30 de jan de 2008

Uma reflexão sincera

Todo sábado a mesma coisa. Quieto, na minha, me reprimindo a semana inteira quando a vontade era de jogar o telefone e o computador pela janela. Modelo de comportamento, pra chegar no final de semana e dar baixaria de novo. Essa cena ilustra a minha vida. Todo amassado, sujo e abraçado com a privada. Lindinho, momento Kodak.
Por que sempre isso? Essa cena de horror, beber todas e ficar assim? O foda é isso, já pensei nisso antes. Eu estou sempre me reprimindo e quando resolvo relaxar um pouco dá nisso. Ou vai ver é falta de vergonha na cara mesmo. Mas de verdade, estou começando a ficar cansado. Cheio de ser assim, ser alguém falso, alguém que eu não sou só pra agradar os outros, e daí dar baixaria quando eu quero me divertir um pouco.
Aproveitando a minha situação lastimável, eu tomo uma decisão. Chega. Cansei. Por que tem que ser assim?! Nunca teve regra nenhuma pra isso. O que eu quero, sinceramente, é ser feliz. Não importa se vão me julgar, até por que todo mundo já me julga. E eu sei que tem bastante gente que não me tem em um conceito tão bom assim. E outras tantas pessoas queriam mesmo era que eu me fodesse.
E me vem mais uma decisão neste embalo. Mudar as coisas, por que não? Eu sei que sou capaz. Fazer alguma coisa pra compensar os outros. Todo mundo que eu já prejudiquei. Impossível arrumar todas as cagadas, mas tem coisa que eu posso remediar. Começar o dia telefonando, encontrando gente, melhorar tudo que eu prejudiquei. Não quero mais que me vejam como problema, na verdade, ultimamente até eu mesmo tenho vontade de me sentar a porrada de vez em quando.
Aí eu vomitei, escovei os dentes e fui dormir e no dia seguinte acordei me sentindo bem melhor e não pensei mais em nada disso. Deve ter sido o frozen de abacaxi que não caiu muito bem ontem.

3 comentários:

Alan disse...

Carpe Diem!!

max disse...

Eh... deve ter sido o o frozen de abacaxi que não caiu bem...

Bruno disse...

muito bom o texto! um dos melhores do mario....principalmente por que o próprio autor acaba, no fim, reprimindo esse seu momento de desabafo contra tudo aquilo que o reprime.