ouvir a voz do filho, quando este tiver 3 anos, e que será tetraplégico e gênio da arte de empilhar com a boca caixas de fósforo coloridas, aos 21 anos, e que com isso vai virar artista e vai expor suas pilhas de caixinhas na Bienal de São Paulo, onde lá um crítico dirá que o filho do menino “é paradoxalmente um ohhhh e um ahhh e uiii, a aaarrrtchÊ é fenomenaaal desse garotoo”, e que vai morrer sem deixar filhos, mas vai se emocionar ao ouvir Renato e seus blue caps.
Antipropaganda
A dica de site é essa: Antipropaganda! (clica aí!)
A explicação quem dá é o próprio site:
"No Universo, para cada partícula elementar que se conhece atualmente, Lépton, Quarks e Bósons, existe uma antipartícula, com massa igual, porém com carga elétrica e momento magnético inverso. Elas dão origem ao antielétron, ao antipróton e ao antinêutron, ou seja, elas dão origem a antimatéria."
A antipropaganda não é contra a propaganda, ela é fruto da propaganda. Para cada propaganda há uma antipropaganda, de mesma massa, mas com conteúdo inverso.
Enquanto uma cria padrões, a outra destrói padrões. Enquanto uma vende cinismo, a outra propõe sinceridade.
A antipropaganda mantida neste site está à disposição de todos, para ser lançada de encontro às propagandas que nos aprisionam.
O choque da propaganda com sua antipropaganda aniquilará as duas, liberando energia maior que as de explosões atômicas.
A explicação quem dá é o próprio site:
"No Universo, para cada partícula elementar que se conhece atualmente, Lépton, Quarks e Bósons, existe uma antipartícula, com massa igual, porém com carga elétrica e momento magnético inverso. Elas dão origem ao antielétron, ao antipróton e ao antinêutron, ou seja, elas dão origem a antimatéria."
A antipropaganda não é contra a propaganda, ela é fruto da propaganda. Para cada propaganda há uma antipropaganda, de mesma massa, mas com conteúdo inverso.
Enquanto uma cria padrões, a outra destrói padrões. Enquanto uma vende cinismo, a outra propõe sinceridade.
A antipropaganda mantida neste site está à disposição de todos, para ser lançada de encontro às propagandas que nos aprisionam.
O choque da propaganda com sua antipropaganda aniquilará as duas, liberando energia maior que as de explosões atômicas.
Dá uma olhada!
26 de mai. de 2008
Tomas Tranströmer

O poeta, psicólogo e tradutor Tomas Tranströmer, nascido na Suécia em 1931, estreou na poesia aos 23 anos, com Seventeen Poems, de 1954.
Em 1990, ele sofreu um derrame cerebral que paralizou o lado direito de seu corpo, afetando sua fala. Mas Tranströmer continuou a escrever.
Além de poeta, o suéco também é um talentoso pianista, mas que, com o acidente, passou a tocar o instrumento apenas com a mão esquerda, desenvolvendo toda uma técnica para compor dessa forma.
Dois poemas dele:
Igreja românica (tradução de Marcelo Coelho)
Os turistas se apinharam na penumbra da enorme igreja românica
Arco se abrindo atrás de arco e nenhuma perspectiva.
A chama de algumas velas vacila.
Um anjo –não consegui ver a sua face—me abraçou
e o seu sussurro atravessou todo o meu corpo:
“Não se envergonhe de ser um ser humano, orgulhe-se!
Dentro de você um arco se abre atrás de outro, infinitamente.
Você nunca estará completo, e é assim que tem de ser.”
Lágrimas me cegaram
quando fomos conduzidos até a praça ferozmente ensolarada
junto com Mr. e Mrs. Jones, Herr Tanaka e a Signora Sabatini;
dentro de cada um deles arcos e mais arcos se abriam infinitamente.
Os turistas se apinharam na penumbra da enorme igreja românica
Arco se abrindo atrás de arco e nenhuma perspectiva.
A chama de algumas velas vacila.
Um anjo –não consegui ver a sua face—me abraçou
e o seu sussurro atravessou todo o meu corpo:
“Não se envergonhe de ser um ser humano, orgulhe-se!
Dentro de você um arco se abre atrás de outro, infinitamente.
Você nunca estará completo, e é assim que tem de ser.”
Lágrimas me cegaram
quando fomos conduzidos até a praça ferozmente ensolarada
junto com Mr. e Mrs. Jones, Herr Tanaka e a Signora Sabatini;
dentro de cada um deles arcos e mais arcos se abriam infinitamente.
Elegy
I open the first door.
It’s a large sunlit room.
A heavy car passes in the streetand makes the porcelain tremble.
I open door number two.
I open door number two.
Friends! You drank the darknessand became visible.
Door number three.
Door number three.
A narrow hotel room.Outlook on a back street.
A lamp sparking on the asphalt.Beautiful slag of experiences.
--> Para ouvir e baixar algumas músicas de Tranströmer, clique aqui. Em seu site oficial, é possível ouvir um músico que, diante de uma deficiência - a falta dos movimentos de uma mão para completar acordes no piano -, consegue completar-se com as letras. A música lhe dá o tom da solidão e da loucura e, ao mesmo tempo, exige do poeta a clareza e a simplicidade das palavras.
Tchecov Surfistinha
Sei que este blog aqui não deve ser um espaço que possa ser usado como “diarião pseudo-poético” para que eu descarregue minhas frustrações, amarguras e melancolias, mas é que nutro o costume de compartilhar, com meus colegas, momentos grandiosos que me ocorrem neste estágio não tão insigne assim. Não trabalho, afinal, em nenhum grande jornal da grande mídia, o que, muito provavelmente, me ocuparia um grande tempo da minha vida, deixando-me com grande estresse e grande rancor pela, já citada, grande mídia. Minha vaidade – ora, como não!? – também seria grande...
Mas quero registrar que neste último fim de semana tive, a pedidos de minha chefe, que comprar uns livrinhos de piadas curtas. (Quem ainda não sabe, e tem a curiosidade de saber, o motivo de eu trabalhar com esse gênero literário, por favor, me pergunte pessoalmente). Enfim, fui pra Avenida Paulista, no sábado. Desviando de alguns homossexuais que, àquela hora ainda eram minoria, adentrei no Shopping [Pátio?] Paulista. Na livraria Saraiva, eu já havia visto uns livrinhos bem baratos sobre piadas na semana passada. Aproveitando a viagem, fui atrás de alguma obra de algum escritor “pica-de-aço” (esta qualidade, “pica-de-aço”, é usada por um porteiro do meu prédio que, morando há muitos anos em São Paulo, abandonou o típico “cabra-da-peste” nordestino, e passou a usá-la para se referir ao rapaz que tem colhões mesmo!).
Queria algum autor que ainda não conhecia muito. Peguei uma coletânea de contos do Anton Tchecov, chamada O Beijo e outras histórias, com a tradução do Boris Schnaiderman. Legal...Já comecei a ler, em breve escrevo algo sobre o livro!
O “problema” é que, não sei se vocês também sabem (alguns já mais do que sabem), eu TENHO – quero ser enfático aqui – que usar o livro Kama Sutra no meu estágio, para desenvolver um trabalho bastante sério sobre sexualidade. Pois é...Aí que o pessoal lá da empresa já sabe, afinal me observam consultando o livro que ensina posições sexuais, entre outras lições... Desconfiam da minha pessoa, acham que tenho um sorriso perverso; quando vou ao banheiro, as menininhas do tele-marketing imaginam coisas. Sou aquele que é pago pra ver pornografia, dizem. Não é bem assim, mas, na boca do povo, tudo tende a aumentar (ops...).
Enfim...Agora a pouco, entreguei a nota fiscal da compra que fiz na Saraiva. Como a compra consistia em quatro livros de piada e um deslocado Tchecov (isso é que é ser eclético, pensou a moça do caixa da livraria), na nota saiu o preço de cada livro e seus respectivos nomes, assim:
Piadas de Adv.......6,90
Piadas de Méd.......6,90
Piadas de Escr.......6,90
Piadas Muito B......6,90
O BEIJO e out.......38,00
Bem, assim que entreguei a nota pra minha superior, alertei para o fato de que haviam registrado a compra de um livro diferente à lista que ela havia me sugerido, e que este livro havia sido pago à parte por mim.
Na nota, bem grande: O BEIJO...(provavelmente, completou-se o título, na cabeça de minha chefe, com coisas do tipo “O beijo e outros prazeres”; “O beijo e outras técnicas de amor” etc) E, no ar, aquele “climão” de emboscada:
_Ah, você aproveitou e comprou um livro de dicas eróticas! Ótimo!
Realmente, há lugares onde um Tchecov não passa de uma Bruna Surfistinha....
Mas quero registrar que neste último fim de semana tive, a pedidos de minha chefe, que comprar uns livrinhos de piadas curtas. (Quem ainda não sabe, e tem a curiosidade de saber, o motivo de eu trabalhar com esse gênero literário, por favor, me pergunte pessoalmente). Enfim, fui pra Avenida Paulista, no sábado. Desviando de alguns homossexuais que, àquela hora ainda eram minoria, adentrei no Shopping [Pátio?] Paulista. Na livraria Saraiva, eu já havia visto uns livrinhos bem baratos sobre piadas na semana passada. Aproveitando a viagem, fui atrás de alguma obra de algum escritor “pica-de-aço” (esta qualidade, “pica-de-aço”, é usada por um porteiro do meu prédio que, morando há muitos anos em São Paulo, abandonou o típico “cabra-da-peste” nordestino, e passou a usá-la para se referir ao rapaz que tem colhões mesmo!).
Queria algum autor que ainda não conhecia muito. Peguei uma coletânea de contos do Anton Tchecov, chamada O Beijo e outras histórias, com a tradução do Boris Schnaiderman. Legal...Já comecei a ler, em breve escrevo algo sobre o livro!
O “problema” é que, não sei se vocês também sabem (alguns já mais do que sabem), eu TENHO – quero ser enfático aqui – que usar o livro Kama Sutra no meu estágio, para desenvolver um trabalho bastante sério sobre sexualidade. Pois é...Aí que o pessoal lá da empresa já sabe, afinal me observam consultando o livro que ensina posições sexuais, entre outras lições... Desconfiam da minha pessoa, acham que tenho um sorriso perverso; quando vou ao banheiro, as menininhas do tele-marketing imaginam coisas. Sou aquele que é pago pra ver pornografia, dizem. Não é bem assim, mas, na boca do povo, tudo tende a aumentar (ops...).
Enfim...Agora a pouco, entreguei a nota fiscal da compra que fiz na Saraiva. Como a compra consistia em quatro livros de piada e um deslocado Tchecov (isso é que é ser eclético, pensou a moça do caixa da livraria), na nota saiu o preço de cada livro e seus respectivos nomes, assim:
Piadas de Adv.......6,90
Piadas de Méd.......6,90
Piadas de Escr.......6,90
Piadas Muito B......6,90
O BEIJO e out.......38,00
Bem, assim que entreguei a nota pra minha superior, alertei para o fato de que haviam registrado a compra de um livro diferente à lista que ela havia me sugerido, e que este livro havia sido pago à parte por mim.
Na nota, bem grande: O BEIJO...(provavelmente, completou-se o título, na cabeça de minha chefe, com coisas do tipo “O beijo e outros prazeres”; “O beijo e outras técnicas de amor” etc) E, no ar, aquele “climão” de emboscada:
_Ah, você aproveitou e comprou um livro de dicas eróticas! Ótimo!
Realmente, há lugares onde um Tchecov não passa de uma Bruna Surfistinha....
Manhê, eu sou um estagiário mal-remunerado
Tirinha dos malvados a respeito da nossa mui nobre profissão:
Obviamente esta não é tirinha inteira, clica na imagem que um maravilhoso link se abrirá na sua máquina.*
*linguajar de escritório. entenda-se: microcomputador.
*linguajar de escritório. entenda-se: microcomputador.
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