5 de mar de 2009

The dream is over


Nos conhecemos todos em 2006. Incluo nessa conta mesmo aqueles que já haviam estudado juntos em algum colégio ou cursinho paulistano. Aos que se recordam, éramos felizes, entramos jovens, indefinidos sobre as responsabilidades reais de nossas respectivas vidas. Nesse ano, sairemos como adultos, donos de cada passo em nossos destinos. Triste? Sim, ao menos eu acredito.

Nesse tempo em que estudamos juntos, não é possível dizer que as coisas passaram rápidas demais. Elas não passaram de fato. Isso sim é algo bom por trás do boêmio sentimento de melancolia que nos pode atingir de vez enquando. Praticamente todos nós somos capazes de nos recordar das aulas que tivemos em nossa primeira etapa puquiana. Principalmente a nós androcêuticos, as lembranças vêm com referências ainda maiores. Alguns totens ficarão para sempre marcados. Nossos trabalhos para o Jorge Cláudio, apesar das zoeiras, foram os mais memoráveis de 2006, os devaneios de José Salvador Faro, dentre tantos outros professores. Contraponto, nosso passo inicial dentro do mundo real do Jornalismo. José Arbex Junior e suas reuniões.

Ainda em 2006, a criação do Ciriloelevens, do Cirilo Joker Open, do Rafael Ilha Open, das pérolas do Max. Não sentem falta disso? Espero não estar falando sozinho aqui, me sinto triste ao saber que antes o Androceu foi um gigante entre nós. Max, Thom, João, Otávio, Mario, Gustavo, Alan, Bruno, Luiz, André, Branco, eu. Todos nós tínhamos uma ligação tão forte através do Blog, também com o Gineceu. Houve esse momento marcante. Nossas discussões, nossas energias vivas mais do que nunca mais estariam. Ceci n’est pas un Blog, Conjunção crítica, Contos e Recontos, Kapra Nóis, Me deixem vadiar, Nada a acrescentar, Pixel Zone, Sujeiras do assoalho, Versão Legendada, Zine Qua Non, Quinhão. Todos esses blogs que antes eram vivos, hoje mortos. Ajev, sim, também morto. Será que o Androceu sobreviverá? Não faço hoje uma indagação humorística desse assunto, estou falando sério. Não rogo pragas, pelo contrário, tenho medo do que virá logo depois do final desse curso de Jornalismo. Somente eu tenho esse medo? Onde foram parar os bares pós-PUC? Não voltarão nunca mais.

Veio 2007 já com um pessimismo maior, nos tirou o doce encanto de um Jornalismo verdadeiro. Já não éramos mais turistas, bixos, estávamos com o fardo de veteranos. Estávamos em um momento de intensa mudança em nossas vidas. Ainda no JUCA todos estavam em presença marcada. Coisa que em 2008 já não aconteceu. Terceiro ano e um sentimento pré-maturo de que tudo estava próximo de seu final. Era ainda a metade do caminho, mas e hoje? Quantos meses faltam para nosso desligamento? Agora nos tornamos adultos, acabou uma fase de aproveitar apenas a vida. Sou mesmo extremamente saudosista e sofro por antecipação, peço perdão.

Alguém me responda, para que eu sinta que ainda há chances de vida em ao menos uma parte remanescente do passado, o Androceu e seus leitores. Quando esse feedback acabar, de fato nosso sonho androcêutico estará terminado.

Yesterday,

I was a dreamweaver, but now I’m reborn.

I was a PUC, but now I’m Carlitos.

And so dear friends, we just have to carry on.

The dream is over

3 comentários:

Alan disse...

Androceu forever.

Max disse...

"Serei Androceu mesmo que a PUC esteja longe, mesmo que Podcast se cale, mesmo que o Blog se desbote, mesmo que cada amigo esteja longe.
Serei Androceu, seja longa a jornada, seja dura a caminhada, Androceu no peito e, acima de tudo na alma, no levantamento do copo de cerveja e na memória desvastada. Pois serei Androceu até MORRER"

Autor Desconhecido

mario disse...

Androceu!!!