8 de mai de 2009

Chefe da Coisa Nossa é assassinado

Por Carlos Eduardo Massarico

Por volta das 11 horas da noite de ontem, Maximiliano Fischeri, o grande chefe da Máfia instalada no Brasil conhecida como Coisa Nossa, foi assassinado em seu haras. Não houve testemunhas e ainda nenhuma família rival declarou ser a autora do atentado.

Assim que a polícia chegou ao local, Fischeri ainda estava vivo e consciente, surpreendendo seu segundo filho Ronaldo, que chegou à sala onde seu pai estava no momento do crime. O chefe da Máfia não resistiria por muito tempo. Foram encontradas mais de 60 projéteis no corpo de Fischeri.

Na mansão, além do próprio mafioso, estavam apenas Ronaldo e o conselheiro da família Fischeri, Thom Pacheco, que ficou perplexo com o caso e entrou em estado de choque ainda no haras. Dona de negócios em cassinos clandestinos, prostituição, drogas e venda de camisas do extinto S. C. Corinthians, a família era considerada entre os mafiosos a mais fraca e frágil da cidade de São Paulo.

Herança

Maximiliano Fischeri tinha 98 anos e iniciou sua carreira ainda na época em que seu clube do coração, o S. C. Corinthians, estava em atividades. Sua fortuna veio após a venda de ingressos falsos na final da Copa Libertadores de 2013, quando o clube perderia para o E.C. São Bento, da cidade de Sorocaba, interior do estado.

Anos mais tarde seu nome surgiria novamente em negócios ilegais, até que em 2024 a gangue Coisa Nossa foi considerada pela Polícia Militar como um caso à parte. Foi o início de “Máfia Moderna” na cidade de São Paulo. Seu enterro será realizado no cemitério do Araçá, segundo os amigos, ao som do samba-enredo da escola de samba Gaviões da Fiel de 1998.

Um comentário:

Fax Mischer, repórter do Androzine disse...

Investigações preliminares encontraram uma carta escrita a mão pelo mafioso que não foi enviada horas antes de ser encontrado morto. Boa parte do conteúdo e o destinatário continuam ocultos, mas segundo apurou o Androzine, há um trecho da música “Querem meu sangue” do compositor Jimmy Cliff e imortalizado pela banda brasileira Titãs, uma das favoritas de Fischeri.

“Pois se eles querem meu sangue
Verão o meu sangue só no fim.
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim.”