25 de mar de 2008

No bolso, na agulha e mais 5 no tambor

O Opala preto está parado no semáforo. O insulfilm G5 não dá a menor idéia de quem são os ocupantes do veículo. A pintura é impecável, tirando uma mancha cinza de massa plástica junto do pára-lama dianteiro esquerdo. Os pneus BS Colway são novos, em rodas diamantadas. No pára-brisa, um adesivo “ATECUBANOS” em letras brancas. Além do gorgolejar do seis canecos, o único som que se ouve na noite quente é a batida compassada do rap, vinda de um subwoofer dutado.
Um zumbido distante se aproxima, o som mais agudo conforme se aproxima. Uma mancha azulada à distância se transforma em dois pares de faróis com lâmpadas de xenônio. O Subaru esportivo pára no semáforo. O motorista olha para o Opala, ele aspira por um desafio. Ele acelera, fazendo seu possante rosnar como um fox paulistinha, encerrando a façanha com um assobio de turbo caprichado. Ele está nas nuvens, ele agora tem um ego maior que sua mesada.
O vidro do Opala desce lentamente, com um gemido do motor elétrico. Uma pequena nuvem de fumaça sai de dentro do carro. O homem ao volante do Opala, com uma camiseta da Gaviões da Fiel, tira um 38 prateado do bolso da porta:
- Tá me tirando, mano?

6 comentários:

Max disse...

Aí Mano!

Vai tirar com os irmãozinho da ZL!

Tú não tem humildade nem procedimento para isso mano!

Depois não sabe porque leva um tiro na cara.

Mané!

Paula disse...

Nossa, pesado, hein!

Alan disse...

Subaru é carro de boy.

j. caldeira disse...

é nóis, truta

Fábio disse...

Subaru é carro de boy.(2)

Anônimo disse...

Atraz do G5 sempre há uma Vida loka!
Z/L ´´e nóis