22 de set de 2009

Marina Silva no PV e no Roda Viva

Charge por Paulo Caruso - Foto: Jair Bertolucci/TV Cultura

Ela ainda não assumiu sua candidatura oficialmente, mas todos já apontam Marina Silva como candidata à presidência. Motivos não faltam, porém certamente o maior deles foi sua saída do PT, partido pelo qual defendeu a ideologia por mais ou menos 30 anos (fiquei com preguiça de pesquisar melhor).

Não assumir também tem todo o sentido. Roseana Sarney e Anthony Garotinho, em eleições distintas, eram dados como certos nas disputas presidenciais e foram postos para trás na hora H. Não acredito que isso venha a acontecer com Marina. Os contextos e pessoas eram outros...

Mas no programa Roda Viva de ontem, da TV Cultura, a nova integrante do PV foi bem espontânea, foi bem ela mesmo. Com a decisão muito evidente de sua candidatura, Serra parece sair como beneficiado para o 1º turno e quiçá para o 2º. Está praticamente sozinho de um lado da balança, enquanto Dilma, Marina e quem sabe, Heloísa Helena disputariam votos de uma mesma parcela dos eleitores.

Não me esqueci de Ciro Gomes, apenas o deixei para ser o fiel da balança no 2º turno. É impossível dizer hoje quais serão os dois finalistas, mas arriscaria Serra e Dilma, mas puro chute. Restaria, nessa hipótese, saber o tom de campanha de Ciro, um camaleão ideológico.

Se sustentar seu estilo João Bobo, que cai para o lado que lhe interessa, acaba se esvaziando e caindo nos índices de voto. Isso sempre acontece com ele. Provavelmente derrotado, estaria ao lado do PSDB. Se Dilma passar, deve receber o apoio de Heloísa Helena, mas não o de Marina (questão de ego, afinal ela saiu do Ministério trocando altas farpas com a candidata petista).

As alianças para o 2º turno parecem já previsíveis, assim como suas conseqüências, só resta acertar o nome dos finalistas. Mas voltando um pouco ao início dessa análise, não sabemos nem se Marina será candidata, ou seja, nada está definido ainda, mas os amantes da Política já começam a agitar as mãozinhas, assim como esportistas agitam para a Copa do Mundo.

Já que usei o exemplo da Copa, tomo a liberdade de usar novamente: ficaria surpreso com alguma homérica zebra como PSOL e PV nessa final. Outro time cogitado foi o PMDB com Aécio Neves. Nem discutiria o nome do governador mineiro pelo PSDB, já que conservador até nesse tipo de decisão, os tucanos já se ferraram muito por arriscar o jogo mais correto.

Para quem não se lembra, Alckmin deixava anos do governo paulista (os oito mais alguns tostões do que herdou de Mario Covas) e não tinha para onde crescer a não ser a presidência. Deveria ter se candidatado deputado federal, pois o resto da história todo mundo sabe.

Aécio deixará anos de governo mineiro, seria a escolha mais correta, que tirar Serra mais uma vez na metade de seu possível mandato duplo. Errar duas vezes seria burrice. Foda-se o governo paulista, o PSDB está com abstinência de presidência.

Mas Aécio perdeu o tempo da bola, deixou-a passar diante de seus pés e furou. No PMDB ele teria a grande chance, puxar o gancho de seu pai Tancredo no MDB. Tinha tudo a ver, mas falou mais alto o desejo de jogar no time grande. É melhor ser reserva de um PSDB-Internacional ou titular de um PMDB-Santos? Bom, se fosse comigo iria para o Santos, Alckmin já foi um exemplo de como a incompetência pode fazer o melhor carro ter os piores resultados.

To com preguiça de voltar no tema inicial da Marina e enfim, quero terminar meu texto aqui mesmo. Esse Jornalismo androcêutico deveria inspirar todos os outros tipos chatos de Jornalismo.

Um comentário:

Max disse...

Em uma frase: Esse texto salvou o meu dia de ontem onde quase tudo havia dado errado.