29 de out de 2007

Falta pouco...


Conversei com a Natália de tarde. E nem sei por que, falei da minha vó. Nós estávamos conversando normalmente, um papo neutro, mas de repente me veio isso. E eu falei. Da funerária, a vó com aquela cara meio cinza, que nem todo o blush que tinham passado ajudava a disfarçar, meu pai no cartório, minha irmã chorando, o vô sozinho sentado no sofá, todas as tias, um terço, tio Gustavo no cemitério e eu. E da conversa que eu tive com a vó, antes da internação. Foi em Janeiro, no aniversário de casamento deles. 49 anos, hein, vó? Ano que vem tem que fazer uma festa, bodas de ouro não é todo dia! É, né, Mario, se Deus quiser... Ah, vó, 49 anos, Deus quer. Pra 50 falta pouco. Aí a vó morreu uns 4 meses depois. A Natália começou a chorar e eu só consegui achar aquilo tudo ridículo.
E agora, o Congresso. Um friozinho na barriga, um toque no freio, a terceira e com alguma sorte, a tangente. Daí a quarta, a curva, o corpo de bombeiros e a L4. Não é nem uma da manhã ainda.

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