7 de jan de 2010

Cartmanland: sucesso no anti-marketing



Tese de Cartmanland se torna coqueluche do marketing brasileiro

Foi no sexto episódio da quinta temporada de South Park que surgiu a estratégia de marketing chamada de “You-Can't-Come”, ou a aportuguesada Tese de Cartmanland. Escrito por Trey Parker, a história se baseia no fato de que uma avó distante de Cartman morre, mas deixa uma fortuna de 1 milhão de dólares para o fedelho. Ele logo gasta toda a grana para realizar seu sonho de comprar um parque de diversões.

Depois disso, ele faz um comercial que passa na televisão, no qual diz que estava cansado de ficar horas na fila para entrar nos brinquedos e que poderia fazer tudo no local sem que outras pessoas enchessem seu saco. Ele diz então no final do comercial que somente ele poderia brincar no local e ninguém mais poderia entrar.

Esse comercial gera uma reação pública na cidade nunca vista antes. Todo mundo corre até o parque de diversões em desespero para poder entrar, afinal ele havia se tornado uma exclusividade de um garoto e todos queriam entrar naquele lugar onde sabiam que não conseguiriam. Cabe frisar que antes da compra do local, ele estava próximo da falência e ninguém dava a menor bola.

Outros estabelecimentos comerciais repetem a ação de “anti-marketing” de Cartman e começam a expulsar os clientes, seja em restaurantes, lojas de roupas e etc.: em todos os locais onde isso ocorre as pessoas ficam enloquecidas para entrar e comprar freneticamente. Toda a imprensa do país aponta Cartman como o novo gênio do marketing. No fim o Cartman se cansa do pessoal enchendo seu saco para entrar no parque e ele enjoa de tanto brincar já que não havia filas e o vende.

Uma ficção que vira realidade

Um caso real e semelhante dessa Tese ocorre atualmente no Parque da Mônica. Ele tem data para acabar: dia 16 de fevereiro. Um grande movimento dos fãs dos quadrinhos está fazendo com que o local seja novamente lembrado, depois de anos de esquecimento. Hoje a procura por passeios no local está muito maior que a de momentos de glória do local. Todos querem “se despedir” do parque paulistano.

Um comentário:

Alan disse...

Agora entendi sua polêmica estratégia anti-marketing para vencer as eleições.