18 de fev de 2008

Aquilo tudo que deixou saudade

Não me diverti até morrer. Não dancei, não beijei (dessa vez não), não cantei música de fossa. Não enchi a mesa, não pedi champanhe e não fumei um Cohiba.
Curti. Numa boa, aliás, sozinho (ou quase). No um a cinco da escala Polanski, o quatro. Vai indo que eu já to indo. Vai na frente, eu te encontro depois e vou estar feliz de curtir junto com você. Mas por enquanto, quero mais uma Skol gelada e um Camel.
Não era pra perder o juízo. A vizinha da sua tia, com um pouco de barriguinha, aparelho nos dentes e um perfume meio enjoativo. Cara, talvez. Mas sem stress, sem precisar mentir, sem enrolação. E legal o bastante pra me fazer um elogio.
Vivo, depois de o que, uns oito meses? Humano. Mais que humano. O Apocalipse.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.”
Ap. 22, 13

Sem querer fazer tipo. Sem vontade de impressionar. Satisfeito comigo mesmo, eu inteiro. Sem me mijar de alegria, mas feliz. O quatro, vai indo que eu já to indo. De leve, pra curtir. Moderação, que nem na carta do Itamaraty. Comedimento.



Comedimento
COMEDIMENTO

Comi de menos
ConhEcIMENTO

COnDIMENTO
comi de mais
autoConhEcIMENTO
COMO UM JUMENTO

4 comentários:

Max disse...

Nada a declarar

Bruno de Pierro disse...

muito bom..um texto que nos deixa anestesiados.

Alan disse...

Ponto positivo pra vc.

Zine Qua Non disse...

Esse é o Mário!